CPMI do INSS: ex-ministro admite possível falha, mas nega negligência

11/09/2025 - Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 - Oitiva de testemunha. Ex-ministro do Trabalho e Previdência, Ahmed Mohamad Oliveira

Ex-ministro: “Talvez a gente tenha sido falho nessas questões com relação à questão das fraudes”  • Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira afirmou, nesta quinta-feira (11), que possíveis falhas na sua gestão, em 2022, foram em decorrência de “falta de estrutura”, e não por negligência. Ele prestou depoimento na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

Segundo o ex-ministro – que alterou o nome para Ahmed Mohamad Oliveira Andrade –, ele só teve conhecimento das fraudes no INSS a partir da operação da PF (Polícia Federal). Ele negou ter sido alertado por autoridades durante sua gestão no governo de Jair Bolsonaro (PL).

O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e parlamentares governistas destacaram na reunião que Oliveira foi o responsável por assinar e dar aval para ACTs (Acordos de Cooperação Técnica) de entidades associativas com o INSS. O ex-ministro, no entanto, afirmou que a assinatura era um “processo mecânico” e que não cabe ao instituto fiscalizar os acordos.

Enquanto governistas miravam nas assinaturas de ACTs no governo Bolsonaro, que viabilizaram os descontos associativos, os parlamentares da oposição destacaram que as cobranças cresceram de forma “exponencial” nos últimos anos, já no atual governo petista.

Oliveira afirmou que em sua gestão não havia orientação da CGU (Controladoria-Geral da União) ou do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre descontos associativos. Servidor de carreira há 40 anos, ele foi presidente do INSS entre novembro de 2021 e março de 2022 e, depois, comandou a pasta do Trabalho e Previdência de março a dezembro de 2022, durante o governo Boslonaro.

“Talvez a gente tenha sido falho nessas questões com relação à questão das fraudes, mas não por inércia, não por negligência e, sim, por falta de estrutura”, disse durante a oitiva. Ele destacou a carga “pesada” de trabalho e falta de servidores. “Infelizmente, se eu deixei de fazer coisas, eu deixei, porque eu tinha outras coisas para fazer, não por não ter feito nada.”, disse.

Parlamentares governistas alertaram Oliveira sobre possível “falso testemunho” e indicaram que devem apresentar novo pedido de convocação para ouvi-lo de novo.

Quebra de sigilo

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Fux vota para absolver Bolsonaro de todos os crimes relacionados à trama golpista

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O ministro Luiz Fux votou, nesta quarta-feira (10), pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro de todos os cinco crimes acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com isso, o placar da votação no Supremo Tribunal Federal (STF) ficou em 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro.

Em sua decisão, Fux argumentou que não há provas de que Bolsonaro tenha liderado ou participado de uma organização criminosa. O ministro já havia chegado à mesma conclusão para os outros réus, como Mauro Cid e Almir Garnier.

Sobre os crimes de dano ao patrimônio público durante os atos de 8 de janeiro, Fux afirmou que não existe evidência de que Bolsonaro tenha ordenado a depredação dos prédios públicos. Para o ministro, a PGR não conseguiu provar o “nexo de causalidade” entre os discursos do ex-presidente e os resultados dos atos.

O ministro rejeitou integralmente a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão queria a condenação do ex-presidente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. A pena poderia chegar a 30 anos de prisão.

Apesar do entendimento do ministro, o placar pela condenação de Bolsonaro e mais sete réus está 2 votos a 1. Os votos pela condenação foram proferidos ontem pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

O ministro prossegue na leitura do voto sobre as acusações de mais cinco réus. A sessão já dura mais de dez horas.

Acusações

Bolsonaro e mais sete réus respondem pela suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro e homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

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Ministro Flávio Dino aciona PF e diz que recebeu ‘graves ameaças’ pela internet

O ministro Flávio Dino, do STF, acionou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nesta quarta-feira, com um pedido de investigação contra usuários de redes sociais que publicaram “graves ameaças” contra o magistrado.

O ministro manda o chefe da PF adotar providências investigativas em relação aos usuários das redes que postaram centenas de mensagens direcionadas ao ministro, o Radar não reproduziu para não estimular tal prática lamentável.

“Imediatamente após o voto que proferi, no regular cumprimento da função pública que exerço, passei a ser destinatário de graves ameaças contra a minha vida e integridade física, veiculadas via internet. Entre os traços que chamam atenção, há uma constante alusão a eventos ocorridos no ‘Nepal’, o que parece sugerir uma ação concertada com caráter de incitação”, diz Flávio Dino.

“Alguns gravíssimos exemplos seguem em anexo, constituindo, inclusive, indicadores de coação no curso de processo, entre outros possíveis crimes. Lembro que tais fatos, além da relevância em si, podem deflagrar outros eventos violentos contra pessoas e o patrimônio público. Como sabemos, há indivíduos que são conduzidos por postagens e discursos distorcidos sobre processos judiciais, acarretando atos delituosos, a exemplo de ataques ao edifício-sede do STF, inclusive com uso de bombas. Assim, encaminho o material para as providências investigativas que competem à Polícia Federal”, segue o ministro.

Do Radar/VEJA

Placar do julgamento de Bolsonaro: veja os votos dos ministros da Primeira Turma do STF

Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF)/Fellipe Sampaio /STF
Edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF) (Fellipe Sampaio /STF)

Com dois votos já proferidos pela responsabilização dos réus, basta mais um para formar maioria na Primeira Turma do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (10) o julgamento da chamada trama golpista, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados acusados de tentativa de golpe de Estado. O caso está sendo analisado pela Primeira Turma da Corte, composta por cinco ministros.

Até o fim da tarde dessa terça-feira (9), apenas dois votos haviam sido registrados: o do relator Alexandre de Moraes e o do ministro Flávio Dino. Ambos defenderam a condenação de todos os réus.

Dino, no entanto, fez uma distinção em relação a três acusados — o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa. Para ele, a participação desses três teria sido menor, o que justificaria penas mais brandas em relação aos demais.

O julgamento foi retomado nesta quarta-feira (10) com o voto do ministro Luiz Fux. Na sequência, votarão Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Como o colegiado é formado por cinco integrantes, a maioria é alcançada com três votos. Isso significa que, caso qualquer um dos três ministros restantes acompanhe Moraes e Dino, já estará formada a maioria favorável à punição dos acusados.

A definição das penas — que podem chegar a até 30 anos de prisão em regime fechado — só ocorrerá após o encerramento da votação sobre a culpa ou absolvição dos réus.

Diario de Pernambuco

Dino vota pela condenação dos oito réus do núcleo 1

O segundo a votar no julgamento do núcleo crucial da tentativa de golpe de estado, nesta terça-feira, na primeira turma do Supremo Tribunal Federal, foi o ministro Flávio Dino.

Ele concordou com o relator, ministro Alexandre de Moraes, e pediu a condenação dos  oito réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelos crimes denunciados pela Procuradoria-Geral da República.

Mas, na avaliação de Flávio Dino, os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio, e o ex-diretor da ABIN, Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, tiveram um papel menor na trama, e merecem penas diferentes.

“Em relação Boslonaro e Braga Netto, bastante alta, dosemetria alta. Do mesmo modo, em relação a Almir Garnier, Anderson Torres e Mauro Cid. Contudo, em relação a Paulo Sergio, Augusto Heleno e Alexandre Ramagem, a uma participação de menor importância.”

Flávio Dino reforçou o entendimento do Supremo de que os crimes que atentam contra o Estado Democrático de Direito não cabem anistia, bandeira assumida por parlamentares bolsonaristas no Congresso Nacional.

O ministro reforçou ainda que este não é um julgamento sobre as Forças Armadas, mas sim sobre a necessidade de preservar instituições do Estado, garantindo que elas se mantenham apartidárias.

No final de seu voto, Flávio Dino afirmou que nenhuma ameaça estrangeira ou postagem na internet irá interferir na atuação dos ministros do Supremo.

O julgamento na 1ª Turma do STF será retomado nesta quarta-feira, às 9h da manhã, com o voto do ministro Luiz Fux, que já afirmou que diverge da questão preliminar da competência da turma em julgar a ação. Para Fux, o julgamento deveria ocorrer no plenário do STF, com todos os ministros da Corte.

Afogados FM

Julgamento de Bolsonaro ao vivo: assista a transmissão desta terça-feira (9)

Brasília (DF) 02/09/2025 - STF inicia o julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus da trama golpista Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 02/09/2025 – STF inicia o julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus da trama golpista Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Grupo com o ex-presidente Jair Bolsonaro faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela PGR.

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos ex-sete auxiliares, réus do núcleo 1 da trama golpista, será retomado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (9). O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Acompanhe o julgamento de Bolsonaro ao vivo.

Veja datas e os horários das sessões no STF

  • 9 de setembro – 9h e 14h;
  • 10 de setembro –9h;
  • 11 de setembro – 9h e 14h;
  • 12 de setembro – 9h e 14h.

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

A partir de hoje, será iniciada a votação que resultará na condenação ou absolvição dos réus. Também foram reservadas as sessões dos dias 10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento.

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Telegram abriga canais neonazistas e sugere conteúdo a usuários

Levantamento feito pelo pesquisador Ergon Cugler, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mapeou 737.783 conteúdos em comunidades neonazistas do Telegram de 2016 a 2025 em toda a América Latina./crédito: Getty Images
crédito: Getty Images

Apesar de sanções da Justiça, plataforma direciona conteúdo de ódio para usuários de canais antivacina e conspiracionistas. No Brasil, estudo mapeou 492 mil posts neonazistas entre 2016 e 2025

Um dos principais concorrentes do WhatsApp no Brasil, a plataforma de mensagens Telegram tem lucrado com a exposição de conteúdo neonazista em canais abertos.

Levantamento feito pelo pesquisador Ergon Cugler, do Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mapeou 737.783 conteúdos em comunidades neonazistas de 2016 a 2025 em toda a América Latina.

O Brasil lidera, com 492 mil publicações do gênero. Atualmente, há 118 mil usuários ativos nesses grupos, sendo 35,2 mil somente no país.

A maioria dos canais é acessível pelo algoritmo do Telegram, que os recomenda para usuários que interagem com conteúdo de extrema-direita e teorias da conspiração, como grupos antivacina. Esses ambientes são a porta de entrada para publicações mais extremistas, já que a plataforma identifica a preferência e sugere cardápio em aba intitulada “canais similares”.

Foi por meio desse mecanismo que o pesquisador Ergon Cugler encontrou as primeiras publicações nazistas. Ele pesquisava comunidades de conspiração no Telegram e percebeu que, além de esbarrar frequentemente em exaltações a Adolf Hitler e ao partido nazista alemão, era possível acessar facilmente novas comunidades.

Outro problema é que vários canais encontrados pelo pesquisador — também localizados pela reportagem — foram criados há anos, demonstrando falha na moderação do Telegram. As primeiras postagens datam de 2016 e seguem no ar. Vários estão há anos sem atualizações, mas isso, para Cugler, não significa que estejam fora de uso.

“Não importa se lá atrás houve muita postagem e agora não. O ponto é que elas acabam servindo de biblioteca on-line. Não é preciso publicar mais, já tem tudo disponível ali para quem quiser montar um kit nazista em casa”, alertou Cugler ao Correio.

“Esses canais nunca foram derrubados. Os conteúdos, em alguns casos, estão no ar há nove anos. Na prática, vemos uma omissão das plataformas digitais e especialmente no caso do Telegram”, afirmou.

Discurso de ódio

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Entenda os próximos passos do julgamento de Bolsonaro no STF

Brasília (DF) 02/09/2025 - STF inicia o julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus da trama golpista  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Votos começarão na sessão de terça-feira (9); confira ordem

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na terça-feira (9) o julgamento do núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados.

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

Nesta semana, o colegiado vai iniciar a votação que pode condenar Bolsonaro e os outros réus a mais de 30 anos de prisão.

Foram reservadas as sessões dos dias 9,10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento.

Pesam contra os acusados a suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro e assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula. A denúncia também cita o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023

Quem são os réus?

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Ministros do STF não comparecem ao desfile do 7 de Setembro, evento marcado por recados; entenda

Presidente e outras autoridades no desfile do 7 de Setembro em Brasília
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Governo enviou convites, mas magistrados não compareceram

Convidados, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram não comparecer ao desfile do Sete de Setembro que ocorre na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A solenidade deste domingo (7) é marcada por recados a Jair Bolsonaro e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ocorre em meio ao julgamento do ex-presidente brasileiro pela Primeira Turma da Corte.

Entre governistas, a ausência é interpretada como uma escolha calculada para evitar novas tensões institucionais.

Desde que Bolsonaro passou a ser investigado por suposta tentativa de golpe, a relação entre a Corte e o bolsonarismo tornou-se uma das mais delicadas da cena política. O processo em curso no STF pode resultar em condenação do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto, elevando o clima de animosidade.

Nesse contexto, a ausência dos magistrados em um evento cívico de grande visibilidade, como o desfile da Independência, passa uma mensagem de independência em relação ao governo.

O Palácio do Planalto, por sua vez, reiterou os convites e recebeu ministros de Estado, autoridades militares e representantes do Legislativo, como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Historicamente, integrantes do STF participam do 7 de Setembro, embora de forma irregular. No ano passado, por exemplo, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin estiveram presentes, reforçando a percepção de que a ausência coletiva deste ano é excepcional.

O GLOBO questionou a assessoria do STF sobre as ausências, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. No sábado, havia sido informado que o presidente Luís Roberto Barroso e o ministro Edson Fachin não estariam em Brasília, consolidando a expectativa de que a Corte optou por manter discrição em um momento de alta exposição política.

O desfile de 2025, que também contou símbolos voltados a Trump e Bolsonaro, acabou servindo como um palco duplo: de celebração cívica e, ao mesmo tempo, de recados sobre o patriotismo e a soberania.

Por Agência O Globo

Lula diz que só não será candidato em 2026 se houver problema de saúde

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 5, que não teme nenhum adversário nas eleições presidenciais de 2026. Apesar de não confirmar que é o candidato do PT no ano que vem, Lula, que completa 80 anos este ano, declarou que as únicas chances de não disputar as eleições é se houver questão de saúde ou surgir um candidato melhor.

“Eu não escolho adversário. Sinceramente, eu já disputei tantas eleições, já disputei com tanta gente”, disse, antes de elencar sua trajetória em eleições presidenciais. “Eu tenho uma trajetória política que quem deve estar preocupado são meus possíveis adversários.”

Em uma reunião ministerial em agosto, Lula falou no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como seu oponente. Foi a primeira vez que o petista falou em Tarcísio como possível candidato presidencial – o que marcou uma mudança na avaliação anterior, que via Tarcísio como candidato à reeleição do governo paulista.

Na entrevista, o petista não fez menção a possíveis adversários, mas ressaltou que “a extrema direita não vai voltar a governar este país”.

Apesar de considerar sua candidatura à reeleição, Lula não confirmou que é candidato. Segundo ele, isso só vai ser definido no ano que vem e depende de sua saúde. “Se eu estiver com o estado que eu estou hoje, com a saúde que eu estou hoje, posso te dizer que eu não tenho duvidas que eu serei candidato a presidência da República”, afirmou.

O presidente também se comparou a Getúlio Vargas, que governou o país de 1930 a 1945, falou em mudanças na CLT e se posicionou com relação à tensão entre EUA e Venezuela e a questão Israel e Palestina. Ele também disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro “não é uma figura normal” e defendeu a regulação das redes sociais. Sobre as tarifas dos EUA, o petista declarou que tem encontrado resistência no diálogo com o governo de Donald Trump. Leia abaixo outros trechos da entrevista.

CLT e comparação a Getúlio Vargas

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