/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2023/v/N/BzaOYzTaAjthrKg21Jjg/124a1527.jpg)
O presidente da Caixa Econômica, Carlos Vieira, disse que se algumas medidas não forem tomadas quanto ao funding (financiamento) da habitação, o copo para o futuro da área está “meio vazio”. “Em 2024, a questão da habitação está resolvida. Em 2025, não sabemos”, disse durante apresentação dos resultados do primeiro trimestre. “Estamos trabalhando no limite”, acrescentou.
A Caixa vem nas últimas divulgações alertando para as dificuldades de financiamento da área. Vieira disse que parte do problema foi endereçado com a medida anunciada pela Fazenda para criar um mercado secundário de crédito imobiliário. “No mundo inteiro os fundos de pensão aplicam em habitação, aqui não”, disse ainda o executivo.
A vice-presidente de habitação da Caixa, Inês Magalhães, afirmou que os números do banco no segmento imobiliário no primeiro trimestre mostram bons resultados, mesmo com dificuldades de funding. “Mantemos nosso compromisso com bons níveis de investimentos não só no FGTS, mas também no SPBE (recursos de poupança)”, acrescentou.
Vieira disse também que o objetivo do banco é ter crescimento “constante e sólido”. Já o vice-presidente financeiro da Caixa, Marcos Brasiliano, disse que o banco não tem como meta chegar em um índice de eficiência de 30%, mas há muito espaço para melhora. No primeiro trimestre, o indicador ficou em 55,5%, de 57,5% um ano antes. Quanto mais baixo o nível, melhor.
Brasiliano destacou ainda que o retorno sobre o patrimônio (ROE), de 9%, vem se recuperando. No primeiro trimestre de 2023, o indicador estava em 7,08%.
“Crescer o lucro recorrente de forma significativa e continuar emprestando do jeito que emprestamos e para quem emprestamos é muito relevante”, afirmou ainda o executivo.


