Cúrcuma: Anvisa alerta para grave risco no fígado associado a suplemento com o tempero

Cúrcuma
Cúrcuma – Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Ainda, segundo a agência, as bulas de segurança desses produtos deverão ser atualizadas com aviso

Novo alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa) aponta o risco de danos ao fígado pelo uso contínuo de medicamentos e suplementos feitos com extrato de cúrcuma, também chamada de açafrão.

Segundo a agência, estudos identificaram casos raros, mas graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao uso desses produtos.

“O alerta da Anvisa se baseou em avaliações internacionais que identificaram casos suspeitos de intoxicação hepática em pessoas que utilizaram produtos com cúrcuma ou curcuminóides. O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal”, diz comunicado.

A Anvisa também determinou a atualização, com avisos de segurança, das bulasdos medicamentos Motore® e Cumiah®. No caso dos suplementos, será iniciado processo para a reavaliaçãodo uso dessas substâncias e também será exigida a inclusão de advertências obrigatórias sobre a possibilidade de efeitos adversos nos rótulos dos produtos.

Além da autarquia, outras agências reguladoras, como as da Itália, Austrália, Canadá e França, também alertaram sobre os riscos relacionados a esses medicamentos e suplementos.

Sintomas
Veja quais são os sinais e sintomas que podem indicar a necessidade de avaliação médica:

  • Pele ou olhos amarelados (icterícia);
  • Urina muito escura;
  • Cansaço excessivo e sem explicação;
  • Náuseas e dores na região do abdômen.

Tempero comum é seguro
Por outro lado, o tempero de cúrcuma (açafrão) continua sendo seguro para uso, como indica a agência. O pó usado na culinária é seguro e não integra o alerta, uma vez que não há evidências de risco associado ao consumo da cúrcuma como alimento e aditivo alimentar.

“A diferença é que em medicamentos e suplementos o produto possui concentrações mais altas e uma capacidade de ser mais absorvido pelo organismo”, esclarece a Anvisa.

Por Agência O Globo

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