“Pernambuco precisa de governador engenheiro”, diz João ao prometer obras contra falta de água

João Campos em diálogo com moradores de Várzea Fria, em São Lourenço da Mata/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto
João Campos em diálogo com moradores de Várzea Fria, em São Lourenço da Mata (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)

Em reunião com moradoras do comunidade de Várzea Fria, ex-prefeito utilizou exemplo de da cidade de Bonito para reforçar necessidade de investimento na área

Em agenda de campanha com moradores de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, nesta quinta-feira (3), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) reforçou a proposta de implementação da tarifa zero para residências em que não haja o consumo efetivo de água. Em diálogo com moradoras da comunidade de Várzea Fria, no bairro de Capibaribe, o socialista detalhou o programa “Sem Água, Sem Conta”, que visa contemplar os beneficiários da tarifa social.

“Aqui passa 30 dias sem chegar água, passa períodos onde não chega nem água, mas chega a conta. Reafirmo o compromisso de que, a partir do ano que vem, a gente vai lançar o programa ‘Sem Água, Sem Conta’. Quem está na tarifa social e está em rodízio, mas não está recebendo água, vai ter a sua conta zerada. E vamos fazer 94 obras de infraestrutura de água para garantir que a água chegue na casa das pessoas”, disse.

Atualmente, a Compesa mantém uma taxa mínima de R$ 27,50 na modalidade de Tarifa Social, chegando a R$ 55,00 quando a oferta de água é acompanhada do esgotamento sanitário, para um consumo de até 15 metros cúbicos. Pernambuco conta com cerca de 2 milhões de residências ligadas à rede de abastecimento de água encanada, sendo 580 mil inseridas na modalidade de Tarifa Social, o que contempla mais de 1,6 milhão de pessoas.

Como argumento para a necessidade de investir em estrutura de abastecimento de água, João Campos utilizou o exemplo da crise hídrica vivenciada pelo município de Bonito, no Agreste, que enfrenta interrupções frequentes no fornecimento e esquemas de rodízio. João também citou sua formação acadêmica como um ponto favorável que possibilitaria entender melhor a infraestrutura necessária.

“Bonito é conhecido como a cidade das cachoeiras. O que tem na cachoeira? É água, tem rio, cachoeira. A gente fez uma pesquisa em Bonito, perguntando qual o maior problema. Mais da metade da população disse que o problema era falta de água. Não tem água na casa do povo. Por quê? Porque tinham que fazer uma obra de uma estação de tratamento de água e não fizeram. Então falta água, está faltando água todo canto. Agora a gente vai fazer muita obra para resolver isso. Por isso Pernambuco precisa de um governador engenheiro”, declarou.

Promessa de novo parque

Em outro momento do diálogo, as participantes afirmaram que costumam se deslocar para o Recife com o intuito de usufruir de equipamentos públicos de lazer, como o Parque da Tamarineira, que foi inaugurado pela Prefeitura do Recife em julho de 2024. Em resposta, João Campos prometeu construir um novo parque público em São Lourenço da Mata, em parceria com a gestão municipal.

“Famílias daqui falaram que vão para o Recife, no Parque da Tamarineira, no Parque Eduardo Campos, para ver os espaços públicos novos. É muito importante fazer espaço público de qualidade e nós vamos levar para outras cidades de Pernambuco esses espaços de qualidade. Um compromisso que eu firmo com o povo de São Lourenço é de fazer, ao lado da prefeitura, um espaço público novo, moderno para as crianças brincarem”, afirmou.

Por Amauri Lins

Após Moraes acusar Mendonça, Fachin cobra explicações dos dois ministros e inclui PF e PGR

Sessão plenária do STF

/Antonio Augusto/STF
Sessão plenária do STF (Antonio Augusto/STF)

Também devem prestar esclarecimentos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor da PF, Andrei Rodrigues.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu explicações aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre fatos relacionados ao relatório da Polícia Federal que expôs a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro. Também devem prestar esclarecimentos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor da PF, Andrei Rodrigues. Todos terão prazo de cinco dias úteis para fazer isso.

Antes de ter dado a decisão, Fachin autuou o relatório da PF como petição no STF. O presidente da Corte quer esclarecer fatos específicos antes de decidir se encaminhará a discussão ao plenário. Mendonça, que é relator das fraudes do Banco Master e divulgou o documento da PF, pediu para Fachin incluir os indícios sobre Moraes na pauta de julgamentos para os ministros votarem se abrem ou não inquérito contra o colega.

“Cabe à presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”, escreveu Fachin.

O presidente do Supremo afirmou que surgiram dúvidas a partir do parecer da PGR que recomendou o arquivamento do relatório e a nulidade das provas. Fachin quer saber, por exemplo, se há indícios de que algum investigado obteve acesso indevido às apurações quando elas estavam em curso e como se chegou às pessoas mencionadas na apuração.

A decisão de Fachin foi divulgada logo depois de Moraes informar que havia incluído Mendonça no inquérito das fake news. Ele será investigado por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Segundo Moraes, Mendonça agiu “por motivos pessoais e políticos” ao supostamente direcionar a PF para obter informações contra ele.

Estadão Conteúdo

Presidente Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto

O presidente Lula e sua esposa, a primeira-dama Janja Silva, receberam Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto na última quarta-feira (2)./Reprodução/Redes Sociais.
O presidente Lula e sua esposa, a primeira-dama Janja Silva, receberam Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto na última quarta-feira (2). (Reprodução/Redes Sociais.)

De acordo com o presidente Lula, ele e DiCaprio discutiram iniciativas para fortalecer a bioeconomia e gerar renda sem ampliar a degradação ambiental

O presidente Lula e sua esposa, a primeira-dama Janja Silva, receberam, na última quarta-feira (2), o astro de Hollywood Leonardo DiCaprio, no Palácio do Planalto, em Brasília. O ator e ativista esteve no país como representante da ONG Re:wild, da qual é fundador, para uma conversa sobre mudanças climáticas, preservação da biodiversidade e proteção dos povos originários da Amazônia.

De acordo com o petista, durante o encontro, que durou cerca de 40 minutos, foram discutidas iniciativas para fortalecer a bioeconomia e gerar renda sem ampliar a degradação ambiental.

“Destaquei que o Brasil tem a matriz energética mais limpa do mundo. (…) Di Caprio contou como conheceu o Xingu, há 25 anos, relatou a amizade com o cacique Raoni e falou do trabalho de sua organização em defesa da proteção dos territórios indígenas e das florestas no Brasil – em parceria com o governo federal -, além de ações na África e na Ásia. Parabenizei Di Caprio pelo seu compromisso com a causa ambiental e indígena”, comentou o mandatário em uma publicação no seu perfil oficial do Instagram.

Diario de Pernambuco

Vorcaro diz a Mendonça que mandou agredir e ameaçar adversários porque ‘estava nervoso’

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro/Divulgação/Banco Master
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro (Divulgação/Banco Master)

Em depoimento à equipe de Mendonça, Vorcaro disse que as ordens dadas para agredir ou ameaçar adversários foram porque “estava nervoso” e não se concretizaram

O banqueiro Daniel Vorcaro falou pela primeira vez, em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as suspeitas de que comandava uma milícia armada liderada por Luiz Phillipi Mourão, o Sicário. Em depoimento à equipe de Mendonça, Vorcaro disse que as ordens dadas para agredir ou ameaçar adversários foram porque “estava nervoso” e não se concretizaram.

Como mostrou o Estadão, Vorcaro também negou ter cometido crimes financeiros na venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), disse ter se aproximado de políticos apenas para sua “proteção” e afirmou que teria delação a fazer de integrantes do governo. As informações foram prestadas em depoimento na semana passada à equipe do gabinete de André Mendonça.

As investigações da Polícia Federal mostraram que Vorcaro comandava um grupo liderado pelo Sicário e que era composto até por policiais, que chegaram a realizar ameaças contra desafetos, além de obter informações sigilosas de órgãos de investigação.

Em troca de mensagens interceptadas pela PF, Vorcaro pediu a Sicário que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, fosse agredido num assalto simulado. “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, disse o banqueiro. Em outra mensagem, ele também fala em agressão a uma empregada da atriz Monique Alfradique que supostamente o estaria ameaçando. “Empregada (da) Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”, disse o banqueiro.

Funcionários de um barco de Vorcaro também relataram terem sofrido ameaças. O ex-comandante e o ex-chef de um barco de Vorcaro prestaram depoimento à PF. Os dois ex-funcionários contaram que foram procurados por homens que se apresentaram como intermediários de Vorcaro. “O pessoal da marina me avisou que tinham ido lá um pessoal estranho”, contou o comandante de embarcação.

Vorcaro foi questionado por seus advogados sobre as acusações de que era chefe de uma “máfia” armada e respondeu que nunca ameaçou ninguém. “Para todos que me conhecem de verdade, esse assunto seria até cômico se não fosse essa tragédia que eu estou vivendo, porque é literalmente o oposto do que eu sou. Nunca me envolvi no meio do crime, eu nunca tirei uma arma. Eu nunca fiz nada contra ninguém. A polícia pegou no meio… E quando o senhor puder ver isso de verdade, a gente puder mostrar, vai chegar esse momento, você vai entender o que foi feito. No meio de centenas de milhares de mensagens, eles pegam mensagens que eu mandei esbravejando ali…”, afirmou.

O banqueiro afirmou que a PF criou uma “narrativa” de que ele era uma pessoa violenta com o objetivo de prendê-lo.

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Lula mede impacto de crise no STF e avalia fala

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia se posicionar sobre a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) desencadeada pela retirada de sigilo de mensagens enviadas pelo ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, ao ministro Alexandre de Moraes.

Em um primeiro momento, o PT avaliou permanecer em silêncio por entender que o caso não tem conexão com a campanha.

A rota foi reavaliada diante da preocupação que a crise afaste o eleitorado independente de Lula e abasteça os adversários, que são todos de direita e alimentam o discurso anti-Moraes e de críticas à atuação da Suprema Corte.

A estratégia foi escalar o presidente do partido, Edinho Silva, para falar sobre assunto, sem menções diretas à Moraes, André Mendonça ou ao Master.

A ideia foi terceirizar a questão enquanto a equipe amadurece a avaliação sobre o impacto do posicionamento do próprio Lula sobre o tema. Uma das opções é dar um ar institucional, com Lula falando mais como presidente da República do que como candidato após Edinho ter sido escalado a falar pela campanha.

Apesar de não ter feito sinalizações publicas, o presidente tem procurado ministros do STF para falar sobre a crise. Como mostrou a CNN, o presidente se reuniu, desde terça-feira (1°), com os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

 CNN

Em agenda no Coque, João Campos propõe interiorização do Compaz e expansão de complexos de lazer

João Campos em coletiva de imprensa na Vila do Papel, no Coque/Foto: Karol Rodrigues/DP
João Campos em coletiva de imprensa na Vila do Papel, no Coque (Foto: Karol Rodrigues/DP)

Em agenda no Coque, João Campos propõe interiorização do Compaz e expansão de complexos de lazer

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta terça-feira (2), de uma atividade de campanha na Vila do Papel, no bairro do Coque, região central do Recife. No local, que recebeu o primeiro COMVIDA, complexo público de lazer, esporte, cultura e convivência construído pelo município, o ex-prefeito da capital pernambucana prometeu expandir o formato do projeto para todo o estado.

“Muito especial estar aqui na Vila do Papel. Eu estive aqui muitas vezes e, como prefeito, fizemos a urbanização integrada da Vila do Papel. Fizemos esse COMVIDA, que é esse super espaço de convivência, aqui embaixo do viaduto Capitão Temudo. Esse conjunto de obras a gente tem aqui, pra vocês terem ideia: o habitacional, que está sendo construído pela prefeitura, a urbanização, que foi concluída com drenagem, saneamento, abastecimento de água e o espaço público de convivência”, declarou.

Entregue em outubro de 2025, a estrutura do COMVIDA da Vila do Papel conta com quadras de esportes, academias, anfiteatro, pista de cooper e praça da infância, com uma área total de aproximadamente 14 mil metros quadrados e um investimento de R$ 7 milhões. A comunidade também recebeu obras de infraestrutura e a construção de um habitacional que somaram cerca de R$ 57 milhões em investimentos.

A proposta de João Campos é replicar a iniciativa para outras regiões, no caso de uma eventual gestão à frente do Executivo estadual. O socialista também utilizou o exemplo dos Centros Comunitários da Paz (COMPAZ), projeto iniciado sob a gestão do ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB), como uma política pública a ser interiorizada. A Vila do Papel conta com o COMPAZ Dom Hélder Câmara, inaugurado em dezembro de 2020 nas proximidades do viaduto Capitão Temudo.

“Aqui embaixo do viaduto era uma área muito insegura e que não tinha uma função pública social. Hoje é um palco que tem aula de zumba, esportes, atividades físicas, tudo isso por investimento que nós fizemos como prefeito. E vamos levar pra Pernambuco esse modelo do COMVIDA nos espaços públicos e do Compaz, que vai ser interiorizado, inclusive ele já foi premiado pela ONU e agora Pernambuco inteiro merece receber Compaz”, afirmou.

Por Amauri Lins

Quaest: Lula tem 42% e Flávio Bolsonaro, 41%, em cenário de 2º turno

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados/Fotos: Ricardo Stuckert e Charles Vieira
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados (Fotos: Ricardo Stuckert e Charles Vieira)

Presidente e senador estão tecnicamente empatados; levantamento testa pela primeira vez confronto entre Lula e Augusto Cury

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2).

No confronto direto entre os dois, Lula registra 42% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 41%. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos.

Na comparação com a rodada anterior da Quaest, divulgada em 14 de agosto, o presidente oscilou um ponto para baixo, de 43% para 42%. Flávio, por sua vez, passou de 40% para 41%. As duas movimentações ocorreram dentro da margem de erro.

Brancos, nulos e eleitores que afirmam que não vão votar representam 13% nesse cenário. Outros 4% se dizem indecisos.

A Quaest simulou cinco possíveis confrontos de segundo turno. Além de Flávio Bolsonaro, foram testados contra Lula os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).

Pela primeira vez, o instituto incluiu Cury em uma simulação de segundo turno. O escritor ganhou espaço na corrida presidencial nas últimas semanas e aparece em terceiro lugar no primeiro turno da nova rodada da pesquisa.

Lula vence demais adversários

Apesar do empate técnico com Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente dos outros quatro adversários testados pela Quaest em um eventual segundo turno.

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Comissão da “MP das blusinhas” adia novamente votação, agora para a quarta-feira (2)

Segundo a senadora relatora Leila Barros, há alguns
Segundo a senadora relatora Leila Barros, há alguns “impasses” sobre o texto (Ton Molina/Agência Senado)

Se não for aprovada até 8 de setembro pela comissão mista e pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a MP perderá a validade

A comissão mista do Congresso Nacional sobre a “MP das Blusinhas” adiou novamente a votação da proposta. A sessão estava marcada para esta terça-feira (1º) de setembro, e foi remarcada para a quarta-feira (2), às 10 horas. A Medida Provisória autoriza o Ministério da Fazenda a zerar a “taxa das blusinhas”, imposto sobre compras de até US$ 50 em plataformas estrangeiras.

Se não for aprovada até 8 de setembro pela comissão mista e pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a MP perderá a validade. A medida foi assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o governo teme que o imposto volte a vigorar, em plena campanha eleitoral do petista.

À imprensa, a senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da “MP das Blusinhas”, afirmou que vai divulgar o relatório ainda nesta terça, após uma reunião com os presidentes do Congresso Nacional Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), prevista para as 19 horas. Leila disse que a reunião será uma continuidade do encontro que estava marcado para as 14 horas e que não terminou.

Além disso, segundo a senadora, há alguns “impasses” sobre o texto. Em relação à discussão sobre garantir exclusividade dos Correios sobre as entregas de produtos isentos de tributação, Leila respondeu: “Não tem consenso, não vou negar”.

Setores empresariais também têm pedido compensações por se dizerem prejudicados com uma concorrência injusta diante de plataformas internacionais.

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Moraes aparece como editor de contrato de R$ 131 milhões com Vorcaro

Segundo os dados do arquivo, a versão do contrato devolvida por Vorcaro a Viviane em 15 de janeiro de 2024 foi aberta e modificada no Office 365 utilizado pelo ministro/EVARISTO SÁ/AFP
Segundo os dados do arquivo, a versão do contrato devolvida por Vorcaro a Viviane em 15 de janeiro de 2024 foi aberta e modificada no Office 365 utilizado pelo ministro (EVARISTO SÁ/AFP)

Moraes aparece como editor de contrato de R$ 131 milhões com Vorcaro

Metadados de um contrato de R$ 131,2 milhões firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, atribuem ao perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” uma alteração feita no documento em janeiro de 2024. Os registros foram extraídos do celular de Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, e obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo os dados do arquivo, a versão do contrato devolvida por Vorcaro a Viviane em 15 de janeiro de 2024 foi aberta e modificada no Office 365 utilizado pelo ministro. A alteração aparece registrada às 23h04 daquele dia, cerca de uma hora e 40 minutos depois de o banqueiro enviar o documento à advogada pelo WhatsApp. O ministro não se manifestou quando procurado. A defesa de Vorcaro também não respondeu.

O contrato começou a ser discutido entre Viviane e Vorcaro em 11 de janeiro de 2024. Naquele dia, às 17h23, a advogada enviou ao banqueiro uma minuta pelo celular pessoal. “Prezado Daniel, boa tarde. Conforme conversamos, estou enviando minuta de contrato de prestação de serviços para sua análise. Estou à disposição para qualquer esclarecimento. Abraço. Viviane Barci de Moraes”, escreveu.

Quatro dias depois, em 15 de janeiro, Vorcaro devolveu o arquivo com marcas de revisão. Segundo a mensagem enviada às 21h22, apenas a cláusula I.3 havia sido incluída. “Boa noite! Segue o documento preenchido. Foi incluída apenas a cláusula I.3. Por favor, nos indique se está adequada. Caso estejam de acordo, combinamos a assinatura! Um abraço”, escreveu o banqueiro.

É essa versão, devolvida por Vorcaro a Viviane, que, segundo os metadados, foi posteriormente aberta e modificada no sistema Office 365 associado ao perfil “Ministro Alexandre de Moraes”. Os dados técnicos disponíveis nas propriedades do arquivo registram informações como autor, título e datas e horários de alterações. Na versão analisada, Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório Barci de Moraes, aparece como autor original do documento.

Contrato previa R$ 131 milhões
O acordo estabelecia o pagamento de 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos ao escritório da mulher do ministro, totalizando R$ 108 milhões líquidos. A 11ª cláusula determinava que os valores fossem pagos livres de impostos.

Com a incidência dos tributos previstos no próprio contrato, cada parcela teria valor bruto de R$ 3.646.529,77. Dessa forma, o montante bruto previsto no documento chegava a R$ 131.274.351,72.

A versão final foi enviada por Viviane a Vorcaro em 17 de janeiro de 2024. A mensagem, enviada às 10h09, dizia apenas: “Bom dia! Segue a minuta do contrato. Abraço”.

Cinco dias depois, o banqueiro perguntou como deveria proceder para a assinatura. “Oi, tudo bem? Como podemos proceder na assinatura? Prefere eletronicamente ou mando as vias físicas assinadas?”, escreveu.

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Flávio se nega a dar informações sobre novo repasse de Vorcaro a “Dark Horse”

Candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro/AFP
Candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (AFP)

Coaf desmente a informação do senador e candidato à Presidência de que os pagamentos de Vorcaro para o filme encerraram em 2025

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou-se nesta terça-feira (1º) a dar informações sobre informações de outro repasse do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Flávio, cabe à produtora Go Up fornecer os detalhes.

“Essas informações não tenho como saber, porque não trato disso. Tem que perguntar para a produtora. Eu sabia que ele Vorcaro é investidor, mas não tinha como falar. A resposta tem que perguntar para a produtora”, declarou a jornalistas ao chegar ao Senado, onde presidirá sessão da Comissão de Segurança Pública.

Reportagem da revista Piauí mostrou que um relatório inédito do Coaf desmente Flávio sobre o financiamento do Dark Horse. Apesar de o senador afirmar que os pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro cessaram em maio de 2025, um repasse de US$ 1,6 milhão foi feito em setembro daquele ano, elevando o total de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões, com evidências de um possível pagamento adicional em outubro.

Ao comentar as questões envolvendo o filme, Flávio mudou o assunto para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que o magistrado deveria renunciar ao cargo em razão de sua relação profissional anterior com Vorcaro. “O Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem melhor condição dele continuar sendo ministro do Supremo”, afirmou.

O Estadão/Broadcast mostrou que, por meio de uma longa troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, a indicação de que o banqueiro pediu reiteradamente ao ministro para que interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para travar as investigações sobre negócios fraudulentos da instituição financeira.

Estadão Conteúdo