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MP do Ceará denuncia homem que assediou mulher em elevador.

Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que o homem apalpou as nádegas da vítima, em 15 de fevereiro, em Fortaleza, no Ceará (foto: Reprodução/Redes sociais)
Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que o homem apalpou as nádegas da vítima, em 15 de fevereiro, em Fortaleza, no Ceará (foto: Reprodução/Redes sociais)
Após a divulgação do caso, outras duas mulheres fizeram denúncia contra Israel Leal Bandeira Neto, que foi denunciado por importunação sexual.

O Ministério Público do Ceará apresentou uma denúncia, no domingo (24), contra o assessor de investimentos Israel Leal Bandeira Neto pelo crime de importunação sexual. Imagens de câmeras de segurança flagram o momento em que o homem tocou as partes íntimas de uma mulher dentro de um elevador em Fortaleza, em 15 de fevereiro. Além da denúncia, o MP apresentou parecer favorável à prisão preventiva de Israel.

Embora tenha ocorrido em fevereiro, o caso só veio à tona na semana passada, após a empresa em que o assessor de investimentos trabalhava demiti-lo e emitir uma nota de repúdio sobre o crime de assédio. “O referido profissional foi afastado de suas atividades na empresa, de imediato e em definitivo”, disse a empresa no comunicado, além de repudiar atos de violência, abuso e importunação.

O caso foi investigado pela Polícia Civil e as provas foram enviadas para a Justiça na mesma semana que o caso se tornou público Na ocasião, a defesa de Leal Bandeira afirmou em nota que o acusado havia imaginado “tratar-se de outra mulher com quem tinha intimidade”.

Outras vítimas

Após o caso ganhar notoriedade ao ser vinculado pela mídia, outras duas mulheres procuraram as autoridades para denunciar Israel pelo mesmo tipo de crime. De acordo com as novas denúncias, os casos teriam acontecido em dezembro de 2022, no bairro Joaquim Távora. Segundo relato das vítimas, Bandeira Neto teria tocado o corpo delas, mãe de 41 anos e filha de 23 anos, em um elevador, após uma festa de aniversário.

As novas denúncias estão sendo investigadas pela Polícia Civil, que está em fase de apurar as circunstâncias do fato. A defesa do acusado alega não ter tido acesso aos depoimentos das novas denúncias. “Mesmo assim, ele nega veementemente qualquer contato com essas supostas vítimas”, afirma Bruno Queiroz.

Por: Correio Braziliense

Investigação sobre Marielle é enviada ao STF por envolvimento de autoridade com foro.

A vereadora Marielle Franco foi assassinada no dia 14 de março de 2018 (foto: Divulgação/Alerj)
A vereadora Marielle Franco foi assassinada no dia 14 de março de 2018 (foto: Divulgação/Alerj)

Diligências estão em segredo e as autoridades se concentram agora em descobrir quem é o mandante dos crimes.

As investigações sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em razão do envolvimento de autoridade com foro privilegiado. As diligências foram encaminhadas à corte pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão ocorre quando os homicídios completam seis anos.

O envolvimento de autoridade com foro por prerrogativa de função foi publicado pelo Portal G1 e confirmado pelo Correio junto a fontes na Polícia Federal que atuam na investigação do caso. O foco das autoridades é determinar quem foi o mandante do assassinato. Nos últimos anos, as investigações avançaram para localizar os atiradores e criminosos que estavam dentro do veículo usado no crime que ocorreu em 2018 no centro do Rio de Janeiro.

As autoridades com foro privilegiado, ou seja, que são julgadas pelo Supremo, são o presidente da República, vice-presidente, ministros, senadores, deputados federais, integrantes dos tribunais superiores, como o STJ, o STF e o Tribunal Superior Eleitoral, além de membros do Tribunal de Contas da União e embaixadores.

Até agora foram presos o ex-policial militar Ronnie Lessa, Élcio de Queiroz, Maxwell Simões Corrêa e Edilson Barbosa dos Santos. As investigações correm em sigilo e não foi possível saber quem é a autoridade implicada por suposto envolvimento no crime.

Seis anos do crime 

O assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e do motorista Anderson Gomes completa seis anos nesta quinta-feira (14). Marielle foi morta a tiros em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. A vereadora, que saía de um evento com mulheres negras, foi atingida com quatro disparos na cabeça. Anderson Gomes, motorista do carro que a transportava pela cidade, foi alvejado por três projéteis nas costas. Após mais de meia década, o crime ainda segue sem respostas sobre mandante e motivação.

A atualização mais recente na investigação do caso é a prisão, em fevereiro, do dono de um ferro velho que “recebeu, desmanchou e descartou” o carro usado nos assassinatos. Ele foi identificado como Edilson Barbosa dos Santos. A denúncia oferecida pelo Ministério Público apontou que o acusado “impediu e embaraçou as investigações de infrações penais envolvendo organização criminosa, causando sérios prejuízos à administração da Justiça e, por consequência, à busca da verdade real”.

Além dele, outros três estão presos: Ronnie Lessa (acusado de disparar contra Marielle e Anderson), Élcio de Queiroz (que dirigia o carro no momento da execução) e Maxwell Simões Corrêa (que teria vigiado a vereadora, cedido o carro e ajudado a esconder as armas). Cabe destacar que Ronnie e Élcio fecharam acordo de delação com a Polícia Federal.

Confira as informações no Correio Braziliense.

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Nova mesa diretora do TJPE toma posse e presidente foca na tecnologia e eficiência dos serviços.

O novo presidente especificou as ações que pretende colocar em prática, como investimento em tecnologia, e reforçou a força da união de todos que compõem o TJPE (Foto: Sandy James/DP)
O novo presidente especificou as ações que pretende colocar em prática, como investimento em tecnologia, e reforçou a força da união de todos que compõem o TJPE (Foto: Sandy James/DP)

A eleição dos novos dirigentes do TJPE ocorreu por aclamação no dia 6 de novembro de 2023.

A nova mesa diretora do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para o biênio 2024/2026 tomou posse em uma sessão solene realizada na Sala de Sessões do Palácio da Justiça do Judiciário estadual nesta sexta-feira (2).

Foram empossados os desembargadores Ricardo Paes Barreto como presidente, Fausto Campos no cargo de 1º vice-presidente, Eduardo Sertório na 2ª Vice-Presidência e Francisco Bandeira de Mello como corregedor-geral da Justiça.
desembargador Luiz Carlos Figueirêdo declarou empossado o desembargador Ricardo Paes Barreto e o convidou a assumir a presidência. Presidindo a cerimônia, o novo chefe do Judiciário pernambucano convidou os desembargadores Fausto Campos, Eduardo Sertório, e Francisco Bandeira de Mello para prestarem o juramento e assinarem o livro de posse, nos respectivos cargos.
“Vamos lutar o bom combate, todos, de mãos dadas, para que o resultado seja rápido e bastante efetivo. Implantação das diretorias gerais para gerir os processos que serão 100% eletrônicos em todas as unidades do Estado, impessoalizando os serviços e viabilizando o controle do tempo razoável do processo, ficando as unidades apenas com a produção, sua atividade fim. Em seguida, vamos implantar a Inteligência Artificial em todo o Estado, não para afastar a atividade humana, que é e será sempre imprescindível, mas para auxiliar nas rotinas repetidas e tornar a prestação de nossos serviços mais eficiente. Vamos implantar o pagamento dos créditos da Justiça através da ferramenta Pix, dando uma enorme velocidade naquilo que os advogados e demais credores tanto reclamam”, disse o novo presidente Ricardo Paes Barreto.
O desembargador também falou sobre a aproximação do Judiciário com a sociedade, os poderes e órgãos públicos e segmentos que fortalecem o trabalho do TJPE. “Será de relevância nessa condução a aproximação do Judiciário com a sociedade, não de relações comprometedoras, mas sim do modo mais transparente, republicano e leal com todas as instituições essenciais ao Judiciário, em especial com o Governo do Estado, com a Assembleia Legislativa, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, a Defensoria Pública, os governos municipais e toda a advocacia, pública e privada, mas também estaremos ligados e preocupados com os demais setores do meio social que nos cercam, o empresariado, os trabalhadores, os humildes, as minorias, sem esquecer de todos os imprescindíveis veículos de mídia falada, escrita e televisiva, indispensáveis ao regime democrático que vivemos, como igualmente com a Associação dos Magistrados e os Sindicatos dos servidores”.
A gvernadora Raquel Lyra parabenizou a nova mesa diretora e agradeceu o desembargador Luiz Carlos.
“O Tribunal de Justiça de Pernambuco é uma instituição histórica, que garante a ética como princípio fundamental do comportamento dos agentes públicos. Que o povo pernambucano possa se sentir legitimamente representado pelos Poderes públicos, porque sem justiça social nenhuma das garantias, como saúde, educação e segurança, se sustentam. Por isso, é com grande satisfação que eu parabenizo os integrantes que tomam posse na nova Mesa Diretora, em nome do desembargador Ricardo Paes Barreto, com desejo de muito sucesso nessas ações, e também agradeço ao desembargador Luiz Carlos pela seu empenho e dedicação à frente do TJPE”, destacou.
A mesa de honra do evento foi composta pelo presidente do TJPE, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueirêdo, pela governadora do Estado, Raquel Lyra, pelo ministro Humberto Martins, representando a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura, pelo ministro da defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, pelo prefeito do Recife, João Campos, pelo procurador geral de Justiça do Ministério Público do Estado, Marcos Carvalho, e pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/Pernambuco, Fernando Ribeiro Lins.

Torres, Doria e Randolfe foram espionados pela Abin, diz TV.

Anderson Torres, Randolfe e João Doria estão entre os espionados (foto: Ed Alves/CB/DA.Press - Pedro França/Agência Senado - Ed Alves/CB/DA.Press)
Anderson Torres, Randolfe e João Doria estão entre os espionados (foto: Ed Alves/CB/DA.Press – Pedro França/Agência Senado – Ed Alves/CB/DA.Press)
Foco das investigações são os destinatários de informações coletadas ilegalmente de 1,8 mil pessoas.

Deputados, senadores e até ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro foram espionados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão do ex-presidente. De acordo com o Jornal da Band, na lista de autoridades alvo do monitoramento estão Anderson Torres, o general Santos Cruz, João Doria, Randolfe Rodrigues e Abraham Weintraub.

Torres era ministro da Justiça, Santos Cruz da Secretaria de Governo e Weintraub ocupava a pasta da educação. De acordo com a emissora, a lista inclui ainda a cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, como o presidente do colegiado, Omar Aziz, e o relator, Randolfe Rodrigues. Outros nomes que aparecem são dos deputados Kim Kataguiri e Humberto Costa.

O governador de São Paulo, João Dória, também aparece ao lado de outros nomes que já eram conhecidos, como do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), além do atual ministro da Educação, Camilo Santana. Ao Correio, fontes da Polícia Federal confirmaram que Humberto Costa, Santos Cruz e João Dória foram espionados, de acordo com o que foi identificado pela investigação até o momento.

O foco das investigações são os destinatários de informações coletadas ilegalmente de 1,8 mil pessoas, entre elas deputados, jornalistas, advogados e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na semana passada, o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin, foi alvo de mandados de busca e apreensão. Para realizar a espionagem, os integrantes do grupo utilizavam o software First Mile – que atua interceptando o sinal de celular dos alvos, baseado em pulsos enviados para torres de telefonia. Foram registrados 66 mil logs, ou seja, acessos indevidos. Além deste programa, outros eram usados para acessar informações mais profundas, como mensagens de texto e conteúdo das redes sociais de quem era monitorado.

Confira as informações no Correio Braziliense.

Caso Beatriz: MPPE apresenta argumentos para que júri popular de Marcelo da Silva seja mantido.

A menina Beatriz foi morta em dezembro de 2015 com 42 golpes de faca (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
A menina Beatriz foi morta em dezembro de 2015 com 42 golpes de faca (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

O assassinato da menina Beatriz completou dez anos em dezembro de 2023.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) refutou o recurso da defesa de Marcelo da Silva, acusado da morte da menina Beatriz Angélica Ferreira Mota em 2015. O órgão apresentou argumentos para que o júri popular seja mantido e o acusado se sente no banco dos réus para que o Judiciário decida pela condenação.

A menina Beatriz foi morta em dezembro de 2015 com 42 golpes de faca durante uma cerimônia de formatura da irmã dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. A medida do MPPE foi expedida pela 7ª Promotoria de Justiça Criminal de Petrolina.
Na pronúncia, o Judiciário afirma que há prova da existência material do crime e indícios suficientes para responsabilizar Marcelo da Silva pelo assasinato da menina Beatriz. Por isso, o acusado deve ser julgado pelo Tribunal do Júri pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel e emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, com aumento de pena por se tratar de vítima menor de 14 anos.
“Em síntese, o recurso da defesa suscita questões processuais que, a seu sentir, comprometem a validade das provas e, no mérito, traz a tese de inexistência de base probatória para sustentar essa decisão de pronúncia. Porém, com o devido respeito à Defesa Técnica, entendemos que os fundamentos defensivos não merecem guarida, visto que a produção probatória obedeceu aos ditames legais de regência, a materialidade delitiva está cabalmente evidenciada pela prova pericial e a autoria do homicídio foi comprovada mediante laudo de coincidência genética, análise de câmeras de segurança, depoimento de inúmeras testemunhas, dentre outros elementos de convicção trazidos aos autos”, destaca a  Promotora de Justiça Jamile Figueirôa Silveira Paes.
Ainda segundo a promotora, “constata-se a presença de indícios sólidos de autoria em desfavor do réu, cabendo ao Conselho de Sentença o julgamento do caso e a última palavra sobre a responsabilidade penal de Marcelo da Silva”.
Outras medidas
A defesa de Marcelo da Silva também pediu a representação ao Ministério Público Federal de instauração de um incidente de deslocamento de competência, ou seja, que o julgamento fosse transferido da Justiça Estadual para a Justiça Federal.
Porém, nas contrarrazões, a promotora de Justiça Jamile Figueirôa Silveira Paes alega que em momento algum o acusado demonstrou a existência de ameaças ou violações aos seus direitos e garantias.
A menina Beatriz Angélica Ferreira Mota, de 7 anos, foi morta com 42 golpes de faca em uma escola em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, em dezembro de 2015. O corpo da menina foi encontrado com diversos ferimentos de faca dentro de um depósito de materiais esportivos ao lado da quadra onde acontecia a formatura. Beatriz desapareceu tempos depois de se afastar da mãe após ter ido até o bebedouro do colégio que ficava na parte inferior da quadra.
Em 2022, o  Ministério Público de Pernambuco denunciou, à Jústiça, Marcelo da Silva pelo assassinato da menina. O homem foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, com qualificadoras de motivo torpe, com emprego meio cruel e mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, causando um aumento de pena de um terço, pois o crime foi praticado contra uma pessoa menor de 14 anos.
O caso da menina ganhou grande notoriedade, mas só foi começar a ser solucionado em janeiro de 2022, seis anos após o crime. O suspeito foi identificado pela Polícia Científica a partir de exames de DNA encontrados na faca utilizada no assassinato da criança. O material genético foi comparado com 124 pessoas suspeitas, até chegar a Marcelo que já estava preso por outros crimes e chegou a confessar o assassinato.

 

Bolsonaro comenta delação no caso Marielle: “Para mim, é um alívio”.

Bolsonaro: "Em 2019, tentaram me vincular ao caso e me apontar como mandante do crime" (foto: Igo Estrela/Metrópoles)
Bolsonaro: “Em 2019, tentaram me vincular ao caso e me apontar como mandante do crime” (foto: Igo Estrela/Metrópoles)

Ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou estar ‘aliviado’ com delação de Ronnie Lessa à Polícia Federal sobre o assassinato de Marielle Franco.

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou estar “aliviado” com a delação de Ronnie Lessa à Polícia Federal (PF) sobre o assassinato de Marielle Franco. Segundo o ex-policial militar e réu confesso, Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ, foi um dos mandantes do crime que tirou a vida da vereadora e do motorista Anderson Gomes.

Para Bolsonaro, a delação encerra questionamentos sobre sua participação no caso Marielle: “Para mim, é um alívio. Bota um ponto final nessa história. Em 2019, tentaram me vincular ao caso e me apontar como mandante do crime. Teve o tal do porteiro tentando vincular a mim [Lessa e Bolsonaro moravam no mesmo condomínio, na Barra da Tijuca, no Rio]. Eu estava na Arábia na ocasião e fui massacrado”.

A coluna também abordou a atuação política da família Brazão. Em 2014, na última eleição antes de virar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Brazão apoiou a reeleição de Dilma Rousseff. Em 2022, o irmão dele, deputado federal Chiquinho Brazão, fez campanha para Bolsonaro.

Confira as informações na coluna Paulo Cappelli, no Metrópoles.

Domingos Brazão: “Não mandei matar Marielle. A PF está me fazendo sangrar”.

Domingos Brazão é um político de longa carreira no RJ e atual conselheiro do Tribunal de Contas do estado (TCRJ) (foto: Reprodução)
Domingos Brazão é um político de longa carreira no RJ e atual conselheiro do Tribunal de Contas do estado (TCRJ) (foto: Reprodução)
Político diz que citações ao seu nome são tentativas de ocultar autores do assassinato de Marielle.

“Não mandei matar Marielle”, garante, em entrevista ao Metrópoles, Domingos Brazão, político de longa carreira no Rio e atual conselheiro do Tribunal de Contas do estado (TCRJ). Ele é citado nas apurações do caso Marielle Franco há mais de 3 anos, mas as investigações andaram pouco no período – até a entrada da Polícia Federal no circuito, em 2023.

A temperatura sobre Brazão está aumentando com a notícia de que ele teria sido delatado pelo PM reformado Ronnie Lessa como mandante do assassinato da vereadora, em 2018, num crime que também vitimou seu motorista, Anderson Gomes. A delação ainda não teria sido homologada pela Justiça.

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, Brazão diz viver um drama injusto. “Mas não tira mais meu sono”, afirmou na tarde desta terça-feira (23).

Confira as informações completas no Metrópoles.

Família de Marielle aguarda informações oficiais sobre o caso.

A vereadora do Rio Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em março de 2018 (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
A vereadora do Rio Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em março de 2018 (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

“Não descansaremos enquanto não houver justiça”, escreveu a ministra Anielle Franco, nas redes sociais.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, usou as redes sociais nesta terça-feira (23) para dizer que sua família aguarda comunicados e resultados oficiais sobre as investigações do assassinato de sua irmã, a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes.

“Recebi as últimas notícias relacionadas ao caso Marielle e Anderson e reafirmo o que dizemos desde que a tiraram de nós: não descansaremos enquanto não houver justiça”, escreveu.

A ministra se refere a publicações da imprensa nesta semana que afirmam que o ex-policial militar Ronnie Lessa teria aceito acordo de delação premiada com a Polícia Federal e fornecido informações que apontam o mandante do crime.

O assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completa seis anos no dia 14 de março, e, com a entrada da Polícia Federal nas investigações, em 2023, houve alguns avanços, como a delação premiada do ex-PM Élcio Queiroz, que dirigia o carro usado no crime. Em julho do ano passado, agentes da PF que participavam das investigações informaram que, na delação, Queiroz apontou o também ex-policial militar Ronnie Lessa como o autor dos assassinatos de Marielle e Anderson.

Agora, matérias da imprensa relatam que depois de negociações desde o ano passado, Lessa também aceitou fazer revelações sobre o crime em delação premiada à Polícia Federal. Em resposta à Agência Brasil, a coordenação de comunicação social da PF no Rio de Janeiro informou que não poderia dar detalhes sobre as investigações em andamento.

Na publicação em seus perfis no Instagram e no X, a ministra da Igualdade Racial lembrou que são quase seis anos da maior dor que sua família sentiu.

“A resposta sobre esse crime – quem mandou matar Marielle e Anderson e o porquê – é um dever do Estado brasileiro”, concluiu.

Monica Benício

A viúva de Marielle Franco, a vereadora Monica Benício, também se pronunciou sobre as informações que circulam na imprensa sobre uma possível delação premiada que levaria ao mandante dos assassinatos. Ela afirmou ver essa possibilidade com esperança, mas sem “otimismo exacerbado”.

“Lessa é um criminoso com laços profundos com o submundo do crime e da contravenção. Tudo que for dito por ele, se for dito, vai precisar ser averiguado e respaldado pelas instituições responsáveis pela investigação. Foi esse o procedimento adotado na delação de Elcio Queiroz, foi esse o procedimento que impulsionou avanços na investigação e apontou o envolvimento de outros atores no crime”, diz a vereadora.

Monica Benício diz ter sentido uma renovação de esperança a partir do comprometimento do atual Governo Federal com a resolução do caso, e com a entrada da Polícia Federal nas investigações.

“Durante o ano de 2023, passos importantes foram dados, como a delação de Elcio Queiroz e a prisão de Maxwell Simões, acusados de participação no planejamento da execução de Marielle e Anderson”, avaliou. “Confio na luta por justiça para Marielle e Anderson e, essa vitória chegará com o apoio e empenho de todos aqueles que se guiam por valores democráticos”.

Imprensa

A viúva da vereadora assassinada também criticou a atuação de alguns veículos de imprensa e jornalistas, que disse estarem mais preocupados com “likes” [curtidas]. “Matérias ‘clickbait’ [caça-cliques] começam a surgir de forma irresponsável, com os familiares, com as investigações e a elucidação do caso e com o papel democrático que a imprensa deve ter”.

Mesmo assim, ela exalta que a “imprensa teve e terá um papel de suma importância no andamento das investigações, na elucidação e na penalização dos envolvidos, executores e mandantes”.

O Comitê Justiça por Marielle e Anderson também emitiu uma nota sobre o caso, em que afirma ver com preocupação o vazamento de informações que possam comprometer a condução das investigações e os ritos processuais adequados. O coletivo é formado pelo Instituto Marielle Franco, pela viúva de Anderson Gomes, Ágatha Reis, pela Anistia Internacional, pelo Terra de Direitos, pela Justiça Global e pela vereadora Monica Benicio.

Por: Agência Brasil.

 

Homem que matou apoiadores de Lula é condenado a 51 anos de prisão.

Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão
Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão – Foto: Reprodução/Internet

Crime foi no Paraná após anúncio do resultado do pleito de 2022.

Tribunal do Júri de Iporã, no Paraná, condenou um homem acusado de matar duas pessoas durante uma discussão provocada pelo anúncio do resultado das eleições presidenciais de 2022.

Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado na terça-feira (16).

O crime ocorreu no município paranaense de Cafezal do Sul, na noite de 30 de outubro de 2022, após a Justiça Eleitoral anunciar a vitória do então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Apoiadoras de Lula, as duas vítimas foram atingidas por tiros disparados por Eric, que estava descontente com a derrota de Jair Bolsonaro, que disputava a reeleição. Segundo o Ministério Público, o crime teve motivação política. O acusado tinha certificado de colecionador, atiradores e caçadores (CAC).

Eric Hiromi foi condenado por dois crimes de homicídio qualificado. Ele já está preso e não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Pedido de perdão
Durante o julgamento, o acusado confessou os crimes e pediu perdão aos familiares das vítimas.

“Eu sei que errei e que mereço ser condenado. Me lembro de pouquíssimas coisas daquele dia. Há um tempo atrás, eu me arrependi de não ter conseguido tirar minha vida naquele dia. Eu aceito, por conta de todo o meu arrependimento, passar por toda cadeia que tenho que passar”, afirmou.

Por Agência Brasil

PGR vê “elo relevante” entre Roberto Jefferson e 8 de janeiro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet
O procurador-geral da República, Paulo Gonet – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Conclusão está em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta sexta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação envolvendo o ex-deputado Roberto Jefferson pode ter “elo relevante” com os atos golpistas de 8 de janeiro.

A conclusão está no parecer enviado ao ministro Alexandre de Moraes em que o procurador se manifesta contrariamente ao pedido da defesa de Jefferson para retirar do Supremo o processo a que o ex-parlamentar responde por ataques às instituições.

Ao defender que o processo continue em tramitação na Corte, Gonet disse que as acusações contra Jefferson estão relacionadas com os crimes cometidos durante o 8 de janeiro, que também estão em andamento na Corte.

Em 2022, Jefferson virou réu no STF sob a acusação de incentivar a invasão do Senado e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Os fatos imputados ao réu Roberto Jefferson podem ser vistos como elo relevante nessa engrenagem que resultou nos atos violentos de 8 de janeiro de 2023. Essa perspectiva se fortalece na consideração de que se atribui ao réu, além de haver utilizado parte da estrutura partidária financiada pelo erário para fragilizar as instituições da República, ter formulado publicamente túrpidos ataques verbais contra instituições centrais da República democrática, num esforço que a visão deste momento permite situar como estratégia dirigida a fomentar movimento de rompimento condenável da ordem política”, escreveu o procurador.

No ano passado, às vésperas das eleições, Roberto Jefferson foi preso após publicar um vídeo na internet no qual ofendeu a ministra Cármen Lúcia com palavras de baixo calão.

Durante o cumprimento do mandado de prisão pela Polícia Federal, o ex-deputado deu tiros de fuzil e lançou granadas contra os policiais que foram ao local. Em função do episódio, ele foi indiciado por quatro tentativas de homicídio e virou réu na Justiça Federal.

Por Agência Brasil.