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Eleições 2022 Águas paradas nas pesquisas eleitorais

 

 
pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições, as equipes de campanha se debruçam sobre números e recortes das pesquisas eleitorais e projetam estratégias para esta reta final de campanha. Mas os últimos levantamentos de intenção de voto não ajudam a sustentar previsões de mudanças significativas nas preferências do eleitorado nas próximas quatro semanas.
 
 
 
 
A última pesquisa MDA/CNT, divulgada repete o cenário relativamente estável para os candidatos mais competitivos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera com 42,3%, e Jair Bolsonaro, com 34,1%. Ciro Gomes (PDT-CE) se mantém em terceiro, com 7,3%, seguido por Simone Tebet (MDB-MS), com 2,1%.
 
 
 
 
Na comparação com a pesquisa MDA/CNT feita no início de maio, Lula cresceu 1 ponto percentual, enquanto Bolsonaro subiu 2 pontos, quando ainda estavam na disputa João Doria, Sérgio Moro e André Janones, já fora da corrida presidencial.
 
 
 
 
Para avaliar o comportamento do eleitorado com base em um período mais longo, a reportagem buscou os resultados de duas das principais pesquisas de intenção de votos DataFolha e Ipesp – feitas em setembro de 2021 e em março deste ano, para ter uma ideia das mudanças em dois períodos de um semestre.
 
 
 
 
Doze meses atrás, Lula tinha 44% de intenção de votos no DataFolha e 43% no Ipespe. Bolsonaro, em segundo, registrou 26% e 28%, respectivamente. Seis meses depois, Lula seguia na liderança, com 43% nos dois institutos. O presidente registrou, na época, 26% e 28%, respectivamente. Nas últimas pesquisas disponíveis, feitas em agosto, Lula lidera com 47%, contra 32% de Bolsonaro, pelo DataFolha; e por 44% a 35% no Ipespe.
 
 
 
 
“Há meses que eu chamo esta eleição de entediante”, disse o cientista político Alberto Carlos Almeida, autor do livro “A mão e a luva, o que elege um presidente”, lançado neste ano. Ele lembra que Lula cresceu “abruptamente” entre março e junho do ano passado, quando teve suas condenações pela Lava-Jato anuladas.
 
 
 
 
A partir de então, se mantém estável na liderança da corrida presidencial. Bolsonaro, por sua vez, depois de ver o adversário descolar quem está atrás, luta para levar o pleito ao segundo turno, enquanto a equipe do líder joga para não errar e decidir tudo em 2 de outubro.
 
 
 
 
Por enquanto, os números que as pesquisas mostram não avalizam projeções confiáveis. “Mas tudo muito lento, dentro da margem de erro, de uma forma muito suave, sem emoção”, avalia Almeida.
 
 
 
 
Do EM
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