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Ponte de Carnaíba recebe nome de Seu Dezinho Felicidade

 

Concluída na gestão do prefeito Antônio Rodrigues Sobrinho (1993 a 1997), a ponte de Carnaíba, que liga o centro da cidade ao Bairro de Carnaíba Velha, receberá o nome do ex comerciante José Francisco de Souza, popularmente conhecido como Dezinho da Felicidade.
 
A proposta foi apresentada na Câmara de Vereadores de Carnaíba pelo Vereador Juniano Ângelo e aprovada em primeira e segunda sessão por unanimidade pelo 11 vereadores que elencam o Poder Legislativo de Carnaíba.
 
O Projeto de Lei apresentado por Juniano foi o de número 22/2022 que EMENTA a denominação de ponte José Francisco de Souza. A Lei entra em vigor a partir de sua publicação.

 

José Francisco de Souza, conhecido por Dezinho da Felicidade, nasceu em 17 de Dezembro do ano de 1914 no sitio Laje Velha, zona rural de Flores, filho de Pedro Francisco Serafim e Felicidade Ana de Jesus.
 
Foi um homem simples, rústico, filho e pai exemplar. Desde sua infância assumiu a responsabilidade de dono de casa com a ausência de seu pai, tendo que trabalhar na agricultura para dela tirar o sustento da mãe e dos irmãos, teve uma juventude sofrida, marcada por situações extremamente difíceis, os quais com muita coragem, perseverança e com o espirito de luta, conseguia sempre superar as dificuldades.
 
Seu Dezinho exerceu as mais diversas atividades, desde o cultivo da terra até o comercio dos mais variados ramos. Como viajante de caminhão, junto com seu irmão Antônio e depois com os filhos Rivaldo e Didi da Felicidade, também viajando nas barcas do Rio São Francisco, trazendo cereais para abastecer a região de Carnaíba, sofrida pela seca. Mas foi com a agropecuária que seu Dezinho se identificou mais, fazendo desta atividade o seu oficio diário, o que lhe dava muito prazer, pois segundo ele “Quem faz o que gosta, não se cansa”.
 
Ao lado de Dona Anunciada, mulher de espirito forte que se somou a ele, organizaram uma família de cinco filhos que foi orgulho para ele.
 
Apesar de semianalfabeto, foi um grande herói, porque sem salário conseguiu estruturar todos os seus filhos e encaminha-los na vida. Foi esposo, pai, avô, tio, sogro e tinha uma verdadeira adoração pelos seus netos, principalmente pelos menores, a quem beijava de um a um, mesmo nos momentos mais tristes que viveu durante sua enfermidade, pois a presença de cada um deles trazia-lhes alento e conforto.
 
Experimentou a crueldade na década de 90 de um sequestro a desumanidade de um cativeiro, onde passou 60 dias de amargura, humilhações, isolamento e a saudade da família, dos amigos e de sua terra. Homem de uma visão extraordinária, inteligente, que pensou grande e conseguiu realizar um projeto de vida, num trabalho incansável, na luta do dia-a-dia.
 
A Sessão da Casa Major Saturnino Bezerra foi presidida pelo vereador Cícero Batista.
 
Por Cauê Rodrigues
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