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Alerta
Isso é Fantástico — os riscos da pré-eclâmpsia, a doença que levou à morte de bebê de Lexa.
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‘Agora estou buscando um rumo na minha vida, uma parte de mim se foi…’. Assim a cantora Lexa desabafou em uma publicação nas redes sociais, anunciando a morte da filha Sofia. A bebê nasceu no dia dois de fevereiro e morreu três dias depois. A cantora estava grávida de 6 meses e teve um quadro de pré-eclâmpsia precoce que foi agravada pela síndrome de HELLP.
Neste episódio do podcast ‘Isso é Fantástico’, você ouve a conversa do doutor Drauzio Varella com o obstetra Guilherme de Jesus, da Comissão Nacional Especializada em Hipertensão na Gestação da Febrasgo.
Na entrevista comovente que a Lexa deu ao doutor Drauzio Varella, você vai entender tudo o que aconteceu com ela. A cantora ainda faz um alerta importante sobre os problemas de saúde que a levaram a perder sua bebê. A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil. E neste episódio do podcast ‘Isso é Fantástico’, você ouve trechos inéditos da conversa do doutor Drauzio Varella com o obstetra Guilherme de Jesus, da Comissão Nacional Especializada em Hipertensão na Gestação da Febrasgo.
Por: JC
Pomadas modeladoras para cabelo podem causar cegueira temporária e alergias; confira cuidados necessários.

O uso desses produtos aumenta durante o Carnaval e pode levar a sérios problemas oculares. Anvisa possui lista de marcas que tem autorização de vendas.
O uso de tranças faz parte da identidade cultural de mulheres negras e ao longo do tempo passou por ressignificações.
Atualmente, são usadas para questões políticas e de resistência, mas também de estética e moda, como no carnaval, onde o penteado é buscado pela beleza e praticidade.
No entanto, o uso das pomadas modeladoras tem gerado preocupações desde o carnaval de 2023, quando mais de 100 mulheres deram entrada na emergência da Fundação Altino Ventura (FAV) e do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), no Recife, com relatos de dor e irritação nos olhos, pálpebras inchadas e dificuldade para enxergar.
O que havia em comum era o uso das pomadas modeladoras para penteados com tranças. No período, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de todas as pomadas, mas após revisão, disponibilou lista das marcas autorizadas para comercialização e uso profissional.
Risco para os olhos
Lesões na córnea, cegueira temporária e reações alérgicas são algumas das complicações que podem surgir. Os principais sintomas são:
- Ardência e coceira nos olhos;
- Vermelhidão intensa;
- Lacrimejamento excessivo;
- Sensibilidade à luz (fotofobia);
- Visão embaçada;
- Inchaço nas pálpebras;
- Dor ao piscar ou ao movimento ocular;
- Sensação de corpo estranho no olho.
O que acontece é uma conjuntivite química. “Em Carnavais anteriores, registramos muitos casos de lesões na córnea, com necessidade de medicação analgésica e até uso de lentes de contato para proteger os olhos da dor”, explica Catarina Ventura, oftalmologista do Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV).
As principais recomendações de uso são:
- Evitar utilizar o produto em áreas da pele ou olhos irritadas;
- Manter o produto longe dos olhos;
- Se o produto entrar em contato com os olhos, enxaguar imediatamente com água corrente por pelo menos 15 minutos;
- Caso continue o incômodo, não coçar os olhos;
Profissionais devem procurar produtos liberados pela Anvisa
O uso de pomadas modeladoras tornou-se mais frequente nos últimos anos, especialmente com o impulso das redes sociais, que popularizaram técnicas de finalização capilar.
Alice Falcão, trancista há 10 anos e pesquisadora de cabelos negros contemporâneos na UFPE, destaca que a pomada modeladora se tornou um item comum entre os profissionais de cabelo, mas alerta para a necessidade de seu uso consciente.
Alice ressalta que existem alternativas, como ceras e géis. Contudo, a pomada é mais procurada pelo resultado que entrega.
“A gente quer oferecer para esses clientes uma trança muito bonita, finalizada, com esse cabelo todo camuflado, ‘guardadinho’ dentro do material para que ele não sofra fatores externos, como frio, sol intenso e, possivelmente, quebra de fios”, destaca a profissional.
Por isso, o ideal é buscar opções que sejam autorizadas, que está disponível no site da Anvisa, mas além disso, buscar alternativas que funcionem melhor com cada cliente, diante de conversa prévia e ficha de anamnese para identificar possíveis alergias.
Como verificar se a pomada modeladora é segura?
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) orienta que a segurança do produto pode ser verificada a partir de sua regularização junto à Anvisa.
Para isso, a recomendação é observar cuidadosamente o rótulo do produto. Cada cosmético é registrado com um número de processo junto à Anvisa, que começa com “25351” e segue o formato “25351.XXXXXX/20XX-YY”.
Por: JC
Após psicólogas maltratarem autistas, deputada quer câmeras em clínicas.

PL da deputada Andrea Werner (PSB-SP) propõe monitoramento de consultas de PCDs, como autistas, após áudio divulgado pelo Metrópoles.
A deputada estadual Andrea Werner (PSB-SP) protocolou, nesta segunda-feira (17/2), um Projeto de Lei (PL) que propõe a instalação de câmeras de monitoramento em todos os ambientes de clínicas, consultórios e centros de reabilitação localizados no estado de São Paulo que realizam atendimentos a pessoas com deficiência, como autistas.
A proposta surgiu após o Metrópoles revelar um áudio em que psicólogas zombam e maltratam duas crianças autistas em uma instituição da zona leste da capital. Após a publicação, o Núcleo de Terapias da rede NotreDame Intermédica demitiu os funcionários envolvidos e iniciou a instalação de câmeras nos consultórios.
A proposta surgiu após o Metrópoles revelar um áudio em que psicólogas zombam e maltratam duas crianças autistas em uma instituição da zona leste da capital. Após a publicação, o Núcleo de Terapias da rede NotreDame Intermédica demitiu os funcionários envolvidos e iniciou a instalação de câmeras nos consultórios.
As informações são do Metrópoles.
Golpe usa número de telefone do banco para enganar correntistas e roubar contas.

Principais vítimas são clientes com maior poder aquisitivo. Recomendação é desligar imediatamente ao identificar uma ligação suspeita.
Um novo golpe está sendo aplicado contra correntistas no País. Criminosos estão utilizando uma tecnologia chamada “mascaramento de chamada” para fazer com que o número do telefone do banco apareça na tela do celular da vítima, aumentando a credibilidade da fraude. A abordagem começa com uma ligação informando sobre um suposto acesso indevido à conta e alegando um bloqueio por segurança.
Segundo Guilherme Silvestre, especialista em soluções de Segurança e Produtividade da HSBS, os fraudadores obtêm informações como nome, banco e agência das vítimas por meio de vazamentos de dados. Os principais alvos são clientes com maior poder aquisitivo.
COMO FUNCIONA O NOVO GOLPE BANCÁRIO?
Com as informações das vítimas, os criminosos tentam acessar a conta utilizando senhas erradas, provocando o bloqueio e impedindo que o verdadeiro dono consiga entrar.
Depois disso, os bandidos entram em contato usando um número idêntico ao do banco, informando que houve tentativas suspeitas de acesso e que, a conta precisou ser bloqueada como medida de segurança. A vítima, acreditando na ligação, segue as instruções para supostamente recuperar o acesso.
Na conversa, os golpistas citam detalhes da conta, como limites de cheque especial, transferência e PIX, ganhando a confiança da pessoa. Na sequência, pedem que a vítima acesse o aplicativo ou site do banco e forneça informações sensíveis. Com esses dados, os criminosos conseguem configurar a conta em outro dispositivo e assumem o controle total.
COMO EVITAR O GOLPE?
Silvestre destacou que os bancos nunca entram em contato com clientes pedindo dados pessoais, senhas ou códigos de verificação por telefone. Caso receba uma ligação suspeita, a recomendação é desligar imediatamente e entrar em contato com o banco pelos canais oficiais.
Outra medida é ativar a autenticação em dois fatores para dificultar acessos não autorizados. Além disso, configurar alertas no aplicativo do banco para receber notificações de toda a movimentação que ocorrer na conta pode ajudar a agir rapidamente.
Monitorar a conta com frequência, evitar repetir senhas em diferentes serviços e alterá-las regularmente são práticas que também reduzem os riscos.
Por: JC
EUA orientam que turistas evitem ‘favelas’ no Brasil durante o carnaval.

Comunicado divulgado pelo governo norte-americano dá dicas de segurança para os turistas que pretendem passar o carnaval no Brasil.
O governo dos Estados Unidos divulgou um comunicado com dicas de segurança para turistas que pretendem passar o carnaval no Brasil. Segundo o documento, os visitantes norte-americanos devem evitar principalmente as “favelas”. A informação foi compartilhada pela emissora CNN Brasil.
A orientação é que ao transitarem de veículos nas cidades brasileiras, os turistas norte-americanos evitem andar de janela aberta. O texto também aconselha os turista a não andarem sozinhos, principalmente no período noturno. “Fique atento a golpes de drogas em encontros. Criminosos visam estrangeiros por aplicativos de namoro ou em bares antes de drogar e roubar suas vítimas. Não aceite bebidas de estranhos”, diz o informe.
O documento ainda orienta que os turistas evitem usar joias ou levar altas quantias de dinheiro. “Não resista fisicamente a qualquer tentativa de roubo. Os criminosos geralmente estão armados. Sua vida é muito mais valiosa do que seus bens pessoais”, diz o comunicado, finalizando que o melhor é confiar em seus instintos.
Compulsão por clareamento dental tem nome: entenda a bleachorexia e os seus riscos.

Comportamento obsessivo em clarear os dentes é semelhante ao transtorno dismórfico corporal, caracterizado por preocupação em defeito imaginário.
A pessoa sente que os seus dentes nem sempre são suficientemente brancos e continua a passar por procedimentos e a usar produtos para obter um “sorriso perfeito”. Esse é um comportamento chamado de bleachorexia e que tem se tornado frequente. Especialistas alertam, então, para as consequências desse vício em clareamento dental, um distúrbio comportamental semelhante à anorexia e que pode exigir acompanhamento médico.
Nos consultórios odontológicos, o clareamento dental tem despontado como um dos procedimentos mais procurados. Um dado da Associação Brasileira da Indústria Médica, Odontológica e Hospitalar (Abimo) mostra que cerca de 12 milhões de brasileiros frequentam o cirurgião-dentista para conquistar a autoestima no sorriso.
E segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO), a frequência de realização de procedimentos de clareamento dental teve um aumento de 30% entre aqueles que mais cresciam no setor. No aspecto econômico, a empresa de pesquisa Technavio apontou no cenário mundial uma movimentação de milhões de dólares no mercado global de clareamento entre 2021 e 2024.
Em meio a esse cenário, tornaram-se comuns os casos de pessoas com comportamento obsessivo em clarear os dentes (bleachorexia).
O cirurgião-dentista Sérgio Brossi Botta, presidente da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), explica que os sintomas da compulsão pelo clareamento dental são semelhantes aos do transtorno dismórfico corporal, que é caracterizado por uma preocupação em um defeito imaginário na aparência.

De acordo com o Crosp, pacientes com transtorno dismórfico corporal tendem a ter nove vezes mais chances de considerar fazer clareamento dental, em comparação com pessoas sem o transtorno. Além disso, as pessoas com essa condição de saúde mental, que leva a uma preocupação excessiva com a aparência e o suposto defeito no corpo, apresentam cinco vezes mais probabilidade de estarem insatisfeitos com seu tratamento odontológico mais recente, aponta pesquisa da The British Dental Journal.
“Dentistas devem se comunicar abertamente e ouvir atentamente as preocupações e necessidades de seus pacientes. Uma avaliação completa do histórico odontológico e médico, discussão de expectativas e motivações para clareamento dental e avaliação de tendências dismórficas corporais podem fornecer insights valiosos sobre possíveis comportamentos viciantes”, esclarece Sérgio Brossi Botta.
O que acontece se fizer clareamento demais?
O cirurgião-dentista Sérgio Brossi Botta alerta que o exagero no clareamento dental pode causar erosão dos dentes, sensibilidade dental, irritações na gengiva e na mucosa oral.
O uso excessivo de peróxido de hidrogênio pode causar quebra de proteínas da dentina, o que provoca danos irreversíveis à estrutura dental.
O papel do cirurgião-dentista é importante para diagnosticar o desvio de comportamento do paciente e orientá-lo sobre os riscos à saúde bucal que o vício em clareamento dental causa.
Ainda de acordo com Sérgio Brossi Botta, o clareamento chega a um ponto em que há apenas estruturas incolores hidrofílicas, chamadas de ponto de saturação, considerado o ponto limite de clareamento do paciente.
Dessa maneira, não ocorrerá maior branqueamento. Para qualquer estratégia de clareamento (clareamento caseiro, clareamento de consultório ou técnica mista), o reaparecimento de cor é comum, em decorrência de questões fisiológicas.
“A atuação multiprofissional entre dentistas, psiquiatras e equipes multidisciplinares é importante no tratamento da bleachorexia. Os profissionais podem trabalhar juntos para abordar os fatores psicológicos e emocionais associados ao comportamento viciante, fornecer suporte e desenvolver um plano de tratamento personalizado”, esclarece o cirurgião-dentista.
Por: JC
Brasil encerra janeiro com mais de 180 mil casos de dengue e 38 mortes.

Os dados sobre os casos de dengue foram divulgados, nesta segunda-feira (3), no Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.
O primeiro mês de 2025 registrou um total de 170.376 casos prováveis de dengue em todo o país, além de 38 mortes confirmadas e 201 óbitos em investigação para a doença. Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde indicam que o coeficiente de incidência do Brasil, neste momento, é 80,1 casos para cada 100 mil habitantes.
Os números mostram que 54% dos casos prováveis foram registrados entre mulheres e 46%, entre homens. Desse total, 51,3% foram identificados entre pessoas brancas, 32,4% entre pessoas pardas, 4,4% entre pessoas negras e 1,1% entre pessoas amarelas. Os grupos que respondem pelo maior número de casos são de 20 a 29 anos, de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos.
No ranking de estados com maior número absoluto de casos prováveis, São Paulo aparece na frente, com 100.025, seguido por Minas Gerais (18.402), Paraná (9.424) e Goiás (8.683). em relação ao coeficiente de incidência, o Acre lidera com 391,9 casos para cada 100 mil habitantes. Em seguida estão São Paulo (217,6), Mato Grosso (193,9) e Goiás (118,1).
Sudeste
Dados do ministério divulgados na semana passada mostram que, quando consideradas as quatro primeiras semanas de 2025, o cenário de dengue na Região Norte do Brasil segue no mesmo patamar de 2024, com números que a pasta classifica como “não muito exuberantes”.
O Nordeste mantém a mesma linha, com uma pequena redução no total de casos. O Centro-Oeste e o Sul registraram o que o ministério se refere como “redução substancial”, sobretudo em decorrência da queda de casos no Distrito Federal, em Goiás, no Paraná e em Santa Catarina.
“Nossa preocupação é o Sudeste. Quando olhamos os números, semana a semana, temos a impressão de que a situação está tranquila. Mas, quando mergulhamos o olhar sobre o estado de São Paulo, estamos observando, semana após semana, o dobro do número de casos de dengue quando comparamos com 2024”, destacou o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente, Rivaldo Venâncio.
“Chamo também a atenção para o montante de óbitos – tanto os óbitos já confirmados enquanto tal como os óbitos em investigação. Se considerarmos a possibilidade de dois terços desses 135 óbitos em investigação [no estado de São Paulo] sendo confirmados, estaremos em um patamar de mais ou menos 800 a 900 casos para cada óbito, o que é muito elevado.”
Segundo Rivaldo, o estado de São Paulo saiu de um patamar de quase 50 mil casos nas quatro primeiras semanas de 2024 para praticamente 100 mil casos nas quatro primeiras semanas de 2025. “Ou seja, o dobro de casos. Bem diferente de Minas Gerais, onde há uma redução de aproximadamente 85% em números absolutos – de 123 mil para 16 mil casos, quando comparados 2024 com 2025”.
Dengue tipo 3
Para o secretário, o aumento na circulação do sorotipo 3 da dengue no Brasil figura como um dos principais causadores da elevação verificada pela pasta no número de casos da doença no Sudeste. “Em especial no estado de São Paulo e um pouco no Paraná também”, destacou.
“Desde julho do ano passado, mês a mês, está crescendo a detecção do sorotipo 3 Brasil afora. Então, em algumas localidades que ainda não registraram dengue 3, muito provavelmente, é questão de tempo, infelizmente”, concluiu Rivaldo.
Por: JC
“Otite de nadador”: saiba por que a dor de ouvido é tão comum no verão; veja como evitar e tratar.

Problema vem da proliferação de bactérias ou fungos, ocasionada por acúmulo de umidade no ouvido. É importante seguir cuidados para evitar infecções.
Durante o verão, é comum passarmos mais tempo em ambientes ao ar livre, com idas às praias e clubes com piscinas para aproveitar a temporada de verão. Porém, esse período mais quente também exige cuidados especiais com a saúde dos ouvidos.
“A exposição à água e ao sol pode causar incômodos, e devemos estar atentos aos sintomas auditivos. A água do mar e da piscina, quando fica presa nos ouvidos, favorece a proliferação de bactérias e fungos. O paciente pode relatar sensação de ouvido tapado e dor. Isso pode levar a infecções como a otite externa”, diz a médica otorrinolaringologista Nathália Prudencio.
Não é por acaso que a otite externa aguda é também chamada de “otite de nadador”. De acordo com a médica otorrinolaringologia Bruna Assis, do Hospital Paulista, a otite externa acomete especificamente o conduto auditivo, que começa na parte externa da orelha e vai até a membrana do tímpano.
“Ela provoca uma dor muito intensa nesse canal, que é constituído de osso e cartilagem, com a função de direcionar e amplificar as ondas sonoras que chegam até o ouvido. Os pacientes, em geral, têm a sensação de que estão com água no ouvido e a percepção de sons abafados”, explica Bruna.
A médica acrescenta que, entre as principais características que diferenciam a otite externa das demais existentes, está a ausência de febre. “Diferentemente da otite média, que também é muito comum e costuma estar associada a quadros de gripe e resfriado, a otite externa não tem essa relação. Uma das principais causas pode ser o contato prolongado com a água. Por isso, é mais comum no verão, quando as pessoas geralmente vão à praia, piscina.”
Mas por que a água entra e não sai? De acordo com Nathália Prudencio, o ouvido externo é um canal que finaliza na membrana timpânica. Ele é fechado e, portanto, pode entrar água, que tende a sair ou evaporar. “O mais comum é que isso aconteça. Porém, alguns fatores podem propiciar que a água se mantenha ali dentro, como a anatomia do canal do ouvido de alguns pacientes, que pode ser um pouco mais irregular, o que favorece que a água entre e não saia”, explica a médica.
A segunda possibilidade é a presença de cera dentro do ouvido, que impede que a água saia rapidamente. “Também pode ocorrer de a água ‘amolecer’ a cera, o que vai tampar o ouvido do paciente. O ambiente úmido é propício para o crescimento de microrganismos, como bactérias e fungos, que causam infecções como a otite externa”, completa Nathalia.
A especialista destaca que, se o paciente sentir que a água entrou no ouvido e não saiu, a primeira dica é usar a gravidade a favor. “É possível virar a cabeça para o mesmo lado do ouvido que entrou água e dar leves batidinhas do lado contrário da cabeça. Nesse momento, o paciente pode tentar também puxar o lóbulo da orelha para abrir um pouco mais o conduto auditivo e facilitar um pouco mais a saída de água.”
Após terminar as atividades na água, é preciso secar cuidadosamente os ouvidos com uma toalha e evitar o uso de cotonetes.
Evitar introduzir objetos ou pingar qualquer substância no ouvido também é importante. A médica Nathália Prudencio diz que um erro comum é tentar métodos caseiros como pingar azeite quente ou álcool e até mesmo remédios no geral.
“Não indicamos também usar cotonetes, grampo ou outros materiais pontudos, principalmente se o paciente tiver histórico de acúmulo de cera no ouvido, porque provavelmente vai empurrar ainda mais a cera para dentro do ouvido”, explica.
Quando os cuidados não resolvem ou se o paciente notar que está com a sensação de ouvido tapado que não apresenta melhora espontânea ou está percebendo dor no ouvido, é necessário buscar ajuda do otorrinolaringologista.
No caso de pessoas que costumam relatar otite externa por entrada de água, Nathália Prudêncio recomenda o uso de protetores auriculares específicos para atividades aquáticas.
“Os protetores auriculares de silicone ou tampões de ouvido à prova d’água são muito eficazes para evitar a entrada de água no canal auditivo, especialmente para quem pratica natação ou costuma ter problemas quando mergulha em piscinas e no mar”, finaliza.
Por: JC
Voz do Leitor, 25/01: Fiações desorganizadas em Boa Viagem.

Leitor cobra das operadoras de internet e de telefonia para reorganizar os fios localizados na Rua Padre Bernardino Pessoa, na Zona Sul do Recife.
Fiações desorganizadas em Boa Viagem
No último final de semana, a Neoenergia de Pernambuco fez sua parte ao trocar um poste que estava ameaçando cair na Rua Padre Bernardino Pessoa, em frente ao condomínio Ana Paula, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Agora, cabe às operadoras de internet e de telefonia realizarem suas atribuições de recolar todas as fiações no seu devido lugar. Inclusive, a Neoenergia deveria exigir e fiscalizar as operadoras, já que as mesmas são locatárias de todos os postes da empresa. Os pedestres correm riscos com essa enormidade de fios caídos na calçada.
Wilson Vieira, por e-mail

Por: JC


