Lula diz que religião não pode ser explorada eleitoralmente e que maioria dos deputados ‘pouco’ liga para o povo

Luís Inácio Lula da Silva (PT), candidato à presidência da república, e o vice Geraldo Alckmin (PSB), participam de encontro com evangélicos na zona sul, da cidade de São Paulo, nesta quarta-feira (19). — Foto: ANDRé RIBEIRO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Luís Inácio Lula da Silva (PT), candidato à presidência da república, e o vice Geraldo Alckmin (PSB), participam de encontro com evangélicos na zona sul, da cidade de São Paulo, nesta quarta-feira (19). — Foto: ANDRé RIBEIRO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Petista deu as declarações durante entrevista que concedeu com Janja ao Papo de Crente, podcast da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Para Lula, falta compromisso da Câmara com trabalhadores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou quem faz uso político de crenças religiosas e afirmou que a religião não pode ser explorada eleitoralmente.

O petista deu as declarações durante entrevista ao podcast Papo de Crente – programa da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – divulgada nesta sexta-feira (19).

“”Eu não tenho hábito de fazer politica tentando dividir a sociedade por religião. Eu não gosto de ir numa igreja em época de campanha. Sinceramente, eu não gosto. Nem da católica, nem da evangélica, em nenhuma igreja. Porque eu não acho que gente deva utilizar o nome de Deus em vão. Eu não acho que a gente deva utilizar a religião eleitoralmente”, afirmou Lula.

“Não me faça utilizar uma igreja como palanque que eu não vou utilizar. A minha crença é que Deus está em todo o lugar e Deus está vendo quem está mentindo e quem está falando a verdade”, acrescentou.

Embora tenha dito que não concorda com o uso eleitoral da religião, na campanha de 2022, Lula lançou um documento intitulado “Carta Compromisso com os Evangélicos”, que foi apresentado durante um evento com pastores em um hotel de São Paulo.

Na carta, Lula defendia a liberdade religiosa e reforçava ser contra o aborto, entre outras questões caras ao eleitorado evangélico.

Depois de eleito para o terceiro mandato como presidente, Lula fez vários acenos ao público evangélico – que nas eleições de 2022 deu maioria de votos a Jair Bolsonaro – recheando discursos com citações a Deus e recebendo lideranças religiosas no Palácio do Planalto.

Bolsonaro, por sua vez, era mais frequente a eventos evangélicos e na realização de encontros com lideranças religiosas no Palácio do Planalto quando era presidente.

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, é evangélica e costumava levar o marido, hoje preso em regime domiciliar, a cultos e outros eventos religiosos.

Além disso, Bolsonaro tem o pastor Silas Malafaia como um dos principais aliados. Malafaia é líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Ele foi alvo de buscas e apreensões em investigação contra o ex-presidente e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

G1

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