Começa nesta segunda-feira (25) o pagamento da segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS

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O calendário de pagamentos vai de 25 de maio até 8 de junho. Cerca de R$ 39 bilhões serão transferidos aos beneficiários nesta etapa

Começa nesta segunda-feira (25) o pagamento da segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS. Ao todo, mais de 35 milhões de benefícios serão pagos antecipadamente aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme prevê o Decreto nº 12.884, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O calendário de pagamentos vai de 25 de maio até 8 de junho. A data de depósito varia conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador, que aparece após o traço.

Com a antecipação, cerca de R$ 39 bilhões serão transferidos aos beneficiários nesta etapa. Somada à primeira parcela, depositada em abril, a medida representará uma injeção de R$ 78 bilhões na economia pelo Ministério da Previdência Social (MPS).

Têm direito ao pagamento antecipado segurados que receberam, em 2026, benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade.

Dados da folha de pagamento de fevereiro mostram que 23,3 milhões de benefícios do INSS – o equivalente a 66,2% do total – possuem valor de até um salário mínimo (R$ 1.621). Outros 11,9 milhões são pagos acima do piso nacional. Desse grupo, cerca de 13,7 mil benefícios correspondem ao teto da Previdência Social, atualmente fixado em R$ 8.475,55.

Os segurados podem consultar a prévia do valor do 13º salário pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção “Extrato de Pagamento”.

Quem não recebe

Não têm direito ao 13º salário os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia. O BPC é destinado a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de baixa renda.

De acordo com o Decreto nº 3.048, o pagamento do abono anual ocorre tradicionalmente nos meses de agosto e novembro. A antecipação, no entanto, alcança beneficiários de todos os estados brasileiros e deve reforçar a economia dos municípios com o aumento da circulação de recursos.

Texto: Ministério da Previdência Social

Novo Desenrola renegocia quase R$ 12 bilhões em dívidas

Renegociação de dívidas/Joédson Alves/Agência Brasil
Renegociação de dívidas (Joédson Alves/Agência Brasil)

Programa beneficiou mais de 1 milhão de pessoas

O Novo Desenrola renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas de famílias e contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) desde o lançamento, disse nesta quinta-feira (21) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, as negociações beneficiaram mais de 1 milhão de pessoas.

“O programa já alcançou mais de 1 milhão de CPFs e cerca de 1,1 milhão de operações”, afirmou durante coletiva para apresentar o balanço da iniciativa.

Dívidas quitadas

De acordo com o Ministério da Fazenda, 449 mil dívidas foram quitadas à vista no eixo voltado às famílias.

O valor original desses débitos somava R$ 1,06 bilhão, mas caiu para R$ 154,2 milhões após os descontos aplicados nas negociações. O abatimento médio ficou em aproximadamente 85%.

Dívidas refinanciadas

Além dos pagamentos à vista, o programa refinanciou 685,5 mil operações com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Neste grupo, o estoque original das dívidas era de cerca de R$ 9 bilhões. Após a renegociação, o valor caiu para R$ 1,36 bilhão, também com desconto médio próximo de 85%.

Somando as operações quitadas e refinanciadas, o Desenrola Famílias já movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões em dívidas renegociadas.

Renegociação do Fies

O governo também atualizou os números do Desenrola Fies, voltado a contratos em atraso do financiamento estudantil.

Até 19 de maio, foram renegociados 34.087 contratos. As dívidas originais somavam R$ 2,04 bilhões e caíram para R$ 410,2 milhões após os acordos.

Segundo a Fazenda, o desconto médio nessa modalidade ficou próximo de 80%.

FGTS liberado

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Crise da Ypê: O que acontece com o consumidor lesado? Saiba o que diz o Código de Defesa do Consumidor

Detergente Ypê

/Foto: Reprodução/Ypê
Detergente Ypê (Foto: Reprodução/Ypê)

Procon-PE e advogado especialista em Defesa do Consumidor apontam orientações para consumidores que compraram lote da Ypê suspenso pela Anvisa

Após o recolhimento de produtos da Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a situação gerou uma série de reclamações e dúvidas dos consumidores sobre o que fazer além da suspensão do uso dos produtos e tentativa de troca ou reembolso dos valores gastos com a compra dos produtos.

Em último comunicado publicado nas redes sociais no dia 15 de maio, a Ypê orienta que os produtos sejam guardados “até a emissão de novos laudos de laboratórios independentes”, após a suspensão da do recolhimento dos produtos pela Anvisa, que continua impedindo o comércio, a fabricação, a distribuição e o uso dos itens.

Ainda no pronunciamento, a empresa alega que seguirá atendendo, em seus canais oficiais, os consumidores que desejarem realizar a troca ou obter o ressarcimento dos produtos adquiridos.

A suspensão da Anvisa ocorreu devido ao risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em detergentes, lava-roupas e desinfetantes fabricados na unidade de Amparo, em São Paulo. A medida envolve os lotes com número final 1 nas embalagens.

O secretário executivo de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor, Anselmo Araújo, destaca que se o consumidor ainda localizar o produto em um supermercado, o estabelecimento é responsável pelos produtos em exposição. “O Procon-PE apreendeu alguns produtos que estavam em exposição nos supermercados e os estabelecimentos serão penalizados porque não tiraram das prateleiras quando estava proibida a comercialização desses produtos”, aponta.

Araújo explica ainda que o órgão de defesa do consumidor recolheu recentemente mais de 100 itens do lote em um estabelecimento no Grande Recife. Segundo ele, o estabelecimento será multado por continuar vendendo o produto mesmo com a determinação da Anvisa.

A recifense Maiara Marçal, mestranda em ciência da computação, que atualmente mora no Rio de Janeiro levou um susto ao notar que havia comprado duas embalagens do detergente que faz parte do grupo. “Cheguei a usar metade desse novo frasco quando saiu a notícia. A princípio fiquei mais com medo da contaminação dos pratos que eu já tinha lavado, mas nem eu nem minha amiga (que está aqui em casa) tivemos nenhuma reação alérgica ou algo do tipo”, relata a consumidora. Ela conta ainda que guarda os produtos em casa e alguma instrução para descarte ou informações sobre pontos de entrega.

Qual a orientação para o consumidor?

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Aneel aprova R$ 5,5 bi para reduzir conta de luz em 22 distribuidoras

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Medida beneficia Norte, Nordeste, Mato Grosso e partes de MG e ES

Consumidores de 22 distribuidoras de energia do país terão a conta de luz barateada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para devolver até R$ 5,5 bilhões aos consumidores por meio de descontos nas contas de luz de clientes das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Segundo a agência, o objetivo é aliviar o valor das tarifas em regiões que possuem custos mais altos de geração e distribuição de energia, especialmente em áreas isoladas que dependem de usinas movidas a diesel.

O desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%, mas o percentual final ainda dependerá do valor total arrecadado e dos reajustes tarifários de cada distribuidora ao longo de 2026.

De onde vem

Os recursos virão de um encargo chamado Uso de Bem Público (UBP), valor pago pelas usinas hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica.

Na prática, embora o pagamento seja feito pelas geradoras, esse custo acaba sendo incluído nas tarifas cobradas pelas distribuidoras e repassado aos consumidores.

Até o início deste ano, esse pagamento era feito de forma parcelada pelas hidrelétricas dentro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado para financiar políticas do setor elétrico.

Uma lei aprovada recentemente permitiu que as hidrelétricas antecipassem o pagamento dessas parcelas futuras com desconto de 50%. Em troca, o dinheiro arrecadado deverá ser usado para reduzir as tarifas de energia das áreas atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Como funcionará

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Cooperativas colocam pequenos produtores de Pernambuco no mapa da exportação de uvas

Cooperativa no Sertão  de Pernambuco reúne 40 produtores e movimenta uma cadeia econômica que gera milhares de empregos/Robson Cesco/OCB
Cooperativa no Sertão de Pernambuco reúne 40 produtores e movimenta uma cadeia econômica que gera milhares de empregos (Robson Cesco/OCB)

Cooperativa de Petrolina registrou faturamento de R$ 272 milhões em 2025 e mais de 21,3 mil toneladas de uva comercializadas

No coração do Sertão pernambucano, o cooperativismo faz da cidade Petrolina uma força da fruticultura e coloca o Vale do São Francisco no mapa mundial da exportação de uvas. Um dos exemplos dessa força coletiva é a Coopexvale, cooperativa fundada em 2004 e hoje considerada a maior cooperativa de uvas de mesa da região.

Com faturamento de R$ 272 milhões em 2025 e mais de 21,3 mil toneladas de uva comercializadas, a cooperativa reúne 40 produtores e movimenta uma cadeia econômica que gera milhares de empregos diretos e indiretos. Da produção no campo, a Coopexvale chega até mercados exigentes da Europa e da América do Norte.

Atualmente, a cooperativa exporta para países como Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Canadá e Estados Unidos. Apesar da presença internacional, o mercado brasileiro ainda representa a maior parte das vendas: cerca de 70% da produção fica no Brasil e 30% segue para exportação.

“Tem muita gente que pensa que exportação é tudo, mas o mercado interno brasileiro é muito forte e paga tão bem quanto”, explica Jailson Lira, produtor rural e coordenador do comitê de exportação da Coopexvale.

A cooperativa trabalha exclusivamente com uva de mesa, cultivando mais de dez variedades desenvolvidas principalmente na Califórnia e adaptadas ao clima do Vale do São Francisco. São 640 hectares de uvas plantadas, tornando a Coopexvale a maior cooperativa da região em área produtiva.

“Nós produzimos frutas com a mesma qualidade das uvas da Califórnia, da Itália e da Espanha. O Vale do São Francisco hoje está antenado com o que existe de mais moderno no mundo”, afirma Jailson.

Logística busca garantir qualidade
Na estrutura, seis túneis de frio, nove câmaras frias, três docas de embarque, laboratório de análises, estação de tratamento de água e uma usina própria de energia solar com 1.452 placas solares. A logística busca garantir qualidade: em até seis horas após a colheita, a fruta já precisa estar resfriada para preservar sabor, textura e durabilidade.

“Você abre uma caixa de uva na Europa depois de 20 dias e ela parece ter sido colhida recentemente”, destaca o produtor.

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Governo Federal cria subsídio de R$ 0,89 por litro para frear alta da gasolina

No caso da gasolina, o subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores, por meio da ANP/Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Download Web (1024x768)
No caso da gasolina, o subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores, por meio da ANP (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Download Web (1024×768))

Além da gasolina, também foi anunciado novo subsídio para o diesel, desta vez em até R$ 0,3515 por litro

O governo Lula anunciou nesta quarta-feira, 13, uma Medida Provisória (MP) para reduzir o preço da gasolina com uma subvenção – espécie de subsídio – de até R$ 0,8925 por litro, diante de um iminente aumento nos preços pela Petrobras. Também foi anunciado novo subsídio para o diesel, desta vez em até R$ 0,3515 por litro.

A ação será regulamentada via portaria do Ministério da Fazenda, que estabelecerá os valores subvencionados. No caso da gasolina, o subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O governo federal detalhou que está estimada uma despesa mensal de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina. No caso do litro do diesel, o custo por mês foi calculado em R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção.

O dispêndio será compensado pela receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional. O Executivo alega que haverá neutralidade fiscal.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio ou corte de tributos desde a eclosão da guerra no Irã. A nova subvenção também pode valer para o diesel após fim dos subsídios já em vigor.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que os preços do diesel se estabilizaram, mas ainda estão em nível acima do pré-guerra, em referência ao conflito no Oriente Médio. Os preços dos combustíveis vêm sendo pressionados pela alta no preço do petróleo.

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Inflação fica em 0,67% em abril com alta nos preços de alimentos e remédios

Dinheiro, Real Moeda brasileira/José Cruz/Agência Brasil
Dinheiro, Real Moeda brasileira (José Cruz/Agência Brasil)

Taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 2,60%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,39% até abril, ante taxa de 4,14% até março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril com alta de 0,67%, ante um avanço de 0,88% em março, informou nesta terça-feira, 12, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 2,60%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,39% até abril, ante taxa de 4,14% até março.

A inflação de abril veio idêntica à mediana da pesquisa Projeções Broadcast. O intervalo das estimativas, todas de alta, ia de 0,56% a 0,79%.

Os preços de alimentação e bebidas aumentaram 1,34% em abril, após alta de 1,56% em março. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,29 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,67% no mês.

Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,64% em abril, após ter avançado 1,94% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,59%, ante alta de 0,61% em março.

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, afirmou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, em nota.

No grupo saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16% e o impacto 0,16 p.p. no índice do mês. Segundo Fernando Gonçalves, um dos destaques foi o reajuste dos medicamentos, aprovado a partir de abril, com limite de até 5,09% em 2025 e 3,81% em 2026.

O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.

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Redução da jornada de trabalho pode custar R$ 48,4 bilhões aos municípios brasileiros

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em estudo técnico, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou que a redução da jornada de trabalho no Brasil pode custar R$ 48,4 bilhões aos municípios. O levantamento analisou os impactos da alteração prevista no PL 1.838/2026 e na PEC 8/2025 que tramitam no Congresso Nacional.

A maior preocupação dos gestores recai sobre a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Conforme a CNM, a medida, além do impacto estimado de R$ 48,4 bilhões nos cofres municipais, também levaria as cidades a contratar 770,3 mil novos profissionais. As contratações seriam destinadas a manter o atual nível de prestação de serviços públicos.

Em nota oficial,  o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou que as mudanças devem ser efetivadas com cuidado e merecem discussão aprofundada. “É preciso alertar que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que no caso dos entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população”, disse.

A confederação lembra, em nota, que o texto da PEC deve entrar em vigor um ano após a promulgação. E avalia que o impacto deve ser ainda maior, considerando que a estimativa não considera os trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios.

Já em relação aos reflexos financeiros em torno da promulgação do PL 1.838/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para estabelecer uma jornada semanal de 40 horas, a entidade analisa que as consequências são mais limitadas em relação ao texto da PEC. No entanto, o impacto aos cofres municipais seria de R$ 442 milhões, além da necessidade de contratação de 7,1 mil novos servidores. 

“A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no projeto de lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas”, diz um trecho do estudo da CNM.

Reflexos nas carreiras

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Gás do Povo: governo fixa data de pagamento no dia 10 de cada mês

Botijão de gás
© Marcello Casal/Agência Brasil

O benefício do Programa Gás do Povo será pago sempre no dia 10 de cada mês, independentemente de a data cair em fim de semana ou feriado, informou nesta sexta-feira (dia 8) o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A medida começa a valer já neste domingo (dia 10), quando será liberado o crédito de maio para 2,71 milhões de famílias brasileiras.

Como funciona

O benefício é concedido de acordo com o tamanho da família registrada no Cadastro Único.

A regra funciona assim:

  • famílias com dois ou três integrantes recebem um vale a cada três meses;
  • famílias com quatro ou mais pessoas recebem um vale a cada dois meses.

Segundo o governo, o vale anterior permanece válido até o dia 9 do mês seguinte ao novo pagamento.

Em maio, cerca de 345 mil famílias entrarão no programa pela primeira vez.

Alcance nacional

Atualmente, o Gás do Povo atende 15,05 milhões de famílias em todo o Brasil, alcançando aproximadamente 45,19 milhões de pessoas.

A maioria dos benefícios é destinada a mulheres responsáveis pelos lares.

Segundo o MDS:

  • 14,02 milhões de mulheres recebem o benefício;
  • elas representam 93,14% dos domicílios atendidos.

O percentual de mulheres é ainda maior em algumas regiões:

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A jornada de trabalho de 40 horas vai “quebrar” o Brasil?

“Não é possível convencer um fanático de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.

O fanatismo e a inteligência nunca moram na mesma casa”.

Ariano Suassuna (escritor paraibano, filósofo, dramaturgo, professor, político)

O Projeto de Lei 1838/2026 encaminhado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê a vigência imediata da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário. Seguindo tendência mundial, se aproxima de países sul americanos e europeus que já reduziram a carga horária de trabalho abaixo de 40 horas semanais.

Caso aprovado pelo Congresso Nacional estabelecerá uma nova referência para o mercado de trabalho brasileiro, com impacto direto sobre milhões de trabalhadores, promovendo uma das maiores mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em décadas.

Mesmo com inúmeros benefícios, tanto para o patrão como para o trabalhador, a implantação da jornada 5×2 (5 dias trabalhados e 2 dias com descansados remunerados) refletirá positivamente na economia do país; mas mesmo assim sofre resistência de parcela da classe empresarial, de políticos de extrema direita, e de parte da sociedade desinformada, que se alimenta de “fake News”. A grande maioria daqueles contrários à proposta, insistem em afirmar que mudar a jornada fragiliza empregos e a economia. Esse discurso de “quebra da economia” ou “desemprego em massa” foi usado anteriormente contra a implementação do salário mínimo, do 13º salário, das férias remuneradas, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e da redução da jornada semanal de 48 para 44 horas na Constituição de 1988.

Contrários a esta evolução, que pode ser chamada de civilizatória, são os mesmos em sua imensa maioria, que apoiaram os 21 anos de ditadura cívico-militar de 64, expresso nas manifestações de rua da extrema direita. São adeptos do totalitarismo, do autoritarismo como forma de governo, e cultuam como líder o ex-presidente julgado, condenado e preso, pelo crime de tentativa de golpe de Estado. Também defendem o controle da mídia com censura previa, e o desmantelamento das instituições democráticas, com supressão de direitos, e a abolição da liberdade de imprensa. São na realidade fascistas, que devem ser combatidos.

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