
Ao menos 18 unidades federativas brasileiras terão novos governadores a partir de 6 de janeiro de 2027. Nos outros nove estados, é possível que haja reeleição.
Assim como presidentes da República e prefeitos, os governadores cumprem mandatos de quatro anos e podem ser reeleitos apenas uma vez.
Nas últimas eleições, em 2022, 20 governadores concorreram à reeleição e 18 venceram os pleitos — são esses os que não poderão disputar novamente o cargo neste ano.
O cenário é diferente quando se trata de senadores, deputados e vereadores, que podem se reeleger consecutivamente sem limite de vezes.
Em 4 de outubro deste ano, os eleitores irão às urnas votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
A CNN consultou os nove estados que podem concorrer à reeleição. Desses, cinco responderam confirmando a pré-candidatura dos atuais governadores: Amapá, Bahia, Santa Catarina, Sergipe e Piauí.
Outros quatro não confirmaram até a publicação: Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e São Paulo.
Veja abaixo:

No caso de Mato Grosso do Sul, apesar de o governador Eduardo Riedel (PP) ainda não confirmar oficialmente sua intenção de disputar a reeleição, interlocutores afirmam que ele é pré-candidato.
Já em São Paulo, embora uma resposta oficial não tenha sido dada à reportagem, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) confirmou publicamente que é pré-candidato à reeleição.
O nome do chefe do Executivo paulista foi especulado por meses como um dos principais possíveis sucessores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto.
Bolsonaro, que está inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e após condenação do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu escolher seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para o posto.
Data da posse
A partir de 2027, a posse dos governadores e vice-governadores eleitos passa a acontecer no dia 6 de janeiro. Já os presidentes e vices serão empossados no dia 5.
Desde a aprovação da Constituição de 1988, as cerimônias aconteciam na mesma data: 1º de janeiro. A mudança atende às regras de uma emenda constitucional aprovada em 2021.
Por Renata Souza, da CNN


