No Agreste, João Campos reforça promessas para água, infraestrutura e confecções

Em Vertentes, candidato direcionou o discurso ao polo de confecções do Agreste e prometeu investimentos em capacitação e infraestrutura para o setor/Foto: Marlon Diego
Em Vertentes, candidato direcionou o discurso ao polo de confecções do Agreste e prometeu investimentos em capacitação e infraestrutura para o setor (Foto: Marlon Diego)

Primeira parada foi em Lagoa dos Gatos, onde João caminhou pela feira livre e conversou com moradores e comerciantes

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) concentrou a agenda de campanha da manhã deste sábado (5) no Agreste. Em passagens por Lagoa dos Gatos e Vertentes, o socialista percorreu feiras livres, participou de uma carreata e reforçou promessas voltadas ao abastecimento de água, à infraestrutura e à qualificação profissional.

A primeira parada foi em Lagoa dos Gatos, onde João caminhou pela feira livre e conversou com moradores e comerciantes. No município, o candidato prometeu investimentos em abastecimento de água, estradas e educação profissional e afirmou que pretende estabelecer uma relação de parceria com as prefeituras do interior caso seja eleito.

“A partir do ano que vem, vocês vão ter um governador amigo, aliado, que vai fazer o mesmo por essa terra. Vamos trazer abastecimento de água, obras de infraestrutura, estrada, escola técnica, porque vocês vão ver: o povo vai ser bem cuidado, como eu fiz no Recife. Chegou a hora de fazer em Pernambuco”, declarou.

João também voltou a defender a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 180 cilindradas, uma das propostas apresentadas durante a campanha.

“A partir do ano que vem, moto de até 180 cilindradas vai ter o IPVA zerado”, afirmou.

Durante o ato, o ex-prefeito do Recife ainda reforçou a vinculação de sua candidatura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Aqui é o time de Lula, é o time de João, é o time que tem compromisso com o nosso Estado”, disse.

Polo de confecções

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João Campos critica atuação do governo na educação e propõe ampliação dos ensinos integral e técnico

Campos: “A gente vai ampliar a educação integral que, infelizmente, reduziu."

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou a atuação do governo estadual na educação e propôs a ampliação dos ensinos integral e técnico. Em sabatina promovida pela Rádio Folha 96,78 FM, na manhã desta terça-feira (1º), o socialista apresentou o plano que pretende implementar na área, caso eleito.

“A gente vai ampliar a educação integral que, infelizmente, reduziu. No último censo escolar, Pernambuco perdeu mais de 20 mil matrículas de educação integral. IsAso está no censo escolar consolidado pelo Todos pela Educação. Vamos expandir a rede de ensino técnico”, disse.

Ainda segundo o candidato, o governo atual é o único em 30 anos que não construiu uma escola técnica sequer. “Vamos lançar o Embarque Digital Pernambuco. Serão 10 mil vagas em tecnologia para todo estado, para a gente formar os jovens que vieram da escola pública para trabalhar no mercado de tecnologia”, prometeu.

Campos ainda afirmou que a gestão atual da governadora Raquel Lyra (PSD) não possui um roteiro estratégico para a educação.

“Hoje, o governo do estado não tem um roteiro estratégico de investimento na educação. O maior investimento feito foi nos ônibus escolares. Isso é importante, agora é preciso calibrar esse gasto para ele ser feito na medida necessária e não ser algo exagerado e tirar de outra área”, pontuou.

Por Yuri Costa

Justiça manda aliados de Raquel apagarem conteúdos que ligam João Campos a panfletos apócrifos

Desembargador do TRE-PE aponta acusação “direta e categórica” contra grupo político do candidato sem autoria conhecida dos materiais; Mendonça Filho, Ni do Badoque e Ricardo Antunes estão sujeitos a multa de R$ 25 mil em caso de descumprimento_

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, na noite deste domingo (30), a retirada de publicações que associam o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e seu grupo político à produção e distribuição de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). A decisão, assinada pelo desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, alcança o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o candidato a deputado estadual Ni do Badoque (PSD) e o blogueiro Ricardo Antunes.

A liminar foi concedida após ação apresentada pela Frente Popular de Pernambuco, que apontou que os conteúdos responsabilizavam João Campos e o PSB pelo episódio mesmo sem qualquer comprovação sobre a autoria dos materiais. Segundo a coligação, embora não se saiba quem produziu ou distribuiu os panfletos, os representados passaram a atribuir publicamente a responsabilidade ao grupo político do candidato.

Em uma das publicações questionadas, Ricardo Antunes afirmou no próprio título que o “grupo de João Campos” teria espalhado os panfletos e classificou o episódio como “O novo jogo sujo do PSB”. Ao analisar o conteúdo, o desembargador destacou que a postagem ultrapassou os limites da mera informação ou manifestação de opinião ao imputar diretamente a responsabilidade pelo material.

“Verifica-se que a publicação não se limita a noticiar a existência dos cartazes ou a manifestar opinião acerca de seu conteúdo. Há atribuição direta e categórica ao ‘Grupo de João Campos’ da conduta de espalhar os panfletos, além da vinculação do episódio ao PSB mediante a expressão ‘O novo jogo sujo do PSB’”, registrou o magistrado na decisão.

Diante disso, o desembargador concedeu a liminar requerida pela Frente Popular e determinou que a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, retire as publicações indicadas no processo no prazo de até duas horas após a notificação. Mendonça Filho, Ni do Badoque e Ricardo Antunes também deverão excluir os respectivos conteúdos, sob pena de multa individual de R$ 25 mil em caso de descumprimento.

Blog do Júnior Cavalcanti

Raquel, João e Ivan: veja como foi o primeiro guia eleitoral de cada candidato

Com tempos e estratégias diferentes, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) escolheram caminhos distintos para se apresentar ao eleitorado/Fotos: Rafael Vieira/DP Foto, Edson Holanda e Karol Rodrigues/DP Foto
Com tempos e estratégias diferentes, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) escolheram caminhos distintos para se apresentar ao eleitorado (Fotos: Rafael Vieira/DP Foto, Edson Holanda e Karol Rodrigues/DP Foto )

Programas exibidos nesta sexta-feira (28) marcaram a estreia da propaganda eleitoral para o Governo de Pernambuco no rádio e na televisão; enquanto Raquel apostou no balanço da gestão, João destacou parceria com Lula e Ivan apresentou sua trajetória

Os candidatos ao Governo de Pernambuco estrearam, nesta sexta-feira (28), seus primeiros programas no guia eleitoral de televisão. Com tempos e estratégias diferentes, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) escolheram caminhos distintos para se apresentar ao eleitorado e dar o pontapé inicial na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

A governadora e candidata à reeleição apostou em uma mensagem de continuidade, com balanço de realizações do primeiro mandato e um tom pessoal. João Campos priorizou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentou novas promessas para o estado, especialmente na área da saúde. Já Ivan Moraes utilizou o espaço para resgatar sua trajetória profissional, atuação em movimentos sociais e passagem pela Câmara do Recife.

Raquel Lyra aposta em balanço da gestão e discurso pessoal

No primeiro guia, Raquel Lyra buscou apresentar ao eleitor um balanço dos resultados de sua gestão e reforçar a ideia de que o estado avançou durante seu primeiro mandato. Em uma peça de cerca de quatro minutos, a governadora também adotou um tom pessoal ao falar sobre o período em que assumiu o comando de Pernambuco.

Raquel afirmou que se tornou governadora “no momento mais difícil da minha vida”, em referência à morte do marido, o empresário Fernando Lucena. Segundo ela, estar à frente do estado permitiu “seguir em frente, cuidar dos meus e cuidar de Pernambuco”.

A candidata também afirmou que não encontrou “a casa arrumada” ao assumir o governo e destacou a passagem por diferentes regiões de Pernambuco. Entre as ações citadas no programa estão a geração de empregos com carteira assinada, o crescimento da economia, a recuperação de estradas, reformas de hospitais e a construção de creches.

Ao final, Raquel pediu o voto do eleitor para permanecer no cargo e associou a continuidade da gestão à entrega de obras e serviços. “Eu quero ser governadora de Pernambuco para continuar liderando esse estado pelos próximos anos”, afirmou.

João Campos coloca Lula no centro do primeiro programa

A estratégia de João Campos foi marcada pela presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao lado do petista, o candidato do PSB apresentou a aliança entre os dois como um dos pilares de sua campanha ao Governo de Pernambuco.

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TJPE barra recurso de ex-deputado e mantém indenização de R$ 25 mil a Raquel Lyra

A governadora Raquel Lyra (PSD)/Foto: Maurício Ferry/DP Foto

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negou seguimento a um recurso extraordinário apresentado pelo ex-deputado estadual Erick da Silva Lessa (Republicanos) contra a condenação ao pagamento de R$ 25 mil por danos morais à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). À época dos fatos, Raquel era prefeita de Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

Atualmente vereador de Caruaru, Lessa é candidato a deputado federal. A decisão foi assinada pelo desembargador Alberto Nogueira Virginio, 1º vice-presidente do TJPE, e impede, nesta etapa, o envio do recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O processo teve origem em uma ação movida por Raquel contra Erick por declarações feitas em programas de rádio. Segundo a decisão judicial, o então deputado afirmou que a então prefeita teria “inventado” um curso de capacitação no exterior para esconder uma viagem de férias com a família.

Em julgamento anterior, a 1ª Turma da Câmara Regional de Caruaru considerou que as declarações ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram a imputação falsa de uma conduta desonrosa. O colegiado manteve a indenização de R$ 25 mil à governadora.

Na tentativa de reverter a condenação, Erick recorreu ao STF. A defesa argumentou que as declarações estariam protegidas pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar e também questionou o valor da indenização, considerado excessivo.

Ao analisar o recurso, contudo, o TJPE concluiu que a discussão apresentada pelo deputado exigiria uma nova análise das provas do processo. Isso incluiria o conteúdo das entrevistas radiofônicas, o contexto em que as declarações foram feitas e a relação delas com o exercício do mandato parlamentar.

De acordo com o desembargador, esse tipo de reavaliação não pode ser feita por meio de recurso extraordinário ao STF. A defesa do ex-deputado também argumentou à Justiça que ele estaria protegido por imunidade parlamentar, mas a Justiça considerou que as declarações do político não estavam relacionadas ao exercício do mandato e ultrapassaram os limites da crítica política.

“O Tribunal de origem, com base nas provas dos autos, consignou que as declarações extrapolaram os limites da crítica política pois configuravam imputação desonrosa de fatos inverídicos, sem relação com o desempenho funcional do mandato de deputado estadual”, diz trecho da decisão.

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Raquel e João trocam acusações sobre “gabinetes do ódio” em campanhas

Ex-prefeito do Recife João Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD)/ Rafael Vieira/ DP Foto e Nivaldo Fran/ Arquivo DP

Os candidatos Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), principais concorrentes ao Governo de Pernambuco segundo as pesquisas recentes, vêm trocando acusações sobre possíveis condutas desleais praticadas no processo eleitoral deste ano. Em entrevista ao jornal O Globo divulgada nesta segunda-feira (24), ambos apontaram a existência de supostos gabinetes do ódio, operados por adversários, que estariam propagando notícias falsas nas redes sociais.

Questionada sobre o acirramento numérico demonstrado nas últimas pesquisas, Raquel fez questão de ressaltar que o pleito se trata de uma disputa do “amor contra o ódio”. “Ao longo de três anos e meio, arrumamos a casa; o estado estava sem capacidade de investimento algum. Tomamos decisões difíceis e duras, porque não sou mulher de fazer atalhos, mas estamos fazendo o estado voltar a ser protagonista de sua história. É claro que não está tudo perfeito, mas entregamos muito. É uma campanha de amor contra o ódio, com muita propagação de fake news e um nível muito baixo de discussão”, apontou.

De acordo com a governadora e candidata à reeleição, sua gestão vem sendo alvo de perseguição e as ações têm a ciência da Justiça Eleitoral. “Fizeram CPIs e pedidos de impeachment, mesmo eu sendo uma governadora honesta, trabalhadora e que entrega, que não está aqui para se satisfazer do poder. Denunciei ao Tribunal Regional Eleitoral o uso de robotização, com indícios muito claros da existência de um gabinete do ódio com perfis para divulgar fake news sobre mim. Nossa campanha vem judicializando isso”, declarou.

João, por sua vez, alegou que uma organização teria sido montada logo após o início do seu segundo mandato à frente da Prefeitura do Recife. O socialista utilizou como exemplo o episódio em que a Polícia Civil de Pernambuco foi acusada de monitorar ilegalmente servidores da gestão municipal.

“Há quase dois anos, o que existe é um gabinete do ódio liderado pela oposição a mim, ligada ao governo do estado, que passa manhã, tarde e noite me atacando nas redes sociais, com direito a deepfakes. Depois que fui reeleito, montou-se essa estrutura. Denunciei há mais de um ano e meio. Abriu-se até CPI na Assembleia, isso foi denunciado à Polícia Federal, ao Supremo Tribunal Federal, e há inquérito em curso investigando pessoas ligadas ao governo”, afirmou.

“São mais de 90 ações no TRE, com êxito de mais de 80% a meu favor. Há uma tentativa clara de mudança de retórica, que é uma prática da extrema direita e da direita para mudar os fatos”, completou Campos.

Por Amauri Lins

Raquel Lyra aciona Justiça Eleitoral contra vereador que a chamou de “louca”

Governadora Raquel Lyra (PSD)/Rafael Vieira/DP Foto

Uma representação criminal foi protocolada na Justiça Eleitoral pela defesa da governadora Raquel Lyra (PSD-PE), candidata à reeleição em Pernambuco, neste sábado (22), contra o vereador angelinense Maurílio Cavalcanti (PSB-PE).

Em discurso na plenária da Câmara de Vereadores de Angelim, no Agreste do estado, o parlamentar tecia crítica à gestora quando a chamou de “louca” e afirmou que “o dia dela está chegando”. A sessão plenária foi realizada na quarta-feira (19) e transmitida em vídeo pelos canais oficiais da casa legislativa.

Na declaração, Maurílio Cavalcanti repercute a denúncia de que Lyra faria desvio de finalidade de um avião adquirido pelo governo do estado. “Pega o avião que é para usar na saúde e muda de configuração que é para fazer as visitas políticas dela”, diz o parlamentar.

A fala do vereador se baseia em reportagem da Folha de S.Paulo, de junho, que aponta que uma aeronave modelo King Air 260 foi adquirida por R$ 64,2 milhões com recursos da Secretaria de Defesa Social, em 2025, para reforço da estrutura de transporte de pacientes e ampliação da capacidade de atendimento médico no estado.

De acordo com a reportagem, em dezembro daquele ano, o kit médico instalado no avião teria sido temporariamente removido para o transporte da governadora a Brasília, onde ela teria participado de reuniões políticas com o presidente Lula (PT) e com Gilberto Kassab, presidente do PSD, seu partido.

As declarações foram denunciadas como violência política de gênero, com base no artigo 326-B do Código Eleitoral. O dispositivo, incluído pela Lei Federal nº 14.192/2021, tipifica como crime condutas como constranger e humilhar candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato.

João Campos tem 18 segundos a mais de propaganda eleitoral do que Raquel Lyra

O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB) e a governadora Raquel Lyra (PSD)

Tribunal Regional Eleitoral acaba de divulgar o tempo de propaganda no Rádio e na Televisão dos candidatos a governador de Pernambuco. João Campos (PSB) terá 4 minutos e 21 segundos para divulgar suas propostas e a governadora Raquel Lyra (PSD) 4 minutos e 03 segundos. O candidato do PSOL/Rede, Ivan Moraes terá 35 segundos. Os demais partidos não terão tempo porque não atingiram a cláusula de barreira na eleição de 2022. A propaganda terá inicio dia 28 de agosto e será encerrada dia 1.o de outubro.

A ordem de exibição no primeiro dia será: Frente Pernambuco de Luta, Frente Popular de Pernambuco e Pernambuco de Coração.

Além do tempo do guia eleitoral, os candidatos têm direito a inserções que são pequenos vídeos exibidos durante o dia e a noite entre a programação das emissoras, consideradas bem mais eficientes do que o guia pois até sem querer o ouvinte ou telespectador vê e escuta a propaganda pois nem dá tempo a mudar de canal. Neste caso das inserções João Campos contará com 473, Raquel Lyra com 441 e Ivan com 64.

Ao todo, serão 70 minutos diários destinados às inserções ao longo da programação das emissoras, com a distribuição definida pela Justiça Eleitoral.

Raquel ficou com tempo parecido com o de João Campos no guia eleitoral porque o TRE incluiu o espaço reservado para a Federação PSDB/Cidadania na coligação da governadora. Essa questão no entanto ainda está dependendo de uma decisão do pleno do Tribunal.

É que a Frente Popular solicitou que a citada Federação ficasse de fora uma vez que foi feita intervenção na executiva estadual no dia da Convenção e a nacional optou pela neutralidade na eleição pernambucana. Ocorre que quando a intervenção foi feita a convenção já estava encerrada e a ata protocolada na justiça, por isso os partidários da governadora alegam que a decisão válida é a primeira.

Se a Frente Popular ganhar esta ação o tempo da governadora reduz mas não muito pois a Federação só conta com 18 deputados federais em todo o país e é o número de deputados que se usa para o cálculo do tempo.

A distribuição do tempo é feita pela Justiça Eleitoral por meio do Sistema Horário Eleitoral e segue os critérios previstos na legislação. Do total destinado à propaganda, 90% são distribuídos proporcionalmente à representação dos partidos na Câmara dos Deputados e 10% igualmente entre as legendas que participam da eleição, observados os requisitos legais.

Na televisão, os programas em rede serão exibidos das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. A propaganda para governador será veiculada às terças, quintas e sábados, junto com as mensagens destinadas às candidaturas ao Senado e à Assembleia Legislativa.

Em caso de segundo turno, a propaganda eleitoral gratuita em rede no rádio e na televisão será veiculada de 9 a 23 de outubro.

Por TEREZINHA NUNES

Raquel Lyra exalta parceria com Lula, mas evita declarar voto para presidente

Lyra disse ainda que pediu a Lula que a eleição deste ano não interferisse na relação entre os dois governos/Francisco Silva/DP Foto

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), exaltou nesta quinta-feira (20) a parceria de sua gestão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas evitou declarar em quem votará para o Palácio do Planalto. Sem mencionar Ronaldo Caiado, candidato do seu mesmo partido à Presidência, Raquel afirmou que manterá a campanha concentrada na disputa estadual.

A indefinição ocorre em meio a dois palanques presidenciais adversários. O PSD lançou Caiado em uma chapa que tem o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice. Lula, por sua vez, apoia João Campos (PSB), principal adversário de Raquel na corrida pelo governo pernambucano.

“Vão querer me taxar de um lado ou de outro, me rotular, tentar me enquadrar em um lugar ou no outro, dizer que estou em cima do muro, mas não vai ter quem me tire do foco do Estado de Pernambuco”, afirmou Raquel durante sabatina da Rádio Jornal, no Recife.

A candidata disse ainda que pediu a Lula que a eleição deste ano não interferisse na relação entre os dois governos. “Eu sou grata ao presidente Lula porque ele poderia simplesmente ter fechado as portas. Eu disse a ele: ‘não deixe que o que puder acontecer na eleição de 2026 atrapalhe o que a gente pode fazer junto por Pernambuco’. E ele tem respondido com isso”, declarou.

Apesar de exaltar a parceria com Lula, Raquel voltou a evitar declarar seu voto. “Mais importante do que saber qual o voto que eu vou depositar na urna é saber que eu vou trabalhar dia e noite, de maneira honesta, pelo Estado de Pernambuco”, afirmou.

Estadão Conteúdo

Deputados protocolam pedido de impeachment contra vice-governadora de Pernambuco

Vice-governadora Priscila Krause /Foto:Rafael Vieira/DP Fotos
Vice-governadora Priscila Krause (Foto:Rafael Vieira/DP Fotos)

Pedido apresentado na Alepe também cita a secretária estadual de Saúde e aponta supostas irregularidades envolvendo recursos públicos destinados à unidade de saúde administrada pelo marido de Priscila Krause

Os deputados estaduais Rodrigo Farias, Romero Albuquerque e Sileno Guedes protocolaram, nesta quinta-feira (20), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), um pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause e a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti. No documento, os parlamentares apontam possíveis crimes de responsabilidade, atos lesivos ao patrimônio público e supostas irregularidades na aplicação de recursos públicos.

A representação tem como um dos principais pontos a relação entre a vice-governadora e a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro LTDA, unidade que, segundo os deputados, tem como principal sócio e administrador Jorge Branco, marido de Priscila Krause.

De acordo com denúncias dos parlamentares, quando Priscila assumiu interinamente o comando do Governo de Pernambuco, foram autorizados cerca de R$ 200 milhões em orçamento que, segundo os parlamentares, também alcançariam a unidade de saúde administrada pelo marido dela. Os deputados sustentam que a situação exige investigação sobre eventual conflito de interesses. A assessoria de imprensa da vice-governadora foi procurada, mas ainda não se manifestou.

Por Cadu Silva