Globo de Ouro 2026: ‘O Agente Secreto’ vence duas categorias e faz história

Wagner Moura no Globo de Ouro 2026/ETIENNE LAURENT / AFP
Wagner Moura no Globo de Ouro 2026 (ETIENNE LAURENT / AFP)

Filme, que se passa no Recife, foi escolhido o melhor em língua não inglesa. Wagner Moura levou ‘Melhor Ator’

O Brasil, Pernambuco e o Recife fizeram história desde as indicações ao Globo de Ouro 2026 até os resultados finais. ‘O Agente Secreto’ venceu duas categorias a que estava indicado: Melhor Filme em Língua Não Inglesa (primeira vitória do país na categoria desde ‘Central do Brasil’, em 1999) e Melhor Ator – Drama, com Wagner Moura premiado.

O longa de Kleber Mendonça Filho estava concorrendo ainda a Melhor Filme – Drama, considerada a categoria principal da noite, mas quem levou a melhor foi o aclamado ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’, dirigido por Chloe Zhao (que venceu o mesmo troféu há cinco anos por ‘Nomadland’).

“É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Eu acho que se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem. Esse prêmio vai para quem está mantendo seus valores em momentos difíceis”, disse Wagner Moura ao receber o prêmio.

“Viva o Brasil. Viva a cultura brasileira”, acrescentou.

Em seu discurso, o diretor Kleber Mendonça Filho elogiou o protagonista. “As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo”.

Ele também dedicou o filme aos jovens cineastas. “Estou muito honrado em estar neste grupo de filmes internacionais e também ao lado de grandes filmes dos Estados Unidos. Dedico este filme aos jovens cineastas. É um momento muito importante no tempo e na história para se fazer filmes. Jovens cineastas americanos: façam filmes. Muito obrigado!”, disse.

Confira a lista completa de vencedores:

Melhor Filme – Drama
Frankenstein
Hamnet – VENCEDOR
Foi Apenas um Acidente
O Agente Secreto
Valor Sentimental
Pecadores

Leia mais

Filme pernambucano ‘Gravidade’ abre o 35º Cine Ceará

Diretor Leo Tabosa estreia na direção de longas com 'Gravidade'/Foto: Alex Costa/Divulgação
Diretor Leo Tabosa estreia na direção de longas com ‘Gravidade’ (Foto: Alex Costa/Divulgação)

Léo Tabosa, cineasta premiado em curtas-metragens, estreia na direção de longas com Gravidade, que reúne um elenco de peso

Pernambuco assume o protagonismo mais uma vez em um grande festival de cinema com Gravidade, filme do cineasta caruaruense Léo Tabosa, selecionado para a abertura do 35º Cine Ceará, que acontece neste sábado e contará com a cobertura presencial do Viver. Em sua estreia mundial, a produção integra a seleta Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem, na qual o Brasil está representado também pelo documentário Do Outro Lado do Pavilhão, de Emília Silveira.

Gravidade marca a estreia de Léo Tabosa na direção de longas-metragens, coroando uma trajetória já consagrada no cinema de curtas. Tabosa chega ao formato com um currículo repleto de obras aclamadas, como Cavalo Marinho (2024), Dinho (2023), Marie (2019), Nova Iorque (2018), Baunilha (2017) e Tubarão (2013). Ele assina um roteiro ambientado nas vésperas do fim do mundo, reunindo um elenco estrelado que inclui sua conterrânea Hermila Guedes, além de Clarisse Abujamra e Marcélia Cartaxo.

A trama acompanha Sydia (Clarisse) e Nina (Hermila), mãe e filha que passam uma noite isoladas na antiga mansão da família. Enquanto enfrentam uma relação difícil, são surpreendidas com a chegada de uma desconhecida, Lara (Danny Barbosa), e com o retorno de Joana (Marcélia), uma funcionária da casa que havia sumido sem explicações e agora carrega notícias do mundo exterior. Neste cenário à beira do colapso, as quatro mulheres se deparam com traumas do passado e serão confrontadas com o peso de suas escolhas.

Na disputa pelo Troféu Mucuripe de Melhor Longa-Metragem, Gravidade encara outros cinco concorrentes. A competição ganha um caráter internacional de peso com a presença de filmes do Equador, Porto Rico e coproduções como Cuba/Espanha e Uruguai/Argentina/Espanha — todos com passagens consagradoras por festivais de elite como Veneza, Tribeca, IDFA e Guadalajara, o que promete um debate acirrado entre o júri. A premiação também celebra as melhores contribuições em categorias como Curta-Metragem, Direção, Roteiro e Prêmio da Crítica.

Por Allan Lopes

Wagner Moura fala pela 1ª vez após prêmio em Cannes em ligação com diretor na coletiva.

Wagner Moura protagoniza 'O Agente Secreto
Wagner Moura protagoniza ‘O Agente Secreto (Divulgação)

Wagner Moura venceu o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes em 2025.

Wagner Moura falou publicamente pela primeira vez após vencer o prêmio de melhor ator do Festival de Cannes em 2025, neste domingo, 24, por seu trabalho no filme O Agente Secreto. A declaração foi feita durante a coletiva de Kleber Mendonça Filho que colocou seu celular, em ligação com Wagner, no microfone.

“Você poderia dizer algumas palavras? Acredito que em inglês, porque nós temos muitos jornalistas internacionais aqui”, pediu o diretor.

Em seguida, Wagner Moura disse: “Eu queria estar aí com todos vocês, mas estou aqui, sozinho, tomando uma taça de vinho. Não poderia estar mais feliz. É um momento tão importante da minha vida!”

“Eu tentei trabalhar com o Kleber por muitos anos, e estou muito muito, muito feliz pela forma como o filme foi recebido, porque é uma produção brasileira, significa muito para a cultura brasileira. É uma pena que eu esteja comemorando sozinho, gostaria de estar aí com vocês”, concluiu.

O Agente Secreto

O filme brasileiro fez sua estreia em Cannes nesta semana, e recebeu quatro prêmios no festival. Na trama, Wagner Moura é Marcelo, um homem que volta a morar em Recife em busca de uma vida mais calma em plena ditadura militar brasileira, em 1977.

O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura
O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura (Foto: Reprodução)

fonte: Estadão Conteúdo.

 

 

Lula celebra prêmios de O Agente Secreto em Cannes: “Orgulho”

O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura/Foto: Reprodução
O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura (Foto: Reprodução)

O presidente Lula celebrou os prêmios que o filme brasileiro O Agente Secreto conquistou no no Festival de Cannes durante este sábado (24)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou os prêmios que o filme brasileiro O Agente Secreto conquistou no Festival de Cannes neste sábado (24/5).

“Hoje é dia de sentir ainda mais orgulho de ser brasileiro. De comemorar o reconhecimento que nossa arte tem no mundo”, afirmou o político nas redes sociais.

O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura. Foi a segunda vez que um diretor brasileiro foi reconhecido na categoria. Já a láurea de Wagner é inédita para o Brasil.

O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura
O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura (Foto: Reprodução)

Por: Metrópoles

Documentário sobre Cacá Diegues reforça presença brasileira em Festival de Cannes.

Equipe do documentário Para Vigo Me Voy!, sobre obra de Cacá Diegues
Equipe do documentário Para Vigo Me Voy!, sobre obra de Cacá Diegues – SORAYA URSINE/DIVULGAÇÃO

Sessão dentro da prestigiada mostra Cannes Classics foi muito aplaudida pelo público e marcou a estreia mundial do filme, que concorre ao Olho de Ouro.

O documentário “Para Vigo Me Voy!“, que presta homenagem ao cineasta Cacá Diegues, um dos nomes centrais da história do cinema brasileiro, foi exibido nesta segunda-feira (19), no Festival de Cannes.

A sessão, realizada dentro da prestigiada mostra Cannes Classics, foi muito aplaudida pelo público e marcou a estreia mundial do filme, que concorre ao Olho de Ouro, prêmio destinado aos melhores documentários do festival francês, que segue até o dia 24 de maio.

Dirigido por Lírio Ferreira e Karen Harley, “Para Vigo Me Voy!” revisita mais de seis décadas de cinema e de história do Brasil a partir da trajetória de Diegues, que teve presença recorrente na Croisette desde os anos 1960. Para a estreia, os diretores estavam acompanhados do produtor Diogo Dahl, da produtora executiva Maria Fernanda Miguel e da coprodutora Clélia Bessa.

A exibição contou com a presença de nomes importantes da cultura brasileira, como as atrizes Alice Braga e Camila Pitanga, e a diretora Marianna Brennand, que se uniram à equipe do filme na homenagem ao cineasta.

 

DIVULGAÇÃO
vImagem de Cacá Diegues – DIVULGAÇÃO

Para Vigo Me Voy! articula cenas icônicas da filmografia de Diegues – como Bye Bye Brasil, Quilombo e Joanna Francesa – com entrevistas, registros inéditos e imagens da última filmagem dirigida por ele, o inédito Deus Ainda É Brasileiro.

O documentário também inclui depoimentos de artistas que colaboraram com o cineasta ao longo da carreira, como Antonio Pitanga, Zezé Motta, Sonia Braga, Wagner Moura, Jesuíta Barbosa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Benjor e Jeanne Moreau.

A produção é assinada por Diogo Dahl, da Coqueirão Pictures, com coprodução de Globo Filmes, GloboNews, Raccord, Sinédoque e Dualto Produções. A distribuição no Brasil será feita pela Gullane+. A música-título é interpretada por Ney Matogrosso e o Pife Muderno, com produção de Carlos Malta.

Esta é a segunda vez que a Coqueirão Pictures participa da mostra Cannes Classics. Em 2016, o documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha, coproduzido pela empresa, recebeu o Olho de Ouro de Melhor Documentário.

Presença marcante em Cannes

Cacá Diegues faleceu em fevereiro deste ano, enquanto o documentário ainda estava em fase de montagem. Com carreira iniciada nos anos 1960, o cineasta participou de diversas edições do Festival de Cannes. Esteve na competição oficial com Bye Bye Brasil (1980), Quilombo (1984) e Um trem para as estrelas (1987), além de exibir obras na Quinzena dos Realizadores e na Semana da Crítica.

Ao todo, oito dos 17 longas que dirigiu individualmente passaram por Cannes. Em 1981, ele foi membro do júri da mostra competitiva. Fora de competição, apresentou O Grande Circo Místico, em 2018. Em 2010, retornou como produtor do coletivo Cinco Vezes Favela – Agora por nós mesmos.

Por Emannuel Bento.

Filme gravado em Tuparetama é a primeira produção pernambucana a concorrer ao Prêmio ABC na categoria Melhor Direção de Fotografia de Filme Estudantil.

O filme "SERTÃO 2138" é um curta-metragem do gênero ficção-científica que aborda temas como racismo, problemas socioeconômicos e ambientais, retratados numa distopia filmada no sertão de Pernambuco
O filme “SERTÃO 2138” é um curta-metragem do gênero ficção-científica que aborda temas como racismo, problemas socioeconômicos e ambientais, retratados numa distopia filmada no sertão de Pernambuco – DIVULGAÇÃO

A produção, representada pela indicação do diretor de fotografia Gabriel Manes, estreou no Chicago Latino Film Festival, festival de cinema dos EUA.

O cinema pernambucano segue se destacando em competições nacionais. O curta-metragem “SERTÃO 2138” está entre os finalistas do Prêmio ABC 2025, da Associação Brasileira de Cinematografia, na categoria “Melhor Direção de Fotografia de Filme Estudantil”. A produção, representada pela indicação do diretor de fotografia Gabriel Manes, teve a estreia internacional no dia 12 de abril, na 41ª edição do Chicago Latino Film Festival, importante festival de cinema dos Estados Unidos.

O filme é uma obra universitária do gênero ficção científica, dirigida por Deuilton B. Junior, com atuações de Clau Barros, Camilly Vitória e Asaías Rodrigues, e realizada por estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da UFPE.

As filmagens ocorreram no município de Tuparetama, localizado no Sertão do Pajeú, em 2023. Após o processo de edição e finalização, o filme começou a ser selecionado, em 2025, para diversos festivais de cinema nacionais e internacionais, como o Chicago Latino Film Festival (EUA) e o Tsiolkovsky Space Fest (Rússia).

A Semana ABC acontece de 14 a 16 de maio, e a cerimônia de premiação será realizada no dia 17 de maio, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. O Chicago Latino Film Festival ocorreu entre os dias 3 e 14 de abril, e a exibição de “SERTÃO 2138” foi realizada entre os dias 12 e 13 de abril.

“SERTÃO 2138” REFUTA A REPRESENTAÇÃO ESTEREOTIPADA DA REGIÃO

DIVULGAÇÃO

1 / 2
A produção traz a ficção científica para refutar a representação estereotipada que o cinema faz do sertão brasileiro – DIVULGAÇÃO.
DIVULGAÇÃO
O filme “SERTÃO 2138” é um curta-metragem do gênero ficção-científica que aborda temas como racismo, problemas socioeconômicos e ambientais, retratados numa distopia filmada no sertão de Pernambuco. A produção traz a ficção científica para refutar a representação estereotipada que o cinema faz do sertão brasileiro.

O uso de clichês antigos e preconceitos criaram, na história da cinematografia, uma imagem de atraso e sofrimento para os locais sertanejos, que se transformaram em “simples passagens para um outro lugar”. Indo contra essa ideia, SERTÃO 2138 mostra o sertão como um lugar de acolhimento e salvação, um lugar perfeito para qualquer tipo de história.

O filme foi lançado nacionalmente em março de 2025 no Festival Curta Capiranga e realizado através de ajuda coletiva, sem incentivo e com apoio institucional da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Prefeitura de Tuparetama e da Locadora LOC Audiovisual através do Programa Novo Olhar.

DIVULGAÇÃO
Diretor de fotografia Gabriel Manes, indicado ao Prêmio ABC na categoria Melhor Direção de Fotografia de Filme Estudantil com o filme “SERTÃO 2138” – DIVULGAÇÃO

Confira o trailer do filme:
https://vimeo.com/1011836941

O diretor de fotografia Gabriel Manes é bacharel em Cinema e Audiovisual pela UFPE e sócio da produtora Trompete Filmes. Assinou a direção de fotografia dos curtas-metragens “Crimes Holandeses” (2023), “Náufrago” (2024), “Período Fértil – O Filme” (2025), “Trincheiras” (2025) e “Molho Inglês” (2025), além do videoclipe “Camaleoa – Camaleoa” (2023). Atualmente participou de equipes de filmagem de séries de TV e longas-metragens, atuando principalmente no departamento de câmera.

POR DENTRO DOS AUTORES

Já o diretor do curta-metragem Deuilton B. Junior estudou Cinema e Audiovisual na UFPE e Animação e Design na Universidade Veiga de Almeida. É sócio da produtora Trompete Filmes e dirigiu curtas-metragens como Boneco de Pano (2013), Terceiro Andar (2019) e SERTÃO 2138 (2025), participantes em festivais nacionais e internacionais. Atualmente dedica-se ao cinema, onde atua nas áreas de montagem e assistência de direção.

Sinopse do filme:

Em uma Terra distópica, uma brilhante cientista tem finalmente sua entrada liberada na Estação Espacial. Quando está tudo pronto para a tão sonhada partida e nova vida, uma misteriosa missão interrompe seus planos.

Ficha Técnica do Filme:

Elenco: Clau Barros, Camilly Vitoria, Asaías Rodrigues (Zaza) e Flávio Rocha
Roteirista / Diretor / Produtor: Deuilton B Júnior
Assistente de Direção: Maria Gazal
Prod. executiva / Prod. de Locação: Laura Viana
Dir. de produção: M. Clara Almeida
Assistente de produção / Platô: Lucas da Rocha
Prod. de local/set: Fernando Marquês
Direção de Fotografia: Gabriel Manes
1º Assistente de Fotografia: Douglas Henrique
Estagiário de fotografia: Davi Arthur Rodrigues Santos
Direção de arte / Cenografia: Jennifer Santos
Assistente de Arte: Vitória Souza Santos e Sofia Vaz
Cabelo: Jennifer Santos e Ipê Arauja
Figurinista / Prod. de figurino: Julieta Cavalcanti
Assistente figurinista: Sofia Vaz
Maquiagem: Ipê Arauja
Prod. de objetos: Diá de Santana
Still / Making of: Luis Almeida
Dir. de Som / Captação direto: Bruno Silva
Assistente de som: Gustavo Felipe Paz
Montador / Coordenador de pós: Deuilton B. Júnior
Efeitos visuais: Matheus Vinicius
Colorista e Finalização: Germana Glasner
Edição de som / Mixagem: Bruno SIlva
Trilha sonora: Eduardo Ribeiro
Cozinheiras: Katia Fernanda, Lucineide Fátima e Antonia Maria
Motoristas: Gilberto Silvestre e Edecassio Alves

Por JC

‘Vitória’ fica em primeiro lugar na bilheteria do dia da estreia.

 (Sony/Divulgação)
Sony/Divulgação

Filme com Fernanda Montenegro foi o mais assistido da última quinta-feira (13) nos cinemas, na frente de ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’

Novo longa protagonizado por Fernanda Montenegro, Vitória abriu em primeiro lugar na bilheteria no Brasil no dia do seu lançamento, na última quinta-feira (13). De acordo com a Cinemascore BRA, o filme nacional estreou na frente de Capitão América: Admirável Novo MundoMickey 17, O Macaco e Ainda Estou Aqui.Os dados do primeiro fim de semana devem ser divulgados até o domingo (16).

O filme tem direção de Andrucha Waddington, genro de Fernandona, que levou à frente o projeto original de Breno Silveira (2 Filhos de Francisco), falecido em Limoeiro, interior de Pernambuco, no primeiro dia das filmagens, em 2022, vítima de um infarto fulminante. Além de Fernandona, figuram no elenco Alan Rocha, Linn da Quebrada, Sacha Bali, Jennifer Dias, Laila Garin e Thelmo Fernandes.

Dona Vitória é o nome fictício foi dado à personagem verídica que, com sua câmera de vídeo, se tornou essencial para desmantelar uma violenta quadrilha que envolvia traficantes e policiais. Em agosto de 2005, o jornal carioca Extra, através do repórter Fábio Gusmão (interpretado no filme por Alan Rocha, presente também como jornalista em Ainda Estou Aqui), desenvolveu a série Janela indiscreta, divulgando a história a partir das imagens captadas pela senhora, que teve a identidade mantida em sigilo até a sua morte, em fevereiro de 2023.

Por: André Guerra

Cinebiografia de Bob Dylan, ‘Um Completo Desconhecido’ é correto (até demais)

 (Elle Fanning interpreta Sylvie Russo, baseada na real Suze Rotolo, primeira musa inspiradora de Bob Dylan (Disney/Divulgação))
Elle Fanning interpreta Sylvie Russo, baseada na real Suze Rotolo, primeira musa inspiradora de Bob Dylan (Disney/Divulgação)

Timothée Chalamet, em convincente composição física e vocal, interpreta o ícone da música nos anos iniciais da sua carreira; longa concorre ao Oscar em oito categorias, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator.

Demorou décadas para sair do papel a cinebiografia de um dos artistas emblemáticos da cultura norte-americana, mas o terreno agora é fértil para esse tipo de produção em Hollywood. Nos últimos anos, a indústria estabeleceu uma fórmula de sucesso para contar a história de ídolos em tom de filme-homenagem. Os resultados, ao menos a nível de repercussão, têm sido bem sucedidos: de Bohemian Rhapsody Elvis, passando por Rocketman, até, finalmente, Um Completo Desconhecido, sobre o muito mais do que conhecido Bob Dylan, que chega nesta semana aos cinemas e concorre a oito categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator (Thimothée Chalamet).

Adaptado do livro Dylan Goes Electric (2015), de Elijah Wald, o longa é um recorte do início da carreira do astro, entre 1961 e 1965, quando chega a Nova York para conhecer seu ídolo Woody Guthrie (Scoot McNairy), que se encontra hospitalizado. A trama acompanha sua mudança de cantor folk para a amplificação elétrica marcada pela participação no Festival Folclórico de Newport e essa ascensão na música é narrada em paralelo ao triângulo amoroso entre Bob e as duas mulheres que cruzam sua vida nesse período: Sylvie Russo, inspirada na real Suze Rotolo e interpretada por Elle Fanning, e a cantora folk Joan Baez, vivida por Monica Barbaro, indicada a Melhor Atriz Coadjuvante.

 (Monica Barbaro concorre ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Disney/Divulgação))
Monica Barbaro concorre ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Disney/Divulgação)

O cantor Pete Seeger é outro personagem importante nesse crescimento do protagonista — e ainda que Edward Norton o interprete com competência, a sua indicação a Melhor Ator Coadjuvante é tão inexplicável quanto a da direção. James Mangold, que também adapta o roteiro em parceria com Jay Cocks (Gangues de Nova York), é mais conhecido como um diretor ‘de encomenda’ do que como autor. Sua funcionalidade é reconhecível em filmes bem diferentes como Garota, Interrompida (1999), Logan (2017), Ford vs Ferrari (2019) e Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023). No mesmo filão de Um Completo Desconhecido, ele já havia dirigido em 2005 a cinebiografia Johnny & June, sobre Johnny Cash — artista que marca presença neste novo longa, em atuação marcante de Boyd Holbrook.

A presença de Timothée Chalmet, que protagoniza duas superproduções entre os dez indicados ao Oscar de Melhor Filme (contando com Duna: Parte 2) e se tornou um dos maiores astros de sua geração, pode tornar difícil para espectadores frequentes enxergarem Bob Dylan e não a persona superexposta do ator, mas isso não diminui a competência da sua composição física e vocal. Ele, afinal, vem estudando o biografado desde 2020 para interpretá-lo e cumpre perfeitamente o desafio pesado de cantar como o ícone da música.

O recorte temporal escolhido no caso de Dylan é uma vantagem para fugir do modelo clássico — e atualmente aborrecido — de contar toda a vida do personagem real. Mangold articula um ritmo fluido e constante, que desenvolve o arco ascensão à fama em um tom uniforme, sem grandes momentos de impacto e com um desinteresse pelo espetáculo compatível à personalidade esquiva do artista, que, na vida real, fez contribuições para o roteiro e demonstrou satisfação com o resultado. “Timmy é um ator brilhante. Acho que ele convence perfeitamente me interpretando”, afirmou o próprio Bob Dylan em rede social.

Apesar da solidez da narrativa e das caracterizações, o saldo passa uma impressão um tanto plana, segura demais para falar dos conflitos de um homem que até queria (será?) permanecer um completo desconhecido, mas que, desde a época retratada, não tinha escolha. De toda sorte, fãs de canções como Blowin’ in the WindDon’t Think Twice, It’s Alright, It’s All Over Now, Baby Blue e It Ain’t Me, Babe devem ficar satisfeitos com o cuidado com que Mangold rege Timothée Chalamet e Monica Barbaro. Na escala das cinebiografias contemporâneas, justiça seja feita, todos aqui passam na média.

Por: André Guerra

 

Papel que deu Globo de Ouro à Fernanda Torres seria de outra atriz; saiba quem.

Fernanda Torres foi escolhida como Melhor Atriz em Filme de Drama no Globo de Ouro (foto: Robyn Beck / AFP)
Fernanda Torres foi escolhida como Melhor Atriz em Filme de Drama no Globo de Ouro (foto: Robyn Beck / AFP)

A filha de Fernanda Montenegro foi segunda opção do diretor Walter Salles para interpretar Eunice Vieira em ‘Ainda Estou Aqui’

Com o burburinho do Globo de Ouro, uma curiosidade sobre Fernanda Torres foi revivida nesta segunda-feira (6/1). A filha de Fernanda Montenegro foi escolhida como Melhor Atriz em Filme de Drama, na maior premiação do cinema mundial, pela participação em Ainda Estou Aqui. Ela foi a primeira brasileira a ganhar a disputa na história do cinema nacional.

No entanto, o papel de Eunice Paiva, protagonista da trama, seria de outra artista: Mariana Lima. A atriz já estava estudando a personagem a convite do diretor, Walter Salles, mas acabou deixando o projeto por conta de problemas pessoais.

Atriz Mariana Lima (foto: Lucas Seixas/Divulgação )
Atriz Mariana Lima (foto: Lucas Seixas/Divulgação )

Na ocasião, Mariana estava terminando seu casamento o ator Enrique Diaz, que havia completado 25 anos. “Walter achou que eu não ia dar conta e, realmente, eu não ia”, justificou a veterana.

Confira as informações completas na coluna Fábia Oliveira, no Metrópoles.