Neste domingo (10), a Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) emitiram um alerta para a população através de suas redes sociais, com o objetivo de alertar a população sobre um golpe que vem sendo aplicado por meio da ofertas de empregos falsos em grandes empresas. O crime envolve o envio de mensagens com links para se candidatar às supostas vagas de emprego. Esses links, no entanto, são projetados para capturar dados pessoais das vítimas, possibilitando a realização de fraudes.
A mensagem compartilhada pelas autoridades destaca a importância de não clicar em links suspeitos e de sempre verificar a autenticidade das ofertas de emprego, especialmente se forem recebidas por mensagem e não pelos canais oficiais das empresas.
A iniciativa das autoridades visa a proteger os cidadãos contra esse tipo de fraude, alertando sobre os riscos e orientando sobre como agir diante de suspeitas de golpes. A colaboração da população é fundamental para evitar que mais pessoas sejam vítimas desse tipo de delito. A segurança dos cidadãos é uma prioridade e, com a conscientização, espera-se minimizar o impacto dessas ações fraudulentas.
Apesar do indicador de infestação predial (LIRA) de Afogados da Ingazeira ser baixo, algumas áreas específicas precisam de uma atenção especial no tocante ao combate ao mosquito transmissor da dengue. Mais especificamente o bairro Sobreira e o Conjunto Residencial Laura Ramos.
E neste sábado (02), no dia determinado pelo Ministério da Saúde como dia “D” de mobilização contra a dengue, a Prefeitura de Afogados fará um mutirão no Conjunto Residencial Laura Ramos. A atividade terá início às 8h e irá reunir 40 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, envolvendo agentes de endemias, agentes comunitários de saúde, técnicos da vigilância em saúde dentre outros. A ordem é identificar e erradicar todo e qualquer foco do mosquito transmissor. No Sobreira, as atividades de combate e prevenção à dengue foram realizadas esta semana.
Grávidas e puérperas estão entre os grupos populacionais mais suscetíveis a complicações e evolução para as formas mais graves da dengue (Foto: Pixabay)
Alerta é da Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia.
O odor e o aumento do gás carbônico exalado pela pele das gestantes, aliados ao aumento da sua temperatura corporal, são fatores importantes para a atração do mosquito Aedes aegypti. Além disso, as grávidas e puérperas estão entre os grupos populacionais mais suscetíveis a complicações e evolução para as formas mais graves da dengue.
O número de casos de dengue em gestantes aumentou 345,2% nas seis primeiras semanas deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023, segundo dados epidemiológicos do Ministério da Saúde divulgados nesta sexta-feira (1º).
Diante desse cenário, a Federação Brasileira de Ginecologia Obstetrícia (Febasgo) lançou o Manual de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Dengue na Gestação e no Puerpério, em colaboração com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O guia foi elaborado pelo Grupo de Trabalho dedicado ao manejo da doença em gestantes e puérperas, composto por 16 especialistas em ginecologia obstetrícia e traz dicas para evitar o contágio e prevenir complicações relacionadas à dengue.
“Uma vez infectadas, as gestantes têm maiores chances de apresentar desfechos desfavoráveis em comparação com não gestantes. Portanto, esse grupo é de especial interesse e cuidado”, explica o médico Antônio Braga, membro do Grupo de Trabalho sobre Dengue na Gestação da Febrasgo
Prevenção
O controle dos criadouros de Aedes aegypti, as barreiras mecânicas para evitar que o mosquito entre nas residências, como telas em portas e janelas, o uso de inseticidas, de roupas apropriadas e de repelentes estão entre as recomendações para evitar a contaminação. O uso de inseticidas por vaporização ambiental, também chamada de nebulização espacial ou fumacê, ou domiciliar, também está entre as medidas recomendadas.
Segundo a Febrasgo, as gestantes devem priorizar o uso de repelentes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como picaridina, icaridina, N,N-dietil-meta-toluamida (DEET), IR 3535 ou EBAAP.
Outra variável importante é a preferência de cor para a qual o mosquito é atraído. A Febrasgo recomenda evitar o uso de roupas de cor vermelha, azul, alaranjada ou preta. Por sua vez, a cor branca não atrai o mosquito.
Recomendações
Em casos de infecção com menor gravidade, a orientação é repouso e aumento da ingestão de líquidos. Gestantes com dengue requerem avaliação diária, incluindo repetição do hemograma até 48 horas após a febre desaparecer.
Se o estado for grave, com sinais de alarme, a internação é indicada. Em situações de choque, sangramento ou disfunção grave de órgãos, a paciente deve receber tratamento em uma unidade de terapia intensiva.
A Secretaria de Saúde de Carnaíba realizou um mutirão de limpeza e eliminação de possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti no cemitério público do município. A ação teve como objetivo prevenir a dengue e outras arboviroses, que são transmitidas pelo mosquito.
A força tarefa contou com a participação de profissionais da atenção primária, vigilância em saúde e trabalhadores do cemitério, que vistoriaram os túmulos, vasos, caixas d’água, calhas e outros locais que pudessem acumular água parada, onde o mosquito pode se reproduzir.
A ação faz parte da campanha nacional de enfrentamento às arboviroses, que busca mobilizar a população para o enfrentamento ao mosquito, responsável por causar doenças graves como a dengue, a chikungunya e a zika.
O tipo de câncer mais observado foi o de trato gastrointestinal superior – Freespik
Esse é um dos principais achados de uma pesquisa conduzida na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
A taxa de incidência de câncer entre pessoas que perderam mais de 10% do peso corporal em dois anos foi 37% maior em comparação com aquela observada quando não houve emagrecimento nessa magnitude após 12 meses.
Esse é um dos principais achados de uma pesquisa conduzida na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e publicada em janeiro na revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das mais reconhecidas da área.
O levantamento contou com a participação de 157.474 profissionais de saúde com mais de 40 anos de idade e durou, em média, 28 anos. Durante a pesquisa, os cientistas levaram em conta as intenções dos participantes quanto à perda de peso. Isso foi medido por meio da prática de exercícios físicos e da adesão a uma dieta de qualidade durante dois anos.
Focando apenas nas pessoas que não tinham nenhuma intenção de emagrecer, mas perderam 10% do peso em dois anos, a incidência de câncer foi 95% maior do que entre os que mantiveram o peso. Entre os que eliminaram esses quilos de maneira intencional, o diagnóstico de câncer foi 30% maior.
Os resultados indicam, portanto, que um emagrecimento expressivo e, principalmente, não intencional, pode ser um sintoma importante da presença de um tumor.
Segundo o educador físico Leandro Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) e um dos coautores do trabalho, esses resultados, contudo, não indicam que uma perda de peso por si só deva gerar alarme ou preocupação exagerada.
O especialista frisa que o mais importante é ficar de olho nas características desse processo de emagrecimento.
“Perder peso, mesmo quando você tem essa intenção, não é fácil. Por isso, uma perda expressiva, como de 10% da massa corporal em dois anos, especialmente quando não intencional, pode ser um sinal de uma doença não diagnosticada – como um câncer. Nesses casos, vale a pena procurar um médico”, explica.
Ainda de acordo com Rezende, indivíduos com baixa intencionalidade de perder peso (isto é, pouco comprometidas com a prática de exercícios ou com uma alimentação equilibrada) registraram uma incidência de diagnósticos de câncer mais de duas vezes superior em relação a quem não perdeu peso.
Qual tipo de câncer prevaleceu?
De acordo com o estudo, o tipo de câncer mais observado (173 casos/100 mil pessoas) nos 12 meses seguintes entre os participantes que perderam mais de 10% do peso corporal foi o de trato gastrointestinal superior – que acomete esôfago, estômago, fígado, trato biliar ou pâncreas.
O oncologista gastrointestinal Felipe Coimbra, do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, comenta que os resultados da pesquisa são condizentes com o que ele observa no dia a dia. “A perda de peso é uma característica frequentemente associada aos cânceres do trato gastrointestinal. Isso acontece porque o tumor pode obstruir fisicamente o caminho do alimento, dificultando a sua ingestão ou causando sintomas que desencorajam a alimentação, como dor e desconforto”, explica.
O especialista comenta ainda que, além da perda de peso não intencional, é preciso prestar atenção em outros possíveis sintomas. São eles:
Dificuldade para engolir;
Sensação de plenitude (estômago cheio) precoce;
Estufamento no abdômen;
Dor abdominal persistente;
Sangramentos gastrointestinais (evidenciado por fezes escuras ou vômito com sangue);
Má digestão;
Mudanças no hábito intestinal, como diarreia e constipação crônica.
“É fundamental ficar de olho nos sinais do seu corpo e, no caso de sintomas suspeitos e mudanças persistentes, procurar um médico. A detecção precoce é um dos pilares mais importantes para vencer o câncer”, destaca.
Emagrecimento rápido pode sinalizar outros tipos de tumores?
Sim. Um exemplo são os linfomas, cânceres que acometem o sistema linfático, responsável pelo combate de infecções. O hematologista Eduardo Rego, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), coordenador nacional de Hematologia Oncológica da Rede D´Or e pesquisador do IDOR, reforça que a perda de peso expressiva (de mais de 10% da massa corporal) deve chamar a atenção sobretudo quando ocorre em um período de três meses e não está vinculada a comportamentos ligados ao emagrecimento.
Segundo o especialista, nos linfomas, o tumor provoca mudanças na produção de moléculas que interferem no metabolismo do tecido gorduroso e muscular e, consequentemente, levam à perda de peso. “Trata-se de um quadro inflamatório que ocasiona uma mudança no padrão de consumo de energia”, descreve.
Apesar disso, Rego destaca que a perda de peso é apenas um dos aspectos que merecem ser considerados. “Os pacientes costumam ter também episódios de sudorese (suor) noturna e febre leve ao final do dia”, exemplifica.
O oncologista Oren Smaletz, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, frisa que, na verdade, um emagrecimento tão expressivo deve acender o alerta para outros tipos de tumores. “Pacientes com câncer muitas vezes têm um desbalanço hormonal que causa a sensação de saciedade e diminui o apetite. Por isso, de forma geral, muitos deles podem apresentar perda de peso”, justifica.
Os resultados foram apurados na análise de quase 1 milhão de dados pelo Centro de Integração de Dados da Fiocruz Bahia.
A taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% por ano no Brasil entre 2011 a 2022, enquanto as taxas de notificações por autolesões na faixa etária de 10 a 24 anos de idade evoluíram 29% ao ano no mesmo período. Os números apurados superam os registrados na população em geral, cuja taxa de suicídio apresentou crescimento médio de 3,7% ao ano e de autolesão de 21% ao ano, no período analisado.
Os resultados foram apurados na análise de quase 1 milhão de dados pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, e constam de estudo recém-publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas. Para chegar às conclusões, a equipe analisou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.
A pesquisadora do Cidacs/Fiocruz e líder da investigação, Flávia Jôse Alves, verificou que as taxas de notificação por autolesões aumentaram de forma consistente em todas as regiões do Brasil no período citado. “Isso também aconteceu com o registro geral de suicídios, que teve um crescimento médio de 3,7% ao ano”, explica Flávia.
Raça e etnia
Apesar da redução de 36% no número de suicídios em escala global, as Américas fizeram o caminho inverso, apontou Flávia. No período compreendido entre 2000 e 2019, a região teve aumento de 17% nos casos, enquanto, no Brasil, o número subiu 43%. Em relação aos casos de autolesões no Brasil, a pesquisa do Cidacs/Fiocruz constatou que, em 2022, houve aumento das taxas de notificação em grupos de todas as faixas etárias, desde os 10 anos até maiores de 60 anos de idade.
A pesquisa avaliou também os números de suicídios e autolesões em relação à raça e etnia no país de 2000 a 2019. Enquanto há um aumento anual das taxas de notificação por essas lesões autoprovocadas em todas as categorias analisadas, incluindo indígenas, pardos, descendentes de asiáticos, negros e brancos, o número de notificações é maior entre a população indígena, com mais de 100 casos a cada 100 mil pessoas.
Embora tenha apresentado maior número de notificações, a população indígena mostrou menores taxas de hospitalização, apontou a pesquisadora. “Esse é um indício forte de que existem barreiras no acesso que essa população tem aos serviços de urgência e emergência. Existem diferenças entre a demanda de leitos nos hospitais e quem realmente consegue acessá-los, e isso pode resultar em atrasos nas intervenções”, segundo Flávia.
Covid-19
O estudo confirma que durante a pandemia da covid-19, aumentaram as discussões sobre transtornos mentais como ansiedade e depressão, decorrentes da mudança da dinâmica nas relações sociais. Porém, de acordo com Flávia Jôse, o registro de suicídios permaneceu com tendência crescente ao longo do tempo, sem alteração no período da pandemia. “Outras pesquisas já relataram que as taxas de suicídio no período se mantiveram estáveis. O principal aqui é que, independentemente da pandemia, o aumento das taxas foi persistente ao longo do tempo”, explicou.
De acordo com os pesquisadores do Cidacs/Fiocruz Bahia, ter dados de qualidade disponíveis é uma estratégia importante de prevenção e monitoramento do suicídio, apesar de o acesso a esses dados ainda ser um problema grande no mundo todo, seja por estigma ou por questões legais: “O Brasil sai na frente nesse sentido, porque tem três diferentes bases de dados com essas informações e elas podem ser usadas para revelar evidências que a gente pode não ver ao analisar um banco único”, disse Flávia.
Estudos anteriores do Cidacs/Fiocruz já associaram o aumento do número de suicídios com o aumento das desigualdades sociais e da pobreza e com o crescimento da prevalência de transtornos mentais, que causam impacto direto nos serviços de saúde, além de relatar as variações nas taxas em relação a cada região. Segundo Flávia, o estudo atual enfatizou a importância de mais políticas e intervenções: “Estamos reforçando a necessidade de mais estratégias de prevenção ao suicídio ao trazermos estes resultados”, sustentou.
Alarme
A psiquiatra Alessandra Diehl, membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), vê com bastante preocupação o resultado do estudo do Cidacs/Fiocruz Bahia. “São dados alarmantes que vão sinalizando que essa população (crianças e jovens) é de fato mais vulnerável a transtornos psiquiátricos e, entre eles, o espectro da automutilação e o sintoma de suicídio dentro de vários quadros psiquiátricos”, comentou a doutora Alessandra nesta quarta-feira (21), em entrevista à Agência Brasil.
Avaliou que isso tem um reflexo multifatorial. “Acho que um deles, muito preocupante nesse cenário, é que, apesar dessas estatísticas imensas, nós não temos hoje, no Brasil, na rede pública principalmente, serviços de atenção mais capilarizados para a infância e a adolescência”. Admitiu que existem iniciativas em todo o país, mas acredita que a saúde mental do adolescente e da criança ainda está sendo negligenciada.
Segundo Alessandra Diehl, existe um estigma de que as crianças estão sendo “psiquiatrizadas”. “Eu acredito que, se a gente pudesse ofertar tratamento de uma forma mais precoce, a gente minimizaria essas estatísticas”. Na opinião da psiquiatra, esse é o grande “pulo do gato”, envolvendo tratamento precoce e, principalmente, medidas preventivas, que “são salutares, necessárias e urgentes para essa população”. Em relação aos adolescentes, em especial, Alessandra chamou a atenção que, na fase de transição da sexualidade, enfrentam mudanças que podem levar também ao uso de álcool e drogas, o que requer o olhar atento dos pais e da sociedade.
Informação
Para a psicóloga Paula Zanelatto, que atua em projeto na Rocinha procura estimular o debate sobre o suicídio entre jovens da comunidade, como forma de promoção da saúde mental, afirmou à Agência Brasil que, de modo geral, há fatores de risco que influenciam bastante crianças e adolescentes na questão do suicídio. Entre eles, citou o isolamento; o tabu de conversar sobre o assunto, “como se falar sobre isso fosse gerar mais vontade de fazer. Escutando tanto as famílias como os jovens, eu acredito que tem esse inconsciente coletivo de que falar influencia, o que é muito pelo contrário. É tabu”. Outros fatores incluem o bullying, casos de violência sexual e doméstica. “Tem diversos fatores que vão influenciar para esse índice crescente do suicídio ou da tentativa de suicídio”.
Paula explicou que a principal razão diagnóstica que leva ao suicídio é o transtorno de humor, traduzido por bilaporidade ou depressão. Informou que 35% das pessoas que tentam o suicídio têm algum tipo de transtorno de humor. Aí se encaixa o borderline, que é um transtorno mental grave, caracterizado por um padrão de instabilidade contínua no humor, em que um dos critérios de diagnóstico são as autolesões, ou cortes, muito fortes entre os jovens. “Eles relatam para mim que marcar o corpo ou cortar o corpo é uma forma de aliviar a dor”. Não se trata, porém, de uma dor física, mas de uma dor emocional. “É uma angústia que eles não sabem definir de onde vem. Eles não conseguem dar nome a essa angústia ou a esse vazio enorme”.
O trabalho na Rocinha resulta de parceria entre a Clínica Jorge Jaber e a Associação Sociocultural Semearte, que promove teatro e dança na região, e envolve cerca de 140 alunos na faixa etária de 13 a 22 anos que participam de encontros com profissionais da área de psiquiatria, englobando palestras, rodas de conversa e arte. Paula Zanelatto informou que, na verdade, o projeto fala de prevenção ao suicídio. “Para mim, a grande forma de ajudar é levando informação, fazendo palestras, rodas de conversa, conversando sobre o assunto, desmistificando esse assunto. E, com isso, abrindo um canal para que eles (crianças e jovens) possam falar sobre (o suicídio), tirar dúvidas e pedir ajuda”. Cerca de 70 alunos do Semearte já se tornaram multiplicadores das informações sobre o suicídio.
Paula afirmou que suicídio, ou tentativa de suicídio, é uma doença. “Não é frescura, não passa sozinho e é classificado em todo o mundo como uma doença. Quando você leva essa informação para o jovem, você começa a abrir a sua mente”. O projeto da Rocinha será apresentado em Budapeste, na Hungria, em abril deste ano, durante o 32º Congresso Europeu de Psiquiatria.
Ajuda
Formado exclusivamente por voluntários, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio gratuitamente. A pessoa que procura o CVV porque está se sentindo solitário pode conversar de forma sigilosa, sem julgamentos, críticas ou comparações com os voluntários da instituição, que atua em todo país. O atendimento é realizado pelo telefone 188 (24 horas por dia e sem custo de ligação) e pelo chat nos seguintes dias e horários: domingos, de 17h à 1h; de segunda a quinta-feira, de 9h à 1h; na sexta-feira, de 15h às 23h; e nos sábados, de 16h à 1h.
Outros canais receber atenção e auxílio são o Mapa da Saúde Mental, que traz uma lista de locais de atendimento voluntário online e presencial em todo país, e o Pode Falar, canal lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) de ajuda em saúde mental para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. Funciona de forma anônima e gratuita, indicando materiais de apoio e serviço.
“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”
Engana-se quem acha que o soro caseiro de uso oral, feito com água, açúcar e sal, pode substituir o soro hospitalar, que é um dos mais importantes medicamentos (foto: Freepik)
De acordo com as diretrizes da Organização de Saúde Pan Americana 2022, a hidratação oral é essencial para tratar os casos de dengue e deve ser iniciada depois dos primeiros sintomas.
Com o avanço dos casos de dengue houve um grande aumento na procura por atendimento médico em postos de saúde e na demanda por leitos de internação, resultando em uma mobilização dos serviços de saúde em todo o país. De acordo com as diretrizes da Organização de Saúde Pan Americana 2022, a hidratação oral é essencial para tratar os casos de dengue e deve ser iniciada depois dos primeiros sintomas (febre alta, dor de cabeça ou no fundo dos olhos, fraqueza, dor intensa no corpo ou nas juntas) visando diminuir a progressão da doença para formas graves e o aparecimento de complicações.
“A ingestão de água é importante porque a doença retira o líquido de dentro dos vasos sanguíneos, o que pode comprometer a circulação, podendo ocorrer o extravasamento de plasma,”, alerta o médico intensivista Danilo Klein, gerente médico da Baxter.
A quantidade de água para cada paciente pode variar conforme o peso, o recomendado para pacientes com casos leves que receberão hidratação oral é de 60 ml/kg/dia de líquidos por quilo, ou seja, uma pessoa com 50kg deve ingerir 3 litros totais de água por dia.
Soluções intravenosas de hidratação
Em casos de dengue grave um dos principais tratamentos são as soluções intravenosas de hidratação, como o soro hospitalar. Mas engana-se quem acha que o soro caseiro de uso oral, feito com água, açúcar e sal, pode substituí-lo e ser eficaz para a pronta recuperação do paciente nessa fase da doença.
“O soro hospitalar é um dos mais importantes medicamentos, ele não faz apenas a hidratação do paciente, como faz parte do tratamento do choque hipovolêmico, que ocorre quando se perde grande quantidade de líquidos e sangue. As soluções intravenosas implicam em melhores desfechos clínicos quando usadas de forma correta por profissionais habilitados”, alerta o médico.
Ainda segundo Danilo Klein, os sinais de alerta que indicam o agravamento da doença na qual o paciente deve procurar uma emergência mais próxima são: dor abdominal (dor na barriga) intensa e contínua, sangramentos, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), hipotensão postural e/ou lipotimia: letargia e/ou irritabilidade.
Vacina
A vacina contra a dengue entrou no Calendário Nacional de Vacinação pela primeira vez em dezembro de 2023, atendendo 521 municípios distribuídos em 37 regiões de saúde do país. Para Fernanda Pimentel, diretora médica da Baxter. embora já exista a vacina contra a dengue, a prevenção é a melhor forma de se combater a doença.
“É importante ressaltar que as autoridades públicas e a população precisam estar atentas, pois o primeiro cuidado deve ser voltado para eliminar os focos do mosquito. As principais medidas são o uso de telas nas janelas, uso de repelentes e a remoção de recipientes que possam se transformar em criadouros de mosquitos” indica a médica.
Em 2024 o Brasil pode ter uma das piores epidemias da história. Isto porque, nas primeiras sete semanas, mais de 650 mil casos foram registrados, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde, e pelas projeções da pasta, o país deve chegar a 4,2 milhões de infecções até o final do ano, dado superior ao maior número registrado em 2015, ano da pior epidemia, que teve 1.688.688 casos de dengue.
A dengue é uma doença infecciosa e integra o grupo das arboviroses – doenças caracterizadas por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes – sendo transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. “A dengue é uma doença febril aguda e sistêmica, ela pode apresentar casos assintomáticos à graves, e se não tratada corretamente, pode levar ao óbito”, avisa Fernanda Pimentel.
Cabe destacar que o HIV é o vírus causador da Aids – doença que causa enfraquecimento do sistema de defesa do corpo (foto: Freepik)
No carnaval deste ano, 29 pessoas procuraram atendimento após serem furadas em Recife e Olinda, no estado do Pernambuco.
A Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que 29 pessoas procuraram atendimento após terem sido furadas com agulhas em meio à multidão no carnaval de Recife e de Olinda. As vítimas estão passando por Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que é uma medida de prevenção de urgência para ser utilizada em situação de risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O Correio conversou com o infectologista André Bon Fernandes, do Hospital Universitário de Brasília (HUB), para entender sobre os riscos dessas “agulhadas”.
“Acidentes perfurocortantes com material biológico são de risco para a transmissão de diversas doenças infecciosas, principalmente hepatite B, hepatite C, HIV, sífilis. Vale dizer que o HIV não é transmitido por meio do sangue seco, pois a vida do HIV fora do corpo humano é muito curto. Mas existe sim a possibilidade de, em um acidente com agulha com sangue fresco, ocorrer a transmissão de HIV”, explica o especialista. Cabe destacar que o HIV é o vírus causador da Aids – doença que causa enfraquecimento do sistema de defesa do corpo.
O infectologista pontua que nos casos de acidentes com agulhas, principalmente se no objeto houver sangue, é necessário buscar atendimento médico imediato e realizar a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). “Porque é um acidente de fonte desconhecida, não se sabe quem estava fazendo uso daquela agulha. Nesse sentido, fica indicado a Profilaxia Pós-Exposição para HIV, avaliação do cartão vacinal em relação a hepatite B para ver se o paciente precisa fazer proxalia para essa doença infecciosa, com vacina e soro”, ressalta André.
Depois do acidente, também é importante lavar a área ferida com água e sabão, além de evitar colocar outros produtos. “Atenção também aos riscos relacionados a tétano, a conferência da carteira de vacinação sobre vacina antitetânica é super importante, pois se não tiver dentro do período adequado, a pessoa precisa passar pela vacinação”, frisa o infectologista.
O Código Penal brasileiro estabelece pena de detenção, de três meses a um ano a quem expor a vida ou a saúde de uma pessoa a perigo direto e iminente.
O que é Profilaxia Pós-Exposição (PEP)?
A Profilaxia Pós-Exposição consiste no uso de medicamentos ou imunobiológicos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Segundo o Ministério da Saúde, existe profilaxia específica para o vírus do HIV, da hepatite B e para outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). Essa medida deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, como violência sexual, relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com seu rompimento) ou em casos de acidentes ocupacionais (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).
“Como profilaxia para o risco de infecção pelo HIV, a PEP tem por base o uso de medicamentos antirretrovirais com o objetivo de reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao vírus. Trata-se de uma urgência médica e deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição de risco e no máximo em até 72 horas. A profilaxia deve ser realizada por 28 dias e a pessoa tem que ser acompanhada pela equipe de saúde, inclusive após esse período, realizando os exames necessários”, diz o Ministério da Saúde.
Quem tiver o teste positivo para covid-19 deve ficar em isolamento por sete dias após os primeiros sintomas ou a partir da data do teste, para os casos assintomáticos – IKAMAHÃ/SESAU RECIFE
Dados da entidade fazem a comparação entre os Carnavais de 2023 e 2024.
No Brasil, o número de exames positivos de covid-19 realizados na rede privada cresceu 46%, na comparação entre os Carnavais de 2023 e 2024.
Os dados são das empresas associadas à Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que representam cerca de 65% do volume total de exames realizados na saúde suplementar no Brasil.
Ao considerar duas semanas (a que antecede o Carnaval e a do feriado em si), foram realizados, em 2023, 44.352 exames, com 8.948 positivos.
Já em 2024, apesar da menor quantidade de exames realizados, 38.544, o número de positivos foi bem maior, chegando a 13.046.
Dados semanais de covid em 2024
Comparando as semanas de 4 a 10 de fevereiro e de 11 a 17 de fevereiro, a taxa de positividade se manteve estável, em 34%, a maior das últimas 6 semanas, embora o número de pessoas com a doença cresceu 10%, de 6.210 para 6.836.
Em termos de quantidade de exames, houve um aumento de cerca de 12%, de 18.172 para 20.372.
Nas últimas 6 semanas, de 7 de janeiro a 17 de fevereiro, foram realizados 74.729 exames de covid-19, com 22.329 positivos (29,9% de positividade na média).
“Importante lembrar que as associadas à Abramed enviam os resultados dos exames diretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS/DATASUS), contribuindo para o monitoramento epidemiológico pelo Ministério da Saúde”, diz o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik.
“Essas informações são essenciais para avaliar a situação da doença e orientar as medidas de saúde pública. Defendemos que os exames sejam feitos em laboratórios clínicos, que oferecem precisão, testes mais abrangentes e conformidade com padrões de qualidade”, acrescenta.
A Abramed reforça que os dados são a nível Brasil, sem qualquer recorte por regiões do País.
“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”
Dados mais recentes apontam para mais de 300 mil casos de sarampo reportados ao longo de 2023, um aumento de 79% em relação ao ano anterior.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a alertar para o aumento de casos de sarampo em todo o mundo. “Estamos extremamente preocupados com o que está acontecendo em relação ao sarampo”, avaliou a conselheira técnica para sarampo e rubéola da entidade, Natasha Crowcroft.
Em coletiva de imprensa em Genebra, ela citou um aumento consistente de casos da doença em todas as regiões do globo, exceto nas Américas. “Eles estão aguentando firme, mas, com o aumento de casos em cinco das seis regiões monitoradas pela OMS, esperamos que haja casos e surtos nas Américas também”.
Dados mais recentes, segundo Natasha, apontam para mais de 300 mil casos de sarampo reportados ao longo de 2023, um aumento de 79% em relação ao ano anterior. Em 2023, um total de 51 países reportaram grandes surtos da doença contra 32 no ano anterior.
“Sabemos que os números são subestimados”, advertiu a conselheira, ao se referir aos casos subnotificados em todo o mundo. A estimativa é que, em 2022, o número de mortes por sarampo tenha aumentado 43%, totalizando mais de 130 óbitos.
“Como os casos aumentaram em 2023, estamos antecipando que, quando fecharmos os dados, o número de mortes também terá aumentado.”
“Olhando para 2024, sabemos que será um ano bastante desafiador”, disse, alertando para casos e mortes entre crianças não vacinadas contra o sarampo.
A estimativa da OMS é que mais da metade dos países do mundo sejam classificados como em alto risco ou em altíssimo risco para surtos da doença até o final do ano.
Sarampo: Mais de 140 milhões de crianças em risco
A OMS estima que 142 milhões de crianças no mundo estejam vulneráveis ao sarampo por não terem sido vacinadas, sendo que 62% delas vivem em países de baixa e média renda, onde o risco de surtos da doença são maiores.
Natasha lembrou que, durante a pandemia de covid-19, muitas crianças não foram imunizadas contra o sarampo.
Atualmente, a cobertura vacinal global contra a doença está em 83% o que, segundo ela, não é suficiente, uma vez que a doença é altamente contagiosa. “Precisamos de uma cobertura de 95% para prevenir que casos de sarampo aconteçam “, reforçou.
Brasil
Em 2016, o Brasil chegou a receber o certificado de eliminação do sarampo, concedida pela OMS. Em 2018, entretanto, o vírus voltou a circular no país e, em 2019, após um ano de franca circulação do sarampo, o país perdeu a certificação de país livre do vírus.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2018 a 2022, foram confirmados 9.325, 20.901, 8.100, 676 e 44 casos de sarampo no Brasil, respectivamente.
Em 2022, os seguintes Estados confirmaram casos da doença: Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e Amapá, sendo que o último caso confirmado no País foi registrado no estado do Amapá em junho de 2022.
Sarampo: o que é?
O sarampo é classificado por autoridades sanitárias como uma doença infecciosa grave e que pode levar à morte. A transmissão acontece quando a pessoa infectada tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas.
Os principais sinais do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta (acima de 38,5°) acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite), nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos.
A maneira mais efetiva de evitar o sarampo, de acordo com o Ministério da Saúde, é por meio da vacinação. Atualmente, três tipos de imunizantes previnem a doença: a vacina dupla viral, que protege contra o sarampo e a rubéola e pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto; a vacina tríplice viral, que o protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola; e a vacina tetra viral, que protege contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e a varicela (catapora).
“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”
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