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Eleição presidencial nas mãos do eleitor de Minas e São Paulo

 

 

A disputa presidencial chega na sua reta final sob forte expectativa de existência de um segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro ou se o ex-presidente Lula liquida a fatura logo no próximo domingo. Diversos institutos de pesquisas convergem para a liderança de Lula mas divergem sobre a eleição terminar ou não no próximo domingo.
 
Os números estão, naturalmente, no tamanho da abstenção, que em 2018 entre ausentes, brancos e nulos, ficou em algo em torno de 30% do eleitorado, que poderão ditar o rumo da eleição e em dois colégios eleitorais que concentram o maior número de eleitores do país: São Paulo e Minas Gerais.
 
Os paulistas respondem por 22% do eleitorado brasileiro, enquanto os mineiros representam pouco mais de 10% do eleitorado brasileiro, que é de 156 milhões de eleitores aptos. Pesquisas apontam vantagem de Lula sobre Bolsonaro nestes dois estados, e neles o atual presidente teve uma vantagem substancial sobre Fernando Haddad em 2018, quando ficou com 48% dos votos válidos contra 27% do petista em Minas Gerais, enquanto em São Paulo, Bolsonaro obteve 53% contra 16% de Fernando Haddad no primeiro turno.
 
De acordo com o Ipec, em Minas Gerais o ex-presidente Lula teria 46% das intenções de voto contra 31% do atual presidente Jair Bolsonaro, enquanto em São Paulo, Lula teria 43% contra 33% de Bolsonaro. Os levantamentos apontam para uma queda substancial dos votos obtidos por Bolsonaro em relação ao pleito anterior e consequentemente um crescimento vertiginoso da preferência dos paulistas e mineiros pelo Partido dos Trabalhadores com a substituição de Fernando Haddad por Lula.
 
No próximo domingo, se houver a confirmação dos números das pesquisas em Minas e São Paulo favoráveis a Lula, as chances de a fatura ser liquidada no primeiro turno crescem significativamente, caso eles não se confirmem nas urnas, deveremos ter um segundo turno entre o atual presidente e o ex-presidente. Portanto, todas as atenções estarão voltadas para a decisão que paulistas e mineiros tomarão no dia 2 de outubro.
 
Do Edmar Lyra
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