Pernambuco inicia distribuição de quase 5 mil doses de nova vacina do SUS contra bronquiolite

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em média R$ 2,5 mil nas redes privadas.
/Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em média R$ 2,5 mil nas redes privadas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

A vacina é indicada, exclusivamente, para bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacionais e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias), que apresentam comorbidade elegível

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) iniciou, nesta segunda-feira (09), a distribuição de 4.976 doses do anticorpo monoclonal nirsevimabe nas unidades de saúde de Pernambuco. O imunizante, que combate o Vírus Sincicial Respiratório, principal causa da bronquiolite, é a mais nova vacina distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O imunizante, aplicado por via intramuscular, é destinado exclusivamente a bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacionais e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias), que apresentam comorbidade elegível.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse quantitativo recebido pelo Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) faz parte das 300 mil doses distribuídas em todo o país. Ainda segundo Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em média R$ 2,5 mil nas redes privadas.

Conforme a SES-PE, o novo imunizante ficará disponível na rede de saúde durante todo o ano para crianças prematuras de qualquer peso corporal, independentemente do histórico de vacinação materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Já para crianças menores de 2 anos, o indicativo de utilização do anticorpo monoclonal é para aqueles com diagnóstico de cardiopatia congênita, imunocomprometidos graves (inato ou adquirido), fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, Doença Pulmonar Crônica (broncodisplasia), Síndrome de Down e Doença Neuromuscular. Para estes grupos, a oferta será feita durante o período sazonal que acontece de fevereiro a agosto.

Segundo a SES-PE, o Ministério da Saúde orienta também que os municípios façam o resgate de crianças elegíveis para esta imunização, sejam eles prematuros e com as comorbidades já instaladas.

As crianças prematuras nascidas depois de agosto de 2025 deverão receber o anticorpo no início da sazonalidade deste ano, desde que tenham idade inferior a seis meses de vida. Além disso, as crianças com comorbidades menores de 24 meses também farão parte deste resgate, desde que não tenham feito a utilização do palivizumabe.

Distribuição da vacina

O imunizante será distribuído prioritariamente em maternidades, leitos obstétricos conveniados ao SUS, centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) e unidades de saúde da rede SUS.

No caso de municípios que ainda não indicaram seus serviços de referência à SES-PE, a população pode procurar o Programa Municipal de Imunização para ter informações atualizadas sobre o acesso ao anticorpo monoclonal.

Com isso, as maternidades serão responsáveis pela aplicação do imunobiológico nos recém-nascidos do local. Já os demais serviços de saúde relatados atenderão crianças prematuras e com comorbidades, que farão parte do resgate da estratégia.

O niservimabe torna-se parte das ações de prevenção contra o VSR, iniciada em dezembro passado, com a oferta da vacina recombinante, aplicada em dose única, indicada para todas as gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna, com foco na proteção dos bebês menores de seis meses.

Até então, o palivizumabe era a única opção disponível no SUS para prevenção do VSR. Segundo a SES-PE, a medida do Ministério da Saúde visa ainda à substituição gradual do palivizumabe pelo nirsevimabe.

Apesar disso, as crianças que iniciam o esquema de proteção contra o VSR com o palivizumabe, devem finalizar com o mesmo imunobiológico, composto por cinco doses.

“Este incremento junto à rede SUS será muito importante para a prevenção do Vírus Sincicial Respiratório, para a redução da busca por atendimento nos hospitais e para a diminuição do surgimento de casos graves”, destacou a superintendente de Imunizações do estado, Magda Costa.

A distribuição do niservimabe no SUS fortalece a resposta contra a sazonalidade dos vírus respiratórios, que vai de fevereiro/março a agosto, provocando impacto na demanda por leitos especializados no cuidado intensivo desses pacientes.

Vale ressaltar que enquanto as vacinas induzem uma resposta ativa do sistema imunológico contra vírus e bactérias, as anticorpos monoclonais são desenvolvidas para atacar alvos específicos e gerar uma resposta passiva e instantânea, tratando-se de uma estratégia complementar à vacinação.

Por Bartô Leonel

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