
Ángel Fernández tem 64 anos e dedicou boa parte da sua carreira à educação em sua congregação salesiana.
Ángel Fernández Artime e Jorge Bergoglio se conheceram em Buenos Aires, em 2009: o primeiro ainda não era cardeal, o segundo era arcebispo da capital argentina e, quatro anos depois, mudaria seu nome para Francisco.
Fernández tem 64 anos e dedicou boa parte da sua carreira à educação em sua congregação salesiana. “Tive tantos momentos de diálogo com Francisco, que permanece no meu coração”, disse à Rádio Nacional da Espanha (RNE). Ele é um dos cinco espanhois entre os 133 cardeais com poder de voto.
“Buscou, de todas as formas, aproximar cada vez mais a Igreja dos mais humildes, dos mais aflitos da humanidade”, descreveu Fernández à agência Info Salesiana. “Um papa que era muito crítico dos abusos de poder, guerras e mortes, um papa que sempre teve uma visão corajosa e profética. Logicamente, nem sempre foi aceito por todos”, acrescentou.
Fernández trabalhou de perto com Francisco. Faz parte do dicastério que cuida da vida consagrada, sediado no Vaticano. Também obteve o título de arcebispo.
Fernández é filho de um pescador da costa de Luanco, nas Astúrias. Trabalhava com seu pai até ser enviado para internatos e, depois, para a Universidade de Valladolid, onde estudou filosofia e pedagogia, antes de se aprofundar na teologia pastoral.
Fernández foi ordenado sacerdote em 1987. Foi professor de uma escola nas Astúrias, delegado pastoral salesiano em León e dirigiu o colégio Dom Bosco Orense, na Galícia. Ele conheceu Bergoglio na Argentina, quando era provincial dos Salesianos. “Nas vezes em que fui ao palácio episcopal, quem abria a porta para mim era o cardeal arcebispo”, lembrou, em entrevista à Info Salesiana.


