AFOGADOS CELEBRA 114 ANOS

Neste 1 de julho de 2023, junto minha voz às muitas vozes que parabenizam nossa Afogados da Ingazeira, pelas suas 114 primaveras.
A cidade que nasceu do amor de um casal, hoje é o amor de cada um de nós, torcedores do seu progresso!

Afogados é fonte inesgotável de inspiração para os que fazem dela uma verdadeira poesia, recitada na contemplação de tudo que é simples, natural e belo, embasados pela sabedoria de Cora Coralina que disse que “Poeta, não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso.”
Nossa cidade respira versos renovadores e reveladores de tudo que até aqui foi construído e que ainda será, porque o futuro pertence aos desbravadores de sonhos, em suas reais investiduras.
Uma vez alguém questionou: “Mas para quem escrever?” Involuntariamente encontrou suas respostas: “Para aqueles que também amam Afogados ou que têm um elo com uma cidadezinha do Interior para se inspirar” …
Não é possível mencionar a cidade que amamos, sem exercitar o romantismo, não existem possibilidades de descrever aquilo que sentimos, sem que a emoção direcione as palavras.
Sendo assim, quando o assunto é Afogados, o olhar sempre será diferenciado.

A gente revisita as recordações e o coração se rende ao que diz Mia Couto, que expressa de maneira muito sensível a sua declaração de amor pela cidade que ama.
Aproveito então para pegar carona na cauda desse cometa que diz que: ‘’A cidade não é um lugar. É a moldura de uma vida. A moldura a procura de retrato, é isso que eu vejo quando revisito o meu lugar de nascimento. Não são ruas, não são casas. O que revejo é um tempo, o que escuto é a fala desse tempo. Um dialeto chamado memória, numa nação chamada infância’’…
A princesa do pajeú sempre fez jus ao título carinhosamente recebido, não apenas pela beleza do seu entorno físico, mas pelo coração das pessoas que aqui residem, através da imensidão de um povo acolhedor, hospitaleiro e feliz.
Os afogadenses não se negam a emprestar suas belezas naturais e sua cultura ímpar aos que também adotam a nossa terra. É aqui que construímos laços de profundo amor, é aqui que conhecemos as pessoas pelo nome, é aqui que transbordamos aquilo que carregamos na essência e que nos fortalece em um cenário de cidade pacata, bucólica, campesina…

Visto Afogados da Ingazeira como se pudesse transformá-la em um recorte de tecidos de alma, em um encantamento tão profundo que se personifica em um ser.
É aparentemente difícil compreender um amor tão grande que transforma cidade em gente, não existem respostas prontas, mas é um mistério que só o coração desvenda, em sua capacidade infinita de criar e recriar, de contar e recontar.

Finalizo citando novamente Cora Coralina, dizendo que:
“Minha vida, meus sentimentos, minha estética, todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher, têm, aqui, suas raízes”

Raízes fincadas na cidade que faço questão de chamar de MINHA AFOGADOS DA INGAZEIRA!

Peço licença novamente ao epitáfio de um afogadense, mas preciso dizer que se pudesse escolher, aqui renasceria…
Parabéns Afogados…
Hoje é dia de celebrar as conquistas que nos transformam!

Por Maria Rita Dias

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