Asteroide pode atingir a Terra em 2032; saiba os detalhes.

O asteroide foi detectado pelo Sistema de Último Alerta de Impacto Terrestre da Nasa (Créditos: Nasa)
O asteroide foi detectado pelo Sistema de Último Alerta de Impacto Terrestre da Nasa (Créditos: Nasa)

Segundo a Agência Espacial Americana Nasa, o 2024 YR4 tem 2,3% de chance de colidir com o planeta Terra em 22 de dezembro de 2032.

Um asteroide recém descoberto tem chamado a atenção da comunidade astronômica por apresentar risco de atingir a Terra. Segundo a Nasa, o 2024 YR4 tem 2,3% de chance de colidir o planeta em 22 de dezembro de 2032.

O asteroide foi detectado pelo Sistema de Último Alerta de Impacto Terrestre de Asteroides da Nasa em 27 de dezembro de 2024. Estima-se que ele tenha cerca de 40 a 90 metros de largura.

Segundo a agência espacial, o objeto é de interesse para a defesa planetária por ser grande o suficiente para causar danos. Embora o 2024 YR4 tenha uma chance muito pequena de impacto, ele ultrapassou o limite de probabilidade de impacto de 1% para garantir a
notificação formal do objeto.

Confira os detalhes na matéria completa no Metrópoles.

Chuvas de meteoro e eclipses: confira o calendário astronômico de 2025.

 (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Vários eventos serão visíveis no Brasil.

O ano de 2025 terá um calendário astronômico repleto de eventos observáveis no Brasil. Serão superluas, eclipses lunares, conjunção de astros e chuvas de meteoros que poderão ser vistos sem a necessidade de qualquer equipamento.

Para que os brasileiros possam acompanhar todo o espetáculo do universo, o Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançou nesta quinta-feira (3) o Calendário de Efemérides Astronômicas 2025. Além do calendário, a publicação traz mapas celestes, tabela de fases da Lua e seções de apresentação de projetos e pesquisa em astronomia.

Segundo o astrônomo que coordenou a equipe do projeto, Daniel Mello, haverá muitos fenômenos interessantes neste ano, que poderão ser vistos a olho nu em todo o país, começando já no dia 15 de janeiro, quando ocorrerá a aproximação da Terra com planeta Marte.

“Normalmente a Marte e Terra estão aí fazendo a sua movimentação em torno do Sol e nem sempre ficam relativamente próximos. Isso ocorre em média a cada dois anos. A Terra se aproxima de Marte e o planeta fica muito mais legal de ser visto no céu, de ser acompanhado, porque fica mais brilhante.”

De acordo com Mello, durante toda a semana entre os dias 12 e 18 de janeiro o Planeta Vermelho estará bastante visível no período da noite, com o ápice no dia 15. “basta a pessoa utilizar cartas celestes, aplicativos de edificação dos planetas, das constelações, para identificar Marte, que estará entre a constelação de Gêmeos e a constelação de Câncer, uma região muito bonita no céu, que será enriquecida com a presença do Planeta Vermelho”, diz.

Assim como a visualização de Marte mais perto da Terra, o primeiro semestre do ano também reserva vários outros espetáculos de observação visual sem binóculos ou telescópios. Como um eclipse lunar total na madrugada do dia 14 de março e uma conjunção entre Lua, Vênus, Saturno e Mercúrio nas primeiras horas do dia 25 de abril.

Segundo a astrônoma do Observatório Nacional, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Dra. Josina Nacimento, o eclipse lunar será visível no Brasil, em todas as suas fases: penumbral, parcial, total e depois novamente parcial e penumbral.

“É muito interessante, porque a Lua vai entrando na sombra da Terra e o aspecto dela vai ficando como se estivesse levando uma mordidinha, até que quando está totalmente na sombra mais escura da Terra, ela fica com um tom avermelhado muito bonito. E às vezes isso acontece quando a lua está nascendo, quando está se pondo, mas desta vez ela vai estar bem visível no céu”, diz.

Transmissão

A astrônoma destaca que quem quiser acompanhar o fenômeno com mais detalhes, haverá observação remota pelo canal do Youtube na instituição. “Nós do Observatório Nacional, pelo projeto Céu em Sua Casa, também vamos transmitir e fazer uma ação nacional de observação da Lua, que será uma coisa muito boa para chamar as pessoas para a astronomia, para olharem para o céu”, diz a gestora.

No segundo semestre, Vênus e Júpiter estarão juntinhos em uma conjunção de planetas, na madrugada do dia 12 de agosto e, entre os dias 13 e 14 de dezembro, haverá chuva de meteoros. Também três superluas deixarão as noites mais brilhantes no início dos meses de outubro, novembro e dezembro.

“De todas essas três, a mais interessante será no dia 5 de novembro, porque nesse momento a lua estará na fase cheia e mais próxima da Terra do que a do normal. No jargão astronômico, a gente chama isso de Lua Cheia do Perigeu porque ela está mais próxima da Terra e significa que a Lua fica levemente mais brilhante e levemente maior do ponto de vista de tamanho angular”, explica Daniel Mello.

Asteroide

O astrônomo do Observatório do Valongo diz que muitos outros fenômenos ocorrerão este ano de 2025, mas alguns precisarão de equipamentos ainda que simples para poderem ser observados, como é caso da aproximação de um dos maiores asteroides do Sistema Solar. “este asteroide chamado Vesta vai ficar um pouquinho mais próximo da Terra, e quem quiser curtir um fenômeno não tão comum, pode acompanhar a observação desse asteroide no meio de maio, na constelação de Libra”.

A diferença é que para esse tipo de observação é necessário um pouco mais de conhecimento do céu e saber exatamente utilizar um aplicativo de astronomia, explica Mello. “É uma observação um pouco mais para as pessoas que têm mais de experiência e que curtem acompanhar um fenômeno não tão comum”, diz.

Dicas

Os astrônomos dão algumas dicas para quem quer observar os fenômenos no céu e a principal é de procurar céus mais escuros, sem grandes iluminações, como nos centros urbanos. “Quem estiver nas cidades de interior, quem sair das suas grandes cidades para a região rural, para a região serrana, vai poder acompanhar muito mais esses fenômenos e fugir da iluminação das cidades”, ressalta Mello.

A condição climatológica também precisa ser observada destaca Dra. Josina. “Eu recomendo que olhe sempre para o céu, mesmo que não seja uma melhor época do ano. Mas as melhores épocas do ano são aquelas épocas mais secas, ou locais que estão com o clima mais seco. Às vezes você tem uma chuva, a atmosfera fica limpa e logo depois você olha para o céu e ele está muito bonito. Mas há lugares que logo depois vai encobrir novamente. Então é realmente ficar atento”, afirma.

Caso, o clima não favoreça, a astrônoma lembra que, em 2025, as transmissões permitirão que todos acompanhem cada detalhe dos espetáculos astronômicos. “Eu peço que acompanhe as redes sociais do Observatório Nacional, porque nós vamos voltar com o programa Olhando para o Céu. E a gente vai voltar também a fazer, no final de cada mês, o céu do mês seguinte, falando de como é esse céu em todo o Brasil, em toda a sua extensão Norte a Sul, Leste a Oeste”, conclui.

Por: Agência Brasil

Calendário astronômico 2025: Descubra as superluas, eclipses e chuvas de meteoros do ano.

Imagem de um eclipse
Imagem de um eclipse – Freepik

Um guia completo para os celestes, saiba como observar superluas, eclipses lunares e solares, além de chuvas espetaculares de meteoros.

2025 será um ano repleto de eventos astronômicos, entre os destaques estão superluas, dois eclipses lunares, dois eclipses solares e 12 chuvas de meteoros.

Se você é Veja datas, explicações para aproveitar ao máximo o calendário astronômico de 2025.

Eclipses

Esse fenômeno ocorre quando a Terra, o Sol e a Lua se alinham, fazendo com que a sombra terrestre cubra completamente a Lua, dando-lhe uma tonalidade avermelhada. O evento será visível em toda a América do Sul, Central, partes da América do Norte, Europa e África Ocidental.

  • Eclipse Lunar Total (Lua de Sangue)
    13-14 de março – Visível em todo o Brasil
  • Eclipse Lunar Parcial
    7-8 de setembro – Não visível no país
  • Eclipses Solares Parciais
    29 de março e 21 de setembro – Ambos não visíveis no país

Esses eclipses poderão ser observados em países da Europa, Ásia, África e América do Norte em março, e em regiões da Austrália e Antártida em setembro.

Superluas de 2025

Prepare-se para três superluas em 2025:

  • 6 de outubro
  • 5 de novembro
  • 4 de dezembro

Durante essas luas cheias, nosso satélite parecerá até 14% maior e 30% mais brilhante devido à proximidade com a Terra. É o momento ideal para capturar fotos incríveis e se conectar com a magia do universo.

Conjunções planetárias

Diversas conjunções planetárias ocorrerão em 2025. Entre os destaques:

  • 2 de janeiro: Lua, Vênus e Saturno juntos no céu noturno.
  • 25 de abril: Lua, Vênus, Saturno e Mercúrio em um dos encontros mais belos do ano.
  • 19-20 de agosto: Lua, Vênus e Júpiter formam um trio celeste antes do amanhecer.

Esses encontros planetários podem ser vistos a olho nu, mas o uso de binóculos ou telescópios pode proporcionar uma visão ainda mais detalhada.

Chuvas de meteoro

Em 2025, teremos 12 chuvas de meteoros. Algumas das mais esperadas incluem:

  • Quadrântidas: Pico em 3-4 de janeiro, com até 120 meteoros por hora.
  • Perseidas: Pico em 12 de agosto, com até 150 meteoros por hora.
  • Geminídeas: Pico em 14 de dezembro, com até 120 meteoros por hora.

Essas chuvas são perfeitas para quem deseja fazer pedidos ao universo ou simplesmente se deslumbrar com o espetáculo.

Cometas em 2025

Alguns cometas brilhantes estarão visíveis, como o C/2024 G3 (ATLAS) em janeiro e o 210P/Christensen entre outubro e novembro.

Com binóculos ou telescópios, será possível acompanhar suas trajetórias luminosas pelo céu.

Por: JC

 

 

Eclipse solar total poderá ser visto do Brasil? Entenda.

No eclipse solar total, a Terra, a Lua e o Sol se alinham em uma posição exata, o que faz com que o Sol seja tapado pela Lua de quem observa da Terra  (foto: Mathew Schwartz/Unsplash)
No eclipse solar total, a Terra, a Lua e o Sol se alinham em uma posição exata, o que faz com que o Sol seja tapado pela Lua de quem observa da Terra (foto: Mathew Schwartz/Unsplash)

Fenômeno astrológico ocorrerá na segunda-feira (08/04)

Um eclipse solar total ocorrerá na próxima segunda-feira (08/04), mas não poderá ser visto de todos os locais do globo terrestre. Dessa vez, os sortudos serão os observadores de México, Canadá e Estados Unidos, que poderão acompanhar o fenômeno de modo total ou parcial.

No Brasil, o eclipse não estará visível, assim como não estará no restante dos países localizados no Hemisfério Sul da Terra. Porém, deve ocorrer um eclipse solar anular em 2 de outubro deste ano, que será visível aos brasileiros.

O eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, de forma que bloqueia a entrada da luz solar que chega à Terra. Quando a Lua bloqueia apenas parte da luz do Sol, o eclipse é chamado parcial ou anular. Quando, por sua vez, ela bloqueia toda a luz do Sol, há um eclipse total.

No eclipse solar total, a Terra, a Lua e o Sol se alinham em uma posição exata, o que faz com que o Sol seja tapado pela Lua de quem observa da Terra. No eclipse parcial, os três astros não estão completamente alinhados.

De acordo com a agência espacial norte-americana (Nasa), o primeiro local na América do Norte continental a ver o eclipse total será a costa do Pacífico do México, perto das 15h07 (horário de Brasília).

Esquema de eclipse total do sol (foto: Time and Date/Reprodução)
Esquema de eclipse total do sol (foto: Time and Date/Reprodução)

Eclipse no Brasil

O próximo eclipse a ser avistado no país será em 2 de outubro de 2024 e poderá ser visto nos estados da Região Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul, além de trechos da Bahia, Goiás e Mato Grosso.

Confira as informações no Correio Braziliense.

Cientista brasileiro pode ter descoberto novo planeta no Sistema Solar.

Planeta pode ter massa entre 1,5 e 3 vezes a da Terra (foto: Patryk Sofia Lykawka/Arquivo Pessoal )
Planeta pode ter massa entre 1,5 e 3 vezes a da Terra (foto: Patryk Sofia Lykawka/Arquivo Pessoal )

Segundo o estudo, o possível planeta estaria localizado em uma região distante chamada de Cinturão de Kuiper.

Um estudo liderado por um pesquisador brasileiro e um japonês levanta a hipótese da existência de um novo planeta no Sistema Solar.

Os cientistas brasileiro Patryk Sofia Lykawka, da Universidade Kindai, do Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, informam que o planeta estaria localizado em uma região distante chamada de Cinturão de Kuiper e com massa entre 1,5 e 3 vezes a do planeta Terra.

“Prevemos a existência de um planeta semelhante à Terra e de vários TNOs [objetos transnetunianos] em órbitas peculiares no sistema solar exterior, que podem servir como assinaturas testáveis %u200B%u200B%u200B%u200Bobservacionalmente das supostas perturbações do planeta”, dizem os pesquisadores em artigo publicado na revista científica Astronomical Journal.

Sofia Lykawka é professor da Universidade Kindai, no Japão (foto: Patryk Sofia Lykawka/Arquivo Pessoal)
Sofia Lykawka é professor da Universidade Kindai, no Japão (foto: Patryk Sofia Lykawka/Arquivo Pessoal )

Em entrevista à agência de notícias da Unisinos, Patryk Lykawka informou que simulações mostraram que o Sistema Solar – conhecido hoje por reunir quatro planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) – não explica as propriedades encontradas no suposto novo planeta. Ele graduou-se em física e matemática pela universidade privada.

“Dessa forma, este estudo prevê a existência de um planeta com massa de aproximadamente 1,5 a 3 Terras no sistema solar externo distante, situado além de 200 unidades astronômicas. Há três órbitas possíveis para o planeta, de aproximadas: 200 a 300 unidades astronômicas, 200 a 500 unidades astronômicas e 200 a 800 unidades astronômicas, mas os melhores resultados favorecem as duas últimas órbitas”, afirmou na entrevista.

O pesquisador destacou ainda o impacto da descoberta na comunidade científica e nos estudos futuros sobre o Sistema Solar. “Primeiro, o Sistema Solar oficialmente teria nove planetas novamente. Além disso, assim como ocorreu em 2006 com a reclassificação de Plutão, precisaríamos aprimorar a definição de ‘planeta’, já que um planeta massivo localizado muito além de Netuno provavelmente pertenceria a uma nova classe. Por fim, nossas teorias do sistema solar e da formação de planetas também precisariam ser revistas.”

De acordo com a Unisinos, o brasileiro reside há mais de 20 anos no Japão e leciona na Universidade Kindai.

Por: Agência Brasil.