
Antonio Marinho, um poeta e músico nascido em São José do Egito, no Sertão do Pajeú, foi empossado como diretor Nacional de Cultura Popular em Brasília na segunda-feira (13), ao lado da ministra Margareth Menezes e do secretário executivo de Cultura, Márcio Tavares. O momento é histórico para toda a região, que espera que Marinho dê visibilidade à cultura local no Ministério da Cultura.
Antonio Marinho é membro de uma família de poetas e fazedores de cultura, que têm uma história intimamente ligada a esta arte sertaneja. Seu bisavô, Antonio Marinho, foi o primeiro repentista a dar nome à cidade. Seu avô, Lourival Batista, conhecido como Louro do Pajeú, foi um dos nomes mais respeitados da cantoria de viola brasileira. Seus pais, Zeto e Bia Marinho, são poetas, cantores e músicos de expressão no cancioneiro nordestino.
Desde cedo, Antonio Marinho teve contato com a arte. Aos três anos, num show dos pais, fez seu primeiro recital, aos seis fez seu primeiro poema e aos dezesseis lançou um livro de poesias, Nascimento. Em 2005, deu início a um recital intitulado Em Canto e Poesia, que hoje é um grupo poético-musical formado por ele e seus irmãos, Greg e Miguel Marinho.
Além de ser um músico talentoso, Antonio Marinho é um grande estudioso da cultura popular, e seu desafio será conhecer ainda mais as outras manifestações culturais do país. Ele já passou, como músico, poeta e palestrante, por importantes Palcos da Cena Cultural Pernambucana e Brasileira, como o Carnaval de Recife e Olinda em várias edições, o Festival de Inverno de Garanhuns, o Abril pro Rock, a Fliporto, a FLIP-RJ, a Jornada Literária do SESC Pernambuco, a Farra Poética do SESC Nacional, o São João do Recife e de Caruaru em várias edições, o Festival Recifense de Literatura, entre outros.
Em 2015, Antonio Marinho participou do Pernambouc Quartet, um projeto especial que fez duas turnês na França e recebeu o ocorra, um importante prêmio musical Europeu. Ele também tem passagens pelo cinema e pela televisão, como entrevistado em programas e documentários sobre cultura popular, como produtor e como ator.
Além de vocalista do grupo, poeta, declamador, pesquisador, compositor e produtor cultural, Antonio Marinho é presidente do Instituto Lourival Batista, entidade destinada à salvaguarda da obra de seu avô e à realização de ações culturais na cidade de São José do Egito. Agora, como diretor Nacional de Cultura Popular, ele tem a oportunidade de levar a cultura popular do Sertão do Pajeú para todo o país.
Por Junior Araújo


