Ruína bilionária

Uma briga de família com acusações de crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, fraudes e execuções trabalhistas levou ao ocaso um dos principais grupos empresariais do Nordeste.

Dono de uma das maiores fabricantes de cimento do Brasil, a Nassau, o Grupo João Santos faturava há pouco mais de uma década cerca de 3 bilhões de reais por ano e a produzia 6,4 milhões de toneladas do produto, o que o colocava na segunda posição do mercado nacional.

No último dia 23 de dezembro, o conglomerado de 48 empresas de setores tão variados como comunicação, celulose e usinas sucroalcooleiras teve anunciada sua recuperação judicial, com dívidas de 13 bilhões de reais. As informações são da revista Veja.

O abalo financeiro no grupo é tamanho que do total de empresas 43 foram envolvidas no processo de recuperação e as cinco restantes são consideradas inaptas pela Receita Federal. Do total, apenas quinze possuem faturamento, estimado atualmente em 1 bilhão de reais.

A derrocada do Grupo João Santos é um exemplo típico de ruína de um grupo familiar engolfado por disputas entre herdeiros. O conglomerado teve origem na compra de uma usina de açúcar pelo empreendedor João Pereira dos Santos.

Nascido na cidade sertaneja de Serra Talhada, ele foi amigo do também pernambucano José Ermírio de Moraes, criador do Grupo Votorantim, que depois se tornou o seu grande rival no ramo de cimentos. Juntos, os dois empresários foram os fornecedores da matéria-prima para a construção da hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores estruturas de concreto armado do planeta.

Apesar da pujança do conglomerado, um dos três maiores do Nordeste, ao lado das construtoras Odebrecht e Queiroz Galvão, a companhia nunca teve um plano de sucessão estruturado. Com a morte do patriarca, aos 101 anos, em 2009, o grupo foi tomado por disputas entre cinco filhos e três netos, filhos do primogênito, João Santos Filho, morto num acidente de avião no Paraguai, em 1980.

Comandado pelos irmãos José Bernardino e Fernando Santos, o grupo entrou em uma trajetória errática ao não conseguir fazer frente ao aumento da concorrência no mercado nordestino e realizar uma série de investimentos para a expansão na Região Sudeste, que não trouxeram os resultados esperados.

Em 2021, a gestão ruinosa dos negócios culminou na Operação Background, que envolveu ações de busca e apreensão em endereços das empresas e dos herdeiros em São Paulo, Pernambuco, Distrito Federal, Amazonas e Pará.

De acordo com a Polícia Federal, os herdeiros transformaram 8,6 bilhões de reais (o equivalente a 10 bilhões de reais em valores atualizados) de passivo tributário do conglomerado em patrimônio pessoal — um calote que, além do governo federal, vitimou 8 000 ex-funcionários. Atualmente, a empresa é comandada por dois executivos externos, Paulo Narcelio e Guilherme Rocha, que, na prática, atuam como co-CEOs.

“O grupo estava sendo sufocado por bloqueios judiciais e penhoras da Fazenda. Com a recuperação judicial, teremos um fôlego para administrar de fato a empresa”, disse Rocha a VEJA.

A expectativa de sobrevivência do grupo hoje se concentra na retomada das obras, principalmente no Nordeste do país, com o novo governo. Entre as promessas de investimento durante a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva está o valor de 10 bilhões de reais em 2023 no programa Minha Casa Minha Vida, aumentando a demanda por cimento. Ainda assim, é difícil imaginar o conglomerado como o gigante de outrora.

Por Magno Martins

Força Nacional atua até amanhã em Brasília

O ministro da Justiça, Flávio Dino, assinou uma portaria autorizando o uso da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios entre este sábado e segunda-feira. A medida tem o objetivo de evitar protestos organizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A portaria autoriza a utilização da tropa “na proteção da ordem pública e do patrimônio público e privado entre a Rodoviária de Brasília e a Praça dos Três Poderes, assim como na proteção de outros bens da União situados em Brasília, em caráter episódico e planejado, nos dias 7, 8 e 9 de janeiro de 2023″.

“Além de todas as forças federais disponíveis em Brasília, e da atuação constitucional do Governo do Distrito Federal, teremos nos próximos dias o auxílio da Força Nacional. Assinei agora Portaria autorizando a atuação, em face de ameaças veiculadas contra a democracia.”

Como mostramos, caravanas organizadas por apoiadores de Bolsonaro chegaram neste sábado (7) ao acampamento em frente ao Quartel do Exército em Brasília. Após a posse de Lula, o acampamento chegou a ficar quase vazio. Bolsonaristas, porém, marcaram um novo ato na capital federal na próxima segunda-feira (9). 

Por Magno Martins

Brasília amanhece sob tensão com possível ato de extremistas

Relatórios de inteligência em poder do governo indicam que 100 ônibus com 3.900 pessoas chegaram em Brasília com disposição de retomar protestos de rua contra a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Convocados pelas redes sociais, os extremistas falam em um ato na capital federal neste domingo. Para evitar depredações como as que ocorreram no dia 12 de dezembro, a segurança em Brasília foi reforçada e o governo passou a falar em endurecer o tratamento contra quem adotar discurso golpista.

Desde a posse de Lula, o acampamento dos extremistas no QG do Exército vinha sofrendo esvaziamento. Na última semana, apenas 200 pessoas permaneciam por ali. Com a chegada das caravanas de ônibus, em viagens organizadas por grupos de Whatsapp, o contingente voltou a preocupar o governo.

Autoridades do Executivo relataram ao Estadão que a movimentação dos extremistas vem sendo monitorada. Até o momento, os que estavam acampados na frente do Quartel General do Exército vinham recebendo tratamento respeitoso, sem que fosse forçada uma saída do local.

A partir de informações de que os extremistas decidiram retomar atos em Brasília e seguem com discurso de enfrentar o governo eleito, até com pregação de atos para impedir distribuição de combustível e ir para “o tudo ou nada”, a cúpula do governo Lula mobilizou o aparato de segurança federal: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional foram acionadas para proteger a Esplanada. Também houve uma articulação com o governo do Distrito Federal para reforçar a proteção.

Segundo um integrante do governo, apesar de ainda acampados na porta de quartéis, os extremistas não têm apoio dos militares. Mas o relato que tem sido levado ao presidente Lula é de que ainda há dúvidas entre parte dos oficiais sobre o resultado da eleição. Nas palavras de um auxiliar do presidente, os militares estão “pacificados, mas não totalmente convencidos”. Assim, o cenário descrito é de situação pacífica, porém “delicada”.

Com esse diagnóstico em mãos, ministros do governo decidiram neste fim de semana deixar claro que a atual gestão não poupará esforços para reprimir atos extremistas e espera contar com apoio das forças de segurança para isso. Neste sábado, o ministro da Justiça, Flávio Dino, passou o dia em conversas telefônicas com seu colega da Defesa, José Múcio. Dino também conversou com diretores da PF e da PRF. O próprio Dino acabou relatando que teve as conversas em rede social: “Sobre uma suposta “guerra” que impatriotas dizem querer fazer em Brasília, já transmiti as orientações cabíveis à PF e PRF. E conversei com o governador Ibaneis e o ministro Múcio”, escreveu.

O Estadão apurou que Dino e Múcio pretendem inspecionar pessoalmente a situação da Esplanada neste fim de semana. O acesso de veículos à Praça dos Três Poderes foi fechado.

“Pauta unificada”

Pelas redes sociais, os grupos que organizam os atos em Brasília alegam que não pretendem depredar nada, mas falam em intervenção militar e enfrentamento ao governo. Uma “pauta unificada” foi distribuída em grupos para explicar o que os extremistas querem.

“O que deve ser nosso Movimento daqui pra frente? Desobediência Civil; Qual o nosso objetivo imediato? Limpeza dos 3 Poderes; Quais os nossos objetivos finais? Impedir a implantação do Comunismo ou Socialismo no Brasil e erradicar a Corrupção; Qual a nossa exigência? Intervenção imediata das Forças Armadas; Quais as nossas ações? Ocupar a Praça e as Edificações dos Três Poderes, bloquear todas as refinarias, paralisar o transporte rodoviário, paralisar as atividades industriais, comerciais e agropecuárias, e suspender todos os pagamentos de impostos”, diz o texto.

Por Magno Martins

Valdemar passa a ocupar vácuo de Bolsonaro e incomoda ex-presidente

Jair Bolsonaro não esconde de aliados próximos a sua irritação com as aparições públicas do presidente de seu partido, Valdemar Costa Neto.

Com o silêncio do ex-presidente desde a derrota, o cacique político do PL passou a publicar gravações com agradecimentos a apoiadores de Bolsonaro e críticas a Lula. Nos vídeos, Valdemar também faz elogios ao ex-presidente. Mesmo assim, o material tem desagradado o capitão reformado. As informações são da colunista Bela Megale, do O Globo.

A gravação mais recente, divulgada nesta semana, angariou mais de 1,2 milhão de visualizações, destacando-se como a mais vista. Até o momento, foram feitos três vídeos de Valdemar.

Integrantes do PL veem com bons olhos as ações de Valdemar e avaliam que o presidente da sigla está ocupando o vácuo deixado por Bolsonaro. Para eles, Valdemar estaria se tonando um “popstar da direita conservadora”. Além disso, destacam que ninguém sabe o que Bolsonaro fará no futuro e que é necessário ter outras lideranças capitalizando a oposição.

Antes de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, a dois dias do fim de seu mandato, Bolsonaro se queixou diretamente a Valdemar sobre as aparições.

O presidente do PL tinha gravado dois vídeos e feito duas coletivas de imprensa sobre o pedido de anulação de quase 300 mil votos apenas no segundo turno. Aliados relatam que Bolsonaro reclamou que Valdemar estaria “falando demais” e pediu que parasse. O apelo não surtiu efeito.

Por Magno Martins

Polêmica envolvendo Palácio da Alvorada: Letícia Firmo rebate Janja Lula da Silva

O Blog Sertão em Movimento parabeniza a nossa primeira dama Janja, pela resposta elegante a quem de fato não tem noção mesmo. Só acha sujeira normal quem realmente não se preza é nem tem zelo pelo ambiente onde convive. Janja está certíssima em dizer: estamos trabalhando para deixar tudo muito lindo para o povo brasileiro voltar a ter acesso a um ambiente limpo e organizado. Parabéns mais uma vez Janja.

 

A filha mais velha de Michelle Bolsonaro, Letícia Firmo, rebateu os comentários negativos da primeira-dama, Janja Lula da Silva, 56 anos, sobre as condições do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Segundo Letícia, Janja é “sem noção”. 

A mulher do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu uma equipe da GloboNews e apresentou os “estragos” deixados pela administração de Jair Bolsonaro (PL). Citou tapetes puídos, tacos de madeira desgastados, área do teto com infiltração no gesso perto de uma porta de vidro. Em todos os governos, porém, quando um presidente deixa a residência, há reparos a ser feitos.

Letícia rebateu os apontamentos ao comentar uma publicação no perfil do Instagram da Bandeirantes, sobre os “danos no teto, paredes e patrimônio”. O post mostra o palavra “Edu” escrita em uma parede com uma grafia infantil. 

“Nunca escrevemos ou escreveram Edu em uma parede… Pelo amor de Deus né! Essa mulher eh sem noção”, rebateu Letícia, em referência à Janja. 

Em seu perfil no Instagram na função Story, Janja compartilhou a mesma publicação. Como legenda, escreveu: “Temos muito a fazer, mas já estamos trabalhando para deixar tudo lindo e reabrir o Alvorada para visitas o quanto antes”. 

Por Magno Martins

Salário mínimo “vai ser pago normalmente”, diz Haddad

O salário mínimo “vai ser pago normalmente”, disse ontem(6) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pouco antes de embarcar para São Paulo. Ele, no entanto, não informou quando o governo pretende editar a medida provisória que fixará o valor em R$ 1.320 que consta no Orçamento Geral da União de 2023.

Atualmente, o salário mínimo para este ano está em R$ 1.302, conforme medida provisória editada em meados de dezembro pelo governo anterior. Esse valor considera apenas a reposição pela inflação, sem ganhos reais para o trabalhador.

A publicação de uma nova medida provisória depende de uma avaliação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sobre a suficiência de recursos para bancar o salário mínimo de R$ 1.320 neste ano. Isso porque a forte liberação de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no segundo semestre do ano passado pode comprometer a capacidade de o governo bancar o salário mínimo acima da inflação neste ano.

O pronunciamento do Ministério do Trabalho e Emprego originalmente estava previsto para hoje, mas foi adiado para segunda-feira (9) após a primeira reunião ministerial do novo governo, no Palácio do Planalto.

Apesar de a emenda constitucional da Transição ter assegurado R$ 6,8 bilhões para bancar o salário mínimo de R$ 1.320, a forte liberação de aposentadorias e pensões do INSS nos últimos meses do ano passado pode resultar em um impacto fiscal maior que o previsto. Nesse caso, o governo terá de remanejar dinheiro de todos os ministérios para bancar esse valor.

Por Afogadosfm

Parlamentares saem esperançosos de conversa com Raquel Lyra

A governadora Raquel Lyra recebeu os deputados estaduais no Palácio do Campo das Princesas para tratar da reforma administrativa que foi apresentada ao parlamento, bem como a indicação da administração de Fernando de Noronha, cujo nome é Tallyta Figueiroa que precisa do aval da Alepe para ser efetivada na função.

O encontro aconteceu após a polêmica envolvendo as exonerações em massa patrocinadas pela governadora, que causou muita preocupação em diversos setores da política. Os parlamentares que participaram da reunião saíram satisfeitos e com expectativa de que a governadora irá priorizar o diálogo não só com a classe política como também com diversos setores da sociedade.

A reunião contou com a presença da senadora eleita Teresa Leitão (PT), da vice-governadora Priscila Krause (Cidadania), e dos secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil), Wilson José de Paula (Fazenda), Ana Maraíza (Administração) e Eduardo Vieira (Chefe de gabinete).

Presente no encontro, o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros  enalteceu a iniciativa da governadora e fez elogios à reforma administrativa, afirmando que o governo demonstra um olhar entusiasta para o desenvolvimento do estado e prometeu celeridade na tramitação do texto encaminhado pelo executivo, que será apreciado em sessão extraordinária da Casa de Joaquim Nabuco.

Do Edmar Lyra

Lula quer a palavra “gasto” fora do vocabulário do governo

O presidente Lula pediu, na primeira reunião ministerial de seu mandato, realizada hoje, que sua equipe aposente a palavra “gasto” de seu vocabulário. As informações são do portal Estadão.

Na parte da reunião que foi a portas fechadas, o petista afirmou, como se ainda estivesse no palanque de campanha, que o único gasto aceito pelo mercado financeiro é o dos juros.

Segundo relatos de participantes, Lula insistiu que o governo “tem de falar de investimento” e disse ter dado essa orientação ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“Pouco antes, Haddad havia dito que os gastos deste ano já estão contratados no Orçamento e pediu aos colegas cuidado para que não sejam feitas novas despesas, sob pena de corte”, escreve o Estadão.

Por Magno Martins

Gratidão e compromisso: liderando o Ministério do Planejamento e Orçamento

Gratidão, a Deus por este momento e ao presidente@lulaoficial por me confiar uma pasta tão importante para o país. O futuro do Brasil passa pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Somos alicerce de todos os ministérios, com diagnósticos, objetivos, metas factíveis e estratégias condizentes com fontes garantidas de financiamento. Com planejamento e responsabilidade fiscal, o Brasil voltará a crescer.