Lula proíbe ministros e assessores de entrarem com celular no gabinete presidencial; saiba motivo

O presidente Lula tem proibido ministros e assessores de entrarem com o celular em seu gabinete, localizado no terceiro andar do Palácio do Planalto. Segundo auxiliares presidenciais, ministros e assessores palacianos precisam deixar o aparelho na antessala antes de adentrar no gabinete de Lula para despachar.

Devido à proibição, auxiliares que se reúnem com o presidente no gabinete do Planalto costumam levar impressos documentos que apresentarão ao chefe do Executivo.

Na primeira reunião ministerial ampliada do novo governo, realizada em 6 de janeiro numa sala do Planalto, Lula também proibiu que seus ministros portassem celular.

Interlocutores dizem que, além de evitar gravações indesejadas, Lula veta celulares nesses encontros para evitar que seus auxiliares se distraiam.

Diferentemente de Lula, Jair Bolsonaro costumava permitir que alguns de seus ministros e assessores mais próximos entrassem com o celular no gabinete presidencial.

Veto a robótica na grade curricular

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou, na última quarta-feira, 11 de janeiro, a inclusão da educação digital como componente da grade curricular dos ensinos fundamental e médio.

A medida estava em um projeto aprovado no Congresso que alterava trechos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

O conteúdo vetado pelo petista, aprovado no Legislativo por meio do Projeto de Lei 4.513/2020, determinava que o ensino de programação, computação, robótica e outras competências do ensino digital se tornariam componentes curriculares nas escolas.

O chefe do Executivo, no entanto, barrou a medida por considerar que ela contraria o interesse público.

“A proposição legislativa contraria o interesse público, pois vai de encontro ao disposto pelo § 10 do art. 26 da mesma Lei n° 9.394 de 1996, o qual, por sua vez, determina que a inclusão de novos componentes curriculares de caráter obrigatório na Base Nacional Comum Curricular depende de aprovação do Conselho Nacional de Educação e de homologação pelo Ministro de Estado de Educação”, aponta o veto.

Do Metrópoles

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