
Segundo Agência de Meio Ambiente, os resultados não indicaram novas florações ou continuidade do fenômeno Maré Vermelha.
Com 338 casos suspeitos de intoxicação notificados pela Secretaria Estadual de Saúde, devido a presença de manchas no mar, fenômeno conhecido como Maré Vermelha; a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE) voltaram ao litoral sul do estado, nesta quarta-feira (7) para fiscalizar e identificar possíveis focos, que segundo eles, não foram encontrados.
Os especialistas realizaram inspeção nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Sirinhaém, Rio Formoso, Tamandaré, Barreiros e São José da Coroa Grande.
Durante reunião entre representantes da Semas-PE, CPRH, Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Pernambuco (Apevisa/SES-PE) e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDAAPP-PE), foram divulgados pelo laboratório da CPRH os resultados das análises das amostras de água do mar coletadas em oito praias do litoral do estado, nos dias 31 de janeiro, 1, 2 e 6 de fevereiro.
Os resultados não indicaram novas florações ou continuidade do fenômeno Maré Vermelha no período monitorado, nas oito localidades analisadas.
Porém, foram confirmadas as ocorrências da Maré Vermelha, entre 26 e 30 de janeiro, com base na identificação das manchas de floração associadas aos relatos oficiais dos sintomas apresentados pela população.
Casos
Com relação ao número de casos suspeitos no evento em Tamandaré, a SES-PE vem acompanhando desde o dia 26 de janeiro até o presente momento. No total, 338 pacientes foram identificados pela SES-PE como casos suspeitos. No período de 26 a 30 de janeiro, foram 278 casos. Já entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro, foram registrados 62 casos, indicando redução no número de ocorrências. Os demais municípios citados não notificaram oficialmente à Secretaria Estadual de Saúde.
Embora as análises ambientais indiquem o fim dos eventos de floração já detectados, não fica descartada a possibilidade de novas ocorrências no litoral, tendo em vista a historicidade do fenômeno, conhecido popularmente como “Tingui”, em Pernambuco, pelo menos desde a década de 1940.
Sintomas
Os banhistas que frequentam as praias e foram intoxicados relatam dores de cabeça, mal estar, dor no corpo, náusea, dor abdominal, vômitos, irritação ocular, de garganta, nasal e de pele com contato direto ou indireto com o mar.
Orientações
Não há neste momento orientação para evitar a ida à praia ou o banho de mar, salvo se a população identificar manchas associadas a fortes odores.
Por: Diario de Pernambuco.


