MDS investe R$ 94 milhões na primeira fase do Gás do Povo. Wellington Dias participa do início das entregas em São Paulo

Governo do Brasil começa entrega direta de botijões em dez capitais. Nesta etapa, programa deve atender cerca de 1 milhão de famílias e estruturar caminho para alcançar mais de 15 milhões de lares até março de 2026

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) investe, aproximadamente, R$ 94 milhões na primeira fase da operação nacional do programa Gás do Povo. São dez capitais do Brasil contempladas na etapa que começou nesta segunda-feira (24.11). A iniciativa garante a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha (GLP 13 kg) para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Cerca de 1 milhão de famílias vão receber gás de cozinha gratuitamente nas dez capitais contempladas na primeira fase da operação. São elas, em ordem de número de famílias atendidas: São Paulo (323 mil famílias), Salvador (170,6 mil), Fortaleza (122,4 mil), Recife (101 mil), Belém (92,8 mil), Belo Horizonte (52 mil), Goiânia (42,5 mil), Teresina (37 mil), Natal (30,5 mil) e Porto Alegre (24 mil famílias).

O ministro Wellington Dias esteve em uma revendedora na Vila Joaniza, Zona Sul de São Paulo (SP), para conferir o início da execução do programa na maior cidade do país. “É uma política que, além de social, é econômica, como a gente ouviu aqui. O dinheiro circula em todo o Brasil, com uma riqueza que é do Brasil, mas também é uma política ambiental.Menos queima de lenha, menos queima de árvores. Tem tudo a ver com a COP30, que o Brasil acaba de sediar”, detalhou o titular do MDS.

As famílias são selecionadas pelo MDS e devem estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), ter renda per capita de até meio salário mínimo e cadastro atualizado há pelo menos 24 meses. Quem já recebe o Bolsa Família tem prioridade.

A operação marca o início da expansão do programa, que pretende alcançar mais de 15 milhões de famílias até março de 2026. Com isso, o Gás do Povo consolida-se como uma das maiores políticas públicas do país voltadas ao combate à fome, à pobreza energética e aos riscos associados ao uso de fontes inadequadas para cozinhar.

Trata-se de uma das principais ações do Governo do Brasil para fortalecer a segurança energética, promover o cozimento limpo e ampliar o acesso ao gás de cozinha como instrumento de dignidade e justiça social. A iniciativa reduz a dependência de lenha e de combustíveis poluentes que afetam principalmente mulheres e crianças, contribuindo para a promoção da saúde e para a proteção ambiental.

O início da operação marca a transição do formato anterior, baseado em pagamento em dinheiro, para um sistema que assegura a entrega direta do gás de cozinha. Esse avanço torna o benefício mais eficaz, reduz fraudes e garante que o recurso chegue onde deve chegar: na recarga do botijão utilizado no dia a dia das famílias.

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