
Paciente foi mordida no fim de novembro e estava internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, desde 31 de dezembro.

Paciente foi mordida no fim de novembro e estava internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, desde 31 de dezembro.

Retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira em adultos; diagnóstico precoce e exames frequentes são essenciais para o controle.
O dia 14 de novembro é marcado como o Dia Mundial do Diabetes, uma data de sensibilização voltada para a prevenção e o controle dessa doença crônica que afeta mais de 20 milhões de brasileiros, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).
Os olhos estão entre os órgãos mais prejudicados pelos efeitos do diabetes, sendo a retinopatia diabética uma das complicações oculares mais comuns.
Esse problema, que se desenvolve de forma silenciosa e progressiva, pode levar à perda permanente da visão e até à cegueira se não for identificado e tratado cedo.
A Federação Internacional de Diabetes (IDF) revela que o Brasil é o sexto país com mais casos de diabetes no mundo, e aproximadamente um em cada três brasileiros com a doença desconhece o diagnóstico, já que os sintomas podem demorar a surgir.
A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira em adultos, pois compromete os pequenos vasos da retina – a área do olho responsável pela formação de imagens enviadas ao cérebro. A condição está diretamente relacionada ao descontrole glicêmico e ao tempo de duração da doença.
“A hiperglicemia produz várias alterações no organismo e, entre elas, está esta disfunção dos vasos da retina”, explica o oftalmologista especialista em retina Paulo Saunders, sócio-diretor da Oftalmax.
“A hiperglicemia produz várias alterações no organismo e, entre elas, está esta disfunção dos vasos da retina”, explica o oftalmologista especialista em retina Paulo Saunders, sócio-diretor da Oftalmax.
A maioria das pessoas na América Latina desconhece as doenças da retina, como mostrou uma pesquisa da Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), encomendada pela farmacêutica Bayer.
O estudo indica que 76% das pessoas não sabem o que é a retinopatia diabética, mesmo sendo a principal causa de perda de visão entre diabéticos.
“É importante lembrar que esses sintomas geralmente surgem apenas nas fases moderadas e avançadas da retinopatia diabética. A condição pode ser prevenida por meio do controle dos níveis de glicose e de exames oftalmológicos regulares”, explica o médico.
“Por isso, ao receber o diagnóstico de diabetes, é fundamental que o paciente consulte um oftalmologista retinólogo, para um acompanhamento adequado”.
A perda de visão associada ao diabetes não tem cura mas, se controlada, pode evitar o avanço para estágios mais graves, principalmente se o diagnóstico for precorce.
“Os exames oftalmológicos regulares são essenciais para prevenção e o sucesso do controle da doença, pois permite diagnosticar as complicações oculares causadas pela diabetes precocemente e iniciar os tratamentos o mais cedo possível, quando as chances de controlar a doença são maiores”, destaca o oftalmologista Paulo Saunders
“Por isso, é indispensável realizar consultas frequentes com o médico oftalmologista retinólogo, principalmente se o paciente tem diabetes ou tem histórico familiar da doença. Manter um acompanhamento oftalmológico periódico é fundamental para preservar a saúde ocular no futuro”, completa.
Por: JC

Número de mortes após picadas passou de 92 para 134 em um ano.
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A jornalista Ariane Póvoa, de 40 anos, enfrentou nesta semana um dos maiores medos que toda mãe de criança pequena tem: precisou correr com a filha Amanda, de 1 ano e 4 meses, para o hospital, depois de verificar que a menina havia sido picada por um escorpião enquanto ainda estava no berço. “Ela acordou chorando muito, mas, na hora, não entendi o que era. Pensei que fosse dente nascendo. Ela começou a falar ‘dodói’ e apontar para o braço. Quando fui arrumar o berço, achei o escorpião”.
“Graças a Deus, foi um quadro leve. Ela ficou bem, mas sentindo dor no local da picada”, disse Ariane. Antes de conseguir atendimento para a filha, Ariane chegou a passar por uma unidade da rede pública tida como referência para acidentes com escorpião em Brasília. O local, entretanto, não oferece atendimento pediátrico. “Só naquele dia, foram três casos de picada de escorpião em crianças no Hospital Materno Infantil, onde conseguimos atendimento.”
Por morar em apartamento, a jornalista nunca imaginou que passaria por algo do tipo. O episódio ocorreu por volta das 5h30 desta quarta-feira (6), e Amanda teve alta no fim da tarde. “Ela não apresentou náusea, vômito, calafrio, nem sudorese, mas, como é protocolo, teve que ficar em observação por seis horas”, contou. “Durante a madrugada e hoje de manhã, ela ainda teve febre e está um pouco mais enjoadinha. Estamos monitorando com a pediatra.”
Casos como o de Amanda tornam-se cada vez mais comuns no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que pelo menos 202.324 notificações de acidentes com escorpiões foram registradas no país ao longo do ano passado – 20.243 a mais que o total registrado no ano anterior. Esta é a primeira vez que o total de notificações passa de 200 mil.
O número de mortes provocadas por picadas de escorpião também aumentou, passando de 92 em 2022 para 134 no ano passado. As mortes provocadas por acidentes com escorpião ultrapassaram até mesmo os óbitos causados por picadas de serpente que, no ano passado, totalizaram 133.
Entenda
O chamado acidente escorpiônico representa o quadro clínico de envenenamento provocado quando um escorpião injeta sua peçonha através do ferrão. Representantes da classe dos aracnídeos, os escorpiões são predominantes nas zonas tropicais e subtropicais do mundo, com maior incidência nos períodos em que há aumento de temperatura e de umidade.
No Brasil, os escorpiões classificados pelo ministério como de importância em saúde pública são:

São levadas em conta as estimativas de mortes atribuídas ao álcool pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
Um estudo divulgado hoje (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o consumo de álcool causa, em média, 12 mortes por hora no país. O levantamento, chamado de Estimação dos custos diretos e indiretos atribuíveis ao consumo do álcool no Brasil, foi feito pelo pesquisador Eduardo Nilson, do Programa de Alimentação, Nutrição e Cultura (Palin) da instituição, a pedido das empresas Vital Strategies e ACT Promoção da Saúde.
São levadas em conta as estimativas de mortes atribuídas ao álcool da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números totais são de 104,8 mil mortes em 2019 no Brasil. Homens representaram 86% das mortes: quase a metade relacionam o consumo de álcool com doenças cardiovasculares, acidentes e violência. Mulheres são 14% das mortes: em mais de 60% dos casos, o álcool provocou doenças cardiovasculares e diferentes tipos de câncer.
O estudo calcula também o custo do consumo de bebidas alcoólicas para o Brasil em R$ 18,8 bilhões em 2019: 78% (R$ 37 milhões) foram gastos com os homens, 22% com as mulheres (R$ 10,2 milhões). Do total, R$ 1,1 bilhão são atribuídos a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Os demais R$ 17,7 bilhões são referentes aos custos indiretos como perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciárias.
“Importante destacar que o estudo adotou uma abordagem conservadora, já que é baseado exclusivamente em dados oficiais de fontes públicas, como os dados relativos ao SUS e pesquisas populacionais do IBGE, e em nível federal, considerando os gastos da União e não incluindo complementos de custeios por estados e municípios. O levantamento também não considera os custos da rede privada de saúde, nem o total de perdas econômicas à sociedade. Portanto, embora quase 19 bilhões de reais por ano já seja uma cifra extremamente significativa, o custo real do consumo de álcool para a sociedade brasileira é provavelmente ainda muito maior”, diz Eduardo Nilson, pesquisador responsável pelo estudo.
Na divisão por gênero, o custo do SUS com a hospitalização de mulheres por problemas ligados ao álcool é 20% do total. Um dos motivos é que o consumo de álcool pelas mulheres é menor. Na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), 31% das mulheres relataram ter consumido álcool nos 30 dias anteriores à pesquisa, enquanto o percentual masculino foi 63%. Outro motivo é que as mulheres procuram mais os serviços de saúde e fazem exames de rotina. Desse jeito, são tratadas antes que tenham complicações mais graves.
Em relação aos custos de atendimento ambulatorial atribuído à ingestão de álcool, a diferença entre os públicos masculino e feminino cai, considerando que 51,6% dos custos referem-se ao público masculino. Em relação à faixa etária, a incidência maior no atendimento ambulatorial ocorre nas pessoas entre 40 e 60 anos, sendo que 55% dos custos referem-se às mulheres e 47,1% aos homens.
“Isso confirma que as mulheres buscam mais atendimento precocemente do que os homens: elas são responsáveis por quase metade dos atendimentos ambulatoriais, mesmo com a prevalência de consumo de álcool entre elas seja menor”, diz Nilson.
Por: Agência Brasil

Um métodos perigosos para emagrecimento, com a ingestão de pílulas de ovos de tênia tem alertado médicos que repudiam a pratica e apontam os riscos.
Nos últimos dias, uma tendência alarmante emergiu no mercado clandestino: a compra de pílulas que contêm ovos de tênia na tentativa de perder peso rapidamente. Essas pílulas são compradas de modo ilegal, segundo o que alerta o médico norte-americano Bernard Hsu.
O médico usou o canal no YouTube dele para alertar que, além da perda de peso temporária, essa prática pode ter consequências perigosas para o corpo, especialmente quando os parasitas chegam ao cérebro.
O Hsu, que é especialista em câncer nos Estados Unidos, contou o caso de uma paciente, que identificou como “TE”, que encontrou pílulas contendo ovos de tênia em uma loja online clandestina, atraída por anúncios que prometiam emagrecimento rápido.
No início, “TE”, de fato, perdeu peso, ignorando as fortes dores estomacais que começaram a surgir.
Um episódio aconteceu quando a paciente “TE” foi ao banheiro e percebeu algo estranho flutuando nas fezes, pequenos pedaços retangulares e bronzeados, que mais tarde descobriu serem segmentos de tênias. Mesmo assim, ignorou o sinal, acreditando que poderia ser apenas gordura eliminada.
Semanas depois, “TE” começou a sentir dores de cabeça intensas e encontrou um caroço em seu queixo. Ela desmaiou ao pressioná-lo.
No hospital, exames revelaram que o cérebro dela estava sob enorme pressão, e os médicos inicialmente acreditaram que se tratava de uma infecção viral.
Após novos testes, foi descoberta a presença de lesões no cérebro, causadas pelos ovos da tênia Taenia solium, liberados na corrente sanguínea e que se espalham para tecidos como músculos e cérebro, causando cisticercose.
As tênias são parasitas que normalmente entram no corpo humano através do consumo de carne contaminada, segundo o Rede D’or São Luiz.
Uma vez no intestino, esses parasitas se alimentam dos nutrientes do hospedeiro, o que pode resultar em perda de peso, mas também em efeitos colaterais como diarreia, cólicas estomacais e vômitos.
Apesar de, inicialmente, algumas pessoas verem resultados na balança, o verdadeiro perigo está quando os ovos do parasita se espalham pela corrente sanguínea e chegam ao cérebro, causando condições potencialmente fatais, como convulsões.
A cisticercose é causada pela Taenia solium, infecção que afeta principalmente o cérebro, músculos e outros tecidos do corpo.
Quando os ovos chegam ao cérebro, eles podem formar cistos que causam inchaço e pressão no crânio, levando a sintomas neurológicos graves, como convulsões.
Além disso, os cistos podem se alojar nos músculos, causando nódulos dolorosos e inflamação. Nos casos mais graves, a doença pode ser fatal.

O presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), Oswaldo F. Moura Brasil, afirmou ao Metrópoles que casos com infecção bacteriana em cirurgias oftalmológica são “raríssimos”.
A fala ocorre após 15 pessoas serem infectadas durante a realização de procedimentos cirúrgicos de catarata em um mutirão organizado pela Prefeitura de Parelhas, no Rio Grande do Norte. Do total de infectados, oito perderam o globo ocular.
“[Infecção bacteriana em cirurgias oftalmológicas] não é comum. As cirurgias oftalmológicas são feitas com bastante frequência, são extremamente seguras e têm alto índice de satisfação. A infecção bacteriana é, realmente, uma raridade. São raríssimos os casos. Por isso que, quando eles [os caso] aparecem, chamam tanto a atenção”, ressaltou Oswaldo.
Confira as informações completas no Metrópoles.

CFM alerta para risco de intervenções consideradas invasivas
O polimetilmetacrilato (PMMA) é um componente plástico com diversos tipos de aplicação, tanto na saúde quanto em setores produtivos, a depender da forma de processamento e desenvolvimento da matéria-prima. O PMMA pode ser encontrado, por exemplo, em lentes de contato, implantes de esôfago e cimento ortopédico. No campo estético, o PMMA pode ser usado para preenchimento cutâneo, em forma semelhante a um gel.
Relatos de complicações relacionadas ao uso do componente em procedimentos estéticos se tornaram mais frequentes no Brasil. Em 2020, uma influencer (influenciadora digital) perdeu parte da boca e do queixo após fazer preenchimento labial com PMMA. Nesta semana, outra influencer morreu após se submeter a um procedimento estético para aumentar os glúteos.
Segundo parentes, ela apresentou um quadro de infecção generalizada em razão da aplicação de PMMA.
Uso e limites de aplicação
No Brasil, o PMMA para preenchimento subcutâneo precisa ser registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por se tratar de um produto de uso em saúde da classe IV ou risco máximo. “Somente após a análise técnica, esses produtos são liberados para venda e uso, visando à proteção do paciente e do consumidor”, informou a agência reguladora.
O componente está autorizado para correção de lipodistrofia, um tipo de alteração no organismo que leva à concentração de gordura em algumas partes do corpo, geralmente provocada pelo uso de medicamentos antirretrovirais em pacientes com HIV/aids, e correção volumétrica facial e corporal, uma forma de tratar alterações como irregularidades e depressões no corpo fazendo o preenchimento em áreas afetadas por meio de bioplastia.

A modelo brasiliense e influenciadora digital Aline Maria Ferreira (foto em destaque), de 33 anos, morreu nessa terça-feira (02), após passar por um procedimento estético na clínica Ame-se, em Goiânia. Segundo os familiares, a jovem teve infecção generalizada após aplicação de PMMA nos glúteos. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
Aline morreu em um hospital privado da Asa Sul, onde estava internada desde sábado (29). Antes, ela havia sido atendida no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).
Testemunhas informaram à polícia que a modelo começou a passar mal logo após a intervenção estética feita pela biomédica Grazielly Barbosa, em Goiânia (GO), em 23 de junho deste ano. Os familiares lembram que a jovem voltou para casa, no Gama, e começou a ter febre e dor na barriga. Eles entraram em contato com a clínica, que recomendou apenas um remédio para dor de cabeça.
Confira as informações completas no Metrópoles.

Ministério da Saúde divulgou nota técnica com recomendações de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica da coqueluche no Brasil.
Com o avanço da coqueluche em países da Europa e da Ásia nas últimas semanas, o Ministério da Saúde faz um alerta para a importância da vacinação contra a doença no Brasil. Tosse seca, febre e cansaço são alguns dos sintomas comuns, que podem levar a complicações, como pneumonia, desidratação e paradas respiratórias. A doença infecciosa é de alta transmissibilidade.
Em maio deste ano, a União Europeia divulgou boletim epidemiológico em que destacou o aumento no número de casos de coqueluche em, pelo menos, 17 países, com mais 32.037 notificações de janeiro a março de 2024. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China (CCDC, 2024) informou que, em 2024, foram notificados no país, 32.380 casos e 13 óbitos.
A última vez que o Brasil teve um surto de coqueluche foi em 2014. Mas, diante do cenário mundial, o governo brasileiro divulgou uma nota técnica com recomendações de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica da doença no Brasil.
Entre as ações, a pasta inclui alerta aos profissionais de saúde da área assistencial, investigação de contatos de casos confirmados, oferta de tratamento oportuno, além de ampliação do uso da vacina dTpa para profissionais de saúde que atuam em atendimentos de ginecologia, obstetrícia, pediatria, além de doulas e trabalhadores de berçários e creches com crianças até 4 anos.
As vacinas contra coqueluche estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização é administrada com a pentavalente, esquema vacinal composto por três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), seguidas de reforços com a vacina DTP aos 15 meses e aos 4 anos de idade.
O SUS disponibiliza ainda a vacinação de gestantes, puérperas e de profissionais da área da saúde com a dTpa (tríplice bacteriana acelular)
A cobertura da dTpa, foi de apenas 75% em 2023 (a meta para essa imunização é de 95%). Ou seja, cerca de 20% do público-alvo estão desprotegidos. Essa é uma vacina que deve ser tomada em todas as gestações, justamente para proteger os recém-nascidos da coqueluche. O imunizante também dá proteção à gestante e ao bebê contra o tétano e a difteria. Muitas mulheres grávidas, no entanto, não estão se vacinando.
Dados nacionais de 2019 a 2024 mostram que as crianças menores de um ano de vida representaram mais de 52% dos casos de coqueluche. Em seguida crianças entre 1 e 4 anos, com cerca de 22%.
Essa é uma doença de notificação compulsória. Foram registrados 3,1 mil casos de coqueluche em 2015 no País. De lá pra cá, observou-se uma diminuição do número de casos confirmados: em 2023, foram 214 casos e, até abril de 2024, foram 31.
Por: JC.

Polícia Federal investiga o caso.