
Na eleição, hoje, das novas mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado a grande expectativa está voltada para a Casa Alta, o Senado, porque na Câmara Arthur Lira (PP-AL) deve receber a maior votação da história da Casa. Presidente e candidato à reeleição, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que estava em voo com céu de brigadeiro, viu de última hora alguns votos escaparem do seu controle por causa da candidatura de Rogério Marinho, ex-ministro de Bolsonaro, senador eleito pelo PL do Rio Grande do Norte.
Para não perder mais votos ainda, o Governo caiu em tempo. Pacheco foi atrás dos votos um a um. Participou, ontem, de almoço suprapartidário com colegas que apoiam sua reeleição à presidência do Senado. O evento foi organizado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA) e contou com a presença de quase 30 senadores.
Na lista, o senador Dr. Samuel Araújo (PSD-RO), que declarou apoio à candidatura adversária de Pacheco, a de Rogério Marinho (PL-RN). Araújo é 1º suplente em exercício de Marcos Rogério (PL-RO), que está licenciado do mandato. Ao ser perguntado sobre a presença no evento pró-Pacheco, Araújo disse que tinha ido apenas almoçar com colegas.
Além dele, estiveram na casa de Weverton, em Brasília, senadores do MDB, do PT, do União Brasil. A Esplanada dos Ministérios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se fez presente. Camilo Santana (Educação) e Renan Filho (Transportes), que tomarão posse hoje pelo PT e pelo MDB, respectivamente, e Alexandre Silveira (Minas e Energia) participaram da reunião.
Compareceram, ainda, Kátia Abreu (PP-TO) e Paulo Rocha (PT-PA), cujos mandatos terminam hoje, além do ex-senador Jean Paul Prates (PT), que assumiu a presidência da Petrobras. Na outra ponta, Rogério Marinho (PL-RN) procurou Eduardo Girão (Podemos-CE) para uma conversa. Ele e seu grupo tentam tirar o senador cearense do páreo. Avaliam que teriam mais chances de vencer o atual presidente, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), numa disputa com a oposição unida. O movimento se dá depois de o governo federal, que apoia tacitamente Pacheco, entrar nas negociações. O grupo de senadores que apoiam Marinho disse que o movimento fez efeito e a vitória, que era dada como muito provável, está em aberto.
Por Magno Martins


