Frei Gilson reúne ex-jogadores da Seleção Brasileira em jogo beneficente na Arena de Pernambuco

Jogo Solidário promovido por Frei Gilson/Reprodução
Jogo Solidário promovido por Frei Gilson (Reprodução)

Evento promovido pela Obra de Maria mistura esporte, música e evangelização, com renda destinada a projetos sociais da comunidade católica

A Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, receberá o Jogo Solidário com Frei Gilson, promovido pela Comunidade Católica Obra de Maria, que reunirá ex-jogadores da Seleção Brasileira, craques que passaram por grandes clubes do futebol nacional e nomes marcantes do futebol pernambucano em uma partida beneficente neste domingo (26).

Além da partida, o evento contará com apresentações musicais e um show de evangelização comandado por Frei Gilson.

Toda a arrecadação obtida com a venda de ingressos, além dos alimentos arrecadados por meio do ingresso social, será destinada aos projetos sociais desenvolvidos pela Obra de Maria, que atua em ações de assistência e evangelização em Pernambuco e em outras regiões do país.

Um dos objetivos da iniciativa é ampliar a distribuição de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade, incluindo a aquisição de novos caminhões para o transporte das doações.

Ex-jogadores confirmados

A partida reunirá atletas que marcaram época no futebol brasileiro. Entre os nomes confirmados estão os campeões mundiais Kleberson, Edmílson e Júnior, além de ex-jogadores conhecidos do torcedor pernambucano, como Carlinhos Bala, Jorge Henrique, Jeferson Nascimento, Everton Felipe, Wendel, Emerson, Hudson, Lucas Severino, Leandro Guerreiro, Fernandinho, Sérgio, Flávio Guapira, Sandro e Laércio, entre outros convidados.

O confronto será disputado entre o Time do Frei Gilson e uma Seleção Convidada, em um ambiente voltado para toda a família, unindo entretenimento e ação solidária.

Esporte, música e evangelização

A programação terá início às 14h, com a abertura dos portões da Arena de Pernambuco. Na sequência, o público acompanhará um show do Ministério Obra de Maria antes da bola rolar, às 16h.

Após o jogo beneficente, a Orquestra Criança Cidadã fará uma apresentação especial. O encerramento ficará por conta de Frei Gilson, que sobe ao palco às 18h30 para conduzir um grande momento de evangelização, encerrando o evento às 20h.

Ingressos e serviço

Os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 30, com opção de ingresso social mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. As vendas acontecem pela internet e também em pontos físicos no Recife.

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Milei decreta feriado para recepção da seleção argentina após vice na Copa 2026

Enzo Fernandez, meia da Argentina/ Getty Images via AFP
Enzo Fernandez, meia da Argentina ( Getty Images via AFP)

Milei anuncia feriado nacional na Argentina para homenagear vice-campeões mundiais

O presidente da Argentina, Javier Milei, decretou feriado nacional no dia reservado para a recepção da seleção argentina, vice-campeã da Copa do Mundo de 2026. A medida foi anunciada após a derrota da equipe para a Espanha por 1 a 0 na decisão do torneio, disputada nos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Milei afirmou que a data do feriado será definida de acordo com o cronograma estabelecido pelos jogadores e pela comissão técnica para a chegada da delegação ao país

A expectativa é de que o elenco desembarque na Argentina no fim da tarde desta segunda-feira (20). Com isso, a recepção oficial poderá ocorrer na terça-feira (21), quando o governo deve formalizar o feriado, caso o planejamento seja confirmado.

Com a vitória na final realizada no MetLife Stadium, a Espanha conquistou o segundo título mundial de sua história, repetindo o feito alcançado na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

A Argentina, por sua vez, encerrou a campanha com o quarto vice-campeonato em sete finais disputadas. A seleção soma três títulos mundiais, conquistados em 1978, 1986 e 2022, além das campanhas que terminaram com o segundo lugar em 1930, 1990, 2014 e 2026.

A decisão também marcou um feito para Lionel Messi. Ao disputar a final deste domingo, o camisa 10 argentino chegou à terceira decisão de Copa do Mundo da carreira, após as edições de 2014 e 2022, igualando o recorde do brasileiro Cafu entre os jogadores que atuaram em finais do torneio.

Árbitro da final traz lembranças ruins aos argentinos e muito boas aos espanhóis

Slavko Vincic apitando a derrota da Argentina para a Arábia Saudita em 2022/REPRODUÇÃO/VÍDEO
Slavko Vincic apitando a derrota da Argentina para a Arábia Saudita em 2022 (REPRODUÇÃO/VÍDEO)

Esloveno Slavko Vincic apitou a derrota da Argentina para a Arábia Saudita na Copa do Catar de 2022

O árbitro esloveno Slavko Vincic, escolhido para apitar a grande final da Copa do Mundo 2025, no domingo, não traz boas recordações para a seleção da Argentina. Já os espanhóis conseguiram vitória importante na Eurocopa.

Slavko Vincic tem 48 anos e é árbitro da Fifa desde 2010. Foi com ele no apito que os hermanos perderam a partida de estreia do Mundial do Catar, em 2022, contra a Arábia Saudita.

O time de Lionel Scaloni saiu na frente no placar, com Messi convertendo um pênalti marcado pelo VAR, que indicou um puxão em Paredes durante a cobrança de escanteio.

Os argentinos ainda marcariam mais três vezes, mas os gols foram anulados por impedimento. Em dois deles, também com a ajuda do VAR. No segundo tempo, a seleção da Arábia Saudita virou o jogo na maior zebra da Copa do Catar.

Já a Espanha guarda boas lembranças das partidas que jogou sob a arbitragem do esloveno. Além de nunca ter perdido, Slavko Vincic apitou a semifinal da Eurocopa de 2024, quando o time de Luis de la Fuente derrotou, de virada, a França por 2 a 1, pavimentando o caminho para conquista do título.

Também em 2024, ele foi o árbitro da decisão da Champions League, vencida pelos espanhóis do Real Madrid por 2 a 0 sobre os alemães do Borussia Dortmund.

Nesta edição da copa, ele apitou a estreia do Brasil contra Marrocos (1 a 1), Jordânia 1 a 2 Argélia, ambas na fase de grupo, e México 2 a 0 Equador, garantindo os coanfitriões nas oitavas de final.

Por Carlos Lopes

Pela primeira vez na história das copas, campeões do mundo receberão anéis comemorativos

Anel comemorativo pelo título da Copa do Mundo 2026/REPRODUÇÃO/VÍDEO/FIFA

Parte da tradição esportiva norte-americana, os anéis serão produzidos sob medida para 30 integrantes da seleção vencedores e estarão disponibilizados para os torcedores como produto licenciado da Fifa

Como parte do protocolo da Fifa, os jogadores da Espanha ou da Argentina levantarão a Taça Fifa e receberão as medalhas de ouro após a decisão da Copa do Mundo 2026, no domingo (19), no Estádio de Nova Iorque.

A novidade é que os campeões do mundo receberão, pela primeira vez, uma outra premiação, que faz parte da tradição esportiva dos Estados Unidos: anéis comemorativos exclusivos.

Os anéis fazem parte de uma edição limitada a 2026 peças, numeradas individualmente, em homenagem ao torneio. 30 delas serão destinados aos integrantes da seleção campeã.

As outras 1996 estarão disponíveis para torcedores de todo o mundo como um produto oficial licenciado da Copa do Mundo da FIFA 2026.

Um lado do anel exibe o Troféu da Copa do Mundo da FIFA, enquanto o outro será personalizado para refletir a identidade da seleção campeã.

Cada peça será numerada individualmente, confeccionada sob medida e acompanhada de um certificado de autenticidade.

O capitão e o técnico campeões receberão, em um primeiro momento, anéis provisórios, apenas para marcar o momento da conquista.

As 30 peças ofertada aos vencedores do mundial serão personalizados e entregues numa data posterior.

Por Carlos Lopes

Proibição de aulas na Copa Feminina pressiona calendário de 2027 e gera reações de pais e escolas

Crianças de escola municipal em Serra (ES) durante atividade em junho ligada à Copa masculina: pausa para o Mundial feminino desperta receios
Crianças de escola municipal em Serra (ES) durante atividade em junho ligada à Copa masculina: pausa para o Mundial feminino desperta receios – Foto: Prefeitura de Serra/Divulgação

Como o recesso de meio de ano costuma durar entre dez dias e três semanas, no máximo, o calendário precisará ser reformulado, tanto na rede pública quanto na privada

A realização da Copa do Mundo de futebol feminino no Brasil, em 2027, trouxe a reboque uma apreensão que nada tem a ver com os gramados.

Apresentada pelo governo federal e aprovada no Congresso, uma lei que lista uma série de artigos associados ao evento esportivo incluiu a determinação de que as férias escolares ocorram durante os 32 dias de competição, de 24 de junho a 25 de julho.

Como o recesso de meio de ano costuma durar entre dez dias e três semanas, no máximo, o calendário precisará ser reformulado, tanto na rede pública quanto na privada.

— Antecipar ou prorrogar o calendário escolar é sempre muito custoso para as redes. Além dos problemas da escola, as famílias precisariam se ajustar. Ninguém combinou com os empregadores. Quem vai ficar com as crianças nesse período? — aponta Felipe Michel Braga, presidente do Fórum Nacional de Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede). — E o Enem? É no fim do ano para que os alunos tenham todos os conteúdos do 3º ano. Vai ser adiado?

O caso mais extremo é o do Rio de Janeiro. No estado, uma lei local proíbe aulas em janeiro. Juntando essa regra com a exigência associada à Copa, sobrariam apenas 206 dias úteis para encaixar as atividades escolares — considerando inclusive as vésperas de Natal e de Ano Novo, além de algumas datas que costumam ser enforcadas, como 22 de abril, uma quinta-feira entre os feriados de Tiradentes e São Jorge.

No entanto, mesmo as escolas de estados que podem começar as aulas mais cedo em janeiro também enfrentam problemas, já que há resistência de famílias e professores sobre encurtar as férias no começo do ano.

Entre os profissionais da educação, há ainda o temor de que isso leve ao aumento de sábados letivos, vistos como pouco produtivos por quem atua na área. Já a possibilidade de que as atividades se estendam para muito perto do Natal é enxergada com ceticismo por se tratar de um período que tradicionalmente desperta desmobilização das famílias em relação à escola.

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França x Marrocos duelam por vaga na semifinal da Copa do Mundo

França e Marrocos disputam vaga na semifinal da Copa
Foto: Hazem Bader/AFP

Duelo marca o reencontro das seleções, que também se enfrentaram no Mundial de 2022

Após se encontrarem nas semifinais da Copa do Mundo de 2022, no Catar, França e Marrocos voltam a cruzar os caminhos, agora na edição de 2026, nos Estados Unidos. As equipes se enfrentam nesta quinta-feira (9), às 17h, em Boston, pelas quartas de final. Um duelo entre nações com ligações que vão além do futebol.

O ganhador de França e Marrocos encara quem passar de Espanha e Bélgica, que jogam sexta-feira (10), às 16h, em Los Angeles. As outras partidas das quartas de final serão no sábado, entre Noruega e Inglaterra, às 18h, em Miami, e Argentina x Suíça, às 22h, em Kansas City.

História

Por mais de 40 anos, entre 1912 e 1956, Marrocos foi um protetorado francês. Não à toa a comunidade marroquina no país soma mais de 1 milhão de pessoas. A influência é tanta que, na atual seleção africana, seis jogadores são franceses de nascimento, mas optaram por defender as cores dos Leões do Atlas: Ayyoub Bouaddi, Gessime Yassine, Issa Diop, Neil El Aynaoui, Redouane Halhal e Samir El Mourabet.

França e Marrocos já se enfrentaram seis vezes na história. São quatro triunfos franceses e dois empates. O confronto mais recente, pela fase que antecedeu a decisão da Copa de 2022, terminou 2×0 para os europeus, com gols de Theo Hernández e Kolo Muani.

O jogo também vai reunir dois amigos que jogaram juntos no Paris Saint-Germain e agora voltam a ser adversários pelas seleções: o marroquino Hakimi, que segue no atual campeão da Liga dos Campeões, e o francês Mbappé, atualmente no Real Madrid.

Batalha no meio

A classificação para a semifinal da Copa do Mundo deve passar pelo sucesso das equipes no meio-campo. Nesse setor da seleção francesa, Adrien Rabiot e Tchouaméni (se estiver em condições de jogo) ou Manu Koné desempenham um papel discreto, porém essencial, que propicia o brilho do quarteto ofensivo formado por Doué, Dembélé, Olise e Mbappé.

Por outro lado, observadores de todo o mundo ficaram impressionados com a atuação de Ayyoub Bouadi, de 18 anos, na partida de estreia dos Leões contra o Brasil, empatada em 1×1.

O jogador franco-marroquino, que chegou a ser capitão da seleção sub-21 da França antes de atender ao chamado da terra natal de seus pais, está se consolidando no meio-campo de Marrocos, atuando como contraponto defensivo de um jogador que vive grande fase, Azzedine Ounahi, autor de dois gols contra o Canadá nas oitavas de final.  O artilheiro do Marrocos no torneio é o meia Ismael Saibari, com três gols, que também costuma ser utilizado de falso nove.

Já Neil El Aynaoui é o motor da equipe, que tenta e completa o maior número de passes entre os jogadores marroquinos durante as partidas, sendo capaz de compensar a desvantagem física dos meias diante do desafio atlético imposto pela seleção francesa.

Por Redação com AFP

Vinícius Jr. defende decisão de Ancelotti sobre pênalti e lamenta queda da Seleção

 Carlo Ancelotti e Vinicius Junior, da Seleção Brasileira/Pedro UGARTE / AFP
Carlo Ancelotti e Vinicius Junior, da Seleção Brasileira (Pedro UGARTE / AFP)

Vinícius Jr. rebate críticas e explica decisão sobre cobrança de pênalti em eliminação da Seleção Brasileira

O atacante da Seleção Brasileira Vinícius Jr. se defendeu das críticas por não ter cobrado o pênalti marcado a favor do Brasil no primeiro tempo da partida das oitavas de final contra a Noruega, neste domingo (5) em que o Brasil perdeu por 2 a 1 e foi eliminado da Copa do Mundo de 2026.

O meio-campista Bruno Guimarães foi o responsável pela cobrança, que acabou sendo defendida pelo goleiro Orjan Nyland quando o placar ainda estava empatado em 0 a 0, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.

O astro do Real Madrid, artilheiro da seleção canarinho no torneio, com quatro gols, e o técnico Carlo Ancelotti, têm sido alvo de intensos questionamentos pela decisão de escalar Guimarães para a cobrança.

“O treinador decide antes quem vai bater. Ele escolheu o Bruno. Eu nunca fui vaidoso. Nunca nunca quis a artilharia da competição e por isso que o Bruno bateu. Ele batia melhor do que eu, e por isso o ‘Mister’ escolheu ele. Foi isso. Nunca fugi da responsabilidade”, declarou Vini após a partida.

Muita gente vai falar que eu não quis. Eu nunca fugi. Bato os pênaltis no Real quando o treinador me escolhe. Temos que nos preparar melhor para a próxima Copa e os próximos jogos”, acrescentou.

Erling Haaland marcou dois gols e eliminou a seleção pentacampeã mundial, que teve seu pior desempenho em Copas do Mundo desde a edição de 1990, na Itália, quando também foi eliminada na mesma fase ao perder para a Argentina de Diego Maradona e Claudio Caniggia por 1 a 0.

“É um dia muito triste para nós. Ser eliminado de uma Copa do Mundo é sempre um baque muito grande. Ainda não analisamos bem o jogo por conta de tudo que oferece um jogo, oferece a classificação da Copa do Mundo, mas agora toca seguir, não tem muito o que fazer, apenas pedir desculpa à nossa torcida que mais uma vez acreditou na gente”, disse o atacante de 25 anos.

“Infelizmente o futebol é assim, nem sempre a gente vai vencer. Sei que a gente está há tanto tempo sem vencer. O povo quer alegria de volta, mas não foi dessa vez”, lamentou ele, se referindo ao fato de a Seleção Brasileira não conquistar um título mundial desde 2002.

AFP

Passivo, Brasil perde pênalti, é castigado por Haaland e dá adeus ao sonho do hexa da Copa do Mundo

Haaland celebra o segundo gol sobre o Brasil
Haaland celebra o segundo gol sobre o Brasil – Foto: Jewel Samad/AFP

Esta foi a pior participação da equipe brasileira no Mundial desde 1990

Fim do sonho e mais uma eliminação diante de uma equipe europeia. Em partida passiva, disputada neste domingo (5), em Nova Jersey, o Brasil perdeu para a Noruega e deu adeus à Copa do Mundo de 2026. Com Haaland decisivo, com dois gols, os brasieliros perderam por 2×1, e caíram nas oitavas de final da competição. Esta é a sexta vez consecutiva que o time pentacampeão cai para uma equipe do Velho Continente no Mundial. Anteriormente, foi eliminado para França, Holanda, Alemanha, Bélgica e Croácia. Foi a pior participação da Seleção na competição desde 1990. Agora são seis Copas sem vencer o torneio.

O jogo

Emoção. Assim pode ser resumido o primeiro tempo entre a Seleção Brasileira contra os noruegueses, apesar do empate sem gols. Enquanto os europeus ficavam com a bola, a equipe de Carlo Ancelotti buscava ser incisiva no ataque. Logo aos dois minutos, os vikings mostraram que não iriam ficar só na defensiva. Após jogada pela direita, Berg finalizou da entrada da área e balançou as redes, mas a arbitragem assinalou impedimento no início da jogada.

O tento fez a torcida brasileira respirar fundo, mas não abalou o time verde-amarelo. Aos 11 minutos, Matheus Cunha recebeu em velocidade e foi derrubado na área pelo goleiro Nyland. O pênalti foi marcado com auxílio do árbitro de vídeo e fez a maioria dos torcedores no MetLife Stadium ir ao delírio. Na cobrança, no entanto, Bruno Guimarães telegrafou o canto e parou em defesa do goleiro adversário.

Principal nome da seleção norueguesa, Haaland pouco ofereceu perigo. Apenas aos 36 minutos, o camisa 9 tentou aproveitar cruzamento da esquerda e parou em fácil defesa de Alisson. O Brasil, por outro lado, assustou por duas vezes: primeiro, Gabriel Martinelli fez boa jogada pela esquerda e viu Nyland desviar, antes da bola chegar em Bruno Guimarães. Depois, Vini Jr. roubou a bola, tabelou com Martinelli e parou no goleiro. Na melhor chance da Noruega, aos 48 minutos, depois de bola dividida, Odegaard bateu livre, mas Alisson fez bela intervenção para salvar o Brasil.

Haaland castiga
Na segunda etapa, o Brasil iniciou de forma passiva, deixando a Noruega controlar as ações. Contudo, sem efetividade, os nórdicos pouco conseguiam penetrar a zaga brasileira. Acionado aos 12 minutos, Endrick por pouco não deixou o dele logo em seguida. Aos 14 minutos, Vini Jr. acionou o camisa 19 em velocidade. Cara a cara com o goleiro, o jovem de 19 anos deu um toque por cima, mas a bola saiu pela linha de fundo.

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Copa dos recordes: as novas marcas estabelecidas em 2026

Lionel Messi é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo
Lionel Messi é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo – Foto: Roberto Schmidt / AFP

Com início de oitavas de final, números podem ser atualizados

A partir do momento em que ficou definido que a Copa do Mundo de 2026 seria a primeira com 48 seleções e oito duelos até a final, já se esperava que uma série de marcas históricas estivessem em risco. Com mais da metade do caminho percorrido e as oitavas de final marcadas para começar neste sábado (4), o prognóstico se confirmou.

O maior número de jogos gerou novos recordes, mas a história foi feita de outras formas também. E muitas destas novas marcas ainda podem ser atualizadas até o fim da competição.

A primeira fase da competição teve 72 jogos, mais do que qualquer outra edição inteira. Ao fim da primeira fase, o antigo recorde de gols em uma Copa (172, em 2022, no Catar) já havia sido superado com folga. Foram 215 só na fase de grupos e agora, com o primeiro mata-mata (16 partidas no total) já concluído, o número chega a 257.

A oferta maior de jogos também causou um recorde de público. Curiosamente, a marca anterior pertencia a uma outra edição realizada nos Estados Unidos, em 1994. Foram pouco menos de 3,6 milhões de espectadores nos estádios da Copa do Tetra. Desta vez, com o auxílio de Canadá e México, 2026 já registrou a presença de mais de 5 milhões de espectadores. Só na fase de grupos foram mais de 4,6 milhões.

Na edição em que completou 1.000 jogos na história (Tunísia 0x4 Japão foi o responsável pela honra), a Copa do Mundo também conheceu novos líderes históricos em corridas de décadas de existência. Um exemplo marcante: quando a bola rolou pela primeira vez na edição de 2026, o alemão Miroslav Klose era o maior artilheiro dos Mundiais, com 16 gols espalhados por quatro participações.

Neste momento, Klose já caiu para o terceiro lugar. Lionel Messi (20 gols, sete nesta edição) e Kylian Mbappé (18 gols, seis em 2026) transformaram ambas as artilharias em uma disputa pessoal. Os dois seguem vivos no torneio, aliás.

Cada um tem mais um recorde estabelecido em 2026: com 10 gols, o francês se tornou o maior artilheiro em partidas eliminatórias da Copa. Com oito jogos consecutivos marcando, Messi também chegou à maior sequência de partidas com gols marcados na história, em série que começou na copa passada. Uma outra marca parece um pouco distante: os 13 gols de Just Fontaine na edição de 1958, a maior quantidade de gols de um artilheiro de uma edição.

Mais atrás na lista de artilheiros está Cristiano Ronaldo, que, no entanto, pode se gabar de ser o único jogador na história a estufar as redes em seis Copas diferentes. Ele marcou em 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e tem três tentos em 2026. Aos 41 anos, o português também é um dos três atletas que alcançaram o recorde de seis Copas disputadas na carreira: Lionel Messi e Guillermo Ochoa, goleiro do México, chegaram lá junto com ele.

Outro goleiro colocou o próprio nome na galeria dos marcos da Copa como sinônimo de eficiência. O espanhol Unai Simón chegou a 519 minutos consecutivos sem sofrer gols em Copas, superando em dois minutos a antiga marca, do italiano Walter Zenga, registrada em 1990.

Este recorde considera apenas a contagem de minutos padrão (90 minutos no tempo normal e 120 em jogos com prorrogação). A sequência começou a valer na Copa passada, depois do gol sofrido diante do Japão, na fase de grupos, antes do 0 a 0 contra Marrocos que eliminou os espanhóis após disputa de pênaltis (que não entra na contagem). O recorde ainda pode ser estendido, já que a Espanha é mais uma seleção ainda viva na busca pelo título, mas a marca será posta à prova contra Portugal de Cristiano Ronaldo nas oitavas.

A edição de 2026 tem também o maior número de vitórias de virada (13) e, curiosamente, o maior número de gols contra. O egípcio Mohamed Hany fez, diante da Austrália, o gol contra que desempatou a contagem contra a edição de 2018, na Rússia, quando foram 12 gols “sem querer”. O inusitado é que foi o segundo gol contra de Hany nesta edição, algo que não acontecia desde 1966. O Egito também segue na competição, mas, neste caso, torce para que o tempo a mais não sirva para que seja estabelecido outro novo recorde absoluto.

Por Agência Brasil

Costa do Marfim ou Noruega? Quem deve ser o adversário no próximo jogo do Brasil?

Erling Haaland, da Noruega, e Yan Diomandé, da Costa do Marfim/AFP
Erling Haaland, da Noruega, e Yan Diomandé, da Costa do Marfim (AFP)

O próximo adversário do Brasil no Mundial será definido na tarde desta terça-feira (30)

Com a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 devidamente assegurada após a vitória de virada sobre o Japão, a Seleção Brasileira agora assume o papel de espectadora. O elenco comandado pela Amarelinha volta a campo no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), mas o nome do adversário só será conhecido na tarde desta terça-feira (30).

O próximo adversário do Brasil no Mundial será definido na tarde desta terça-feira (30), às 14h (de Brasília), no confronto direto entre Costa do Marfim e Noruega, válido pela fase de 16 avos de final.

Quem vencer o confronto eliminatório, seja no tempo normal, na prorrogação ou nos pênaltis, terá a missão de encarar a Seleção Brasileira no mata-mata.

As duas equipes chegam credenciadas por campanhas de seis pontos na primeira fase, mas apresentam credenciais e perigos completamente diferentes para o esquema tático brasileiro.

Onde assistir ao duelo decisivo
Transmissão: TV Globo, SporTV e CazéTV (YouTube)

O efeito Haaland
A Noruega carimbou o passaporte como vice-líder do Grupo I e tem sua identidade muito bem definida: o poder ofensivo. Nas duas primeiras rodadas, a equipe sobrou fisicamente ao golear o Iraque por 4 a 1 e bater o Senegal por 3 a 2. Na rodada final, já classificada, a comissão técnica optou por preservar os titulares e acabou goleada pela França por 4 a 1.

O grande argumento da seleção europeia atende pelo nome de Erling Haaland. O centroavante é o grande destaque individual do torneio até aqui, isolado na artilharia da equipe com quatro gols marcados. Parar o camisa 9 será o grande desafio de quem cruzar o caminho dos noruegueses.

A solidez marfinense
Do outro lado, a Costa do Marfim avançou na segunda colocação do Grupo E mostrando ser uma equipe cascuda e de transição veloz. Os marfinenses estrearam batendo o Equador por 1 a 0, venderam caro a derrota para a favorita Alemanha por 2 a 1 e asseguraram a classificação com autoridade ao vencer Curaçao por 2 a 0.

Ao contrário do jogo centralizado da Noruega em seu astro, a Costa do Marfim aposta na força coletiva. Os atacantes Nicolás Pepé e Diomande são as principais engrenagens de um time que sabe fechar os espaços na defesa e castigar os adversários em contra-ataques em velocidade.

Por Paulo Mota