Polícia investiga denúncia de possível abuso sexual contra criança de 2 anos em creche no Recife.

DPCA registrou denúncia  (Foto: Arquivo/DP)

DPCA registrou denúncia (Foto: Arquivo/DP)

Mãe da menina procurou polícia para denunciar o caso, depois que a garota relatou sentir dores; prefeitura disse que acompanha investigações.

A Polícia Civil investiga a denúncia de um possível caso de abuso sexual contra uma criança de 2 anos.

O relato foi feito pela mãe da menina.  Ela disse para a polícia que ela teria sido “bolinada” na creche municipal onde é acolhida, no Cordeiro, na Zona Oeste da cidade.
Por meio de nota divulgada nesta quarta (12), a polícia informou que registrou a queixa de estupro de vulnerável.
O caso foi notificado pela 1ª Delegacia da Mulher, em Santo Amaro, na área central da capital pernambucana.
Ainda conforme a polícia, o crime teria ocorrido  na sexta (7).
“As investigações foram iniciadas e seguem até o esclarecimento do ocorrido”, informou.
O que diz a prefeitura 
Também por meio de nota divulgada nesta quarta (12), a  Prefeitura do Recife afirmou que “repudia todo e qualquer tipo de assédio ou violência em unidades de ensino que compõem a rede municipal”.
Disse também que “está ciente do caso envolvendo a denúncia de um suposto abuso em relação a um colaborador da creche e que também acompanha de perto as investigações”.
A gestão municipal afirmou, ainda, que conversou com a equipe de gestão da unidade.
A administração pública afirmou que “tomou conhecimento de que a mãe da criança se recusou a fazer, por duas vezes, o exame de corpo delito, ainda que a unidade de ensino tenha colocando um transporte à disposição”.
A gestão acrescentou que a Comissão de Monitoramento e Avaliação de Parcerias na Educação Infantil da Secretaria de Educação do Recife “visitará a instituição e, além de conversas com a equipe de gestão e demais profissionais da unidade, vai se reunir também com mães para dialogar sobre a situação”.
Relato
Em entrevista a emissoras de TV, a mãe da criança, que não pode ter o nome divulgado, afirmou que a criança é acolhida na creche há cerca de um ano.
 Ela disse que a garota se queixou, pela primeira vez, na quinta (6). Na sexta (7), voltou a relatar dores nas “partes íntimas” e que “ficou chorando”.
Ainda conforma a mulher, a filha alegou que “um homem teria mexido com ela”.
A mãe disse que notou que havia uma área “avermelhada” nas “partes íntimas da filha” e, por isso, resolveu procurar a polícia.
Primeiro, ela disse que foi até Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), na Boa Vista, na área central do Recife.
Lá, foi orientada a procurar a Delegacia da Mulher, em Santo Amaro, na mesma região.
Em seguida, foi ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro.
A mãe contou que os “profissionais do IML disseram que haveria indícios de que a menino teria sido mexida”.
No entanto, a mãe relatou que não  teria sido “possível” completar o exame de corpo de delito, pois “a criança ficou muito nervosa”.
A mulher relatou, ainda, que foi até a creche para falar sobre o caso e que, agora, espera a investigação.
Também observou que a criança voltou a ir para a unidade nos primeiros dias desta semana.
  Outro caso
E maio, a mãe de uma menina de 3 anos denunciou que a filha teria sido vítima de violência sexual em uma creche no Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife.
Segundo a mulher, o crime teria sido cometido por um professor da instituição.
Em entrevista ao Diario, a mãe, de 25 anos, relatou que tomou conhecimento do abuso quando a filha reclamou de dor nas partes íntimas. A criança estava matriculada na creche há cerca de um mês.
“Ela ficou duas semanas doente e retornou nessa segunda. Na terça, foi que aconteceu isso. Ao chegar na casa da avó, ela me disse que não conseguia fazer xixi. Me falou que fazia força, mas não conseguia urinar. Foi aí que ela pediu para tomar banho”, contou.
“Pedi para que dissesse a verdade. Ela me disse que ‘foi o tio que mexeu no ‘piupiu’ muitas vezes’ e que doía muito”, disse a mãe.
A mulher, então, procurou a diretoria da creche para saber quem era responsável por dar banho na menina, e foi comunicada que apenas as professoras tinham esta função.
“Ressaltei à diretora que na minha casa quem dá banho na minha filha sou eu, e que nenhum homem, nem mesmo meu ex-marido, dá banho nela. Não porque desconfiava, mas é que minha filha não se sentia confortável com um homem dando banho nela”, afirmou.
A mãe denunciou o caso à Polícia Civil. Um boletim de ocorrência foi registrado e a criança passou por exame sexológico no Instituto de Medicina Legal (IML), também em Santo Amaro. O laudo pericial deve ser concluído em até 30 dias.
A Polícia Civil de Pernambuco informou, por meio de nota, que investiga o caso como “estupro de vulnerável” e que um inquérito policial foi aberto.
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