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Caminhada de conscientização social para a causa do Transtorno do Espectro Autista tem muda trânsito em Boa Viagem.

Caminhada de conscientização do autismo acontece no sábado (6) (Foto: Divulgação)
Caminhada de conscientização do autismo acontece no sábado (6) (Foto: Divulgação)

Para marcar o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (ETA), uma caminhada será realizada, no sábado (6), em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
Em virtude do evento, a  Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) montou um esquema especial para orientar os motoristas.
A caminhada começa às 13h30 e , por isso, haverá  bloqueios de trânsito.
Está previsto um  percurso será pela orla, com concentração no Terceiro Jardim.
Os participantes seguirão até o Primeiro Jardim. Durante o percurso, a via será parcialmente obstruída.
Segundo  a organização do evento, o encerramento está previsto para às 18h.
A liberação da via deve ocorrer no mesmo horário.
Mobiliza TEA
A 3ª Caminhada Pernambucana pela Conscientização sobre o Autismo, organizada pelo MobilizaTeaPE. Com o lema “O melhor presente é ser presente”.
A ideia é sensibilizar a sociedade sobre a importância da inclusão social das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento.
Conheça o movimento 
O MobilizaTeaPE tem desempenhado um papel crucial na liderança de mobilizações em prol dos autistas, desde a luta pelo IAC do autismo no TJPE até a representatividade na Mobilização Nacional pelos Direitos das Pessoas com Deficiências Físicas e Intelectuais.
O grupo é reconhecido pela sua transparência e determinação, lutando incansavelmente pela garantia dos direitos das pessoas com TEA, inclusive pela aprovação da Lei do Rol exemplificativo da ANS.
Por: DP.

Quem tem direito a um mediador escolar?

Para pensarmos qual é o melhor papel para o acompanhante, é preciso que tenhamos as informações sobre que conhecimento tem sido produzido a este respeito. Existem diversas possibilidades.

Autismo
Autismo – Freepik

A lei 12.764 de 2012 diz que pessoas com autismo com comprovada necessidade têm direito a um acompanhante especializado. No entanto, a lei falhou ao não dizer qual é o papel deste profissional e não especificar como se verifica esta tal “comprovada necessidade”. Isso gera inúmeros problemas no exercício do direito, sendo dois os mais expressivos: a) a transformação do “acompanhante especializado” em mero cuidador; e b) a negação do direito ao acompanhante à criança ou adolescente que dele necessita.

Para pensarmos qual é o melhor papel para o acompanhante, é preciso que tenhamos as informações sobre que conhecimento tem sido produzido a este respeito. Existem diversas possibilidade

Uma delas é o acompanhante como cuidador. Nesta perspectiva, o profissional não pode ter nenhum papel pedagógico e só é adequado quando a criança tem dificuldades para se comunicar, andar, comer ou fazer sua higiene pessoal, isto é defendido pela corrente a que denominamos de Inclusão Total.

As demais perspectivas são defendidas por diferentes intelectuais da corrente a que denominamos de Educação Inclusiva.

Na inclusão do acompanhante como Bidocência, este profissional é um professor especialista naquela deficiência e deve apoiar o estudante em inclusão, em diferentes esquemas.

No caso da inclusão do acompanhante como Ensino Colaborativo, ele é um professor especialista em Educação Especial, que apoia o professor regente com a sala em diferentes esquemas de redistribuição.

Por fim, temos o acompanhante como implementador de intervenção comportamental. Aqui, o estudante deve ser avaliado antes do processo de inclusão. Na avaliação, devem ser definidos os objetivos e programas de ensino para sua plena inclusão e o acompanhante deve ser treinado para implementar estes programas e registrar os dados dele decorrentes.

Esta última perspectiva é a que possui as melhores evidências de que seja um caminho seguro a se seguir, modelo largamente dominante na escolarização nos Estados Unidos. Nela, o acompanhante não precisa ter formação superior, daí que seja acessível financeiramente, e o centro do processo de inclusão é a figura equivalente ao professor da Sala de Recursos. É ele quem avalia a criança ou adolescente e define os programas de ensino (Plano de Ensino Individualizado), treina os acompanhantes e os mantêm sob supervisão – tudo isso preferencialmente com apoio de equipe multidisciplinar.

Ainda restou a questão da definição de quem possui efetivamente o direito ao acompanhante. Se a política em vigor for condizente com o primeiro grupo apresentado, só têm direito as pessoas com dificuldade de comunicação, locomoção, alimentação ou higiene, o que deve ser avaliado por um médico. Mas, se houver uma política condizente com as demais posições, então a questão é pedagógica e devemos definir quem precisa de apoio.

A grande questão aí é que não dar apoio a quem precisa o impede de avançar e dar apoio a quem não precisa o torna dependente e também barra sua evolução. A tradição educacional brasileira é muito mais sustentada por discursos do que por processos técnicos, que são fundamentais para este tipo de decisão.

Sustento que um instrumento já validado no Brasil e largamente utilizado nos EUA para este tipo de avaliação deveria ser adotado por nós, pois é capaz de descrever a necessidade, ou não, das crianças ou adolescentes terem um acompanhante especializado. Trata-se do VB-MAPP, que também serve para orientar o Plano de Ensino Individualizado.

A ideia é fugir a todo custo de saídas improvisadas ou intuitivas e aproveitar o melhor conhecimento já produzido no mundo para as pessoas com autismo.–

Lucelmo Lacerda , doutor em Educação, com Pós-doutorado em Psicologia e pesquisador de Autismo e Inclusão, autor do livro “Crítica à Pseudociência em Educação Especial – Trilhas de uma educação inclusiva baseada em evidências”.

Por: JC

 

SES-PE oferta cursos livres sobre o cuidado integral da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Ação contempla diversos públicos, desde cuidadores até agentes de segurança e atenção primária.
Com carga horária de 80h, as pessoas podem se inscrever nos cursos a partir desta quinta-feira (28). (Foto: Reprodução/ Portal SES-PE)
Com carga horária de 80h, as pessoas podem se inscrever nos cursos a partir desta quinta-feira (28). (Foto: Reprodução/ Portal SES-PE)

Para promover ações e informações sobre os cuidados da pessoa com Tratamento do Espectro Autista (TEA), a Secretaria Estadual de Saúde através da Escola de Governo em Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE), vai realizar nesta quinta-feira (28), às 16h, o lançamento de quatro cursos livres na modalidade virtual sobre o cuidado integral da pessoa com TEA e familiares.

Os interessados poderão acompanhar a transmissão do evento no canal oficial do Youtube da ESPPE clicando aqui.
Inscrição
Com carga horária de 80h, as pessoas podem se inscrever a partir desta quinta (28), através do site, disponível aqui.
Os cursos são divididos em quatro temáticas:
Curso 1 – Atenção às pessoas com transtorno do espectro autista na atenção primária à saúde, voltado para profissionais que atuam na atenção primária à saúde;
%u2028%u2028Curso 2 – A prática inclusiva na escola e as pessoas com transtorno do espectro autista, direcionado a profissionais que atuam na rede de educação ;%u2028%u2028
Curso 3 – Curso para cuidadores de pessoas com transtorno do espectro autista, voltado para o público que cuida de pessoas com TEA;
%u2028Curso 4 – Agentes de Segurança na abordagem às pessoas com transtorno do espectro autista, voltado para profissionais que atuam como Agentes de Segurança.
A construção dos cursos da ESPPE são de um trabalho intrasetorial com equipes das áreas técnicas da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e com a parceria de equipes da Secretaria de Educação e Esportes (SEE), da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas (SDSCJPV), da Secretaria da Mulher (SM) e da Secretaria de Defesa Social (SDS).