
Pernambuco ocupa a 7ª colocação nacional e a 2ª do Nordeste, além de obter o maior grau de maturidade digital (ótimo) no Índice da Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC) de Oferta de Serviços Públicos Digitais dos Governos Estaduais e Distrital, somando 159,5 pontos no levantamento mais recente em 2025. Esse indicador compõe o Pilar de Eficiência da Máquina Pública que integra o Ranking de Competitividade dos Estados, do CLP – Centro de Liderança Pública.
O avanço de Pernambuco no ranking reflete um conjunto consistente de políticas públicas voltadas à transformação digital do Estado, coordenadas de forma integrada entre a Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI-PE) e a Secretaria Executiva de Transformação Digital da Secretaria Estadual de Administração (SAD/SETD). Nos últimos anos, o governo tem investido na integração de bases de dados, na ampliação do acesso remoto aos serviços e na melhoria da experiência do usuário, reduzindo burocracias e tornando o atendimento mais ágil e acessível.
A secretária de Administração, Ana Maraíza, comemora a colocação. “Pernambuco vem avançando de forma consistente na transformação digital, com iniciativas que fortalecem a eficiência da gestão pública e ampliam o acesso do cidadão aos serviços. Esse resultado reflete um esforço contínuo de modernização, inovação e foco nas necessidades reais da população”, afirmou a titular da pasta.
Entre as principais iniciativas está a plataforma PE.GOV, que já reúne mais de 500 serviços estaduais em um único ambiente digital. A ferramenta utiliza inteligência artificial para facilitar o atendimento e simplificar a jornada do cidadão, representando um marco na digitalização dos serviços públicos no estado.
O avanço também é sustentado por investimentos estruturantes em tecnologia, existindo a previsão do desenvolvimento de novas ações até o final de 2026, como a Rede PE Ultradigital; além da expansão de soluções como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que vem sendo levado a municípios do interior, promovendo mais eficiência, transparência e sustentabilidade na gestão pública. “Quando colocamos o cidadão no centro e usamos a tecnologia como ferramenta para simplificar serviços, o resultado aparece: mais acesso, mais eficiência e um governo mais próximo das pessoas.”, disse o presidente da Agência de Tecnologia da Informação (ATI), Fred Vasconcelos.
De acordo com o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, o indicador é atualmente a principal fonte de referência para verificar a oferta de serviços públicos digitais nos estados. “O avanço, como demonstrado no ranking, só comprova a capacidade do Governo de Pernambuco em avançar numa agenda tão complexa como essa, que tem como objetivo final simplificar a vida para o cidadão, dar mais agilidade aos serviços públicos e garantir que todos tenham direito àquilo que a Constituição determina, que é um acesso amplo aos serviços públicos ofertados pelo Estado”, ressaltou.
Critérios – Os dados do ranking têm como base o Índice de Oferta de Serviços Digitais da Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC), que avalia 49 critérios sobre Governo Digital.
Em 2025, o Índice ABEP‑TIC (IOSPD) foi redesenhado e passou a ser composto por cinco dimensões — (I) Capacidades para a Oferta de Serviços Digitais, (II) Oferta de Serviços Digitais, (III) Normatização sobre Modernização para a Oferta de Serviços Públicos, (IV) Inclusividade na Oferta de Serviços Públicos e (V) Inovação na Oferta de Serviços Públicos —, ampliando para mais de 100 critérios de avaliação.
O índice integra o Pilar de Eficiência da Máquina Pública do Ranking de Competitividade dos Estados, coordenado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com participação de especialistas em governo digital e entidades afiliadas à ABEP-TIC, como a ATI-PE.
Nacional – No cenário nacional, o ranking é liderado por Piauí, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Pernambuco aparece logo atrás de Minas Gerais (6º colocado) e à frente de estados como Tocantins (8º), reforçando sua posição de destaque no Nordeste e no Brasil.


