João Campos diz que houve falhas na segurança após confrontos entre torcidas antes do Clássico das Multidões.

João Campos (PSB), prefeito do Recife
João Campos (PSB), prefeito do Recife – Edson Holanda/Prefeitura do Recife

A violência nas ruas do Recife antes do jogo entre Sport e Santa Cruz levantou questionamentos sobre planejamento das forças de segurança.

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), criticou, nesta segunda-feira (3), a atuação das forças de segurança do Estado diante dos episódios de violência registrados antes do Clássico das Multidões, entre Sport e Santa Cruz, no último sábado (1º).

Durante entrevista na abertura dos trabalhos da Câmara de Vereadores, ele classificou as cenas de confronto entre torcedores como “inadmissíveis” e apontou falhas no planejamento das autoridades estaduais.

Falta de inteligência e planejamento

Segundo João Campos, havia indícios prévios sobre possíveis tumultos entre torcedores organizados, mas a resposta das forças de segurança não foi eficaz para conter os conflitos.

“Primeiro, é lamentável o ocorrido. É inadmissível ver cenas como essas acontecendo à luz do dia em qualquer cidade, principalmente no Recife. É nítido que houve falha de planejamento, de inteligência das forças de segurança estadual nessa construção”, declarou.

O prefeito ressaltou que, já na sexta-feira anterior ao jogo, havia informações circulando nas redes sociais alertando sobre a possibilidade de confrontos. Segundo ele, esse cenário exigiria uma mobilização mais robusta por parte das autoridades.

“Como a imprensa está noticiando, tinha informações preliminares de que aconteceria. Cinco anos após não ter Clássicos das Multidões com torcidas mistas, fica claro que precisaria de uma força maior do que foi empenhada, de planejamento. Se tivesse, de certo não aconteceria tudo o que aconteceu”, reforçou.

Guarda Municipal armada evitaria a confusão?

Questionado se a presença de uma Guarda Municipal armada poderia ter evitado os episódios de violência, João Campos negou essa relação. Para ele, a questão é de responsabilidade da segurança pública estadual, enquanto a Guarda Municipal tem funções específicas.

“A Guarda Municipal é patrimonial, é para cuidar do patrimônio público. A gente está falando de segurança pública. Existe um comitê que faz fiscalização de grandes eventos liderado pela Secretaria de Defesa Social, e a Prefeitura tem dois assentos pela CTTU e Controle Urbano”, explicou.

O saldo da violência

Os confrontos entre torcedores organizados deixaram o Recife em estado de pânico, com imagens de agressões e até relatos de violência sexual entre os envolvidos. No total, 13 pessoas precisaram de atendimento no Hospital da Restauração, sendo que 12 já receberam alta.

Como resposta aos atos violentos, o governo de Pernambuco determinou que os próximos cinco jogos de Sport e Santa Cruz sejam realizados com portões fechados, sem a presença de público.

Por: JC

Compartilhe:

Deixe um comentário