Estado de São Paulo descarta segundo caso suspeito de ebola registrado em 2026

São Paulo descartou, no início de junho, o primeiro caso suspeito de ebola deste ano/Pablo Jacob/Governo de SP
(Foto: Pablo Jacob/Governo de SP)

Paciente de 31 anos é brasileira e começou a sentir os sintomas relacionados ao ebola no último dia 9 após retornar de viagem a trabalho para o Leste do Congo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) descartou nesta sexta-feira (12), o segundo caso suspeito de ebola registrado no estado neste ano. A confirmação veio após análises laboratoriais realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

A paciente é brasileira, tem 31 anos e afirmou ter viajado a trabalho para a província de Kivu do Norte, no Leste da República Democrática do Congo. Ela retornou ao Brasil no último sábado (6) e começou a apresentar sintomas como diarreia e febre na terça-feira (9).

A mulher procurou atendimento em um hospital particular da capital e, posteriormente, foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença. Ela permanece internada no IIER, com evolução clínica favorável e em tratamento para gastroenterocolite aguda, informou a secretaria.

A SES diz que iniciou a investigação, por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac (CVE-SP), porque a paciente preencheu os critérios de definição de caso suspeito, devido ao histórico de viagem a país com áreas de transmissão da doença e sintomas apresentados.

No início do mês, São Paulo descartou o primeiro caso suspeito de ebola deste ano. O paciente era um congolês de 37 anos. As análises realizadas pelo IAL detectaram Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica.

A pasta disse que intensificou as ações de vigilância epidemiológica após o registro do primeiro caso suspeito, incluindo um treinamento online para profissionais de saúde e atualização da Nota Informativa Conjunta sobre o vírus.

“A atualização do documento reitera que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece classificado como muito baixo”, afirmou a pasta.

Estadão Conteúdo

Imunizados com vacina contra dengue do Butantan devem ser monitorados, disse SES-PE

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) orientou que profissionais de saúde que se vacinaram contra a dengue, nos últimos 21 dias, com o imunizante produzido pelo Instituto Butantan, realizem acompanhamento em unidades de saúde para monitoramento de possíveis reações adversas. A recomendação ocorre após o Ministério da Saúde determinar a suspensão temporária da vacinação desse público em todo o país.

A medida afeta trabalhadores da Atenção Primária à Saúde com idade entre 15 e 59 anos que participavam da estratégia de imunização iniciada em fevereiro deste ano. Em Pernambuco, 11.711 doses já foram aplicadas e registradas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

Além da interrupção da vacinação, a SES-PE orientou os municípios a retirarem as doses remanescentes das unidades de saúde e armazená-las nas redes municipais de frio até novas definições do Ministério da Saúde.

“As doses remanescentes nos estoques dos municípios devem ser armazenadas nas redes de frio municipais. Os imunizantes precisam ser retirados das unidades de saúde e concentrados nos programas municipais de imunização, mantendo as condições adequadas de conservação”, explicou a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Magda Costa.

A vacinação de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos não será afetada pela decisão, uma vez que o grupo utiliza um imunizante produzido por outro fabricante.

Segundo a SES-PE, os profissionais vacinados recentemente devem observar seu estado de saúde durante três semanas após a aplicação da dose. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

Magda Costa destacou que os casos serão acompanhados pelas equipes municipais de vigilância e pelos programas de imunização.

“São realizadas análises laboratoriais e também a avaliação dos atendimentos prestados nos serviços de saúde. Como são profissionais de saúde, eles já têm um entendimento maior sobre sua própria condição de saúde, o que facilita esse acompanhamento”, afirmou.

A orientação da SES-PE também prevê que os municípios reforcem a articulação entre as áreas de imunização, vigilância epidemiológica, assistência à saúde e laboratórios para identificar rapidamente possíveis eventos compatíveis com dengue após a vacinação. Os casos suspeitos deverão ser registrados no módulo ESAVI do sistema e-SUS Notifica, com comunicação imediata às autoridades sanitárias nos casos graves.

Suspensão

A suspensão temporária da vacinação foi adotada pelo Ministério da Saúde após o registro, em nível nacional, de 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue entre janeiro e maio deste ano. O número representa 0,7% do total de pessoas imunizadas.

Desse total, 42 casos apresentaram sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três foram classificados como graves, incluindo duas mortes que estão sendo investigadas pelas autoridades sanitárias.

Para a superintendente de Imunizações, a decisão do ministério demonstra o funcionamento dos mecanismos de segurança e monitoramento das vacinas.

“É importante reforçar a comunicação com a população sobre o que está acontecendo neste momento. Foi uma decisão difícil, porque toda decisão traz impactos, mas necessária para que seja possível acompanhar mais de perto os casos notificados e investigar eventos relacionados à vacinação. Toda estratégia de imunização tem esse tipo de monitoramento e esse risco precisa ser avaliado de forma responsável”, disse.

A vacina Butantan-DV foi incorporada à estratégia nacional de combate à dengue após passar pelas etapas regulatórias exigidas pelos órgãos competentes. O imunizante chegou no estado de Pernambuco em fevereiro deste ano.

Ele é aplicado em dose única e foi destinado, inicialmente, aos profissionais da Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e demais trabalhadores das unidades básicas de saúde.

Do DP

UTI Neurológica do Hospital da Restauração funciona com apenas 1/3 dos leitos, diz Cremepe

A constatação do funcionamento reduzido dos leitos da UTI Neurológica do HR acontece quase três meses após o setor receber nove novos leitos, entregues pelo Governo do Estado. 

/Foto: Rafael Vieira / DP Fotos
A constatação do funcionamento reduzido dos leitos da UTI Neurológica do HR acontece quase três meses após o setor receber nove novos leitos, entregues pelo Governo do Estado. (Foto: Rafael Vieira / DP Fotos)

Fiscalização Cremepe, realizada na última quinta-feira (04), constatou que a UTI Neurológica do HR estava funcionando com apenas 10 leitos; o setor teria estrutura física preparada para atender até 30 pacientes simultaneamente

Uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) identificou que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neurológica do Hospital da Restauração (HR), localizado no bairro do Derby, área central do Recife, está funcionando com apenas 1/3 de sua capacidade.

Durante a fiscalização, feita na última quinta-feira (04), o Cremepe constatou que a UTI Neurológica estava funcionando com apenas 10 leitos. Ainda segundo o conselho, o setor possui estrutura física preparada para atender até 30 pacientes simultaneamente.

Conforme o Cremepe, a gestão do HR informou durante a fiscalização que os 20 leitos restantes ainda não foram ativados devido à necessidade de complementação das equipes assistenciais e da escala médica.

Além disso, segundo o Cremepe, o HR também informou que a ampliação da operação depende da composição adequada dos profissionais necessários para garantir a segurança e a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

A constatação do funcionamento reduzido dos leitos da UTI Neurológica acontece quase três meses após o setor ser reformado e receber nove novos leitos, entregues pelo Governo do Estado.

“O Cremepe reforça que o Hospital da Restauração é uma unidade de alta complexidade, de fundamental importância para a rede de assistência aos usuários do SUS, sendo os leitos de terapia intensiva indispensáveis para a segurança e a adequada prestação do cuidado”, ressaltou o conselheiro do Cremepe, Sérgio Palma.

Ainda de acordo com o conselho, todas as informações coletadas durante a fiscalização foram formalmente encaminhadas à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) para conhecimento e providências cabíveis, mas que, até o momento, segundo o Cremepe, a pasta não se manifestou oficialmente sobre os apontamentos apresentados.

A reportagem do Diario de Pernambuco procurou o HR para se posicionar sobre a situação constatada na fiscalização, mas também não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Por Bartô Leonel

Governo descarta um dos casos suspeitos de ebola no Brasil

Eletromicrografia do vírus Ebola/NIAID / Wikimedia Commons
Eletromicrografia do vírus Ebola (NIAID / Wikimedia Commons)

O Ministério da Saúde informou que “não há confirmação” do vírus do Ebola em nenhum dos dois casos suspeitos registrados no Brasil

As autoridades sanitárias anunciaram neste domingo (31) que dois homens com sintomas compatíveis com ebola estão em isolamento preventivo em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas descartaram a presença do vírus em um deles.

O Brasil reforçou as medidas de precaução após o registro, no sábado, dos dois casos suspeitos, em um momento de preocupação com a propagação de um surto mortal do vírus na África Central.

O Ministério da Saúde informou que “não há confirmação” do vírus em nenhum dos dois casos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 17 de maio uma emergência de saúde pública de importância internacional, seu segundo nível mais alto de alerta, diante do surto de uma rara cepa de ebola que afeta a República Democrática do Congo (RDC) e a vizinha Uganda.

No Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) anunciou que está isolado um homem procedente de Uganda, que entrou no Brasil em 22 de maio, após apresentar “sintomas virais como tosse, calafrios e diarreia”.

Ele foi diagnosticado com malária, mas os exames “apresentaram resultado negativo para ebola”.

Ainda assim, as autoridades assinalaram que o paciente “permanece em isolamento” enquanto a investigação é concluída.

Em São Paulo, um homem de 37 anos que esteve na RDC “apresentou sintomas compatíveis” com “febres hemorrágicas virais”, informou o ministério em nota, sem especificar a data de entrada do indivíduo em território brasileiro.

Ele foi internado e entubado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, para onde chegou em “estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica”.

O homem testou positivo para um caso grave de meningite e permanece isolado enquanto “continua sob investigação para ebola”.

A SES-SP ressaltou que “o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo”.

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HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil

Vacinação contra HPV e exame Papanicolau são principais armas contra tumor no colo do útero/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Vacinação contra HPV e exame Papanicolau são principais armas contra tumor no colo do útero (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o HPV. Estudos já mostram que a vacina ajudou a reduzir a incidência de câncer e das lesões precursoras

Os cânceres causados por HPV provocaram cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações anuais no Brasil, e 85% dos afetados são mulheres. A maioria desses casos é considerada prevenível, com a identificação das chamadas lesões precursoras, que podem ser tratadas antes que se tornem câncer e, principalmente, com vacinação.

Os dados fazem parte de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou dados oficiais do Ministério da Saúde. O objetivo foi identificar as tendências de hospitalização e mortalidade, por isso a análise englobou o período de 2011 a 2019, anterior à pandemia de covid-19, que impactou diversos indicadores de saúde.

De acordo com a líder do estudo, a diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, um dos destaques é o alerta a respeito dos diversos tipos de câncer que o HPV pode causar. Para chegar aos resultados, os pesquisadores coletaram todas as ocorrências e estimaram quantas foram causadas pelo vírus, considerando as proporções consolidadas pela literatura médica.

O câncer de colo do útero permanece como a maior preocupação, correspondendo a 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes ocorridas no período analisado. Mas isso significa que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outro local, somando mais de 50 mil hospitalizações.

“O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, complementa a diretora executiva.

O câncer anal foi o tipo que apresentou maior aumento nas ocorrências, de 3,1% nas hospitalizações e de 10,9% na mortalidade. Homens que fazem sexo com homens e pessoas imunosuprimidas são especialmente vulneráveis.

Cintia também chama a atenção para o fato dos cânceres de cabeça e pescoço acometerem quatro vezes mais homens do que mulheres.

“Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica.

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Glaucoma: diagnóstico precoce é divisor de águas para evitar cegueira, aponta especialista

Glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo, segundo a OMS/Foto: Freepik
Glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo, segundo a OMS (Foto: Freepik)

Neste Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, o Diario conversou com uma oftalmologista que apontou os principais cuidados na prevenção e no diagnóstico de glaucoma

Celebrado nesta terça-feira (26), o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma é a data mais importante do Maio Verde, campanha nacional dedicada à conscientização e ao combate à doença, uma das principais causas de cegueira no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Geralmente associada à pressão interna dos olhos elevada, o glaucoma não causa dor e, se não for tratado corretamente, pode provocar cegueira irreversível, explica a oftalmologista especialista em Glaucoma, Nara Galvão.

“O aumento da pressão intraocular não dói. Então, na maioria das vezes, aquela pressão elevada vai matando o nervo do olho. O nervo do olho é o responsável por levar a visão que a gente enxerga aqui, né? Tudo que a gente enxerga é interpretado no cérebro. Então esse nervo é absolutamente magno, indispensável, essencial. “A morte do nervo óptico é irreversível”, inicia.

Mobilização

Por isso, a médica reforça a importância da mobilização sobre a doença. Este ano, o foco da campanha é informar sobre a qualidade de vida do paciente com glaucoma e a importância do diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo todo. Países ricos e pobres, todos enfrentam esse mesmo problema, e é uma estatística que vai só aumentando com a idade. O Dia Nacional de Combate é o chamamento à população para atenção sobre a causa da doença, o diagnóstico e a importância do tratamento”, continua.

Sem sintomas muito aparentes, a detecção da doença fica complicada. A enfermidade não tem cura, mas tem controle. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial, segundo a especialista, para evitar a cegueira, causada justamente pela morte do nervo óptico.

“Precisamos alertar a população para fazer exame anualmente, mesmo que não haja queixa, mesmo que ele ache que enxerga bem, precisa fazer exame todo ano. Às vezes, quando a gente já tem o diagnóstico da doença, a gente vê o paciente duas vezes por ano ou até três ou mais vezes, quantas forem necessárias”, alerta.

Segundo a médica, existem vários tipos de glaucoma, com circunstâncias diferentes. No entanto, a faixa etária mais comum de incidência da doença é a partir dos 40 anos, com maior frequência em idades mais avançadas.

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Diretor da OMS está ‘profundamente preocupado’ com escala e velocidade da epidemia de ebola

Um visitante tem sua temperatura verificada por um profissional de saúde usando um termômetro infravermelho antes de entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para triagem de temperatura de todos os visitantes e pacientes que entram no hospital, como parte das medidas de prevenção do Ebola em Goma/JOSPIN MWISHA/AFP
(JOSPIN MWISHA/AFP)

Epicentro da epidemia de ebola é Ituri, uma província do nordeste da RDC, na fronteira com Uganda e o Sudão do Sul

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) se declarou “profundamente preocupado com a escala e velocidade” da epidemia de ebola que afeta a República Democrática do Congo.

“Convocaremos hoje o comitê de emergências para que nos aconselhe sobre recomendações temporárias”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, no segundo dia da assembleia anual dos Estados-membros da OMS.

A OMS declarou no domingo uma emergência de saúde pública de importância internacional para enfrentar a epidemia de ebola, que provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa. Nos últimos 50 anos, o vírus provocou mais de 15 mil mortes na África.

“Não tomei essa decisão levianamente… Estou profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia”, afirmou Adhanom Ghebreyesus sobre a declaração de emergência.

Não há vacina ou tratamento específico para a cepa responsável pelo atual surto.

A atual epidemia na República Democrática do Congo (RDC) teria provocado 131 óbitos e 513 casos suspeitos até o momento, afirmou nesta terça-feira (19) o ministro congolês da Saúde, Samuel Roger Kamba.

“Registramos 131 casos de mortes e temos 513 casos suspeitos”, declarou o ministro à televisão nacional.

“Todas as mortes que informamos são aquelas que detectamos na comunidade, sem dizer necessariamente que estejam vinculadas ao ebola”, explicou.

Até o momento, poucas amostras foram analisadas em laboratório e os balanços são baseados principalmente em casos suspeitos.

O balanço anterior do ministro congolês da Saúde mencionava 91 óbitos e 350 casos suspeitos.

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Infecção por salmonela pode causar desidratação grave

Salmonela pode causar salmonelose
Salmonela pode causar salmonelose – Freepik

Especialista dá dicas de prevenção

A bactéria salmonela pode levar a graves infecções e até mesmo à morte. Ela está presente no trato gastrointestinal de animais como porcos, galinhas, répteis, anfíbios e vacas, além de alimentos contaminados com as fezes desses animais ou mal manipulados. A infecção alimentar causada pela bactéria é chamada de salmonelose, que também pode ser provocada pela falta de higiene das mãos.

Essa bactéria possui mais de 2.600 sorotipos e, dependendo do tipo, pode causar salmonelose não tifoide e febre tifoide. Esta última é mais grave e possui uma taxa de mortalidade maior do que a salmonelose não tifoide, que é autolimitada entre pessoas saudáveis.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de salmonelose apresenta sintomas como vômitos, dores abdominais, febre e diarreia. Geralmente, os sinais surgem entre seis e 72 horas após o consumo do alimento contaminado e podem permanecer por cerca de dois a sete dias.

“Muitas vezes, esses sintomas podem causar desidratação grave que precisa de tratamento hospitalar. Os sinais gastrointestinais geralmente perduram por mais de 24 horas. Já os alimentos devem ser consumidos bem cozidos ou bem assados para evitar a transmissão da bactéria”, explica Isabela Queiroz, nutricionista do Hospital Jayme da Fonte.

Exame
Para detectar a presença da salmonela, o paciente deve procurar ajuda médica após apresentar os sintomas descritos. Ele será submetido a exame de fezes, durante a fase aguda da doença, antes de passar pelo tratamento com antibióticos. Para crianças, pessoas com infecção ativa ou indivíduos que tenham dificuldades no recolhimento das amostras, é indicado que o profissional de saúde use swabs retais.

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Pernambuco atendeu 3,5 mil pessoas para diagnóstico de neurodivergência em cinco meses

Entre agosto e dezembro de 2025, foram realizados aproximadamente 3.598 atendimentos voltados ao processo diagnóstico de neurodivergência em pernambuco/Foto: Freepik
Entre agosto e dezembro de 2025, foram realizados aproximadamente 3.598 atendimentos voltados ao processo diagnóstico de neurodivergência em pernambuco (Foto: Freepik)

Estado afirma ter eliminado filas em unidades especializadas após mudanças na estrutura

Mais de 3,5 mil pessoas foram atendidas para diagnóstico de neurodivergência em Pernambuco entre agosto e dezembro de 2025, após a ampliação da rede pública com equipes multiprofissionais em unidades especializadas. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e se referem a consultas com neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

A ampliação do acesso ao diagnóstico passou a ocorrer nas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs), que começaram a ofertar esse tipo de atendimento em agosto de 2025. Atualmente, o serviço está disponível nas unidades localizadas em Carpina, Caruaru, Escada, Palmares, Recife e Ouricuri. Segundo a SES-PE, a implantação das equipes multiprofissionais nessas unidades permitiu reorganizar o fluxo de atendimento e ampliar a oferta de consultas reguladas pelo estado.

De acordo com a secretaria, desde a implementação desse modelo não há filas de espera para avaliação diagnóstica nas UPAEs. O agendamento ocorre por meio do sistema de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir do encaminhamento feito, prioritariamente, pela Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodiversidade integra a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, instituída pelo Ministério da Saúde.

Nessa estrutura, os Centros Especializados em Reabilitação (CER) concentram serviços voltados ao diagnóstico, acompanhamento e reabilitação, com atuação multiprofissional. Em Pernambuco, esses centros funcionam em diferentes modalidades, com oferta de reabilitação física, intelectual, auditiva e visual.

Além das UPAEs e dos CERs, o acompanhamento também ocorre na Atenção Primária e em ambulatórios especializados municipais. Casos que demandam maior complexidade podem ser encaminhados para serviços de média e alta complexidade, conforme a necessidade clínica e a disponibilidade na rede.

Atendimentos aumentam no HSE

O Ambulatório Neurodivergente do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) registrou crescimento de 23,45% no número de atendimentos no primeiro trimestre do ano. Ao todo, foram 13.252 pacientes atendidos no período, sendo 4.085 em janeiro, 4.124 em fevereiro e 5.043 em março.

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Anvisa aprova uso de Mounjaro para crianças e adolescentes; veja quem pode usar

Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2 /Freepik
Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2 (Freepik)

Medicamento poderá ser usado no tratamento contra o diabetes tipo 2

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil. O medicamento, da farmacêutica Eli Lilly, é o primeiro do grupo de agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 a ser liberado para essa faixa etária no país. A aprovação ocorreu nesta quarta-feira (22).

A agência aprovou o medicamento após resultados de fase 3 do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS, que indicaram uma remissão glicêmica de até 4 entre 5 pacientes. Houve redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada e queda de até 12% no IMC (Índice de Massa Corporal).

No Brasil, existem cerca de 213 mil adolescentes vivendo com diabetes tipo 2. O país atualmente figura entre as nações com maior número de pacientes na faixa pediátrica vivendo com a condição. Com a nova opção de tratamento, há chances de regressão nos casos da doença.

“A aprovação de Mounjaro para pacientes pediátricos com diabetes tipo 2 representa mais um avanço da ciência com impacto social”, afirmou  Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, em comunicado enviado à CNN Brasil.

“Crianças e adolescentes com essa condição enfrentam uma doença de progressão mais veloz do que em adultos, e as opções disponíveis até hoje frequentemente apresentavam limitações para controlar adequadamente os níveis glicêmicos. Mounjaro chega como uma resposta inovadora, com eficácia robusta e perfil de segurança bem estabelecido, para transformar a jornada do cuidado dessa população, que por conceito, é mais vulnerável”, assegurou.

CNN