Filme com Fernanda Montenegro foi o mais assistido da última quinta-feira (13) nos cinemas, na frente de ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’
Novo longa protagonizado por Fernanda Montenegro, Vitória abriu em primeiro lugar na bilheteria no Brasil no dia do seu lançamento, na última quinta-feira (13). De acordo com a Cinemascore BRA, o filme nacional estreou na frente de Capitão América: Admirável Novo Mundo, Mickey 17, O Macaco e Ainda Estou Aqui.Os dados do primeiro fim de semana devem ser divulgados até o domingo (16).
O filme tem direção de Andrucha Waddington, genro de Fernandona, que levou à frente o projeto original de Breno Silveira (2 Filhos de Francisco), falecido em Limoeiro, interior de Pernambuco, no primeiro dia das filmagens, em 2022, vítima de um infarto fulminante. Além de Fernandona, figuram no elenco Alan Rocha, Linn da Quebrada, Sacha Bali, Jennifer Dias, Laila Garin e Thelmo Fernandes.
Dona Vitória é o nome fictício foi dado à personagem verídica que, com sua câmera de vídeo, se tornou essencial para desmantelar uma violenta quadrilha que envolvia traficantes e policiais. Em agosto de 2005, o jornal carioca Extra, através do repórter Fábio Gusmão (interpretado no filme por Alan Rocha, presente também como jornalista em Ainda Estou Aqui), desenvolveu a série Janela indiscreta, divulgando a história a partir das imagens captadas pela senhora, que teve a identidade mantida em sigilo até a sua morte, em fevereiro de 2023.
Elle Fanning interpreta Sylvie Russo, baseada na real Suze Rotolo, primeira musa inspiradora de Bob Dylan (Disney/Divulgação)
Timothée Chalamet, em convincente composição física e vocal, interpreta o ícone da música nos anos iniciais da sua carreira; longa concorre ao Oscar em oito categorias, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator.
Demorou décadas para sair do papel a cinebiografia de um dos artistas emblemáticos da cultura norte-americana, mas o terreno agora é fértil para esse tipo de produção em Hollywood. Nos últimos anos, a indústria estabeleceu uma fórmula de sucesso para contar a história de ídolos em tom de filme-homenagem. Os resultados, ao menos a nível de repercussão, têm sido bem sucedidos: de Bohemian Rhapsody a Elvis, passando por Rocketman, até, finalmente, Um Completo Desconhecido, sobre o muito mais do que conhecido Bob Dylan, que chega nesta semana aos cinemas e concorre a oito categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator (Thimothée Chalamet).
Adaptado do livro Dylan Goes Electric (2015), de Elijah Wald, o longa é um recorte do início da carreira do astro, entre 1961 e 1965, quando chega a Nova York para conhecer seu ídolo Woody Guthrie (Scoot McNairy), que se encontra hospitalizado. A trama acompanha sua mudança de cantor folk para a amplificação elétrica marcada pela participação no Festival Folclórico de Newport e essa ascensão na música é narrada em paralelo ao triângulo amoroso entre Bob e as duas mulheres que cruzam sua vida nesse período: Sylvie Russo, inspirada na real Suze Rotolo e interpretada por Elle Fanning, e a cantora folk Joan Baez, vivida por Monica Barbaro, indicada a Melhor Atriz Coadjuvante.
Monica Barbaro concorre ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Disney/Divulgação)
O cantor Pete Seeger é outro personagem importante nesse crescimento do protagonista — e ainda que Edward Norton o interprete com competência, a sua indicação a Melhor Ator Coadjuvante é tão inexplicável quanto a da direção. James Mangold, que também adapta o roteiro em parceria com Jay Cocks (Gangues de Nova York), é mais conhecido como um diretor ‘de encomenda’ do que como autor. Sua funcionalidade é reconhecível em filmes bem diferentes como Garota, Interrompida (1999), Logan (2017), Ford vs Ferrari (2019) e Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023). No mesmo filão de Um Completo Desconhecido, ele já havia dirigido em 2005 a cinebiografia Johnny & June, sobre Johnny Cash — artista que marca presença neste novo longa, em atuação marcante de Boyd Holbrook.
A presença de Timothée Chalmet, que protagoniza duas superproduções entre os dez indicados ao Oscar de Melhor Filme (contando com Duna: Parte 2) e se tornou um dos maiores astros de sua geração, pode tornar difícil para espectadores frequentes enxergarem Bob Dylan e não a persona superexposta do ator, mas isso não diminui a competência da sua composição física e vocal. Ele, afinal, vem estudando o biografado desde 2020 para interpretá-lo e cumpre perfeitamente o desafio pesado de cantar como o ícone da música.
O recorte temporal escolhido no caso de Dylan é uma vantagem para fugir do modelo clássico — e atualmente aborrecido — de contar toda a vida do personagem real. Mangold articula um ritmo fluido e constante, que desenvolve o arco ascensão à fama em um tom uniforme, sem grandes momentos de impacto e com um desinteresse pelo espetáculo compatível à personalidade esquiva do artista, que, na vida real, fez contribuições para o roteiro e demonstrou satisfação com o resultado. “Timmy é um ator brilhante. Acho que ele convence perfeitamente me interpretando”, afirmou o próprio Bob Dylan em rede social.
Apesar da solidez da narrativa e das caracterizações, o saldo passa uma impressão um tanto plana, segura demais para falar dos conflitos de um homem que até queria (será?) permanecer um completo desconhecido, mas que, desde a época retratada, não tinha escolha. De toda sorte, fãs de canções como Blowin’ in theWind, Don’t Think Twice, It’s Alright, It’s All Over Now, Baby Blue e It Ain’t Me, Babe devem ficar satisfeitos com o cuidado com que Mangold rege Timothée Chalamet e Monica Barbaro. Na escala das cinebiografias contemporâneas, justiça seja feita, todos aqui passam na média.
Fernanda Torres foi escolhida como Melhor Atriz em Filme de Drama no Globo de Ouro (foto: Robyn Beck / AFP)
A filha de Fernanda Montenegro foi segunda opção do diretor Walter Salles para interpretar Eunice Vieira em ‘Ainda Estou Aqui’
Com o burburinho do Globo de Ouro, uma curiosidade sobre Fernanda Torres foi revivida nesta segunda-feira (6/1). A filha de Fernanda Montenegro foi escolhida como Melhor Atriz em Filme de Drama, na maior premiação do cinema mundial, pela participação em Ainda Estou Aqui. Ela foi a primeira brasileira a ganhar a disputa na história do cinema nacional.
No entanto, o papel de Eunice Paiva, protagonista da trama, seria de outra artista: Mariana Lima. A atriz já estava estudando a personagem a convite do diretor, Walter Salles, mas acabou deixando o projeto por conta de problemas pessoais.
Atriz Mariana Lima (foto: Lucas Seixas/Divulgação )
Na ocasião, Mariana estava terminando seu casamento o ator Enrique Diaz, que havia completado 25 anos. “Walter achou que eu não ia dar conta e, realmente, eu não ia”, justificou a veterana.
Confira as informações completas na coluna Fábia Oliveira, no Metrópoles.
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