Meta admite que redes fazem mal às crianças; saiba o que fazer para proteger seu filho

Especialistas indicam que é fundamental os pais utilizarem controles parentais nos dispositivos, e ficar alertas a sinais de mudanças nos filhos/Marcello Casal/Agência Brasil
Especialistas indicam que é fundamental os pais utilizarem controles parentais nos dispositivos, e ficar alertas a sinais de mudanças nos filhos (Marcello Casal/Agência Brasil)

Companhia aceitou pagar um total de US$ 16,7 bilhões em indenizações e prometeu uma série de mudanças no uso das duas plataformas por menores de idade

A Meta chegou a um acordo nesta quarta-feira (26) para encerrar um julgamento em andamento nos Estados Unidos no qual a dona do Facebook e do Instagram era acusada de prejuízos contra a saúde mental, a autoestima e o bem-estar de crianças e adolescentes. A companhia aceitou pagar um total de US$ 16,7 bilhões (aproximadamente R$ 86 bilhões) e prometeu uma série de mudanças no uso das duas plataformas por menores de idade.

Como o Estadão mostrou, o impacto das novas tecnologias e das redes sociais na vida das crianças e dos adolescentes é um grande desafio para pais e escolas. Especialistas apontam que o uso descontrolado pode gerar uma série de danos ao desenvolvimento do cérebro, que nessa fase ainda não se formou por completo.

Além disso, os menores ficam expostos aos riscos presentes no mundo virtual, como conteúdos inapropriados para a idade – pornografia e violência -, propagandas que podem incentivar vícios em jogos de azar e comunidades extremistas que geram sérios problemas de socialização.

A exposição intensa nas redes sociais pode ainda aumentar o risco de ansiedade, distorções de imagem e até sintomas depressivos, além de gerar impactos emocionais profundos, especialmente numa fase em que a identidade ainda está sendo construída.

Assim, os especialistas indicam que é fundamental os pais protegerem, com controles parentais nos dispositivos, atenção a sinais de mudanças nos filhos e checagem dos celulares, deixando claro que a ideia não é vigiar, mas cuidar.

O psicólogo americano Jonathan Haidt, autor do best-seller A Geração Ansiosa: Como a Infância Hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais, por exemplo, recomenda quatro dicas iniciais aos pais:

– Nada de smartphone antes do 9.º ano (por volta dos 14 anos): adiar o contato com aparelhos que deem amplo acesso à internet (se eles forem realmente necessários, os responsáveis devem fornecer equipamentos mais básicos);

– Nada de redes sociais antes dos 16 anos.

– Nada de celular na escola.

– Muito mais brincar não supervisionado e independência na infância.

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Irã condena cantora a quatro anos de prisão por realizar show com homens na plateia

As apresentações públicas de cantoras são proibidas no Irã, especialmente se houver homens na plateia/Reprodução/Instagram
As apresentações públicas de cantoras são proibidas no Irã, especialmente se houver homens na plateia (Reprodução/Instagram)

Hiwa Seyfizade já havia sido presa após realizar um show no YouTube sem véu e em junho foi condenada a receber 74 chicotadas por “incitação à corrupção e à prostituição”

A cantora iraniana Hiwa Seyfizade foi condenada a quatro anos de prisão por “incitação à corrupção e à prostituição” após realizar um show no final de fevereiro em Teerã, onde recitou alguns versos de um famoso poeta persa.

“Há anos me dedico à música iraniana (…) Durante todos esses anos, apesar dos problemas, das condições e das limitações que existem para mim e para os cantores, tentei me dedicar ao que amo”, reagiu a própria artista em um vídeo que publicou em suas redes sociais após a sentença proferida na quarta-feira.

Seyfizade questionou “como a leitura da poesia de Saadi ou de uma canção iraniana pode incitar à corrupção e à prostituição” e anunciou que esgotará todos os recursos legais para reverter a condenação, que lembra outros casos, como o da cantora Parastu Ahmadi.

No final de 2024, Ahmadi foi presa após realizar um show pela plataforma YouTube, no qual podia ser vista cantando sem véu. Em junho deste ano, ela foi condenada, juntamente com oito pessoas de sua equipe, a receber 74 chicotadas, além de ter sido proibida, por dois anos, de sair do país e de realizar atividades artísticas.

As apresentações públicas de cantoras são proibidas no Irã, especialmente se houver homens na plateia. A legislação draconiana iraniana provocou, nos últimos anos, um aumento dos protestos de muitas mulheres, como o ocorrido no final de 2022, que foram reprimidos violentamente pela polícia.

As mulheres iranianas têm se rebelado contra as rigorosas leis iranianas que as oprimem, que abrangem restrições de todos os tipos, incluindo as relacionadas ao vestuário. Em setembro de 2002, Mahsa Amini, de 22 anos, foi detida por não usar o hijab de acordo com as normas. Ela morreu sob custódia policial após ser brutalmente espancada.

Esse episódio voltou a destacar a difícil situação que as mulheres vivem no Irã e provocou uma onda de protestos tanto dentro quanto fora do país. As autoridades iranianas reagiram com dureza e mais de 500 pessoas morreram durante os protestos que ocorreram entre 2022 e 2023.

Estadão Conteúdo

Em pico de tensão bilateral, Brasil pede que Argentina retire seu embaixador

Javier Milei, presidente da Argentina, e Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil/FABRICE COFFRINI/AFP
Javier Milei, presidente da Argentina, e Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil (FABRICE COFFRINI/AFP)

Executivo brasileiro também comunicou sua decisão de reduzir “o nível de representação diplomática bilateral ao de Encarregados de Negócios”

O governo argentino informou que o Brasil solicitou nesta terça-feira (4) o retorno do embaixador argentino a Buenos Aires, em meio à crise diplomática provocada por declarações do presidente Javier Milei contra Luiz Inácio Lula da Silva.

O Executivo brasileiro também comunicou sua decisão de reduzir “o nível de representação diplomática bilateral ao de Encarregados de Negócios”, publicou a Chancelaria argentina no X.

A tensão entre os dois países aumenta após repetidos ataques de Milei contra Lula, a quem o argentino se referiu como “ladrão” e “corrupto”.

Segundo o comunicado divulgado pela Chancelaria argentina, o embaixador Guillermo Raimondi foi convocado na tarde de terça-feira pelo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, que lhe comunicou a decisão do governo de reduzir o nível de representação diplomática bilateral e de solicitar o seu retorno para a Argentina.

O governo argentino “toma nota da decisão adotada unilateralmente” pelo Brasil e “lamenta sua decisão de continuar se isolando do restante da região por razões puramente ideológicas”.

A Chancelaria argentina mencionou ainda diversos “episódios de declarações e apoios políticos cruzados entre dirigentes de ambos os países” no passado e ressaltou que sempre optou por não transformar essas trocas “em um incidente diplomático”.

“Nunca respondemos a uma divergência política com uma medida institucional”, indicou.

Duas visões opostas

O conflito diplomático começou quando Milei participou, há dez dias, em São Paulo, da oficialização da candidatura presidencial do opositor direitista de Lula nas eleições de outubro, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliado regional do argentino.

Naquela ocasião, ele acusou, sem apresentar provas, o governo do Brasil de “interferência política” contra Buenos Aires e insultou, sem mencioná-los diretamente, Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Depois disso, o Brasil chamou para consultas seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, pelas “ofensas proferidas” por Milei e convocou o embaixador argentino para pedir explicações pelas “agressões”.

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Brasil rejeita prorrogação de emergência nacional dos EUA

Segundo a manifestação oficial, a decisão estadunidense repete acusações sem respaldo nos fatos/© ALAN SANTOS/PR
Segundo a manifestação oficial, a decisão estadunidense repete acusações sem respaldo nos fatos (© ALAN SANTOS/PR)

O governo brasileiro repudiou nesta terça-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o Executivo classificou como infundadas as justificativas apresentadas pela Casa Branca e reafirmou a soberania nacio

nal e a independência entre os Poderes.

Segundo a manifestação oficial, a decisão estadunidense repete acusações sem respaldo nos fatos ao sustentar que o Brasil representa uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

Na nota, o governo brasileiro afirma que a declaração “reitera argumentos infundados e inverídicos” ao mencionar supostas violações à liberdade de expressão, aos direitos humanos e alegações de perseguição política a um ex-presidente brasileiro, sua família e apoiadores.

O Executivo também declarou que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”.

Ainda de acordo com a Secom, as acusações já foram amplamente rebatidas em reuniões entre autoridades dos dois países. O governo ressaltou que o Poder Judiciário brasileiro atua de forma independente e em conformidade com a Constituição Federal.

Medida renovada
Na terça-feira (29), a Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da emergência nacional em relação ao Brasil, mantendo em vigor a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 30 de julho de 2025.

Após a publicação no Federal Register, o diário oficial do governo estadunidense, e o encaminhamento ao Congresso dos Estados Unidos, a medida permanecerá em vigor pelo menos até 30 de julho de 2027.

Na justificativa, o governo estadunidense afirma que continuam existindo as condições que motivaram a edição da Ordem Executiva 14323. Segundo essa ordem, políticas e ações adotadas pelo governo brasileiro representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

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Tarifaço de Trump valendo: Brasil diz que adotará princípio da reciprocidade

A nova tarifa adicional de 25% anunciada nesta quarta-feira (15) pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros vai atingir uma parcela importante das exportações do Brasil, mas preservará boa parte dos itens que mais geram receita nas vendas ao mercado americano.

Entre os 50 produtos brasileiros mais exportados para os EUA em 2025, produtos como petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio ficaram fora da nova cobrança.

Já produtos como máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns produtos de alumínio passarão a pagar uma tarifa adicional de 25% a partir de 22 de julho.

A medida foi tomada após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da legislação comercial americana.

Ao todo, milhares de produtos brasileiros foram incluídos na nova cobrança. Outros ficaram de fora porque o governo americano decidiu conceder exceções por motivos econômicos, estratégicos ou porque já estavam sujeitos a outras tarifas.

O governo brasileiro disse nesta quinta-feira (16/07) que pretende usar a Lei da Reciprocidade Econômica contra um novo tarifaço que foi anunciado pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil.

Em nota, o governo brasileiro repudiou a decisão anunciada e disse que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

A Lei de Reciprocidade Econômica é um instrumento novo aprovado pelo Congresso em abril de 2025 e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho do mesmo ano — na mesma semana em que Donald Trump havia anunciado tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

O decreto estabelece em que casos e de que forma o governo brasileiro pode retaliar medidas como as impostas por Trump.

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Segundo avião da FAB decola neste sábado (27) com ajuda para a Venezuela

Governo brasileiro enviou missão humanitária para a Venezuela/DIVULGAÇÃO/CORPO DE BOMBEIROS DE SÃO PAULO
Governo brasileiro enviou missão humanitária para a Venezuela (DIVULGAÇÃO/CORPO DE BOMBEIROS DE SÃO PAULO)

Voo humanitário levará hospital de campanha e purificadores de água para atender às vítimas do terremoto que atingiu o país

O governo brasileiro vai enviar neste sábado (27) à Venezuela o segundo voo humanitário da Força Aérea Brasileira (FAB) para atender às vítimas do terremoto que atingiu o país. A decolagem está prevista para às 11h, na Base Área do Galeão, no Rio de Janeiro.

A aeronave KC-390 Millennium vai levar um hospital de campanha da Marinha e 100 purificadores de água com painel solar. O equipamento tem a capacidade de tratar 5 mil litros por dia. E 48 militares da Marinha também estarão a bordo.

A operação de ajuda humanitária foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e faz parte dos esforços internacionais para envio de auxílio ao governo venezuelano.

De acordo com o governo da Venezuela, o número de mortos subiu para 920 nesta sexta-feira (26), e o de feridos chegou a 3.360. Além disso, 172 pessoas continuam presas sob os escombros e mais de 4.000 estão desalojas.

Primeiro voo
O primeiro voo com ajuda humanitária brasileira chegou nesta sexta-feira (26). A aeronave da FAB saiu da Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, com 44 militares e 12 toneladas de equipamentos.

Terremoto
Na quarta-feira (24), um terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter atingiu área de aproximadamente 160 quilômetros (km) a oeste de Caracas, seguido, menos de um minuto depois, por um tremor de magnitude 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O terremoto de magnitude 7,5 foi o mais forte enfrentado pela Venezuela desde 1900.

O país fica na fronteira entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul e sofreu terremotos devastadores, incluindo um que matou cerca de 30 mil pessoas em 1812.

Agência Brasil

Papa condena a ‘praga’ dos abusos sexuais contra bispos espanhóis e pede ‘reparação’

O papa Leão XIV disse aos bispos espanhóis que os abusos sexuais cometidos por membros do clero constituem
O papa Leão XIV disse aos bispos espanhóis que os abusos sexuais cometidos por membros do clero constituem “uma praga” (SIMONE RISOLUTI / VATICAN MEDIA / AFP)

“Toda pessoa que foi prejudicada possa encontrar escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”, disse o Papa sobre as vítimas de abusos sexuais

O papa Leão XIV disse aos bispos espanhóis, nesta segunda-feira (8), que os abusos sexuais cometidos por membros do clero constituem “uma praga” e pediu à Igreja que responda com “escuta, verdade, justiça e reparação”.

Falando sobre “aqueles que foram prejudicados precisamente por aqueles que deveriam cuidar deles, incluindo membros do clero”, Leão XIV afirmou que, “diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”.

O papa insistiu em pedir “um compromisso cada vez maior com a prevenção e uma cultura de cuidado” e que “toda pessoa que foi prejudicada” possa encontrar “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”.

No terceiro dia de sua visita à Espanha, o pontífice discursou no Congresso dos Deputados e se reunirá com vítimas de abuso sexual clerical. Segundo a imprensa espanhola, o encontro acontecerá a portas fechadas na tarde desta segunda-feira na Nunciatura Apostólica em Madri.

No entanto, diversas associações de vítimas, que há anos denunciam a falta de transparência da Igreja sobre esta questão, lamentaram não terem sido convidadas e reuniram-se em frente à Nunciatura Apostólica para expressar o seu descontentamento.

“Acho que o papa precisa estar ciente de que está perdendo uma oportunidade de ouro para dialogar com as vítimas na Espanha e está saindo com uma visão muito tendenciosa”, disse Juan Cuatrecasas, porta-voz da associação Infância Roubada, à AFP na segunda-feira (8).

Defesa dos emigrantes
No voo para Madri, no sábado, o papa, de 70 anos, afirmou que “o abuso ainda é uma ferida aberta” para a Igreja.

O Defensor do Povo espanhol (ombudsman) estimou, em um relatório de 2023, que, desde 1940, mais de 200 mil menores de idade podem ter sofrido abusos nas mãos do clero católico.

O governo espanhol de esquerda e a Igreja assinaram um acordo em março para indenizar as vítimas de crimes sexuais, após anos de relutância e falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica.

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EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (à direita), reage enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma coletiva de imprensa durante uma cúpula de chefes de Estado e de governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Haia, em 25 de junho de 2025. (Foto de NICOLAS TUCAT / AFP)

A medida, anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, entra em vigor a partir do dia 5 de junho.

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (28), em comunicado do Departamento de Estado, que vai designar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

Segundo o comunicado, a decisão terá validade a partir do dia 5 de junho e as medidas são adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act) e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. As designações como FTO entram em vigor após publicação no Federal Register.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou no comunicado que o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil.

“Juntas, elas comandam milhares de membros e têm orquestrado ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e também o nosso país”, disse Rubio.

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Risco

Na avaliação de especialistas, esta designação representa um potencial risco à soberania brasileira e pode prejudicar até mesmo esforços de cooperação investigativa entre os países, já que alteraria o nível de sigilo das informações compartilhadas entre os órgãos de segurança dos dois países, centralizando-as na CIA [Central de Inteligência dos EUA] ou em órgãos militares

Esta mudança poderia atrapalhar investigações conjuntas em curso e inviabilizar futuras cooperações.

“Narcoterrorismo”

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Papa Leão XIV pede perdão pela demora da Igreja em condenar a escravidão

Papa Leão XIV/ Alberto PIZZOLI / AFP
Papa Leão XIV ( Alberto PIZZOLI / AFP)

“Isto constitui uma ferida na memória cristã, da qual não podemos considerar alheios”, disse o pontífice.

O papa Leão XIV pediu desculpas pelo longo atraso da Igreja Católica em condenar a escravidão, que chamou de uma “ferida na memória cristã” em sua primeira encíclica, publicada nesta segunda-feira (25).

“Em nome da Igreja, peço sinceramente perdão”, escreveu Leão XIV no texto que define as posições da Igreja em diversas questões, entre elas a inteligência artificial (IA).

No passado, os papais já pediram desculpas pela participação dos cristãos no tráfico de escravizados.

João Paulo II denunciou a atividade em 1992, antes de apresentar, no ano 2000, um amplo pedido de perdão pelas injustiças históricas.

O papa Francisco também denunciou repetidamente as formas contemporâneas de escravidão.

No entanto, as palavras de Leão XIV foram além.

O papa americano destacou que a Igreja foi proprietária de escravizados até a Idade Média e que também assessorou soberanos europeus sobre como cometer a escravidão dos “infiéis”.

“Foi necessário esperar até o século XIX para encontrar uma publicação formal, absoluta e universal da escravidão”, escreveu em “Magnifica Humanidades”, um documento que aborda principalmente a ascensão da IA.

A encíclica acrescenta: “É verdade que os acontecimentos do passado não podem ser julgados de forma anacrônica, como se todos os critérios morais que amadureceram ao longo do tempo sempre estivessem disponíveis”.

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França coloca navio com 1,7 mil pessoas a bordo em quarentena após morte de passageiro

Mais de 1.700 pessoas são confinadas em navio de cruzeiro após morte de passageiro por gastroenterite/Reprodução/redes sociais
Mais de 1.700 pessoas são confinadas em navio de cruzeiro após morte de passageiro por gastroenterite (Reprodução/redes sociais)

Diferente do hantavírus, o norovírus causa gastroenterite, uma doença com taxa de mortalidade bem menor, mas pode afetar grupos de risco e pessoas mais velhas

A França determinou a quarentena de mais de 1.700 pessoas a bordo de um navio de cruzeiro que chegou nesta terça-feira, 12, a Bordeaux, proveniente da cidade de Brest, na Bretanha. A determinação do isolamento da embarcação veio depois da confirmação da morte de um passageiro de 90 anos por suspeita de gastroenterite, possivelmente causada pelo norovírus, segundo autoridades sanitárias francesas.

Entre os 1.233 passageiros, na sua maioria britânicos e irlandeses, cerca de 50 apresentaram sintomas e estão sendo testados para a contaminação pelo norovírus. Há também 514 tripulantes a bordo. O navio da Ambassador Cruise Line, que partiu das Ilhas Shetland em 6 de maio, fez escalas em Belfast, Liverpool e Brest antes de chegar a Bordeaux, de onde segue para a Espanha.

Diferente do hantavírus, o norovírus causa gastroenterite, uma doença com taxa de mortalidade bem menor, mas pode afetar grupos de risco e pessoas mais velhas. Além disso, o norovírus é conhecido por ser altamente contagioso. Por isso mesmo, não é incomum em cruzeiros, onde há muitas pessoas confinadas.

A notícia veio logo depois de encerrada a evacuação do navio de cruzeiro MV Hondius, que estava em isolamento por conta de um surto de hantavirose. A embarcação está a caminho do porto de Rotterdam, na Holanda, onde será desinfectada. Na noite de terça-feira, 12, dois voos com os últimos 28 passageiros pousaram em Eindhoven, também na Holanda.

Três pessoas que estiveram nesse navio morreram, vítimas do hantavírus. Além disso, uma francesa e um espanhol que já tinham voltado para seus respectivos países testaram positivo para a hantavirose e estão internados em isolamento. A Organização Mundial de Saúde confirmou outros nove casos da doença e mais duas suspeitas, mas, por enquanto, descarta a hipótese de disseminação do surto.

A francesa está internada em Paris, em uma unidade de terapia intensiva. Segundo autoridades sanitárias, ela tem “a forma mais severa” da doença e está sendo tratada com um aparelho de respiração extracorpórea. Outros quatro cidadãos franceses que tiveram contato com pessoas contaminadas pelo vírus estão em isolamento hospitalar, mas seguem testando negativo. O espanhol, por sua vez, apresenta sintomas respiratórios leves.

Estadão Conteúdo