
O ex-presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), foi flagrado com mais um conjunto de joias de presente de autoridades sauditas durante uma viagem oficial em 2019. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, que confirmou a informação com ex-integrantes do gabinete pessoal do ex-presidente.
Segundo o jornal, o conjunto inclui um relógio Rolex, uma caneta da marca Chopard prateada, um par de abotoaduras em ouro branco com um brilhante cravejado no centro, um anel em ouro branco com um diamante no centro e outros em forma de “baguette” ao redor, e uma masbaha (um tipo de rosário árabe) feita de ouro branco e com pingentes cravejados em brilhantes. Esses itens estão guardados em um galpão com outros materiais que Bolsonaro levou ao deixar a Presidência da República.
A Polícia Federal deve analisar todos os bens valiosos recebidos pela presidência, incluindo esse novo lote de joias. Na semana passada, a defesa de Bolsonaro entregou os itens em uma agência da Caixa Econômica Federal em Brasília, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou que o presidente não pode levar consigo bens de valor elevado ao deixar o cargo.
Este é o segundo conjunto de joias recebido por Bolsonaro de autoridades sauditas. O primeiro foi entregue durante uma viagem ao Catar e à Arábia Saudita em 2019 e era composto por joias da marca Chopard. Esse conjunto foi entregue a uma comitiva do Ministério das Minas e Energia em uma viagem posterior, em outubro de 2021.
O fato de Bolsonaro ter recebido presentes de valor elevado de autoridades estrangeiras durante sua presidência tem sido objeto de investigação pelo TCU e pela Polícia Federal. A entrega desses bens à Caixa Econômica Federal é vista como uma tentativa de evitar problemas legais para o ex-presidente.
Por Junior Araújo


