Infância tem cheiro, tem alma, tem cor… É lugar de referência, de encontro e de reencontro.
Se pudesse rever minha criança, tenho certeza que ela me diria do seu estado de plena realização.
Validaria as experiências, os sonhos realizados e até os que não se concretizaram, ficando apenas no mundo da imaginação.
Quem dera pudéssemos resgatar tudo que vivemos na infância…
A amarelinha desenhada na calçada, o cheiro da casa da avó, as bonecas que foram as primeiras alunas, o rádio ABC na sala de estar, a mesinha de livros, os passeios no parque, as conversas em noites estreladas/enluaradas, quando não existiam redes sociais.
Quantas infâncias ainda moram em nós?
Que a gente consiga fazer esse reencontro e resgatar as energias revigorantes, a simplicidade, a inocência, os sorrisos bobos e as pequenas felicidades que sempre se fizeram tão grandes.
Olhar o mundo pelos olhos de uma criança é sempre mais bonito, é sempre mais profundo.
Ninguém consegue aprisionar a magia de uma criança… Elas se reinventam… Elas simplesmente resistem na fábrica de sonhos e desejos.
Que nossas crianças internas ressurjam e nos tragam esperança.
O mundo precisa continuar sendo colorido, sendo palco para que as crianças sejam protagonistas de suas próprias histórias.
Acho que minha criança fez as melhores escolhas e viveu os melhores dias.
Eu me tornei a adulta que minha criança gostaria de ser: aberta às transmutações.




Ah! Se eu voltasse ao meu tempo de criança. Seria a mesma que brincava, corria inocentemente sem me preocupar com o tempo que tão rápido passou. Mesmo tendo vivido meio a uma pobreza que dava dó, éramos muito felizes. Brincadeiras naturais, vida sem maldade, era pura inocência mesmo.