
Na procissão de Ramos, os fiéis saem em comunidade, com os ramos nas mãos, para manifestar o desejo de acolher Jesus em suas vidas.
O Domingo de Ramos, também conhecido como Domingo da Paixão, marca o início da Semana Santa, e é justamente o momento da entrada de Jesus em Jerusalém, quando ele foi ovacionado pelas pessoas com mantos no chão e ramos nas mãos. Neste domingo, 13, fiéis cristãos, em especial os católicos, celebram a tradição, neste período que antecede a Páscoa, que este ano será celebrada no próximo domingo, 20.
“É muito mais do que uma simples tradição de levar ramos abençoados para casa. Marca o início da Semana Santa, o tempo mais importante do ano para nós, cristãos. Neste dia, celebramos a entrada de Jesus em Jerusalém, a cidade onde ele entregaria a vida por amor a todos nós”, diz Dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS), por meio de artigo divulgado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
É uma celebração que reúne alegria e dor, vitória e sofrimento. De um lado, a multidão que acolhe Jesus com festa; de outro, já se faz presente a sombra da cruz que se aproxima.
“O interessante desse momento para os cristãos é que ele dá início a uma reflexão marcada pela humildade, porque ele entra nessa cidade montado em um jumento, enquanto o símbolo do poder é justamente o cavalo. Então, o fato de ele estar nesse animal muito mais simples, humilde, revela justamente que ele está se entregando para a humanidade com o grande momento da ressurreição, que será justamente na Páscoa”, explica Oscar D’Ambrosio, crítico e curador de arte.
Segundo ele, não se pode esquecer que o conceito da entrada de Jesus em Jerusalém é o início de uma jornada, um dos momentos mais importantes para a fé cristã, porque a morte dele simboliza a redenção do pecado original cometido por Adão e por Eva. “No momento que ele morre por nós, pela humanidade, ele nos redime desse pecado original”, afirma D’Ambrósio


