Chuvas em Pernambuco: o drama de quem perdeu tudo e tenta recomeçar

Quando se deu conta, Lindinalva Maria da Luz viu os itens de casa boiando com as águas das chuvas
Foto: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco

Estado acumula saldo de mortos, desalojados e desabrigados

Recomeçar não é fácil, principalmente quando se perde tudo. Desde a semana passada, Pernambuco tem sido atingido por fortes chuvas que resultaram em deslizamentos de barreiras, alagamentos e transtornos na mobilidade urbana.

Até esta terça-feira (5), segundo a Defesa Civil, o estado já registrou 2.282 pessoas atingidas pelo temporal, sendo 1.150 desabrigadas e 1.732 desalojadas. Ao todo, foram contabilizadas seis mortes, sendo três no Recife, duas em Olinda e uma em São Lourenço da Mata.

Lindinalva busca ajuda no abrigo da prefeitura | Fotos: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco Itens foram perdidos com a chuva | Fotos: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco Geladeira ficou destruída | Fotos: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco
Itens foram perdidos com a chuva | Fotos: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco Itens foram perdidos com a chuva | Fotos: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco Subida do Cabo Gato sofreu com enxurradas | Fotos: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco
Fotos: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco

Diante desse cenário, a população segue em alerta constante, mas tentando voltar à normalidade ou pelo menos se adaptar aos imprevistos causados pelos eventos climáticos que atingem Pernambuco.

Recife
Segundo dados da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), no Recife choveu 81,38 mm nas últimas 24 horas, de acordo com dados coletados pela reportagem até às 18h30 desta terça-feira. Na última sexta-feira, três pessoas perderam a vida após uma barreira deslizar na Rua Vertente do Lério, em Dois Unidos, na Zona Norte.

Morreram no local Jaqueline Soares da Silva, de 25 anos, e o filho Riquelmy Soares da Silva, de 7 anos.

A outra filha dela, Maria Helena Soares da Silva Barbosa, de um ano, morreu após ter sido socorrida e levada ao Hospital da Restauração (HR), no Derby.

Rua Vertente do Lério foi palco da tragédia | Foto: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco

Enquanto o temporal arrastava duas casas na área, os familiares da dona de casa Maria Zilma Amâncio Figueiredo, de 37 anos, se viram perdidos.

A água invadiu um conjunto com três residências. Maria Zilma mora no local com o marido e três filhos autistas, de 1, 4 e 8 anos de idade. Ela confessa que já presenciou diversas enchentes no local, mas a da última sexta (1º) ficou marcada.

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Apac prevê chuvas fracas a moderadas ao longo da semana em Pernambuco

Confira previsão do tempo para Pernambuco nesta segunda (4)
Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou, na manhã do domingo (3), a previsão do tempo para Pernambuco, indicando a ocorrência de chuvas fracas a moderadas em diversas regiões do estado já a partir desta segunda-feira (4).

De acordo com o órgão, a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata e o Agreste devem registrar precipitações de intensidade variando entre fraca e moderada. Já o Sertão de Pernambuco e o Sertão do São Francisco não têm previsão de chuva para o início da semana. No arquipélago de Fernando de Noronha, a tendência é de chuvas moderadas.

Previsão para os próximos dias

Segunda-feira (4):

A Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste terão chuvas fracas a moderadas. No Sertão e Sertão do São Francisco, o tempo permanece seco. Fernando de Noronha deve ter chuvas moderadas.

Terça-feira (5):

A chuva ganha intensidade na Região Metropolitana e Zona da Mata, com previsão de pancadas moderadas. No Agreste, a intensidade varia entre fraca e moderada. O Sertão e o Sertão do São Francisco seguem sem chuva. Em Fernando de Noronha, são esperadas chuvas de moderadas a fortes.

Quarta-feira (6):

A tendência é de redução na intensidade das chuvas na maior parte do estado. A Região Metropolitana, Zona da Mata e Agreste terão precipitações fracas a moderadas. O Sertão pode registrar chuva fraca, enquanto o Sertão do São Francisco segue sem previsão. Fernando de Noronha terá chuvas fracas a moderadas.

Quinta-feira (7):

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Envio de recursos para Pernambuco pode ser liberado em até 3 dias após aprovação, diz secretário da Defesa Civil Nacional

Fortes chuvas causam transtornos a moradores do Recife/Foto: Nanda Prista/Esp DP
Fortes chuvas causam transtornos a moradores do Recife (Foto: Nanda Prista/Esp DP)

Wolnei Wolff Barreiros declarou que, neste primeiro momento, atenção deve ser total às pessoas.

Uma equipe da Defesa Civil Nacional chega ao Recife ainda na noite desta sexta-feira (1º) para atuar junto aos municípios afetados pelas chuvas, na articulação das demandas emergenciais. Ao Diario de Pernambuco, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, detalhou como será o apoio.

Segundo ele, o foco inicial é orientar as gestões municipais sobre como acessar recursos federais e estruturar a resposta à população atingida. “A equipe já está em deslocamento e chega ainda hoje ao Recife. A partir de amanhã de manhã, começa a trabalhar junto com a Defesa Civil do Estado e dos municípios, orientando passo a passo para que eles possam acessar os recursos do governo federal”, afirmou Barreiros.

O secretário explicou que o primeiro passo é a decretação de situação de emergência pelos municípios, seguida da solicitação de reconhecimento federal por meio do sistema oficial. “Nós conseguimos analisar esse pedido muito rapidamente e, já a partir de amanhã, conforme os decretos forem chegando, podemos fazer esse reconhecimento”, assegurou.

Com o reconhecimento, as cidades ficam habilitadas a receber recursos e apoio federal. A atuação, segundo o secretário, ocorre em três etapas, sendo elas assistência humanitária, restabelecimento e plano de reconstrução.

“Sabendo quantas pessoas foram desabrigadas e afetadas, já é possível fazer um primeiro plano e um dimensionamento inicial. Esse plano precisa sair muito rápido da prefeitura”, explicou. “Chegando em Brasília, conseguimos aprová-lo no mesmo dia e, em até três dias, o recurso já pode estar na conta do município para atender a população”.

Na fase inicial, o objetivo é garantir a proteção das pessoas e o atendimento das necessidades básicas. “Neste primeiro momento, a atenção é total às pessoas. É resgate, salvamento, retirada de áreas de risco e acolhimento em abrigos ou casas de parentes. Depois, entra o plano de assistência humanitária, com recursos para compra de cestas básicas, água, colchões, kits de higiene e limpeza, para que as famílias possam retomar suas casas”, afirmou.

Reparos e planos de reconstrução

Com a redução das águas, as equipes passam a avaliar os danos à infraestrutura. Quando os prejuízos são menores, entra o plano de restabelecimento, que inclui reparos emergenciais e limpeza urbana. “A gente também apoia o prefeito na retirada de lama, entulho e resíduos das ruas. É uma limpeza que precisa ser feita rapidamente, e o Governo Federal pode custear esse serviço”, destacou.

Já em casos de destruição mais severa, como deslizamentos e perda de estruturas, é acionado o plano de reconstrução. “Quando há destruição maior, como pontes ou casas, a gente constrói junto com o município o plano de reconstrução. No caso de moradias, é determinação que sejam construídas novas casas em áreas seguras e entregues gratuitamente às famílias que perderam tudo”, disse.

O secretário também alertou para a necessidade de respostas rápidas diante do cenário. “O mais importante é que tudo seja feito com agilidade, para atender a população no menor tempo possível”, reforçou.

Em 2025, o governo federal anunciou o envio de R$ 712 milhões para serviços de drenagem e obras de contenção de encostas em áreas de risco para 14 municípios do estado. Deste total, R$ 44,4 milhões foram previstos para Olinda.

Chuvas

Fortes chuvas causam transtornos a moradores do Recife (Foto: Nanda Prista/Esp DP)
Fortes chuvas causam transtornos a moradores do Recife (Foto: Nanda Prista/Esp DP)

As ações ocorrem em meio a um cenário crítico provocado pelas chuvas, que já deixaram quatro mortos, sendo dois no Recife e dois em Olinda, após deslizamentos de barreiras. Na capital, as vítimas foram mãe e filho, atingidos em Dois Unidos, na Zona Norte.

De acordo com a Defesa Civil de Pernambuco, há ainda 422 pessoas desabrigadas, 1.068 desalojadas e cinco feridos em decorrência dos temporais.

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), pelo menos seis municípios registraram mais de 180 milímetros de chuva nas últimas 24 horas. Os maiores acumulados foram em Abreu e Lima (199 mm), Goiana (196 mm), Paulista (189 mm), Camaragibe (187 mm), Olinda (184 mm) e Igarassu (183 mm). Recife também teve volume elevado, com 165 mm.

A previsão é de continuidade das chuvas ao longo do sábado (2), mantendo o estado de alerta para novos transtornos e ocorrências.

Adelmo Lucena

Mãe e bebê de 6 meses morrem em deslizamento em Olinda; comunidade acumula tragédias e abandono.

Mulher de 20 anos e bebê de seis meses morrem soterrados após deslizamento de barreira em Olinda
Mulher de 20 anos e bebê de seis meses morrem soterrados após deslizamento de barreira em Olinda – Severino Soares/JC Imagem

Apesar de monitoramento da gestão municipal, outras barreiras na região estão em situação de risco, sem lonas plásticas ou obras de contenção.

Uma mulher de 20 anos e um bebê de seis meses morreram após uma barreira deslizar e atingir cinco casas na comunidade do Alto da Bondade, em Olinda, nesta sexta-feira (1º).

O óbito foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), que atuou na ocorrência desde o início da tarde, com buscas pelas vítimas junto à população.

Bruna Carine da Silva e Pietro da Silva Pimentel foram vítimas de uma tragédia anunciada na região. Nas proximidades do deslizamento, outras barreiras estão em situação de risco, sem lonas plásticas ou obras de contenção.

De acordo com Carlos D’Albuquerque, secretário executivo da Defesa Civil de Olinda, a área é monitorada pela gestão municipal.

Em nota, a Prefeitura de Olinda informou que foram registrados três casos de deslizamento no município. As ocorrências incluem dois pontos no Alto da Bondade e um na Estrada do Passarinho.

“Equipes da Defesa Civil já estão nos locais, realizando o monitoramento e adotando todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população”, diz o texto.

A gestão municipal disponibilizou um abrigo para acolhimento das famílias afetadas, localizado na EREM Monsenhor Arruda Câmara, nº 345, no bairro de Peixinhos.

A prefeita Mirella Almeida usou as redes sociais para lamentar a tragédia. “Recebo com profunda tristeza a notícia de que uma mãe e seu filho perderam a vida após um deslizamento em Passarinho. Me solidarizo com os familiares e me uno à dor de todos neste momento tão difícil”, escreveu.

Na publicação, também destacou: “Seguimos em alerta. Peço, com urgência, que todas as pessoas que vivem em áreas de risco busquem um local seguro, seja em um abrigo da Prefeitura de Olinda ou na casa de familiares e amigos. Preservar vidas é a nossa prioridade”.

Histórico de ações sem eficácia

As famílias da comunidade convivem há décadas com a falta de ações eficazes para proteger a população que mora em áreas vulneráveis, como as próximas a barreiras.

Em 2001, outra mulher morreu vítima do deslizamento na região do Alto da Bondade e, até o momento, o problema não foi solucionado pelo poder público. Na barreira, plantações de bananeiras acumulam água e aumentam o risco de deslizamentos.

Em maio de 2022, a comunidade registrou deslizamentos sem vítimas fatais. Serviços como a colocação de lonas e solo grampeado e construção de muros de arrimo foram realizados pela Prefeitura de Olinda em algumas áreas da comunidade.

Em 2023, o então prefeito de Olinda Professor Lupércio assinou duas ordens de serviço para ações durante a temporada de fortes chuvas que beneficiariam comunidades como o Alto da Bondade. O investimento de R$ 5,5 milhões deveria ser destinado à elaboração de projetos e à execução de obras de contenção, envolvendo diversas técnicas de mitigação de riscos.

No último mês de março, a comunidade recebeu um simulado de resposta a desastres climáticos pelas defesas civis de Pernambuco e de Olinda, com exercícios de evacuação de áreas de risco e resgate de vítimas.

Estado de alerta

O estado de Pernambuco está em alerta desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (1º) devido às fortes chuvas que atingem a Zona da Mata e a Região Metropolitana do Recife (RMR). O município de Olinda já acumula 188 mm nas últimas 24h.

Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelos números: 0800 081 0060 e (81) 99266-5307.

Por Laís Nascimento

Recife entra em Estágio de Alerta Máximo devido às fortes chuvas nesta sexta (1º)

Chuva no Recife/Ricardo Novelino/DP
Chuva no Recife (Ricardo Novelino/DP)

Prefeitura disponibiliza abrigos e recomenda evitar deslocamentos desnecessários

A Prefeitura do Recife elevou, às 13h desta sexta-feira (1º), o nível de criticidade da capital para Alerta Máximo devido às chuvas. A previsão é de que as chuvas continuem nas próximas horas.

Por conta disso, a prefeitura abriu oito abrigos para atender a população que vive em áreas de risco. Ao todo, são oferecidas cerca de 400 vagas.

A recomendação para deslocamentos é que as orientações da CTTU sejam seguidas e que haja atenção às condições das vias.

A gestão municipal também reforça a necessidade de manter os cuidados e ficar em local seguro.
Contatos de emergência como o número da Defesa Civil (0800.081.3400), CTTU: 0800 081 1078, SAMU: 192, Emlurb: 156 e Bombeiros: 193 estão alertas para possíveis ocorrências relacionadas à chuva.
Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), nas últimas 24 horas, choveu uma média de 96,5 mm no Recife – o equivalente a um terço da média histórica de maio, que é de 294mm.

Diario de Pernambuco

Apac: com Estado de Alerta válido, confira onde mais choveu em Pernambuco

Chuva no Recife/DP
Chuva no Recife (DP)

Região Metropolitana e zonas da mata Norte e Sul de Pernambuco têm previsão de chuva com pancadas de moderada a forte, conforme a Apac

Com alerta válido de Estado de Alerta da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a segunda-feira (13) começou com pouca chuva na Região Metropolitana do Recife e zonas da mata Norte e Sul.

As três regiões do estado foram incluídas no último aviso meteorológico emitido pela Apac, às 14h do domingo e válido até as 18h desta segunda, com previsão de pancadas de chuva de moderada a forte.

O alerta inclui também o Agreste, com risco de chuva moderada.

O Recife foi onde mais choveu nas últimas 24 horas, com volume superior a 60mm, seguido de Itapissuma e Itamaracá, na faixa dos 50mm, ambas também na Região Metropolitana.

Confira onde mais choveu nas últimas 24 horas:

Recife | 63,97 mm

Itapissuma | 58 mm

Ilha de Itamaracá

Olinda | 49,31 mm

Camaragibe | 49,11 mm

Abreu e Lima | 46,4 mm

Igarassu | 43,51 mm

Diario de Pernambuco

Chuva no interior: sete pessoas ficam ilhadas em Salgueiro e são regatadas de bote pelos bombeiros

Bombeiros usaram bote para resgatar pessoas ilhadas em Salgueiro/Reprodução Redes Sociais
(Reprodução Redes Sociais )

Segundo a corporação, as equipes foram acionadas na noite de quarta (4), para uma ocorrência nas proximidades do Parque das crianças, no Centro da cidade.

Sete pessoas que ficaram ilhadas por causa da chuva foram resgatadas pelos bombeiros, em Salgueiro, no Sertão pernambucano, na madrugada desta quinta (5).

A chuva também provocou alagamentos em várias ruas de Salgueiro.

Segundo a corporação, as equipes foram acionadas na noite de quarta (4), para uma ocorrência nas proximidades do Parque das crianças, no Centro da cidade.

Ao todo, três viaturas e uma embarcação foram mobilizadas para esse resgate.

Em seguida, os bombeiros fizeram uma varredura na área para se certificar de que não havia mais pessoas em situação de risco.

Diario de Pernambuco

Chuvas causam danos em rodovias e deixam famílias desalojadas no Agreste de Pernambuco

Obras em estradas após fortes chuvas/Foto: DER/Divulgação
Obras em estradas após fortes chuvas (Foto: DER/Divulgação)

Chuvas devem continuar pelos próximos dias, segundo Apac

As fortes chuvas que atingem municípios do Agreste de Pernambuco provocaram danos em rodovias estaduais, deixaram famílias desalojadas e mobilizaram ações emergenciais do governo de Pernambuco. As ocorrências foram registradas nas cidades de Calçado, Jucati e Jupi.

Segundo o governo estadual, equipes atuam na abertura de acessos provisórios em trechos afetados das rodovias PE-182, em Jucati, e APE-158, em Calçado, onde houve comprometimento da estrutura viária devido ao volume de chuvas.

Órgãos estaduais foram acionados para acompanhar a situação e prestar apoio às famílias atingidas, com ações nas áreas de defesa civil, assistência social e infraestrutura.

O Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER) informou que realiza intervenções para a criação de um desvio emergencial na PE-182, em Jucati, após danos em parte da estrutura da via. A medida tem o objetivo de restabelecer temporariamente o fluxo de veículos enquanto são planejadas obras definitivas de recuperação.

No município de Calçado, o órgão também executa a implantação de uma rota alternativa após o comprometimento estrutural da cabeceira da ponte de acesso pela APE-158. Segundo o DER, técnicos trabalham na viabilização de soluções provisórias e na elaboração de projetos para intervenções permanentes.

A Defesa Civil do Estado de Pernambuco informou que, até o momento, 42 famílias estão desabrigadas ou desalojadas em decorrência das chuvas. O órgão realizou sobrevoos e vistorias técnicas nas áreas atingidas para avaliar os danos, identificar riscos e orientar medidas emergenciais.

A Secretaria Estadual de Assistência Social também mantém contato com os municípios afetados para levantamento de demandas e orientação sobre procedimentos de apoio às famílias atingidas. As autoridades seguem monitorando a situação nas áreas impactadas.

Diario de Pernambuco

Três regiões do estado têm alerta de chuva da Apac; confira

Recife, PE, 28/07/2025 - CHUVAS NO RECIFE - Imagens das chuvas no Recife, alagamentos e pessoas andando na chuva e na agua./Rafael Vieira
Recife, PE, 28/07/2025 – CHUVAS NO RECIFE – Imagens das chuvas no Recife, alagamentos e pessoas andando na chuva e na agua. (Rafael Vieira)

O alerta vale até as 23h38 desta segunda (4) para o Grande Recife e as Zonas da Mata Norte e Sul.

Três regiões de Pernambuco estão em estagio de observação por causa das chuvas.

É o que aponta um alerta da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), divulgado no fim da noite de domingo (3).

O alerta vale até as 23h38 desta segunda (4) para o Grande Recife e as Zonas da Mata Norte e Sul.

Ainda segundo a Apac, estão previstas chuvas moderadas nessas áreas.

“Canal de umidade deverá favorecer a ocorrência de pancadas de chuva nesta segunda-feira (04/08) nas regiões Metropolitana do Recife, Mata Norte e Mata Sul. Na região do Agreste também tem previsão de chuva, mas com intensidade de fraca a moderada”, informou a agência, em suas redes sociais .

Maiores acumulados em 12 horas

A Apac registrou acumulados de chuva entre 17h de domingo e 5h desta segunda. Vejas os locais com mais precipitações no período.

Barreiros | 100,2 mm (Hospital Municipal)
Barreiros | 57,05 mm (Banco Brasil)
Triunfo | 52,88 mm (COMPESA – APAC)
Tamandaré | 47,92 mm (Saué – APAC)
São José da Coroa Grande | 44,62 mm (Faz. Boca do Rio – APAC)
Rio Formoso | 36,27 mm (Assentamento Minguito – APAC)
Tamandaré | 34,06 mm (PSF – APAC)
Paulista | 28,84 mm (Vila Torres Galvão)
Custódia | 28,35 mm (COMPESA – APAC)
Flores | 28,04 mm (Rádio Florescer – Apac)
Xexéu | 27,25 mm (SAAE)
Palmares | 25,49 mm (Sto Antonio Palmares – APAC)
São Benedito do Sul | 25,21 mm (ETA Compesa)
Igarassu | 25,01 mm (Alto do Céu)
Bonito | 22,96 mm (BONITO 2 – APAC)
Santa Terezinha | 22,28 mm (Posto de Saúde – Apac)
Manari | 21,87 mm (Escola Maria Alzira – Apac)
Solidão | 20,84 mm (SOLIDAO – APAC)
Igarassu | 20,55 mm (Cruz de Rebouças*)

Chuvas: Apac emite alerta para RMR e Zona da Mata de Pernambuco

Tempo fechado no Recife
Tempo fechado no Recife – Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu alerta amarelo de chuvas para a Região Metropolitana do Recife (RMR), Mata Norte e Mata Sul do estado, no final da noite dessa quinta-feira (10).

O alerta, segundo a agência, indica a continuidade de chuvas desde a madrugada até a manhã desta sexta-feira (11). O aviso vale até 20h.

As chuvas, acrescenta a Apac, são causadas pela atuação de um canal de umidade nas regiões.

Quatro cidades da RMR estão entre as com os maiores acumulados de chuvas nas 24 horas contabilizadas até 6h43 desta sexta-feira, segundo balanço divulgado pela Apac.

O Recife lidera o ranking, com 49,2 milímetros de chuva no período.

Em segundo lugar, aparece Jaboatão dos Guararapes, na RMR, com 46,5 mm.

Sirinhaém, na Mata Sul, registrou 44,9 mm e figura no terceiro lugar.

Completam a lista da cinco cidades Paulista, com 36,5 mm, e Olinda, com 35,4 mm — as duas na RMR.

Por Portal Folha de Pernambuco