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Pernambuco e Bahia se reúnem para debater segurança nos estados.

Os estados realizarão reuniões como esta periodicamente (Foto: Carlos Medeiros/SDS-PE)
Os estados realizarão reuniões como esta periodicamente (Foto: Carlos Medeiros/SDS-PE)
Índices de violência nos estados são alarmantes.

O plano Juntos Pela Segurança, do Governo do Estado, organizou uma reunião entre as Forças de Segurança de Pernambuco e da Bahia para discutir ações de combate à criminalidade. O encontro foi promovido no município de Petrolina, no Sertão pernambucano.

Durante o debate, houve compartilhamento de imagens entre os estados para ajudar nas investigações e elaboração de um calendário para estabelecer o período das reuniões. Também foi assinado por todas as Forças de Segurança um documento solicitando um posto da Polícia Federal em Petrolina.
Esta é a segunda reunião integrada entre as instituições policiais em conjunto com o estado da Bahia sob a coordenação da secretária executiva de Defesa Social de Pernambuco, Dominique de Castro Oliveira. O primeiro estado a participar do projeto foi a Paraíba.
“É importante que essa integração aconteça para maior efetividade das estratégias no combate à criminalidade na região. Nossos esforços, somados com as forças policiais da Bahia e polícia federal, vão nos trazer melhores resultados”, afirmou.
Violência em alta em Pernambuco
Dados divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado revelaram que Pernambuco registrou em fevereiro deste ano um aumento de 300% no número de crianças e adolescentes feridos ou mortos por tiros, em relação ao mesmo mês do ano passado.
Ao menos 16 pessoas entre 0 e 17 anos foram baleadas. São três crianças e 13 adolescentes.
Outro dado alarmante divulgado é a quantidade de roubos e furtos no estado. Entre janeiro e fevereiro de 2024, Pernambuco contabilizou 7.738 casos de furto e roubo, segundo a SDS.
A pasta ainda divulgou que Pernambuco registrou média diária de 31 veículos roubados ou furtados, em 2024. Segundo a SDS, um total de 1.911 veículos foram parar nas mãos de bandidos nos dois primeiros meses deste ano.
Cenário na Bahia
A Bahia fechou o ano de 2023 como o estado mais violento do Brasil com uma média de 404 assassinatos por mês. Foram 4.722 homicídios dolosos (quando há intenção de matar).
Os casos de latrocínio (roubo seguido de morte) chegaram a 63, mesmo número de lesões corporais seguidas de morte.
A média é de 34,3 mortes por 100 mil habitantes, fazendo com que o estado registre uma taxa maior do que a média nacional, que é de 19,4.

Presídios de Pernambuco vão ter bloqueador de celular, afirma secretário

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Secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes promete reforço de segurança – Guga Matos/JC Imagem

Tecnologia é uma das medidas para evitar que líderes de facções, mesmo atrás das grades, continuem se comunicando e dando ordens de crimes

O uso de bloqueadores de celulares para impedir a comunicação de presos com membros de facções que estão soltos voltou ao radar do governo de Pernambuco dez anos após testes terem sido realizados, sem sucesso, no Complexo Prisional do Curado, localizado na Zona Oeste do Recife.

Em entrevista exclusiva ao JC, nesta quarta-feira (28), o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes, afirmou que está em negociações para que as unidades prisionais do Estado recebam a tecnologia.

“Até como policial penal me incomoda saber que há presos comandando de dentro das unidades prisionais. A gente vai tirar a comunicação. A gente sabe da dificuldade do telefone celular, da questão dos arremessos, que são diários, constantes. Há unidades em que a pessoa passa de moto e faz um arremesso. Por isso, estamos vendo a questão dos bloqueadores de telefone. Isso já está em construção com algumas unidades do Estado”, disse.

A tecnologia usada em Goiás pode ser adotada no sistema penitenciário pernambucano. “Eu vi em Goiás um exemplo exitoso. Vou mandar uma equipe ao Estado para avaliar a ressocialização e também como é realizado o bloqueio. Pretendemos avançar o mais breve possível”, pontuou o gestor, que é policial penal desde 2002 e já atuou como diretor de unidades prisionais do Estado e na Gerência de Inteligência da antiga Secretaria Executiva de Ressocialização.

A guerra pelo domínio do tráfico de drogas em Itamaracá, no Litoral Norte de Pernambuco, que resultou nos assassinatos de um bebê de 9 meses e de uma criança de 10 anos, em menos de uma semana, evidenciou a continuidade da falta de segurança nas unidades prisionais.

O delegado Gilmar Rodrigues, em entrevista coletiva na última segunda-feira, revelou que as ordens para os crimes contra facções rivais saíram de presídios.

Informações do JC.