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Lewandowski diz que foragidos de Mossoró capturados tentavam sair do país.

Ministro Ricardo Lewandowski faz pronunciamento sobre prisão dos foragidos de Mossoró (foto: YouTube/Reprodução)
Ministro Ricardo Lewandowski faz pronunciamento sobre prisão dos foragidos de Mossoró (foto: YouTube/Reprodução)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou, nesta quinta-feira (04), que os dois detentos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, tentavam sair do país. Eles foram recapturados no início da tarde em Marabá, no Pará.

Rogério da Silva Mendonça, 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, tinham fugido do presídio no dia 14 de fevereiro. Eles aproveitaram uma falha na arquitetura da unidade prisional.

De acordo com Lewandowski, os dois homens receberam ajuda da facção criminosa Comando Vermelho e foram transportados de carro, inicialmente por 34 km, além de receberem suporte de comparsas.

“Eles foram presos a 1.600 km do local da fuga, o que mostra que foram ajudados e tiveram auxílio de seus comparsas e da associação criminosa a que pertenciam. Eles estavam se dirigindo para o exterior”, afirmou o ministro.

De acordo com o titular da pasta da Justiça, a operação que levou a prisão, realizada pela Polícia Federal, foi “bem sucedida” e ocorreu sem que ninguém fosse ferido. E informou que os detentos vão retornar para Mossoró.

“Foi uma operação extremamente bem sucedida. Não foi disparado nenhum tiro, não houve feridos, não houve mortes. Um trabalho puramente de inteligência. Os fugitivos voltam para o lugar de onde saíram”, destacou ele. “Ficarão isolados e haverá vistorias diárias”, emendou.

A dupla foi abordada em uma ponte na BR 222, para que não fugisse pelo rio. Um deles estava portando um fuzil, mas não atirou na hora da abordagem. Lewandowski disse ainda ter recebido uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizando a equipe pela recaptura.

Por: Renato Souza – Correio Braziliense.

 

Miliciano infiltrado no PSol ajudou a planejar morte de Marielle.

Morte de Marielle completa 2 mil dias e instituto ligado à vereadora alerta para violência política contra mulher - (crédito: Renan Olaz/CMRJ)

Os irmãos Brazão, indicados como os mandantes do assassinato da vereadora, teriam contratado um miliciano para se aproximar do partido e obter informações úteis para o plano de execução de Marielle

O planejamento da morte de Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018, envolveu um miliciano infiltrado no Partido Socialismo e Liberdade (PSol). De acordo com relatório final da Polícia Federal (PF), Laerte Silva de Lima se filiou à sigla cerca de um ano antes da execução da vereadora e era responsável por “levantar informações internas” da legenda.

Segundo delação premiada de Ronnie Lessa, um dos executores de Marielle, Laerte alertou Domingos Brazão, um dos mandantes do crime preso neste domingo (24/3), de que a vereadora estaria pedindo para a população das regiões de atuação dos irmãos Brazão que não aderissem a “novos loteamentos situados em áreas de milícia”.

Durante as investigações, a PF constatou que, no período em que antecede a morte de Marielle, Laerte manteve “intensa comunicação” com o Major Ronald, miliciano indicado como um dos autores intelectuais do assassinato. Laerte é membro da milícia de Rio das Pedras e tinha ligação estreita com o Escritório do Crime — quadrilha de matadores de aluguel que atua na Zona Oeste do RJ.

A motivação para matar Marielle teria surgido de informações fornecidas por Laerte, que indicavam que a vereadora teria se tornado em um “obstáculo” aos interesses dos mandantes do crime. Isso porque o miliciano se infiltrou no PSol, inicialmente, para levantar dados gerais sobre os políticos do partido, já que os irmãos Brazão têm histórico de rivalidade com parlamentares da sigla.

Meses após a infiltração, Laerte começou a municiar os Brazão com informações sobre a atuação política de Marielle e o nome da vereadora se tornou alvo dos milicianos. “Domingos Brazão passou a ser mais específico sobre os obstáculos que a vereadora poderia representar. São feitas referências a reuniões que a vereadora teria mantido com lideranças comunitárias da região das Vargens, na Zona Oeste Rio de Janeiro, para tratar de questões relativas a loteamentos de milícia”, destaca o relatório da PF.

“Mencionou-se que, por conta de alguma animosidade, haveria um interesse especial da vereadora em efetuar este combate nas áreas de influência dos Brazão, dado que seria oriundo das ações de infiltração de Laerte”, relatou Lessa na delação. Os irmãos Brazão chegaram a ser alertados da possibilidade de Laerte estar inventando informações para “prestar contas” de sua infiltração no PSol, o que poderia levar a um “superdimensionamento das ações políticas de Marielle” em relação ao combate aos loteamentos ilegais.

Por: Aline Brito – Correio Braziliense.

Valdemar fura voto de silêncio, fala à PF e preocupa bolsonaristas.

Valdemar Costa Neto respondeu às perguntas feitas pelos investigadores da Tempus Veritatis (foto: Igo Estrela/Metrópoles)
Valdemar Costa Neto respondeu às perguntas feitas pelos investigadores da Tempus Veritatis (foto: Igo Estrela/Metrópoles)

Bolsonaro tem se incomodado com sinais que tem lido como indicativo de que Valdemar pode estar trilhando um caminho próprio para sua defesa.

A notícia de que Valdemar Costa Neto contrariou os companheiros de investigação e decidiu falar à Polícia Federal, respondendo às perguntas feitas pelos investigadores da Tempus Veritatis, aumentou a preocupação entre bolsonaristas, sobre a existência de uma estratégia diferente de defesa pelo presidente do PL, na comparação com os demais investigados.

Conforme mostrou a coluna, o próprio Bolsonaro tem se incomodado com sinais que tem lido como indicativo de que Valdemar poderia estar trilhando um caminho próprio para sua defesa, dando as costas para os demais investigados.

Recentemente, o advogado Marcelo Bessa, que representava Bolsonaro e Valdemar, deixou a defesa do ex-presidente e passou a se concentrar exclusivamente na defesa do presidente do PL.

 

Confira as informações na coluna Guilherme Amado, no Metrópoles.

Em depoimento, PF perguntou a Bolsonaro se ele é “cis”.

Pergunta faz parte de um novo procedimento da PF (foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles)
Pergunta faz parte de um novo procedimento da PF (foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles)

Ex-presidente Jair Bolsonaro foi indagado por delegado da PF, durante depoimento nesta quinta-feira (22), se é “cisgênero”

No depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi questionado pelo delegado que o interrogava se era “cis”, em referência à denominação “cisgênero”.

O ex-presidente da República, que decidiu ficar em silêncio em relação às perguntas sobre a investigação em si, respondeu ao delegado da PF que não sabia o que era “cis”.

Posteriormente, Bolsonaro foi informado que a pergunta fazia parte de um novo procedimento da PF, que passou a incluir os termos “transgênero” e “cisgênero” na lista de dados de pessoas que prestam depoimento à corporação.

Confira as informações completas na coluna Igor Gadelha, no Metrópoles.

‘Não sabia que tinha cofre em casa’, diz Bolsonaro sobre busca e apreensão da PF.

Durante a busca e apreensão na casa de ex-presidente onde foi encontrado o cofre, uma das dúvidas dos investigadores era saber como o cartão de vacinação de Bolsonaro foi utilizado
Durante a busca e apreensão na casa de ex-presidente onde foi encontrado o cofre, uma das dúvidas dos investigadores era saber como o cartão de vacinação de Bolsonaro foi utilizado – VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Na operação deflagrada em maio do ano passado, seis aliados de Bolsonaro foram presos, entre eles o tenente-coronel Mauro Cid.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que não sabia da existência de um cofre encontrado em sua casa, em Brasília, durante busca e apreensão da Polícia Federal (PF), em 2023, na Operação Venire, que investiga suposta fraude em cartões de vacinação da covid-19 no sistema do Ministério da Saúde.

“Perguntaram para mim e para minha esposa se tinha cofre na minha casa, que é alugada. Eu não sabia que tinha cofre, e minha mulher (Michelle Bolsonaro) falou ‘tem’. Acharam U$ 3”, disse em entrevista nesta quarta-feira (21), à rádio CBN Recife.

Durante a busca e apreensão na casa de ex-presidente onde foi encontrado o cofre, uma das dúvidas dos investigadores era saber como o cartão de vacinação de Bolsonaro foi utilizado durante sua saída do Brasil antes da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e no retorno ao País já em 2023.

ALIADOS PRESOS

Na operação deflagrada em maio do ano passado, seis aliados de Bolsonaro foram presos, entre eles o tenente-coronel Mauro Cid. Em acordo de delação premiada, Cid afirmou que o ex-presidente da República ordenou, no final do seu mandato no Palácio do Planalto, que ele fraudasse os cartões de covid-19 no sistema do Ministério de Saúde.

Segundo a PF, as inserções falsas sob suspeita se deram, entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, e “tiveram como consequência a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a covid-19 dos beneficiários”.

A corporação indica que, com a alteração, foi possível a emissão de certificados de vacinação com seu respectivo uso para burla de restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos em meio à pandemia.

OPERAÇÃO DA PF

Bolsonaro citou a existência do cofre encontrado na sua casa enquanto falava sobre outra operação da Polícia Federal, a Tempus Veritatis, que investiga tentativa de golpe ao Estado Democrático de Direito e apreendeu o passaporte do ex-presidente no início do mês.

Na entrevista, Bolsonaro ainda falou dos R$ 800 mil enviados para um banco dos Estados Unidos antes de viajar ao país no final de dezembro de 2022 e ironizou a suspeita de que o dinheiro estaria guardado para uma tentativa de golpe. Segundo ex-presidente, isso faz parte de “narrativas” criadas contra ele.

“Mandei minha poupança do Banco do Brasil para o BB América. Se alguém quer dar golpe, não manda para os Estados Unidos, esses recursos seriam bloqueados. Manda para paraíso fiscal”, disse.

Por: JC

 

Polícia Federal prende Valdemar da Costa Neto por porte ilegal de arma.

Valdemar da Costa Neto é o presidente do PL (Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
Valdemar da Costa Neto é o presidente do PL (Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
Presidente do PL foi alvo da operação Tempus Veritatis e, nas buscas, PF encontrou arma que não teria registro.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8/2) por porte ilegal de arma. O armamento foi encontrado pelos agentes durante cumprimento de manados da operação Tempus Veritatis, que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados pelo suposto planejamento de um golpe de Estado.

Matéria em atualização. 

As informações são do Metrópoles.

Minuta golpista previa prisão de Moraes, Gilmar, Pacheco e novas eleições.

Decisão do ministro Alexandre de Moraes autorizou a Operação da PF, realizada na manhã desta quinta-feira (8/2) (Crédito: Antonio Augusto/SCO/STF)
Decisão do ministro Alexandre de Moraes autorizou a Operação da PF, realizada na manhã desta quinta-feira (8/2) (Crédito: Antonio Augusto/SCO/STF)

De acordo com a PF, o ex-presidente Jair Bolsonaro teria recebido a minuta para executar um Golpe de Estado após perder as eleições em 2022.

Como parte da Operação Tempus Veritatis, a Polícia Federal identificou uma minuta golpista que queria executar um golpe de Estado e prender os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

As informações constam na decisão do ministro Alexandre de Moraes na autorização da operação da PF, realizada na manhã desta quinta-feira (8/2), como parte da investigação contra a organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado durante as eleições presidenciais de 2022.

O documento, obtido pelo Correio, afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi um dos alvos da operação nesta quinta, recebeu uma minuta de decreto para o golpe. Veja o trecho:”Os elementos informativos colhidos revelaram que JAIR BOLSONARO recebeu uma minuta de Decreto apresentado por FILIPE MARTINS e AMAURI FERES SAAD para executar um Golpe de Estado, detalhando supostas interferências do Poder Judiciário no Poder Executivo e ao final decretava a prisão de diversas autoridades, entre as quais os ministros do Supremo Tribunal Federal, ALEXANDRE DE MORAES e GILMAR MENDES, além do Presidente do Senado RODRIGO PACHECO e por fim determinava a realização de novas eleições”, diz o texto da decisão.

 

“Os elementos informativos colhidos revelaram que JAIR BOLSONARO recebeu uma minuta de Decreto apresentado por FILIPE MARTINS e AMAURI FERES SAAD para executar um Golpe de Estado, detalhando supostas interferências do Poder Judiciário no Poder Executivo e ao final decretava a prisão de diversas autoridades, entre as quais os ministros do Supremo Tribunal Federal, ALEXANDRE DE MORAES e GILMAR MENDES, além do Presidente do Senado RODRIGO PACHECO e por fim determinava a realização de novas eleições”, diz o texto da decisão.

O documento revela ainda que posteriormente foram realizadas mudanças no pedido, permanecendo a determinação da prisão de Moraes e a realização de novas eleições. “Nesse sentido, era relevante para os investigados monitorarem o Ministro ALEXANDRE DE MORAES para executarem a pretendida ordem de prisão, em caso de consumação do golpe de Estado”, afirma outro trecho.

As informações são do Correio Braziliense.

Golpe de Estado: objetivo de militares e políticos era manter Bolsonaro no poder.

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro foi preso (Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)
Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro foi preso (Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão contra tentativa de golpe de Estado.

Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que políticos e militares se aliaram para uma tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. O objetivo, segundo as apurações, era manter Jair Bolsonaro (PL) no poder e colocar em dúvida o resultado das eleições realizadas em 2022.

Na manhã desta quinta-feira (8/2), policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão em 10 estados da Federação no âmbito da Operação Tempus Veritatis.

Os alvos são aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre eles estão o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto; o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno; além dos ex-ministros Braga Netto e Anderson Torres.

Confira a reportagem completa na coluna ‘Na mira‘ do portal Metrópoles.