João Campos reverencia Eduardo e mantém ritmo de agendas

Pré-candidato ao governo João Campos, jornalistas Ítalo Rocha e Evaldo Costa e o deputado federal Pedro Campos (PSB), no lançamento do livro "Eduardo Campos em histórias"

Entre uma agenda e outra da pré-campanha ao governo de Pernambuco, o presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos, fez uma pausa.

Ontem, no lançamento do livro “Eduardo Campos em histórias”, escrito pelos jornalistas Evaldo Costa e Ítalo Rocha Leitão, reverenciou a forma do pai, o ex-governador de Pernambuco, de fazer política.

Hoje, pela manhã, o líder socialista deve reunir-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, e, à tarde, retoma a programação, no Sertão do Pajeú.

“Quem conheceu e conviveu com o meu pai, sabe que dentre as tantas virtudes que ele tinha era um grande imitador (…) Isso é muito do que a política precisa nos dias de hoje, quando se tira a agressão, a violência, o ódio, o rancor e se passa a traduzir com a leveza de um bom causo (…) Isso é fundamental para convencer, para distensionar”, declarou ao lado do irmão, o deputado federal Pedro Campos (PSB) e dos autores da obra.

Relações
Ao lembrar a passagem pela Câmara dos Deputados, João Campos relatou ter sido procurado por mais de 70 colegas, que estavam na Casa há mais tempo, e conviveram com o ex-governador, enquanto deputado federal.

Expôs ter ouvido deles que Eduardo era admirado. Ainda no discurso, o  ex-gestor, que mira conquistar o comando do Executivo estadual, como fez o pai em 2006, enfatizou ser preciso buscar a leveza para gerar esperança nas pessoas.

“Não tem como a gente ter esperança se não conseguir despertar sorriso no rosto das pessoas. Meu pai fabricava, de forma genuína, sorriso no rosto de quem conhecia e de quem não conhecia, de quem estava perto ou distante. Que a gente possa ler esse livro lembrando dele e sorrindo. Ele não gostava de nada triste”, acrescentou João Campos.

Entre as histórias lembradas por João, a passagem de Eduardo Campos por Afogados da Ingazeira enquanto chefe de gabinete do avô, o ex-governador Miguel Arraes, foi contada pelo ex-prefeito, que frisou ser o momento de construir novas histórias.

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Raquel Lyra e João Campos cumprem mais um dia de agenda no Sertão de Pernambuco

Raquel Lyra e João Campos cumprem agenda no interior de Pernambuco

Em mais um dia de cumprimento de agenda mirando as eleições majoritárias de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) seguiram pelo interior do Estado ampliando o diálogo pela região.

No caso de Raquel Lyra, a agenda foi mais intensa, com entregas e visitas em obras no Sertão de São Francisco. O dia começou em Petrolina, junto ao pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (UNIÃO). Na ocasião, a gestora recebeu a medalha de Honra ao Mérito e de Cidadã de Petrolina.

Entre as ações no município, está a entrega de novas estruturas no Hospital Dom Malan, como uma nova Central de Material e Esterilização (CME), um novo mamógrafo, com capacidade para atender 600 mulheres por mês, a abertura de novos leitos de pediatria, além da contratação de profissionais para a unidade.

Ainda em Petrolina, Raquel também visitou as construções da Escola Técnica Estadual (ETE), no bairro Antônio Cassimiro, do 2º Batalhão Integrado Especializado (Biesp) da Polícia Militar e do Complexo de Polícia Científica (CPC) do município.

Já em visita a Lagoa Grande, a governadora entregou uma Estação de Tratamento de Água (ETA), a primeira com tecnologia de ultrafiltração no sertão do estado.

“Temos trabalhado noite e dia para tirar o rodízio de água que afeta a população do nosso Estado. Isso significa dignidade e cidadania para o nosso povo, que passava três dias com água e três dias sem”, disse Raquel Lyra.

No município, a gestora também realizou a entrega de três novos ônibus escolares

João Campos do Araripe ao Pajeú

Também em giro pelo interior de Pernambuco, João Campos iniciou o dia já no município de Ipubi, no Sertão de Araripe, visitando a mineradora do Grupo Siqueira, um dos principais fornecedores de gesso no Brasil. O ex-prefeito do Recife esteve ao lado do ex-prefeito de Ipubi e fundador do grupo, Chico Siqueira.

“A região responde por cerca de 90% do gesso produzido no país, mostrando o peso que esse território tem para a economia brasileira. […] Ipubi mostra como o interior de Pernambuco tem capacidade de produzir, inovar e contribuir diretamente com o desenvolvimento do país”, disse João Campos em rede social.

Ainda pelo Sertão, João Campos foi a Serra Talhada, no Pajeú, e se reuniu com a prefeita Marcia Conrado (PT) e o pré-candidato a deputado estadual, Breno Araújo (PT). O senador Humberto Costa (PT), a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e o companheiro de chapa Carlos Costa (Republicanos) – pré-candidato a vice-governador -, também marcaram presença no encontro.

Na ocasião, João Campos reafirmou a parceria com Marcia Conrado e a unidade do time do presidente Lula (PT) no Estado. O pré-candidato também usou o momento para criticar a atual gestão estadual, mencionando a promessa sobre a construção de 250 creches. “É triste a promessa de 250 creches e só ver três entregues. Sabe quantas eu fiz em cinco anos e três meses no Recife? Mais de 100”, disse.

Por JC

Raquel no Sertão e João na estrada

Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), pavimentam estrada em busca de votos

Com a aproximação do período eleitoral, a tendência é que os pré-candidatos comecem a intensificar as andanças pelo estado. Pré-candidata à reeleição, a governadora Raquel Lyra (PSD) deve cumprir uma extensa agenda no Sertão do São Francisco, começando por Petrolina, a partir da terça-feira (7).

A visita da governadora à cidade é a primeira após a reaproximação com o ex-prefeito e pré-candidato ao Senado Miguel Coelho (UB).  Além de Miguel, a gestora deve circular acompanhada pelo deputado estadual Antonio Coelho (UB) e do atual prefeito do município, Simão Durando (UB).

Ela inicia os compromissos pelo Circuito Literário de Pernambuco, que terá a segunda etapa realizada em Petrolina, de 7 a 12 de abril. Em seguida, a governadora deve ter no roteiro ações administrativas, como a licitação de obras e lançamento de programas de governo.

Oposição
Um dia após renunciar ao mandato de prefeito do Recife para disputar o governo estadual, João Campos (PSB) já começou a percorrer o interior do estado. O pré-candidato a governador assistiu, na sexta-feira (3), à encenação da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste pernambucano.

No sábado (4), a programação do ex-gestor inclui uma visita à feira da cidade de Bonito, também no Agreste. Já no domingo, Campos chega a Araripina, no Sertão do Araripe. E fica na cidade até esta segunda (6), quando deve se encontrar com o prefeito Evilásio Mateus (PDT). Ainda na segunda, o pré-candidato ainda participa do lançamento de uma pré-candidatura, em Santa Cruz.

Na terça, João deve encontrar o prefeito de Ipubi, João Marcos Siqueira, que se filiará ao PSB. O gestor do município chegou a presidir o PSD, do qual foi filiado nos últimos 14 anos, no município.

Por Anthony Santana e Betânia Santana

Pré-candidatos devem se desincompatibilizar dos cargos até este sábado (4)

Urna eletrônica

Dia 4 de abril, próximo sábado, é o prazo final para a desincompatibilização dos pré-candidatos das próximas eleições. Essa exigência é válida para quem ocupa mandato, cargo ou função e pretenda disputar, nas próximas eleições, um mandato eletivo diferente do que exerce. Ou seja, governadores, presidente e prefeitos que pretendem buscar votos para outros cargos devem se afastar até seis meses antes do 1º turno.

O mesmo vale para ministros de Estado, secretários, e outros gestores públicos. O cálculo é feito com base na data do 1º turno das eleições, que, neste ano, será no dia 4 de outubro. O que significa que seis meses antes é justamente o dia 4 de abril, por coincidência o Sábado de Aleluia. O feriado, porém, não altera a contagem do prazo.

A legislação eleitoral estabelece que um pré-candidato deve se afastar, de forma temporária ou definitiva, do cargo ou da função que ocupa para concorrer a uma vaga com no mínimo seis meses de antecedência das eleições. O objetivo da exigência da desincompatibilização é evitar que candidatos utilizem a estrutura e os recursos públicos para obter algum tipo de vantagem eleitoral diante dos concorrentes.

Os detentores de cargos ou mandatos devem consultar o serviço “Desincompatibilização e afastamentos”, disponível no Portal do TSE, para conhecer os prazos de referência para os detentores dos cargos, que podem variar de acordo com o tipo de mandato eletivo ao qual querem se candidatar em outubro deste ano.

Janela

Os deputados federais, estaduais e distritais, no caso do Distrito Federal, têm até o dia 3 de abril para migrar de partido político, mantendo os mandatos atuais. Nesta data, será encerrada a  chamada janela partidária. Prevista no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a medida é um mecanismo para a reorganização das forças políticas antes das eleições gerais de outubro. A janela partidária é aberta em qualquer ano eleitoral, sete meses antes da votação.

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Veja quais são os partidos políticos que podem lançar candidatos em 2026

Os partidos políticos são peças centrais do sistema democrático e funcionam como o principal elo entre a sociedade e o poder público. Por meio dessas legendas, os interesses da população são organizados, representados e levados às disputas eleitorais.

Pela legislação vigente, nenhum candidato pode concorrer a cargos eletivos sem estar filiado a um partido político regularmente constituído.

Com foco nas eleições de 2026, apenas as agremiações que tiverem seus estatutos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com, no mínimo, seis meses de antecedência do pleito poderão lançar candidatas e candidatos. Esse registro também é condição para que os partidos tenham acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda em rádio e televisão.

Atualmente, o Brasil conta com 30 partidos políticos oficialmente registrados no TSE. Além deles, outras 23 legendas estão em processo de formação e, por isso, ainda não estão aptas a participar das eleições.

Confira a lista de partidos políticos registrados no TSE:

  • MDB (Movimento Democrático Brasileiro)

  • PDT (Partido Democrático Trabalhista)

  • PT (Partido dos Trabalhadores)

  • PCdoB (Partido Comunista do Brasil)

  • PSB (Partido Socialista Brasileiro)

  • PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)

  • AGIR

  • MOBILIZA (Mobilização Nacional)

  • CIDADANIA

  • PV (Partido Verde)

  • AVANTE

  • PP (Progressistas)

  • PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado)

  • PCB (Partido Comunista Brasileiro)

  • PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro)

  • DC (Democracia Cristã)

  • PCO (Partido da Causa Operária)

  • PODE (Podemos)

  • REPUBLICANOS

  • PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)

  • PL (Partido Liberal)

  • PSD (Partido Social Democrático)

  • SOLIDARIEDADE

  • NOVO

  • REDE (Rede Sustentabilidade)

  • O DEMOCRATA

  • UP (Unidade Popular)

  • UNIÃO (União Brasil)

  • PRD (Partido Renovação Democrática)

  • MISSÃO (Partido Missão)

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Eleições 2026: Quem pode concorrer a cargos públicos?

Eleitores votam no primeiro turno das eleições presidenciais de 2025, em Santiago, Chile

Em outubro, cerca de 150 milhões de brasileiros e brasileiras irão às urnas para escolher o presidente e o vice-presidente da República, além de governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Para se candidatar a qualquer um desses cargos, a legislação eleitoral estabelece uma série de critérios dispostos no artigo 14 da Constituição Federal.

“A CNN Brasil listou os requisitos para concorrer a cada cargo. Confira:

Presidente e vice-presidente

O presidente e o vice-presidente da República são eleitos em chapa única, com mandato de quatro anos, sendo permitida uma reeleição consecutiva.

  • nacionalidade brasileira nata;
  • pleno exercício dos direitos políticos;
  • filiação partidária;
  • idade mínima de 35 anos.

Governadores e Vice-Governadores

Os eleitores escolhem 27 governadores e vice-governadores, um para cada estado e para o Distrito Federal.

  • nacionalidade brasileira nata ou naturalizada;
  • pleno exercício dos direitos políticos;
  • filiação partidária;
  • domicílio eleitoral no estado ou no DF;

  • idade mínima de 30 anos.

Senadores

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