STF livrou ao menos dez pessoas de depoimentos na CPMI do INSS

Parlamentares durante reunião da CPMI do INSS na quinta-feira (6) • Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A cúpula da CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS tem contestado decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que avalia terem atrapalhado os trabalhos do colegiado. Até o momento, ao menos dez pessoas foram dispensadas de comparecer à comissão por força de decisão da Corte.

Nomes considerados cruciais para a apuração sobre o esquema de descontos a aposentadorias e pensões garantiram no STF a possibilidade de faltar às oitivas.

O caso mais recente se refere a sessão programada para a última quarta-feira (18), quando deputados e senadores esperavam tomar o depoimento da presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira. A oitiva, no entanto, foi cancelada após o ministro Gilmar Mendes conceder habeas corpus que a desobrigou de comparecer.

Veja nomes que garantiram no STF a permissão para faltar à CPMI do INSS:

  • Maurício Camisotti, empresário (esperado em 18/09/2025);
  • Thiago Schettini, empresário (esperado em 17/11/2025);
  • Rodrigo Moraes, sócio da ARPAR (esperado em 24/11/2025);
  • Danilo Trento, empresário (esperado em 27/11/2025);
  • Sandro Temer de Oliveira, representante de associações (esperado em 01/12/2025);
  • Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master (esperado em 23/02/2026);
  • Edson Cunha de Araújo, deputado estadual (esperado em 26/02/2026);
  • Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master (esperado em 11/03/2026);
  • Aristides Veras dos Santos, presidente da Contag (esperado em 16/03/2026);
  • Leila Pereira, presidente do Banco Crefisa (esperada em 18/03/2026).

Em setembro, o ministro André Mendonça desobrigou Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS“, e Maurício Camisotti de comparecer à CPMI, o que deu início ao embate entre a comissão e o STF.

Desde então, ministros da Corte proferiram uma série de decisões que inviabilizou parte do calendário da comissão. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), tem classificado as decisões do STF como uma interferência nas atribuições do Legislativo.

Apesar de ter sido liberado, Antônio Carlos Camilo Antunes decidiu comparecer na comissão e prestou depoimento em 25 de setembro.

Além do impasse quanto às convocações, a CPMI também esbarrou na anulação de quebras de sigilo. No início do mês, por exemplo, o ministro Flávio Dino decidiu suspender requerimento aprovado pela comissão em referência a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mendonça determina prorrogação

Instalada em agosto, a CPMI apura o esquema de fraudes a aposentadorias e pensões de segurados do INSS. O colegiado tinha prazo de funcionamento limitado a 28 de março, mas nessa segunda-feira (23), o ministro André Mendonça, do STF, decidiu prorrogar o funcionamento do colegiado

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