Raquel Lyra diz que repassou verbas para empresas pagarem a terceirizados

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), disse, na segunda-feira, que os contratos com os trabalhadores terceirizados, que passaram quase dois meses sem receber salário, estão regularizados. A declaração foi dada durante a solenidade em comemoração à Data Magna de Pernambuco.

A governadora informou que está avaliando os contratos em atraso para saber por qual motivo parte dos valores não foi repassada para os funcionários.

Segundo Raquel Lyra, o governo desembolsou quase R$ 1 bilhão para o pagamento de débitos herdados da gestão anterior, de Paulo Câmara (PSB).

“A gente tem uma série de atrasos em relação ao governo passado, que já foram pagos por este governo. Agora, os terceirizados, todos eles, [incluindo] merendeiras e porteiros, estão com seus salários garantidos pelo pagamento às empresas”, afirmou a gestora.

“Passa pela mudança de pessoas, de jeito de fazer, de regulação de contratos. Estamos fazendo auditorias em obras que estão paralisadas há muito tempo. Temos um diagnóstico muito claro, como, por exemplo, do Hospital dos Servidores do Estado, que a gente recebeu com quase R$ 250 milhões em débitos desde abril do ano passado”, comentou.

Ainda de acordo com a governadora, o problema não tem “relação direta com a ausência de um ou outro servidor”.

“Nós estamos trabalhando de maneira muito árdua, com o governo inteiro, para fazer as coisas poderem ser organizadas e garantir a previsibilidade do serviço prestado à nossa população nas mais diversas áreas”, declarou.

Do G1

Comitê de monitoramento de tubarões sairá da SDS

A governadora Raquel Lyra visitou, na noite da segunda-feira (6), no Hospital da Restauração, os adolescentes que sofreram ataques de tubarão na Praia de Piedade, nos últimos dois dias. Ela prestou solidariedade às vítimas e suas famílias e anunciou medidas a serem tomadas pelo Governo do Estado para se evitar novos incidentes. Entre as ações, está o reestabelecimento, junto às universidades de Pernambuco, do estudo sobre acidentes com tubarões nas praias urbanas da Região Metropolitana. Esse monitoramento existiu por muitos anos, em parceria com o estado e, sobretudo, a Universidade Federal de Pernambuco Mas os convênios, que envolviam financiamentos públicos, foram encerrados há alguns anos.

“Nós vamos intensificar as nossas ações, retomando as pesquisas com as universidades, que estão paralisadas desde 201, para que, em atuação com as prefeituras, possamos garantir segurança à população na utilização da praia”, disse Raquel Lyra.  A gestora estadual anunciou que a o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) terá o comando transferido para a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha. Até então, é ligado à Secretaria de Defesa Social, com participações de várias pastas, órgãos, universidade e entes da sociedade civil. De acordo com Raquel Lyra, isso será feito para que “a atuação do governo seja mais ampla”. “Vamos de ter uma atuação só quando o incidente acontece para atuar preventivamente, entendendo o comportamento do tubarão em Pernambuco”, explicou. 

Nesta terça-feira à tarde haverá reunião entre a governadora, parte de seu secretariado e prefeitos de cidades da Região Metropolitana do Recife, na qual o assunto será um dos temas. A reunião já estava, contudo, marcada para outros assuntos. Mas a gravidade de dois ataques sérios e violentos em menos de um dia (três em uma semana), com amputações, colocou o assunto tubarões no topo da pauta de debates. Nos últimos anos, muitas promessas ficaram pelo caminho: redes de proteção, sinalizadores que afastam os animais, além do monitoramento contínuo das espécies. Ações desse tipo são usadas, com sucesso, há décadas, em locais onde há, inclusive, muito mais tubarões em seus litorais que o Grande Recife, como parte dos Estados Unidos, a Austrália e até a África do Sul (que lida com o tubarão branco, a maior espécie existente desse grande predador marinho). Em Pernambuco, os ataques são, na maioria, de tubarões tigre e cabeça-chata. 

FISCALIZAÇÃO

Nesta segunda-feira à tarde já houve uma reunião entre a secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Ana Luíza Ferreira, e os gestores do Cemit e do Corpo de Bombeiros Militar. “Vamos presidir o Comitê que contará com o apoio de equipes técnicas da CPRH, tanto na fiscalização, como nas ações de educação ambiental”, afirmou Ana Luiza.

O presidente do Cemit, coronel BM Robson Roberto, destacou o papel do comitê. “Reforçaremos o apoio operacional, principalmente no verão, nos horários em que as praias estão mais bem frequentadas. Com apoio do pessoal de terra, seja ele Guarda Municipal, Polícia Militar ou Guarda-Vidas, vamos fazer um trabalho de orientação e, assim fazer com que os banhistas não entrem na água”, prometeu. Monitoramentos aéreos como os usados em Noronha, no ano passado, após um ataque a turistas, contudo, ainda não foi anunciado. Também não se falou na interdição do trecho delicado de Piedade, como também, se fez no Arquipélago, que fechou praias inteiras após a intensificação dos casos de ataques a banhistas.

Por Afogados FM

Joias retidas valem 85 vezes mais que a soma dos presentes oficiais listados pela gestão Bolsonaro

Uma página destinada a enumerar “presentes recebidos” por Jair Bolsonaro enquanto chefiou o Planalto, ainda disponível no site do governo federal, apresenta 43 itens dados por autoridades internacionais ao ex-presidente.

Somadas, as peças — que incluem mimos como um vaso de prata e copos de cristal — estão avaliadas em pouco mais de R$ 193 mil, segundo informações fornecidas no próprio endereço. Já as joias apreendidas pela Receita Federal, um presente da Arábia Saudita para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, têm valor estimado de R$ 16,5 milhões, número 85 vezes maior do que a lista inteira tornada pública pela gestão passada.

Segundo o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, que recebeu o conjunto com colar, anel, relógio e brincos de diamante das mãos dos sauditas, as pedras preciosas seriam “incorporadas ao acervo oficial brasileiro”.

No entanto, como não foram devidamente declaradas por um assessor do militar ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, as joias acabaram retidas por um fiscal alfandegário em outubro de 2021, permanecendo em posse da Receita desde então, a despeito de sucessivas tentativas do governo Bolsonaro de reavê-las — a derradeira delas a três dias de o ex-presidente deixar o cargo.

A página que lista os presentes entregues por autoridades explica que, “no exercício do mandato, o presidente da República costuma receber presentes de outros chefes de Estado, cidadãos comuns, entidades e empresas”.

O texto afirma ainda que, “pela legislação, esse acervo é declarado de interesse público e componente do patrimônio cultural brasileiro”. E arremata: “Os objetos recebidos em cerimônias oficiais de troca de presentes com chefes de Estado e de governo são considerados patrimônio da União”.

Não fica claro, entretanto, se algum tipo de item dado por outras autoridades poderia, na interpretação de quem elaborou o conteúdo, ficar de fora desta categoria.

A legislação, porém, é clara. A preservação dos presentes recebidos de chefes de Estado é regulamentada por um decreto de 2002 assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. O texto determina que quaisquer itens recebidos em cerimônias de trocas de presentes, audiências com autoridades estrangeiras, visitas ou viagens oficiais sejam declarados de interesse público e passem a integrar o patrimônio cultural brasileiro.

Todos os presentes recebidos de chefes de Estado são catalogados pela Diretoria de Documentação Histórica da Presidência da República, que fica encarregada de preservar o acervo durante o mandato do chefe do Executivo federal que recebeu os itens.

Depois de deixar o posto, o ex-mandatário passa a ser responsável pela conservação de tudo, com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 2016, o Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu que ex-presidentes ou entidades que armazenam itens do acervo presidencial vendessem ou doassem esses presentes.

O TCU entendeu também que só é possível usufruir individualmente daqueles itens considerados de “natureza personalíssima”, como medalhas personalizadas, ou de “consumo direto”, tais como bonés, camisetas, gravatas, chinelos, perfumes e alimentos.

Os 43 presentes para Bolsonaro enumerados no site do governo federal vão desde a cerimônia de posse até o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020.

A partir daí, apenas um item foi incluído: uma faca personalizada com as iniciais do ex-presidente dada em 3 de fevereiro de 2021, durante reunião em Brasília, por Lacale Pau, chefe do Executivo uruguaio — creditado erroneamente como presidente do Paraguai.

Não se sabe se não houve novos itens entregues em virtude da crise sanitária, que reduziu viagens e encontros internacionais, ou se a relação deixou de ser atualizada na segunda metade do governo passado.

O recordista de presentes para Bolsonaro é Ram Nath Kovind, ex-presidente indiano, que entregou nove itens durante uma viagem do brasileiro ao país, em janeiro de 2020. Foram três porta-retratos, dois estojos para joias, uma faca curva, um quadro revestido de ossos de camelo, uma escultura representando um cavalo e a peça mais cara de toda a lista: uma maquete do templo Taj Mahal em mármore branco, avaliada em quase R$ 60 mil.

Na sequência, aparece Xi Jinping, presidente da China há uma década, que presenteou Bolsonaro cinco vezes entre uma visita do brasileiro a Pequim, em outubro de 2019, e um encontro no Brasil, cerca de duas semanas depois. O mimo mais inusitado foi uma miniatura do foguete chinês da família Longa Marcha 4B, que entrou em órbita pela primeira vez em 1999 e foi lançado repetidas vezes desde então.

A lista inclui ainda presentes de aliados ideológicos de Bolsonaro, como o norte-americano Donald Trump, o israelense Benjamin Netanyahu e o russo Vladimir Putin. Enquanto presidiu os Estados Unidos, Trump deu ao brasileiro um estojo de R$ 800, por ocasião da posse em janeiro de 2019; uma camisa personalizada de um time de futebol dos EUA, na primeira visita de Bolsonaro à Casa Branca, em março do mesmo ano; e um centro de mesa avaliado em R$ 117,44, quando o ex-presidente americano veio ao Brasil, em março de 2020.

Já Putin entregou ao então presidente brasileiro, em novembro de 2019, uma escultura do goleiro russo Yashin, avaliada em R$ 1.116. Dez dias depois, o embaixador do país no Brasil repassou um novo mimo: um conjunto de quatro copos para whisky, em cristal transparente, no valor de R$ 230,26. Netanyahu, por fim, presenteou Bolsonaro com dois quadros — um de R$ 180, outro de R$ 5.020 — e um livro sobre os 70 anos da República de Israel, com custo de R$ 992,43.

Por Afogados FM

Presidente da Astur Edgar Santos vai pedir mais rigor na fiscalização nas praias da RMR

Três ataques de tubarão foram registrados em menos de 15 dias nas praias da Região Metropolitana do Recife. No dia 20 de fevereiro, um surfista de 32 anos foi mordido na Praia dos Milagres, em Olinda. Não houve necessidade de amputar nenhum membro do corpo, e ele já recebeu alta.

Nesse domingo (06), um adolescente de 14 anos foi mordido na perna em Piedade. Já nesta segunda, em outro trecho da praia, uma garota de 15 anos foi atacada no braço direito. Os dois tiveram os membros atingidos amputados.

Diante desta situação o presidente da Astur-PE, Edygar Santos, se pronunciou nas suas redes sociais:

“Hoje mais um ataque de tubarão no mesmo local, não podemos deixar que tenha outras vítimas. Astur-PE vai conversar com os órgãos competentes para que haja mais rigidez na fiscalização da proibição de banho nesse local”.

Diante da gravidade da situação importante o presidente de um órgão de visibilidade e atuação estadual informar que vai pedir mais rigor na fiscalização.

Por Afogados FM

Novo ataque supostamente de Tubarão registrado na RMR hoje (06)

Um suposto incidente com tubarão foi registrado no início da tarde desta segunda-feira (6), na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. De acordo com informações das equipes de resgate, a vítima é uma mulher e foi mordida no braço e em parte da barriga. O incidente ocorreu na altura do Edifício Golden Beach.

A vítima foi resgatada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital da Restauração, no Recife. Segundo testemunhas, a mulher saiu do mar com um dos membros superiores pendurados e o resgate demorou cerca de 30 minutos até chegar ao local.

O caso acontece um dia após outro incidente com tubarão. No domingo (5), um adolescente de 14 anos foi mordido na coxa direita enquanto tomava banho de mar nas imediações da igrejinha de Piedade. Caso confirmado, o incidente desta segunda (6) será o terceiro registrado no litoral Pernambuco em 2023.

(Folha de PE)

Todo mundo sabe que eu sou bestinha por ser daqui, né?

Carregar a bandeira do meu país Pernambuco é um dos maiores orgulhos. Falar da nossa arte, da nossa cultura, das nossas raízes, da sabedoria do nosso povo. Pernambuco sempre foi exemplo de luta, de resistência… Terra de gente arretada, somos os donos do Pernambuquês, dialeto próprio, com palavras e expressões que marcam o nosso jeito de falar.

Donos de uma cultura rica, celebramos a poesia de maneira profunda, incomparável… Pernambuco é celeiro de poetas e cantadores. Somos da terra dos ritmos: do Maracatu, dos caboclinhos, do coco-de-roda, da ciranda, do samba, do afoxé e do frevo, este último sendo reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, segundo a Unesco.

Muitas são as razões para tornar feriado este 6 de março, a história nos ajuda a entender, mas a que nos deixa mais orgulhosos é saber que em 1817 já éramos uma referência para o país. Segue uma pequena explicação, para entendermos melhor, o que é a data magna e qual a sua importância para o nosso Estado: O feriado da Data Magna, que tem abrangência estadual, foi instituído em 2017, após a aprovação da Lei nº 16.059/2017, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Faz referência à data em que ocorreu o estopim da Revolução Pernambucana de 1817; o movimento culminou com a formação de uma nação independente, que existiu durante 75 dias. A Revolução é um marco da luta contra a opressão da Corte Portuguesa.

Se Ariano Suassuna estivesse vivo, certamente diria hoje uma das suas frases preferidas: “Não troco meu oxente pelo ok de ninguém”… Pernambuco nunca deixou de ser um país!

#EuSouDaquiVisse #MeuPaísPernambuco #ParaTodosVerem

Por Maria Rita Dias

As Severinas vão lançar trabalho com obra de Zé Marcolino

Isabelly Moreira , a Belinha, que integra As Severinas, disse que o trio se prepara para lançar um belo projeto.

O lançamento de um trabalho com a obra de Zé Marcolino, em aquecimento para o São João. Imagine o que vem por aí.

Paraibano de Sumé, Marcolino tinha o Pajeú como sua casa. Foi um dos maiores compositores de Gonzagão, com músicas como Fazenda Cacimba Nova, Pássaro Carão, Sala de Reboco, Fogo sem Fuzil e tantas outras.

Mesclando música e poesia, e honrando as raízes culturais do Sertão do Pajeú, o trio As Severinas surgiu com o intuito de difundir, com musicalidade, a força e a delicadeza feminina, mantendo a tradição do forró pé-de-serra, dando nova roupagem a cantigas, xotes e arrasta-pés.

Formado por três jovens mulheres, o grupo traz Isabelly Moreira no vocal, triângulo e declamações, Monique D’Angelo no vocal, sanfona e declamações, e Marília Correia na zabumba.

Isabelly também disse estar empolgada com o novo momento cultural do país, com a chegada de um ciclo que respeita a cultura popular no país, destacando a posse de Margareth Menezes no Ministério da Cultura e do egipciense Antônio Marinho Diretor de Cultura Popular do MinC.

Também dialogou com o novo presidente estadual da Fundarpe, Silvério Pessoa. “É além de um grande artista, um estudioso. Estou esperando que haja um olhar para o que se produz no Sertão do Pajeú”.

Ela também está realizando um projeto documentando o Côco de Roda do Leitão da Carapuça, em Afogados da Ingazeira.

Do Marcello Patriota

Polícia apura se vereadora tentou terminar o relacionamento com o namorado dias antes de ser encontrada morta

A polícia apura se a vereadora Yanny Brena Alencar Araújo, 26 anos, presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, achada morta com o namorado Rickson Pinto, havia tentado terminar o relacionamento com o jovem dias antes.

Conforme informações repassadas por uma fonte da polícia à TV Verdes Mares Cariri, afiliada da Globo, desde domingo (26) a vereadora tentava encerrar o relacionamento, porém Rickson não aceitava o término.

A principal linha de investigação da polícia é que o caso trata-se de um feminicídio seguido de suicídio. Quase 20 pessoas, entre amigos e familiares do casal, já foram ouvidas pela polícia na apuração sobre o caso.

O casal estava junto há pouco mais de um ano e morava na casa da vereadora, no Bairro Bairro Lagoa Seca, em Juazeiro, onde os corpos foram encontrados.

De acordo com Carlos Gilvan, tio da vereadora, os pais dela eram contra o namoro. “Ela saiu de casa com esse rapaz e o pai e a mãe não aceitavam esse relacionamento”, disse o tio da vítima.

A primeira aparição pública de Yanny e Rickson nas redes sociais ocorreu em 10 de novembro de 2021. Os dois publicaram uma foto em que aparecem montados em cavalos.

Na ocasião, a vereadora colocou na legenda: “Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. ( 1Co 13:7)”. Rickson respondeu a namorada com o comentário: “Deus Aqui está ela, a menina mulher dos meus sonhos guarda ela sempre pra mim.  Te amo!”.

No mesmo dia ele publicou a mesma foto, seguida da legenda: “O percurso do amor verdadeiro nunca foi tranquilo. Deus obg por essa mulher maravilhosa que você botou na minha vida . Te amo”.

À época, ambos receberam comentários de amigos apoiando e torcendo pelo casal.

A TV Verdes Mares Cariri, afiliada da TV Globo, também apurou junto aos policiais envolvidos no caso que Yanny tinha marcas de agressão e de defesa, o que aponta para luta corporal.

A suspeita da polícia é que a vereadora foi vítima de esganadura e depois teve um suicídio forjado com uma corda pelo namorado, que se matou em seguida. A causa das mortes deverá ser divulgada apenas após conclusão do laudo da perícia.

Os depoimentos das testemunhas estão auxiliando na apuração da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Juazeiro do Norte, que investiga o caso.

Por Afogados FM

1817: Inspiração da Data Magna de Pernambuco

A data celebra a Revolução de 1817, ou Revolução Pernambucana, considerada como o primeiro movimento pela Independência do Brasil.

Movimentos populares inspirados na Revolução Francesa (1789 – 1799) já eram vistos no Brasil Colônia, tais como: Inconfidência Mineira, em 1789, e Conjuração Baiana, em 1798, mas sem o tamanho, a força e a expressão que foi vista em nosso Estado.

A Maçonaria teve papel importante e decisivo na “Revolução Esquecida”, seus membros ativamente lutaram não só no campo ideológico, mas, empunhando armas em defesa do ideal de liberdade. Liberdade, que é um dos pilares da ordem maçônica junto ao fraterno e igualitário.

A intenção da data é homenagear os heróis da Revolução Pernambucana: pessoas que fizeram de Pernambuco um país por 75 dias.

“Salve! Ó terra dos altos coqueiros!

De belezas soberbo estendal!

Nova Roma de bravos guerreiros Pernambuco, imortal! Imorta!”

Após consulta popular, o dia 6 de março, por proposta da então deputada estadual Terezinha Nunes, foi aprovado na Assembleia Legislativa, à época presidida pelo deputado Guilherme Uchoa, e homologado ao tempo do governador Eduardo Campos, como Data Magna de Pernambuco, marcando o insigne acontecimento nacional, que é a Revolução Republicana e Constitucional de 1817.

Revolução com caráter regional, agregando quatro províncias do Nordeste brasileiro, que esplendeu pelo seu pioneirismo político e ideológico, e por outras facetas relevantes, dentre as quais avultam a liberdade de imprensa, pela primeira vez decretada no Brasil, e a promulgação da Lei Orgânica, que é, à luz da verdade, a primeira Constituição brasileira, reunindo dispositivos liberais, que só depois foram reconhecidos.

Barbosa Lima Filho, coberto de razão, asseverou que se a Revolução de 1817 tivesse acontecido no Sul do país, seria hoje reconhecida como um movimento nacional, e comemorada com as honras e pompas que tem a Inconfidência Mineira.

Vale repetir, consoante a lógica, que a Revolução de 1817 não foi separatista. Basta saber que essa acusação lhe foi imputada para que os heróis e mártires de tão nobre cruzada fossem condenados à morte pelas Ordenações do Reino, apontados como traidores do regime português, sob a acusação, injusta e descabida, de protagonistas do crime de lesa-pátria.

É lamentável o fato de que o historiador Visconde de Porto Seguro tenha estimulado essa infundada tese, que ainda hoje, repetida, assume ares de verdade a quantos não adensam o estudo histórico de uma fase de transição da vida brasileira.

O Monsenhor Muniz Tavares – primeiro presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano – é o maior historiador da nossa insurreição republicana. Para ele, 1817 sintetiza o símbolo dos ideais de liberdade e de justiça, que nasceram gloriosamente nos Montes Guararapes, e que são emblemas da nossa pernambucanidade.

Foi, na palavra abalizada de Oliveira Lima, uma revolução de padres, formados e ordenados no Seminário de Olinda, de onde também saiu Frei Caneca, herói de 1817, que faria mais tarde a Confederação do Equador de 1824 e seria sua principal vítima e o maior defensor dos direitos humanos, na sua época. “Morrer pela Pátria é vida,” exclama Frei Caneca.

Nunca será demais repetir que o Constitucionalismo brasileiro nasceu em Pernambuco e se formou como um ideal inerente à nossa índole política. Na verdade, o que nós queríamos nos longes de 1817 era uma formulação constitucional da nossa vida em termos comunitários.

Triste saber que o Brasil, por inteiro, desconhece essas antecipações político-libertárias de Pernambuco, um Estado autônomo, através da Convenção de Beberibe, desde 5 de outubro de 1821, onze meses antes da própria independência nacional.

“Com a Revolução de 1817 foi que a Nação brasileira verdadeiramente aprendeu a combater e a morrer pela liberdade,” frase lapidar de Oliveira Lima que encontrei no prefácio à terceira edição da História da Revolução de 1817, do Monsenhor Francisco Muniz Tavares.

Para terminar, chamo Nilo Pereira: “O riacho do Ipiranga recolheu a cenografia da Independência, o Capibaribe ficou com o sangue das vítimas da liberdade.” Este sangue é o legado cívico dos nossos ancestrais às gerações sucedâneas de Pernambuco e do Brasil.

Roberto Pereira, ex-secretário de Educação e Cultura de Pernambuco e membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo (Abevt).

Por Afogados FM

Mulheres sertanejas: homenagens em uma semana que deveria durar o ano todo

O dia meu 8 de março é comemorado o dia destinado às homenagens para todas as mulheres. Será mesmo que a mulher só merece ser lembrada nesta data de 8 de março? Não… A mulher precisa ser lembrada e respeitada de fato e de direito todos os dias e todas as horas de suas vidas.

O filme lilith retrata bem a história da mulher corajosa que parte em busca de seus espaços, sonhos e direitos. Que o dia das mulheres sejam todos os dias, que ela seja amada e respeitada sempre. Assistam lilith no cine Teatro são José essa semana que será toda de homenagens as mulheres, em especial a mulher sertaneja.

Nesse vídeo gravamos muita descontração durante as gravações do filme lilith. Confiram.