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Raquel captou o sentimento de mudança

 

Raquel Lyra (PSDB) ganhou a eleição por três motivos: a morte do seu marido no primeiro turno, episódio que gerou comoção, a postura de neutralidade na corrida presidencial, que a deixou como opção entre os eleitores de Lula e Bolsonaro, e, o mais importante: conseguiu passar para o eleitor ser a verdadeira alternativa de mudança, o voto anti-PSB.
 
 
Na virada do primeiro para o segundo turno, Marília ganhou o apoio de segmentos do PSB, entre os quais do grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. Quem votou nela no primeiro turno apostou no fim da era PSB. O mesmo se deu com quem votou em Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (UB) e na própria Raquel, ou seja, o eleitor mandou o recado da mudança.
 
 
A foto de Marília com João e depois com lideranças do PT, como Humberto Costa e a senadora eleita Teresa Leitão, foram recebidas pelo eleitorado ávido por mudança como traição, sinal de que o PSB, deletado com a não ida de Danilo Cabral ao segundo turno, iria continuar dando as cartas em Pernambuco.
 
Caiu de graça no colo de Raquel, que assim capitalizou, com maestria e competência, a oportunidade de se transformar no verdadeiro estuário de votos para banir de vez o PSB do poder em Pernambuco.
 
No primeiro turno, Marília, que liderou as pesquisas em todos momentos da campanha, errou ao não participar de nenhum debate, seja no rádio ou na televisão. Com isso, deu a impressão de ter calçado sapato alto, nariz empinado, o que, com certeza, pode ter lhe subtraído mais votos do que supunha.
 
Por fim, Raquel, no enfrentamento com Marília nos debates, teve mais domínio técnico quando tratou de questões administrativas, mesmo sofrendo constrangimentos no campo político quando tratou de explicar sua neutralidade política na disputa presidencial.
 
Por Blog do Magno
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