Estudo descobre a idade em que um cão vira idoso.

O estudo, além de servir para orientar tutores e veterinários, abre discussões sobre a saúde dos cães e a identificação dos sinais de envelhecimento e a necessidade de tratamentos especializados  (foto: Reprodução)
O estudo, além de servir para orientar tutores e veterinários, abre discussões sobre a saúde dos cães e a identificação dos sinais de envelhecimento e a necessidade de tratamentos especializados (foto: Reprodução)

Os detalhes foram debruçados por um estudo feito pela Universidade de Liverpool. A pesquisa identifica a idade média de cada uma das raças analisadas.

Assim como seres humanos, os cães também podem atingir a terceira idade. Se entre os humanos, no Brasil, é possível classificar a pessoa como idosa a partir dos 60 anos, os cachorros têm particularidades ao envelhecer.

Esses detalhes foram debruçados por um estudo feito pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra. A pesquisa, publicada no Journal of Small Animal Practice, revela que a idade em que um cão é considerado idoso pode variar de acordo com raça, porte dos animais e mais características.

Em geral, a idade média em que os cães se tornam idosos é de 12,5 anos. No entanto, a idade para os Jack Russell Terriers foi de 14,1 anos, muito superior à média. O mesmo ocorreu para outras raças de porte pequeno.

“Este estudo nos permitiu, pela primeira vez, examinar quando os veterinários começam a notar que os cães estão em um estágio da vida em que os consideram ‘idosos’ ou ‘sêniores'”, comentou o pesquisador Carri Westgarth.

Envelhecimento de cães

O processo de envelhecimento de 584 cachorros de raças populares foi analisado pelos pesquisadores. “Descobrimos que a expectativa de vida varia entre raça, tamanho do corpo, formato do rosto e sexo. Este é o primeiro estudo em que todos esses elementos foram comparados e contrastados juntamente com a história evolutiva”, afirmam os pesquisadores.

O estudo, além de servir para orientar tutores e veterinários, abre discussões sobre a saúde dos cães e a identificação dos sinais de envelhecimento e a necessidade de tratamentos especializados.

“Embora os veterinários estejam frequentemente cientes dos desafios de saúde e bem-estar associados aos cuidados com cães idosos, as definições de velhice são variadas e até arbitrárias”, afirma a nota.

Confira as raças analisadas e quando os cães ficam idosos:

  • Média entre todas as raças: 12,5 anos
  • Jack Russell Terrier: 14,1 anos
  • Raças mistas: 13,2 anos
  • Border Collies: 12,7 anos
  • Spaniel Springer: 12,5 anos
  • Labradores Retrievers: 12,1 anos
  • Cocker Spaniel: 11,7 anos
  • Dachund (salsicha): 14,0 anos
  • Bulldog Francês: 9,8 anos
  • Pastor-do-Caucaso: 5,4 anos
  • Presa Canario: 7,7 anos
  • Cane Corso: 8,1 anos

Por: Francisco Artur de Lima – Correio Braziliense

 

Pode ou não pode? Saiba quais os alimentos tóxicos para os pets.

Certos alimentos podem ser ofertados aos pets, desde que com consciência das necessidades naturais dos animais. - (crédito: Unsplahs/ PiotrmusioÅ?)

Quem nunca ficou na dúvida se pode ou não dar certos alimentos ao animal de estimação? Provavelmente todo tutor de pet já passou pela experiência de estar preparando uma comida com o animal pertinho esperando que algo seja oferecido a ele. Apesar daqueles olhinhos grandes de pidões serem extremamente tentadores, é importante saber o que da alimentação humana pode ser dado aos animaizinhos, garantindo a saúde do pet.

Segundo a médica veterinária nutróloga Priscila Borges, alguns alimentos da dieta humana podem ser ofertados aos pets, desde que com consciência das necessidades e da alimentação natural dos animais. “É importante ressaltar que humanos são onívoros e cães e gatos são carnívoros, sendo assim, a dieta dos animais deve ser composta, principalmente, por alimentos proteicos”, explica.

De acordo com Priscila, alimentos como carnes, vísceras, ovos e peixes são extremamente benéficos para cães e gatos, pois eles suprem as necessidades nutricionais naturais desses pets e têm a capacidade de obtenção de nutrientes essenciais. “Seus aminoácidos essenciais estarão presentes nas carnes, e a falta deles levará a problemas seríssimos de saúde”, afirma a nutróloga.

No caso dos gatos, o aminoácido essencial é a taurina, presente nas vísceras, principalmente no coração de frango e de boi. A falta desse aminoácido pode ocasionar cardiomiopatia, assim como nos cães. “O estômago e o intestino desses animais são adaptados para digestão de carne e não de fibras e vegetais”, completa Priscila.

A preparação dos alimentos também é extremamente relevante para a saúde dos pets. Eles devem ser minimamente cozidos, de preferência de forma lenta, para não degradar os nutrientes. “Se possível, cozinhe esses alimentos a vapor, sem a utilização de gorduras, temperos, por exemplo, corantes, pimentas, alho e cebola”, afirma o médico veterinário João Paulo Amorim.

De acordo com ele, o excesso de sal e temperos, como cebola e alho, comumente utilizados nas alimentação humana, pode ser prejudicial à saúde dos pets. “Excesso de sal é muito prejudicial para a parte cardíaca; a cebola e o alho são muito tóxicos, podendo provocar problemas sérios, desde gastrointestinais até neurológico”, afirma João. Cebolinha, alho-poró e noz-moscada também devem ser evitados.

Outro cuidado importante é evitar gorduras, que podem afetar o fígado, principalmente dos gatos, gerando alterações hepáticas no animal. “Alimentos gordurosos podem levar os animais a desenvolverem doenças, obesidade e patologias associadas”, explica a veterinária Ana Carolina Malvezzi.

Certos alimentos e temperos da dieta humana podem ser extremamente prejudicais à saúde dos animais de estimação. Saiba quais são as comidas proibidas e as que podem ser oferecidas aos bichinhos.

Por: Tainá Andrade – Correio Braziliense.