Maré Vermelha: com 338 casos suspeitos, CPRH volta a fiscalizar focos no mar.

No período de 26 a 30 de janeiro, foram 278 casos suspeitos. Já entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro, foram registrados 62. (Foto: Cetesb/Divulgação/Via Agência Brasil)
No período de 26 a 30 de janeiro, foram 278 casos suspeitos. Já entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro, foram registrados 62. (Foto: Cetesb/Divulgação/Via Agência Brasil)

Segundo Agência de Meio Ambiente, os resultados não indicaram novas florações ou continuidade do fenômeno Maré Vermelha.

Com 338 casos suspeitos de intoxicação notificados pela Secretaria Estadual de Saúde, devido a presença de manchas no mar, fenômeno conhecido como Maré Vermelha; a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE) voltaram ao litoral sul do estado, nesta quarta-feira (7) para fiscalizar e identificar possíveis focos, que segundo eles, não foram encontrados.

Os especialistas realizaram inspeção nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Sirinhaém, Rio Formoso, Tamandaré, Barreiros e São José da Coroa Grande.
Durante reunião entre representantes da Semas-PE, CPRH, Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Pernambuco (Apevisa/SES-PE) e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDAAPP-PE), foram divulgados pelo laboratório da CPRH os resultados das análises das amostras de água do mar coletadas em oito praias do litoral do estado, nos dias 31 de janeiro, 1, 2 e 6 de fevereiro.
Os resultados não indicaram novas florações ou continuidade do fenômeno Maré Vermelha no período monitorado, nas oito localidades analisadas.
Porém, foram confirmadas as ocorrências da Maré Vermelha, entre 26 e 30 de janeiro, com base na identificação das manchas de floração associadas aos relatos oficiais dos sintomas apresentados pela população.
Casos
Com relação ao número de casos suspeitos no evento em Tamandaré, a SES-PE vem acompanhando desde o dia 26 de janeiro até o presente momento. No total, 338 pacientes foram identificados pela SES-PE como casos suspeitos. No período de 26 a 30 de janeiro, foram 278 casos. Já entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro, foram registrados 62 casos, indicando redução no número de ocorrências. Os demais municípios citados não notificaram oficialmente à Secretaria Estadual de Saúde.
Embora as análises ambientais indiquem o fim dos eventos de floração já detectados, não fica descartada a possibilidade de novas ocorrências no litoral, tendo em vista a historicidade do fenômeno, conhecido popularmente como “Tingui”, em Pernambuco, pelo menos desde a década de 1940.
Sintomas
Os banhistas que frequentam as praias e foram intoxicados relatam dores de cabeça, mal estar, dor no corpo, náusea, dor abdominal, vômitos, irritação ocular, de garganta, nasal e de pele com contato direto ou indireto com o mar.
Orientações
Não há neste momento orientação para evitar a ida à praia ou o banho de mar, salvo se a população identificar manchas associadas a fortes odores.

 

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