banner5

Olhai os campos do meu Sertão !

 

Bateu saudade das flores do campo. Saudade do meu Sertão, do cheiro do marmeleiro, do aroma da flor do mandacaru. Jesus nos aconselha a olhar as flores do campo. No meu Sertão, quando me meto nas suas campinas, as flores começam a falar. As rosas falam comigo por lá.
 
 
Mas Cartola já disse que as rosas não falam, que bobagem minha! Elas simplesmente exalam o perfume roubado da amada. Não me queixo às rosas, como Cartola cantou em As rosas não falam. Como posso me queixar se quando olho para os campos os meus pensamentos só são os campos e suas flores?
 
 
Nos campos do meu Sertão há árvores, brisa que chega pelo cair da tarde silenciosa, céu azul, sem nuvens, riachos, insetos, pássaros. Os campos são uma entidade, belos em liberdade, tocados pela brisa, pelo sol, pelo meu olhar.
 
Céu azul, depois de chuva no meu Sertão, é uma felicidade. Suas folhas secas renascem nos dando um banho de perfume. Elas florescem do nada, num instalo. As fluorescências do meu Sertão são mais bonitas que as fluorescências do Agreste, mil vezes mais românticas. O mundo, tenho razão de dizer, minha Nayla, são dos românticos.
 
São dos românticos as mais lindas palavras de amor ditas no silêncio de um olhar, naquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande. Romântico é sentir um turbilhão de sentimentos dentro de um corpo que emana amor. O amor não se vê com os olhos, mas com o coração.
 
Olhai os lírios dos meus campos sertanejos! Verás o brilho das estrelas nas noites tranquilas, a música das flautas na solidão das colinas, o cheiro do capim molhado de orvalho, a luz no meio do céu, o brilho da lua, a solidão da madrugada quebrada pela sinfonia dos pássaros.
 
Por: BlogdoMagno
Compartilhe:

Deixe um comentário