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Alucinógeno: EUA pedem para pessoas pararem de lamber sapos

 

 

Com o objetivo de proteger os sapos do deserto de Sonoran, também conhecidos como sapos do rio Colorado, o Serviço Nacional de Parques dos EUA fez um apelo um tanto inusitado: que as pessoas parem de lamber esses anfíbios.
 
Sim, os visitantes dos parques andam lambendo os sapos da espécie Bufo alvarius. Mas, por quê? Porque esses animais expelem uma toxina diferente de qualquer outra encontrada em todo o planeta e que, dizem, traz uma experiência alucinógena para aqueles que a consomem – sendo chamada, inclusive, de “molécula de Deus”.
 
Por outro lado, a secreção também é um perigoso veneno que se ingerido pode causar doenças graves e até levar à morte.
Em uma postagem no Facebook, a organização alertou: “Como dizemos em relação à maioria das coisas que você encontra em um parque nacional, seja uma lesma de banana, um cogumelo desconhecido ou um sapo grande com olhos brilhantes na calada da noite, por favor, evite lamber. Obrigado”.
 
De acordo com o jornal The New York Times, a demanda pela secreção do sapo aumentou nos últimos anos, com uma crescente “indústria do sobrenatural” atendendo aqueles que buscam uma vivência psicodélica. Em alguns casos, a absorção da toxina é tratada como um verdadeiro ritual, com os interessados pagando até milhares de dólares para uma experiência que dura de 15 a 30 minutos muito intensos.
 
Quando se sente ameaçado, o sapo libera uma substância chamada 5-MeO-DMT, que normalmente é raspada, seca e fragmentada em pedaços minúsculos como grãos de areia para ser fumada em um tubo ou cachimbo. O ritual de fumar um “bufo”, como é popularmente chamado, é uma prática que remonta a décadas – no entanto, não se sabe quando as pessoas começaram a lamber diretamente os corpos dos animais.
 
Por causa disso, não bastasse ser alvo de predadores como guaxinins ou atropelados nas estradas, agora os sapos também são vítimas da caça ilegal e do contrabando de animais selvagens.
 
Do Olhar Digital
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