Ministros do STF avaliam que julgamento de Bolsonaro na trama golpista pode começar até setembro

Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668
Foto: Antonio Augusto/STF

Previsão depende de questões processuais; Interrogatórios de oito réus, incluindo ex-presidente, já foram concluídos

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o julgamento da ação penal do primeiro núcleo da trama golpista — que tem como réus o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Braga Netto e outras seis pessoas — pode começar até setembro.

Integrantes da Corte e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ouvidos pelo Globo veem esse período como provável tendo em vista o cumprimento dos requisitos legais para que a ação esteja pronta para ser apreciada.

Os magistrados ponderam que essa previsão depende ainda de questões processuais. Uma delas é a questão de a ação ter um réu preso, Braga Netto, o que faria com que os prazos não fossem suspensos durante o recesso do Judiciário. Isso faria com que o caso andasse ainda mais rápido.

Os interrogatórios dos réus terminaram nesta terça-feira e foram vistos por magistrados como “sem novidades” e dentro do “script” esperado. Para eles e integrantes da PGR, porém, as falas dos réus serviram para reforçar o teor da denúncia.

Processualmente, após as manifestações das defesas sobre eventuais novas diligências, o caso entraria na fase de alegações finais, quando são concedidos prazos de 15 dias da seguinte forma: 15 dias para o Ministério Público, 15 dias para o réu delator, Mauro Cid, e 15 dias para os demais réus.

Além de Bolsonaro, Cid e Braga Netto, são réus do núcleo 1 da trama golpista Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, os ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Anderson Torres (Justiça) e Paulo Sério Nogueira (Defesa). Eles são acusados pela PGR de integrarem o núcleo crucial do planejamento da trama golpista.

Em março, a Primeira Turma aceitou a denúncia por unanimidade. A partir de então, foi dado início à fase de instrução da ação penal, com a oitiva de mais de 40 testemunhas e os interrogatórios, que foram realizados em dois dias.

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Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 -

Jair Messias Bolsonaro/Foto: Ton Molina/STF
Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 – Jair Messias Bolsonaro (Foto: Ton Molina/STF)

STF concluiu a instrução penal da ação em que Bolsonaro e mais sete aliados são acusados de participarem de trama golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na terça-feira (10/6), nova fase da ação penal que analisa os atos da suposta trama golpista para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus – considerados o núcleo crucial do caso, conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) – passaram por interrogatórios nos últimos dois dias.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, presidiu as sessões de perguntas, e os réus responderam aos questionamentos feitos por ele, pelo ministro Luiz Fux, também integrante da Primeira Turma, do PGR, Paulo Gonet, e dos advogados de defesa dos demais acusados.

Todos os réus expuseram seus pontos, negaram participação em qualquer tipo de golpe e rebateram as acusações da PGR. “Com isso, encerramos todos os interrogatórios. Declaro encerrada a audiência de instrução da AP 2668”, disse Moraes ao término dos questionamentos.

Leia a matéria completa no portal Metrópoles.

Homem preso por agredir criança ao confundir com bebê reborn foi solto

Preso em flagrante por lesão corporal depois de agredir um bebê em Belo Horizonte na semana passada, Filipe Martins Cruz, de 36 anos, foi solto pela Justiça de Minas Gerais após audiência de custódia realizada no último sábado, 7.

O homem acreditou que a criança, de 4 meses, fosse um bebê reborn, uma boneca hiper-realista que os pais estariam usando para furar a fila de uma lanchonete.

A decisão foi assinada pela juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa A magistrada entendeu que o caso não preencheu os requisitos que levariam a conversão de uma prisão em flagrante em preventiva. “Acerca das hipóteses que autorizam a preventiva, entendo que, por ora, não se fazem presentes, pois o crime de lesão corporal leve possui pena máxima inferior a 4 (quatro) anos, não restando preenchido, assim, um dos requisitos legais previstos no artigo 313 do CPP (Código de Processo Penal) (inciso I)”, afirma a juíza na sentença.

Ao conceder a liberdade provisória para Martins, a magistrada determinou medidas cautelares, como o comparecimento à Central de Acompanhamento de Alternativas Penais (Ceapa) por três meses, e o pagamento de uma fiança no valor de três salários mínimos, que corresponde a R$ 4.554.

Em vídeo gravado nas redes sociais, a defesa de Filipe Martins afirma que a Justiça acertou na decisão e afirma que seu cliente não teve dolo na agressão, ou seja, intenção de machucar a criança. “Meu cliente praticou a conduta em equívoco, acreditando que tratava-se de um objeto, de um boneco, hiper-realista, por razão pela qual correu em erro e praticou a conduta sem o dolo de machucar uma pessoa vulnerável, um bebê, uma criança”, disse o advogado Inti Collio.

Do Estadão

Motta diz que Câmara vai declarar perda do mandato de Carla Zambelli

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o Parlamento vai cumprir a recente determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de declarar a cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli sem submeter o assunto ao plenário.
Em meados de maio, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a dez anos de prisão e à perda do mandato. A pena foi aplicada por Zambelli e o hacker, réu confesso e também condenado no mesmo processo, Walter Delgatti, terem invadido o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde inseriram documentos falsos, incluindo um mandato de prisão fraudulento contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Na última sexta-feira (6), a mesma Primeira Turma rejeitou os recursos que a deputada apresentou a fim de tentar reverter a sentença inicial. A confirmação da condenação de Zambelli foi anunciada três dias após a parlamentar anunciar que deixou o Brasil com o propósito de se estabelecer na Europa e, assim, evitar ser presa.

Ao deixar o Brasil, Zambelli passou pelos Estados Unidos e partiu para a Itália, onde ingressou pouco antes de ter o nome incluído na lista de fugitivos procurados pela Interpol e do ministro Alexandre de Moraes decretar a prisão dela e o bloqueio dos passaportes (inclusive o diplomático), salários, contas bancárias, bens móveis e imobiliários e acesso às redes sociais.

Zambelli afirma ser alvo de perseguição política e já classificou a decisão do STF como “ilegal, inconstitucional e autoritária”. Para ela, constitucionalmente, um deputado federal só pode ser preso em flagrante ou por crime inafiançável. E a perda de mandato precisaria ser aprovada por seus pares, em plenário. Tese que não conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Mota.

As informações são da Agência Brasil

Moraes e Bolsonaro frente a frente em depoimento sobre plano de golpe

Alexandre de Moraes e Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ficar frente a frente com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o interrogatório de réus do “núcleo 1” da ação sobre o plano de golpe, considerado crucial para o desenvolvimento da trama.

O grupo, considerado o principal da trama, sentará na primeira fileira da sala de sessões da Primeira Turma do STF a partir desta segunda-feira (9). Diante deles, estarão o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O interrogatório pode seguir até a sexta-feira (13), a depender do tempo necessário para ouvir cada um dos oito réus do núcleo.

O primeiro será Mauro Cid, por ter firmado acordo de delação premiada. Depois dele, os demais réus prestarão depoimento em ordem alfabética.

Bolsonaro será o sexto a falar. O último, Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, será o único a prestar depoimento por videoconferência, já que está preso.

A disposição dos réus nas cadeiras, presencialmente, será:

  • Mauro Cesar Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator no processo);
  • Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal);
  • Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional);
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente; e
  • Paulo Sergio Nogueira (ex-ministro da Defesa).

Como será o interrogatório

Os depoimentos começarão com a convocação individual dos réus à tribuna montada no centro da sala de sessões, equipada com dois assentos — um para o réu e outro para seu advogado de defesa.

Durante o interrogatório, o primeiro a questionar o réu é o juiz instrutor, ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, a palavra é concedida à acusação, representada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Depois, os advogados de defesa também podem fazer perguntas, respeitando a ordem alfabética dos réus.

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, a segurança será reforçada na Corte — uma medida comum em eventos que reúnem autoridades e figuras públicas.

Acusação de crimes

Sete dos oito réus respondem por cinco crimes: (1) tentativa de golpe de Estado, (2) organização criminosa armada, (3) tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, (4) dano qualificado e (5) deterioração de patrimônio.

Apenas Alexandre Ramagem responde por três crimes: (1) tentativa de golpe de Estado, (2) tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e (3) organização criminosa. Ele teve as acusações reduzidas após a Câmara dos Deputados sustar os crimes, por ser parlamentar.

A Primeira Turma do STF manteve as três acusações por considerar que, quando supostamente cometeu os crimes, Ramagem não era parlamentar e não tinha imunidade.

Brenda SilvaDavi Vittorazzi, da CNN, em Brasília

Prefeita posta vídeo dançando de biquíni e vira alvo de críticas

Prefeita de Marituba, Patrícia Alencar/Reprodução/Instagram
Prefeita de Marituba, Patrícia Alencar (Reprodução/Instagram)

Vídeo da prefeita de Marituba, no Pará, repercutiu na internet e dividiu opiniões sobre exposição e postura pública de autoridades

A prefeita de Marituba, no estado do Pará, Patrícia Alencar, se tornou alvo de críticas e debates nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que aparece dançando de biquíni. A gravação, originalmente publicada em sua conta pessoal do Instagram, foi compartilhada fora do círculo restrito da plataforma e viralizou, gerando reações diversas.

Veja vídeo:

No vídeo, Patrícia dança a música “Que Pancada de Mulher”, de Xand Avião e Zé Vaqueiro. A canção tem versos que exaltam a beleza feminina. A prefeita, no entanto, não esperava que a gravação privada se tornasse pública.

Segundo ela, a publicação foi feita em seu perfil pessoal, seguido por apenas 186 pessoas. “É um Instagram extremamente privado”, explicou. Patrícia afirmou que um dos seguidores gravou a tela e repassou o conteúdo para sites e perfis locais, o que provocou a ampla repercussão.

Confira as informações completas no Metrópoles.

São João: das 10 cidades com mais gastos em cachês, 8 têm piores condições de vida em PE

São Joaquim do Monte tem o pior IDH dos dez municípios que mais gastam com cachês artísticos para o São João /DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE SÃO JOAQUIM DO MONTE
São Joaquim do Monte tem o pior IDH dos dez municípios que mais gastam com cachês artísticos para o São João (DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE SÃO JOAQUIM DO MONTE)

Segundo painel do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), apenas Caruaru, com investimento de R$ 13,88 milhões, e Vitória de Santo Antão, com R$ 2,69 milhões, estão fora do ranking

Dos 10 municípios que mais gastam com o artistas no São João, até esta sexta (6), oito estão entre os com piores IDH’s (Índice de Desenvolvimento Humano) de Pernambuco.

Os dados são do Portal de Transparência dos Festejos Juninos, do Ministério Público de Pernambuco.

Apenas Caruaru, com investimento de R$ 13,88 milhões, e Vitória de Santo Antão, com R$ 2,69 milhões, estão fora deste ranking.

Na liderança, Itapetim, que destinará R$ 1,71 milhão para cachês artísticos nos três dias de festas juninas, de 28 a 30 de junho. O valor está distribuído em seis atrações, mas só Natanzinho Lima receberá R$ 600 mil por cerca de 1h40 de show.

Itapetim é um município do Sertão pernambucano, na divisa com o estado da Paraíba, com uma população de 14.232 habitantes, segundo o último censo, e com IDH de 0,592.

Logo depois vem Ibimirim, no Agreste e com população de 28.760 habitantes. As festividades começam nesta sexta (6) e vão até o dia 11, com sete atrações, incluindo Zezé de Camargo. O custo: R$ 1,31 milhão. O IDH: 0,552.

Saloá, outro município do Agreste, com 14.173 moradores, desembolsará R$ 1,25 milhão para apenas dois dias de festas: dia 10 de junho e 6 de julho, que apresenta o Projeto À Vontade e seus R$ 800 mil de cachê. Seu IDH é de 0,559.

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65% querem que Bolsonaro desista de candidatura e apoie outro nome

Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)/foto: Marcos Corrêa/Agência Brasil
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (foto: Marcos Corrêa/Agência Brasil)

Pesquisa aponta que mais brasileiros temem retorno de Bolsonaro do que continuidade do governo Lula

A maioria dos brasileiros considera que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030, deveria abandonar de imediato a retórica de que será candidato à Presidência da República em 2026 e apoiar outro nome na disputa. É o que aponta a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 5.

Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados afirmam que Bolsonaro “deveria abrir mão da candidatura agora e apoiar outro candidato”. Entre os eleitores de direita, 55% compartilham dessa opinião. Já entre os eleitores bolsonaristas, o porcentual cai para 38%.

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada com 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%.

Questionados sobre quem deveria substituir Bolsonaro nas eleições de 2026, os nomes mais citados foram o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com 17%, e o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 16%.

Na sequência aparecem o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), com 11%; o influenciador Pablo Marçal (PRTB), que também está inelegível, com 7%; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), com 5%; o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, com 4%; e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3%.

A pesquisa também revelou que, atualmente, 45% dos brasileiros têm mais medo de uma eventual volta de Bolsonaro à Presidência do que da continuidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que preocupa 40% dos entrevistados.

Outro dado do levantamento é o crescimento de Tarcísio em um cenário de segundo turno contra Lula. Nesse cenário, Lula aparece com 41% das intenções de voto, e Tarcísio, com 40%. O resultado representa um avanço de três pontos percentuais para o governador paulista em relação à pesquisa anterior, divulgada em março.

Estadão Conteúdo

Marinha expulsa militar que participou do 08 de janeiro

A Marinha expulsou, na quarta-feira (4), o primeiro militar das Forças Armadas por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — que culminaram na depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília.

Trata-se do suboficial da reserva Marco Antônio Braga Caldas, condenado a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por causa das ações antidemocráticas.

A decisão partiu de um Conselho de Disciplina interno da Marinha, instaurado após a condenação de Caldas. A Força alegou “motivos disciplinares” e ressaltou que ele deveria ser desligado da corporação “a bem da disciplina”, entendendo que sua permanência, mesmo na reserva, violaria os princípios da carreira.

O processo aguarda apenas despacho final do comandante da Força Naval. Por meio de nota, a Marinha afirmou que o conselho foi instaurado “para julgar militares condenados a mais de dois anos de prisão ou que tenham infringido gravemente as normas disciplinares”.

Atualmente, o suboficial está na reserva remunerada. Com a decisão, ele deixa de ser militar, perdendo todos os direitos que conquistou durante a carreira. No entanto, os dependentes dele continuarão recebendo salário, pois Caldas deve ser incluído no sistema como “morto ficto” para que seus beneficiários legais possam receber a pensão correspondente ao posto, cumprindo o previsto na legislação vigente.

Com informações do Correio Braziliense.

Desaprovação do governo Lula mantém alta e chega a 57%, diz Quaest

O trabalho realizado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por mais da metade dos brasileiros, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (4).

O levantamento mostra que 57% desaprovam a terceira administração do petista, enquanto 40% aprovam. Não sabem ou não responderam são 3%.

Em março, 56% desaprovavam e 41% aprovavam. Os que não sabem ou não responderam também eram 3%.

Foram entrevistadas 2.004 pessoas pela Quaest, presencialmente, entre 29 de maio e 1º de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.