Diretor da OMS está ‘profundamente preocupado’ com escala e velocidade da epidemia de ebola

Um visitante tem sua temperatura verificada por um profissional de saúde usando um termômetro infravermelho antes de entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para triagem de temperatura de todos os visitantes e pacientes que entram no hospital, como parte das medidas de prevenção do Ebola em Goma/JOSPIN MWISHA/AFP
(JOSPIN MWISHA/AFP)

Epicentro da epidemia de ebola é Ituri, uma província do nordeste da RDC, na fronteira com Uganda e o Sudão do Sul

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) se declarou “profundamente preocupado com a escala e velocidade” da epidemia de ebola que afeta a República Democrática do Congo.

“Convocaremos hoje o comitê de emergências para que nos aconselhe sobre recomendações temporárias”, declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus, no segundo dia da assembleia anual dos Estados-membros da OMS.

A OMS declarou no domingo uma emergência de saúde pública de importância internacional para enfrentar a epidemia de ebola, que provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa. Nos últimos 50 anos, o vírus provocou mais de 15 mil mortes na África.

“Não tomei essa decisão levianamente… Estou profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia”, afirmou Adhanom Ghebreyesus sobre a declaração de emergência.

Não há vacina ou tratamento específico para a cepa responsável pelo atual surto.

A atual epidemia na República Democrática do Congo (RDC) teria provocado 131 óbitos e 513 casos suspeitos até o momento, afirmou nesta terça-feira (19) o ministro congolês da Saúde, Samuel Roger Kamba.

“Registramos 131 casos de mortes e temos 513 casos suspeitos”, declarou o ministro à televisão nacional.

“Todas as mortes que informamos são aquelas que detectamos na comunidade, sem dizer necessariamente que estejam vinculadas ao ebola”, explicou.

Até o momento, poucas amostras foram analisadas em laboratório e os balanços são baseados principalmente em casos suspeitos.

O balanço anterior do ministro congolês da Saúde mencionava 91 óbitos e 350 casos suspeitos.

Leia mais

Infecção por salmonela pode causar desidratação grave

Salmonela pode causar salmonelose
Salmonela pode causar salmonelose – Freepik

Especialista dá dicas de prevenção

A bactéria salmonela pode levar a graves infecções e até mesmo à morte. Ela está presente no trato gastrointestinal de animais como porcos, galinhas, répteis, anfíbios e vacas, além de alimentos contaminados com as fezes desses animais ou mal manipulados. A infecção alimentar causada pela bactéria é chamada de salmonelose, que também pode ser provocada pela falta de higiene das mãos.

Essa bactéria possui mais de 2.600 sorotipos e, dependendo do tipo, pode causar salmonelose não tifoide e febre tifoide. Esta última é mais grave e possui uma taxa de mortalidade maior do que a salmonelose não tifoide, que é autolimitada entre pessoas saudáveis.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de salmonelose apresenta sintomas como vômitos, dores abdominais, febre e diarreia. Geralmente, os sinais surgem entre seis e 72 horas após o consumo do alimento contaminado e podem permanecer por cerca de dois a sete dias.

“Muitas vezes, esses sintomas podem causar desidratação grave que precisa de tratamento hospitalar. Os sinais gastrointestinais geralmente perduram por mais de 24 horas. Já os alimentos devem ser consumidos bem cozidos ou bem assados para evitar a transmissão da bactéria”, explica Isabela Queiroz, nutricionista do Hospital Jayme da Fonte.

Exame
Para detectar a presença da salmonela, o paciente deve procurar ajuda médica após apresentar os sintomas descritos. Ele será submetido a exame de fezes, durante a fase aguda da doença, antes de passar pelo tratamento com antibióticos. Para crianças, pessoas com infecção ativa ou indivíduos que tenham dificuldades no recolhimento das amostras, é indicado que o profissional de saúde use swabs retais.

Leia mais

Pernambuco atendeu 3,5 mil pessoas para diagnóstico de neurodivergência em cinco meses

Entre agosto e dezembro de 2025, foram realizados aproximadamente 3.598 atendimentos voltados ao processo diagnóstico de neurodivergência em pernambuco/Foto: Freepik
Entre agosto e dezembro de 2025, foram realizados aproximadamente 3.598 atendimentos voltados ao processo diagnóstico de neurodivergência em pernambuco (Foto: Freepik)

Estado afirma ter eliminado filas em unidades especializadas após mudanças na estrutura

Mais de 3,5 mil pessoas foram atendidas para diagnóstico de neurodivergência em Pernambuco entre agosto e dezembro de 2025, após a ampliação da rede pública com equipes multiprofissionais em unidades especializadas. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e se referem a consultas com neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

A ampliação do acesso ao diagnóstico passou a ocorrer nas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs), que começaram a ofertar esse tipo de atendimento em agosto de 2025. Atualmente, o serviço está disponível nas unidades localizadas em Carpina, Caruaru, Escada, Palmares, Recife e Ouricuri. Segundo a SES-PE, a implantação das equipes multiprofissionais nessas unidades permitiu reorganizar o fluxo de atendimento e ampliar a oferta de consultas reguladas pelo estado.

De acordo com a secretaria, desde a implementação desse modelo não há filas de espera para avaliação diagnóstica nas UPAEs. O agendamento ocorre por meio do sistema de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir do encaminhamento feito, prioritariamente, pela Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodiversidade integra a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, instituída pelo Ministério da Saúde.

Nessa estrutura, os Centros Especializados em Reabilitação (CER) concentram serviços voltados ao diagnóstico, acompanhamento e reabilitação, com atuação multiprofissional. Em Pernambuco, esses centros funcionam em diferentes modalidades, com oferta de reabilitação física, intelectual, auditiva e visual.

Além das UPAEs e dos CERs, o acompanhamento também ocorre na Atenção Primária e em ambulatórios especializados municipais. Casos que demandam maior complexidade podem ser encaminhados para serviços de média e alta complexidade, conforme a necessidade clínica e a disponibilidade na rede.

Atendimentos aumentam no HSE

O Ambulatório Neurodivergente do Hospital dos Servidores do Estado (HSE) registrou crescimento de 23,45% no número de atendimentos no primeiro trimestre do ano. Ao todo, foram 13.252 pacientes atendidos no período, sendo 4.085 em janeiro, 4.124 em fevereiro e 5.043 em março.

Leia mais

Anvisa aprova uso de Mounjaro para crianças e adolescentes; veja quem pode usar

Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2 /Freepik
Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2 (Freepik)

Medicamento poderá ser usado no tratamento contra o diabetes tipo 2

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso de Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no Brasil. O medicamento, da farmacêutica Eli Lilly, é o primeiro do grupo de agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 a ser liberado para essa faixa etária no país. A aprovação ocorreu nesta quarta-feira (22).

A agência aprovou o medicamento após resultados de fase 3 do estudo clínico internacional SURPASS-PEDS, que indicaram uma remissão glicêmica de até 4 entre 5 pacientes. Houve redução superior a 2 pontos percentuais na hemoglobina glicada e queda de até 12% no IMC (Índice de Massa Corporal).

No Brasil, existem cerca de 213 mil adolescentes vivendo com diabetes tipo 2. O país atualmente figura entre as nações com maior número de pacientes na faixa pediátrica vivendo com a condição. Com a nova opção de tratamento, há chances de regressão nos casos da doença.

“A aprovação de Mounjaro para pacientes pediátricos com diabetes tipo 2 representa mais um avanço da ciência com impacto social”, afirmou  Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly, em comunicado enviado à CNN Brasil.

“Crianças e adolescentes com essa condição enfrentam uma doença de progressão mais veloz do que em adultos, e as opções disponíveis até hoje frequentemente apresentavam limitações para controlar adequadamente os níveis glicêmicos. Mounjaro chega como uma resposta inovadora, com eficácia robusta e perfil de segurança bem estabelecido, para transformar a jornada do cuidado dessa população, que por conceito, é mais vulnerável”, assegurou.

CNN

Pernambuco mantém alta de casos de tuberculose em 2025, com mais de 6 mil notificações

Tuberculose ainda é um problema de saúde no Brasil e pacientes tendem a abandonar tratamento/Foto: Agecom Bahia
Tuberculose ainda é um problema de saúde no Brasil e pacientes tendem a abandonar tratamento (Foto: Agecom Bahia)

Dados da Secretaria Estadual de Saúde ainda são parciais e podem crescer. Doença permanece endêmica no Brasil

Pernambuco registrou, em 2025, 6.045 casos de tuberculose, número próximo ao total contabilizado em todo o ano anterior, quando foram confirmados 6.152 diagnósticos da doença. Apesar da semelhança, os dados mais recentes ainda são parciais e podem crescer, já que as notificações seguem sendo atualizadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), base oficial usada em todo o país.

A tuberculose continua como um problema de saúde pública, mesmo diante de avanços no diagnóstico e tratamento. “A tuberculose sempre foi uma doença endêmica no nosso país. Existem períodos com maior número de casos, geralmente associados a condições climáticas mais secas ou úmidas, mas ela nunca deixa de existir. Por ser endêmica, está sempre presente”, explica a pneumologista e endoscopista respiratória Bruna Rocha.

Segundo a médica, o aumento de casos também pode estar relacionado a fatores recentes, como os impactos da pandemia de Covid-19 na saúde da população. “Pacientes com doenças pulmonares, como Covid-19, asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica, muitas vezes associada ao fumo, têm mais facilidade de desenvolver outras infecções pulmonares, incluindo a tuberculose. Qualquer comprometimento do pulmão aumenta esse risco”, explica Bruna Rocha.

Embora a doença seja frequentemente associada à tosse com sangue, esse é um sinal mais avançado.

Antes disso, os sintomas podem ser mais discretos. “A tuberculose chama atenção quando aparece tosse com sangue, mas esse já é um sinal mais avançado. Antes disso, existem sintomas importantes, como tosse por mais de duas semanas, seca ou com catarro; perda de peso não intencional, por exemplo, perder cerca de 10% do peso em um mês sem dieta ou exercício; além de fraqueza (astenia) e febre baixa, geralmente no fim da tarde ou início da noite. Esses sinais são mais sutis, mas já indicam a necessidade de investigação”, detalha a especialista.

Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para sangramentos. “A tuberculose provoca necrose no pulmão, ou seja, destruição do tecido. Quando essa necrose atinge vasos sanguíneos, ocorre o sangramento, que é a hemoptise”, diz Bruna. O diagnóstico, segundo a médica, não depende apenas da presença de escarro. “Nem todo paciente consegue produzir escarro. Nesses casos, o diagnóstico pode ser feito por meio da endoscopia respiratória, um procedimento semelhante à endoscopia digestiva, mas voltado para o pulmão, que permite coletar secreções diretamente das vias respiratórias”, pontua a médica.

Leia mais

Prefeitura de Afogados promove dia “D” de vacinação contra a influenza

https://zulenealves.com.br/wp-content/uploads/2026/03/aa-15-768x1024.jpg

A vacinação acontece de 8h às 13h, na central de vacinação, na Rua Professor Vera Cruz, nº 140, e em todas as unidades básicas de saúde da área urbana. Na zona rural, a vacinação acontecerá durante a semana, nas UBS’s e pontos de apoio.

Confira os grupos prioritários para a vacinação:

* Crianças a partir de seis meses a menores de seis anos de idade;
* ⁠Idosos com 60 anos ou mais;
* ⁠Gestantes e puérperas;
* ⁠Pessoas com deficiência;
* ⁠Professores;
* ⁠Trabalhadores da saúde e dos Correios;
* ⁠Profissionais das forças de segurança e forças armadas;
* ⁠Caminhoneiros e trabalhadores do transporte rodoviário;
* ⁠Quilombolas e povos originários.

Vacinação nacional contra gripe começa no sábado (28)

Vacinação contra a gripe
Vacinação contra a gripe – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28) nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. A mobilização segue até 30 de maio e prioriza os grupos mais suscetíveis a formas graves da doença: crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a gripe, e a orientação da pasta é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários.

O Dia D nacional será realizado também neste sábado, com vacinação gratuita nas unidades básicas de Saúde (UBS). Algumas unidades da federação já anteciparam o início da campanha, como o Distrito Federal, que começou a vacinar a população nesta quarta-feira (25). Na cidade do Rio de Janeiro, a imunização teve início nessa terça-feira (24).

“Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação”, explicou o Ministério da Saúde.

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo os da influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Na Região Norte do país, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

Vacina atualizada
A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e, neste ano, protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria).

Leia mais

Anvisa proíbe marca de azeite extravirgem por fraude na composição

Anvisa proíbe marca de azeite extravirgem por fraude na composição/Reprodução/Canva
Anvisa proíbe marca de azeite extravirgem por fraude na composição (Reprodução/Canva)

Produto é considerado impróprio para consumo após análises indicarem adulteração; venda, distribuição e uso estão proibidos em todo o país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição do azeite de oliva extravirgem da marca Royal em todo o território nacional após identificar fraude na composição do produto. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (25/3), por meio de resolução específica, e prevê o recolhimento imediato dos lotes disponíveis no mercado.

De acordo com a agência reguladora, análises laboratoriais apontaram que o produto não atende aos padrões exigidos para azeites de oliva, com indícios de adulteração. Análises laboratoriais comprovaram a mistura com outros óleos vegetais. Nesses casos, o alimento é considerado impróprio para consumo por não garantir qualidade, pureza nem segurança ao consumidor.

Com a decisão, ficam proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do azeite da marca Royal. A determinação também inclui a apreensão dos produtos, que devem ser retirados das prateleiras por estabelecimentos comerciais.

A Anvisa reforça que irregularidades desse tipo têm sido recorrentes no mercado de azeites no Brasil, um dos alimentos mais suscetíveis a fraudes. Em ações recentes, diferentes marcas já foram alvo de medidas semelhantes após a identificação de problemas como origem desconhecida, inconsistências cadastrais de empresas e adulteração da composição.

Para consumidores que tenham adquirido o produto, a orientação é interromper o uso imediatamente e procurar o estabelecimento onde a compra foi realizada para solicitar reembolso ou troca. Segundo a Anvisa, a comercialização de itens proibidos configura infração sanitária e pode resultar em penalidades para os responsáveis.

O Correio não conseguiu contato com a Royal. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

Por Jessica Andrade – Correio Braziliense

Patente do Ozempic cai nesta sexta (20); entenda impacto no preço

Caneta emagrecedora Ozempic/Armend Nimani/AFP
Caneta emagrecedora Ozempic (Armend Nimani/AFP)

Há expectativa também para redução de preço no mercado, que deve chegar a 20% do valor nas farmácias

A patente do Ozempic no Brasil se encerra nesta sexta-feira, 20, abrindo mercado para mais de uma dezena de farmacêuticas produzirem concorrentes para o medicamento que tem sido usado para controle da diabetes e emagrecimento. Há expectativa também para redução de preço no mercado, que deve chegar a 20% do valor nas farmácias.

De acordo com a dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic o encerramento de uma patente é etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. “A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto”.

Em nota, a empresa disse também que a inovação é um de seus pilares centrais há mais de um século, e que segue orientando sua estratégia de longo prazo, traduzida em um portfólio de medicamentos transformadores e em um pipeline robusto, com potencial para gerar novos avanços relevantes no cuidado das doenças crônicas graves e contribuir para sistemas de saúde mais fortes, resilientes e sustentáveis.

A empresa disse também que Brasil continua sendo um dos mercados mais estratégicos para a Novo Nordisk globalmente, e que seu plano permanece inalterado.

Entre as empresas que já pediram registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir seus próprios remédios a base de GLP-1, estão a EMS, Hypera, Biomm, Cimed e Eli Lilly.

Estadão Conteúdo

Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal

Alerta sobre cobertura vacinal contra sarampo
Alerta sobre cobertura vacinal contra sarampo – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Proteção coletiva previne doença em quem não pode se vacinar

A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado.

A bebê ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, o que garante a proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma dose da tetra viral, que reforça a imunidade contra essas três doenças e acrescenta a catapora na lista.

De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou.

“A vacina do sarampo também impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de esterilizante. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela também evita que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus”, explica Kfouri.

A bebê diagnosticada com sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro. O país vizinho vive um surto de sarampo desde o ano passado, e a alta cobertura também é essencial para impedir que casos importados como esse iniciem surtos dentro do Brasil.

“O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na circulação do vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário que alguém viaje e contraia o vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há surto, que o risco é o mesmo”, alerta o vice-presidente da Sbim.

Leia mais