O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura (Foto: Reprodução)
O presidente Lula celebrou os prêmios que o filme brasileiro O Agente Secreto conquistou no no Festival de Cannes durante este sábado (24)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou os prêmios que o filme brasileiro O Agente Secreto conquistou no Festival de Cannes neste sábado (24/5).
“Hoje é dia de sentir ainda mais orgulho de ser brasileiro. De comemorar o reconhecimento que nossa arte tem no mundo”, afirmou o político nas redes sociais.
O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura. Foi a segunda vez que um diretor brasileiro foi reconhecido na categoria. Já a láurea de Wagner é inédita para o Brasil.
O filme rendeu o prêmio de melhor diretor para Kleber Mendonça Filho e melhor ator para Wagner Moura (Foto: Reprodução)
Equipe do documentário Para Vigo Me Voy!, sobre obra de Cacá Diegues – SORAYA URSINE/DIVULGAÇÃO
Sessão dentro da prestigiada mostra Cannes Classics foi muito aplaudida pelo público e marcou a estreia mundial do filme, que concorre ao Olho de Ouro.
O documentário “Para Vigo Me Voy!“, que presta homenagem ao cineasta Cacá Diegues, um dos nomes centrais da história do cinema brasileiro, foi exibido nesta segunda-feira (19), no Festival de Cannes.
A sessão, realizada dentro da prestigiada mostra CannesClassics, foi muito aplaudida pelo público e marcou a estreia mundial do filme, que concorre ao Olho de Ouro, prêmio destinado aos melhores documentários do festival francês, que segue até o dia 24 de maio.
Dirigido por Lírio Ferreira e Karen Harley, “Para Vigo Me Voy!” revisita mais de seis décadas de cinema e de história do Brasil a partir da trajetória de Diegues, que teve presença recorrente na Croisette desde os anos 1960. Para a estreia, os diretores estavam acompanhados do produtor Diogo Dahl, da produtora executiva Maria Fernanda Miguel e da coprodutora Clélia Bessa.
A exibição contou com a presença de nomes importantes da cultura brasileira, como as atrizes Alice Braga e Camila Pitanga, e a diretora Marianna Brennand, que se uniram à equipe do filme na homenagem ao cineasta.
vImagem de Cacá Diegues – DIVULGAÇÃO
Para Vigo Me Voy! articula cenas icônicas da filmografia de Diegues – como Bye Bye Brasil, Quilombo e Joanna Francesa – com entrevistas, registros inéditos e imagens da última filmagem dirigida por ele, o inédito Deus Ainda É Brasileiro.
O documentário também inclui depoimentos de artistas que colaboraram com o cineasta ao longo da carreira, como Antonio Pitanga, Zezé Motta, Sonia Braga, Wagner Moura, Jesuíta Barbosa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jorge Benjor e Jeanne Moreau.
A produção é assinada por Diogo Dahl, da Coqueirão Pictures, com coprodução de Globo Filmes, GloboNews, Raccord, Sinédoque e Dualto Produções. A distribuição no Brasil será feita pela Gullane+. A música-título é interpretada por Ney Matogrosso e o Pife Muderno, com produção de Carlos Malta.
Esta é a segunda vez que a Coqueirão Pictures participa da mostra Cannes Classics. Em 2016, o documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha, coproduzido pela empresa, recebeu o Olho de Ouro de Melhor Documentário.
Presença marcante em Cannes
Cacá Diegues faleceu em fevereiro deste ano, enquanto o documentário ainda estava em fase de montagem. Com carreira iniciada nos anos 1960, o cineasta participou de diversas edições do Festival de Cannes. Esteve na competição oficial com Bye Bye Brasil (1980), Quilombo (1984) e Um trem para as estrelas (1987), além de exibir obras na Quinzena dos Realizadores e na Semana da Crítica.
Ao todo, oito dos 17 longas que dirigiu individualmente passaram por Cannes. Em 1981, ele foi membro do júri da mostra competitiva. Fora de competição, apresentou O Grande Circo Místico, em 2018. Em 2010, retornou como produtor do coletivo Cinco Vezes Favela – Agora por nós mesmos.
O filme “SERTÃO 2138” é um curta-metragem do gênero ficção-científica que aborda temas como racismo, problemas socioeconômicos e ambientais, retratados numa distopia filmada no sertão de Pernambuco – DIVULGAÇÃO
A produção, representada pela indicação do diretor de fotografia Gabriel Manes, estreou no Chicago Latino Film Festival, festival de cinema dos EUA.
O cinema pernambucano segue se destacando em competições nacionais. O curta-metragem “SERTÃO 2138” está entre os finalistas do Prêmio ABC 2025, da Associação Brasileira de Cinematografia, na categoria “Melhor Direção de Fotografia de Filme Estudantil”. A produção, representada pela indicação do diretor de fotografia Gabriel Manes, teve a estreia internacional no dia 12 de abril, na 41ª edição do Chicago Latino Film Festival, importante festival de cinema dos Estados Unidos.
O filme é uma obra universitária do gênero ficção científica, dirigida por Deuilton B. Junior, com atuações de Clau Barros, Camilly Vitória e Asaías Rodrigues, e realizada por estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da UFPE.
As filmagens ocorreram no município de Tuparetama, localizado no Sertão do Pajeú, em 2023. Após o processo de edição e finalização, o filme começou a ser selecionado, em 2025, para diversos festivais de cinema nacionais e internacionais, como o Chicago Latino Film Festival (EUA) e o Tsiolkovsky Space Fest (Rússia).
A Semana ABC acontece de 14 a 16 de maio, e a cerimônia de premiação será realizada no dia 17 de maio, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. O Chicago Latino Film Festival ocorreu entre os dias 3 e 14 de abril, e a exibição de “SERTÃO 2138” foi realizada entre os dias 12 e 13 de abril.
“SERTÃO 2138” REFUTA A REPRESENTAÇÃO ESTEREOTIPADA DA REGIÃO
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A produção traz a ficção científica para refutar a representação estereotipada que o cinema faz do sertão brasileiro – DIVULGAÇÃO.
O filme “SERTÃO 2138” é um curta-metragem do gênero ficção-científica que aborda temas como racismo, problemas socioeconômicos e ambientais, retratados numa distopia filmada no sertão de Pernambuco. A produção traz a ficção científica para refutar a representação estereotipada que o cinema faz do sertão brasileiro.
O uso de clichês antigos e preconceitos criaram, na história da cinematografia, uma imagem de atraso e sofrimento para os locais sertanejos, que se transformaram em “simples passagens para um outro lugar”. Indo contra essa ideia, SERTÃO 2138 mostra o sertão como um lugar de acolhimento e salvação, um lugar perfeito para qualquer tipo de história.
O filme foi lançado nacionalmente em março de 2025 no Festival Curta Capiranga e realizado através de ajuda coletiva, sem incentivo e com apoio institucional da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Prefeitura de Tuparetama e da Locadora LOC Audiovisual através do Programa Novo Olhar.
Diretor de fotografia Gabriel Manes, indicado ao Prêmio ABC na categoria Melhor Direção de Fotografia de Filme Estudantil com o filme “SERTÃO 2138” – DIVULGAÇÃO
O diretor de fotografia Gabriel Manes é bacharel em Cinema e Audiovisual pela UFPE e sócio da produtora Trompete Filmes. Assinou a direção de fotografia dos curtas-metragens “Crimes Holandeses” (2023), “Náufrago” (2024), “Período Fértil – O Filme” (2025), “Trincheiras” (2025) e “Molho Inglês” (2025), além do videoclipe “Camaleoa – Camaleoa” (2023). Atualmente participou de equipes de filmagem de séries de TV e longas-metragens, atuando principalmente no departamento de câmera.
POR DENTRO DOS AUTORES
Já o diretor do curta-metragem Deuilton B. Junior estudou Cinema e Audiovisual na UFPE e Animação e Design na Universidade Veiga de Almeida. É sócio da produtora Trompete Filmes e dirigiu curtas-metragens como Boneco de Pano (2013), Terceiro Andar (2019) e SERTÃO 2138 (2025), participantes em festivais nacionais e internacionais. Atualmente dedica-se ao cinema, onde atua nas áreas de montagem e assistência de direção.
Sinopse do filme:
Em uma Terra distópica, uma brilhante cientista tem finalmente sua entrada liberada na Estação Espacial. Quando está tudo pronto para a tão sonhada partida e nova vida, uma misteriosa missão interrompe seus planos.
Ficha Técnica do Filme:
Elenco: Clau Barros, Camilly Vitoria, Asaías Rodrigues (Zaza) e Flávio Rocha
Roteirista / Diretor / Produtor: Deuilton B Júnior
Assistente de Direção: Maria Gazal
Prod. executiva / Prod. de Locação: Laura Viana
Dir. de produção: M. Clara Almeida
Assistente de produção / Platô: Lucas da Rocha
Prod. de local/set: Fernando Marquês
Direção de Fotografia: Gabriel Manes
1º Assistente de Fotografia: Douglas Henrique
Estagiário de fotografia: Davi Arthur Rodrigues Santos
Direção de arte / Cenografia: Jennifer Santos
Assistente de Arte: Vitória Souza Santos e Sofia Vaz
Cabelo: Jennifer Santos e Ipê Arauja
Figurinista / Prod. de figurino: Julieta Cavalcanti
Assistente figurinista: Sofia Vaz
Maquiagem: Ipê Arauja
Prod. de objetos: Diá de Santana
Still / Making of: Luis Almeida
Dir. de Som / Captação direto: Bruno Silva
Assistente de som: Gustavo Felipe Paz
Montador / Coordenador de pós: Deuilton B. Júnior
Efeitos visuais: Matheus Vinicius
Colorista e Finalização: Germana Glasner
Edição de som / Mixagem: Bruno SIlva
Trilha sonora: Eduardo Ribeiro
Cozinheiras: Katia Fernanda, Lucineide Fátima e Antonia Maria
Motoristas: Gilberto Silvestre e Edecassio Alves
Filme com Fernanda Montenegro foi o mais assistido da última quinta-feira (13) nos cinemas, na frente de ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’
Novo longa protagonizado por Fernanda Montenegro, Vitória abriu em primeiro lugar na bilheteria no Brasil no dia do seu lançamento, na última quinta-feira (13). De acordo com a Cinemascore BRA, o filme nacional estreou na frente de Capitão América: Admirável Novo Mundo, Mickey 17, O Macaco e Ainda Estou Aqui.Os dados do primeiro fim de semana devem ser divulgados até o domingo (16).
O filme tem direção de Andrucha Waddington, genro de Fernandona, que levou à frente o projeto original de Breno Silveira (2 Filhos de Francisco), falecido em Limoeiro, interior de Pernambuco, no primeiro dia das filmagens, em 2022, vítima de um infarto fulminante. Além de Fernandona, figuram no elenco Alan Rocha, Linn da Quebrada, Sacha Bali, Jennifer Dias, Laila Garin e Thelmo Fernandes.
Dona Vitória é o nome fictício foi dado à personagem verídica que, com sua câmera de vídeo, se tornou essencial para desmantelar uma violenta quadrilha que envolvia traficantes e policiais. Em agosto de 2005, o jornal carioca Extra, através do repórter Fábio Gusmão (interpretado no filme por Alan Rocha, presente também como jornalista em Ainda Estou Aqui), desenvolveu a série Janela indiscreta, divulgando a história a partir das imagens captadas pela senhora, que teve a identidade mantida em sigilo até a sua morte, em fevereiro de 2023.
Elle Fanning interpreta Sylvie Russo, baseada na real Suze Rotolo, primeira musa inspiradora de Bob Dylan (Disney/Divulgação)
Timothée Chalamet, em convincente composição física e vocal, interpreta o ícone da música nos anos iniciais da sua carreira; longa concorre ao Oscar em oito categorias, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator.
Demorou décadas para sair do papel a cinebiografia de um dos artistas emblemáticos da cultura norte-americana, mas o terreno agora é fértil para esse tipo de produção em Hollywood. Nos últimos anos, a indústria estabeleceu uma fórmula de sucesso para contar a história de ídolos em tom de filme-homenagem. Os resultados, ao menos a nível de repercussão, têm sido bem sucedidos: de Bohemian Rhapsody a Elvis, passando por Rocketman, até, finalmente, Um Completo Desconhecido, sobre o muito mais do que conhecido Bob Dylan, que chega nesta semana aos cinemas e concorre a oito categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator (Thimothée Chalamet).
Adaptado do livro Dylan Goes Electric (2015), de Elijah Wald, o longa é um recorte do início da carreira do astro, entre 1961 e 1965, quando chega a Nova York para conhecer seu ídolo Woody Guthrie (Scoot McNairy), que se encontra hospitalizado. A trama acompanha sua mudança de cantor folk para a amplificação elétrica marcada pela participação no Festival Folclórico de Newport e essa ascensão na música é narrada em paralelo ao triângulo amoroso entre Bob e as duas mulheres que cruzam sua vida nesse período: Sylvie Russo, inspirada na real Suze Rotolo e interpretada por Elle Fanning, e a cantora folk Joan Baez, vivida por Monica Barbaro, indicada a Melhor Atriz Coadjuvante.
Monica Barbaro concorre ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Disney/Divulgação)
O cantor Pete Seeger é outro personagem importante nesse crescimento do protagonista — e ainda que Edward Norton o interprete com competência, a sua indicação a Melhor Ator Coadjuvante é tão inexplicável quanto a da direção. James Mangold, que também adapta o roteiro em parceria com Jay Cocks (Gangues de Nova York), é mais conhecido como um diretor ‘de encomenda’ do que como autor. Sua funcionalidade é reconhecível em filmes bem diferentes como Garota, Interrompida (1999), Logan (2017), Ford vs Ferrari (2019) e Indiana Jones e a Relíquia do Destino (2023). No mesmo filão de Um Completo Desconhecido, ele já havia dirigido em 2005 a cinebiografia Johnny & June, sobre Johnny Cash — artista que marca presença neste novo longa, em atuação marcante de Boyd Holbrook.
A presença de Timothée Chalmet, que protagoniza duas superproduções entre os dez indicados ao Oscar de Melhor Filme (contando com Duna: Parte 2) e se tornou um dos maiores astros de sua geração, pode tornar difícil para espectadores frequentes enxergarem Bob Dylan e não a persona superexposta do ator, mas isso não diminui a competência da sua composição física e vocal. Ele, afinal, vem estudando o biografado desde 2020 para interpretá-lo e cumpre perfeitamente o desafio pesado de cantar como o ícone da música.
O recorte temporal escolhido no caso de Dylan é uma vantagem para fugir do modelo clássico — e atualmente aborrecido — de contar toda a vida do personagem real. Mangold articula um ritmo fluido e constante, que desenvolve o arco ascensão à fama em um tom uniforme, sem grandes momentos de impacto e com um desinteresse pelo espetáculo compatível à personalidade esquiva do artista, que, na vida real, fez contribuições para o roteiro e demonstrou satisfação com o resultado. “Timmy é um ator brilhante. Acho que ele convence perfeitamente me interpretando”, afirmou o próprio Bob Dylan em rede social.
Apesar da solidez da narrativa e das caracterizações, o saldo passa uma impressão um tanto plana, segura demais para falar dos conflitos de um homem que até queria (será?) permanecer um completo desconhecido, mas que, desde a época retratada, não tinha escolha. De toda sorte, fãs de canções como Blowin’ in theWind, Don’t Think Twice, It’s Alright, It’s All Over Now, Baby Blue e It Ain’t Me, Babe devem ficar satisfeitos com o cuidado com que Mangold rege Timothée Chalamet e Monica Barbaro. Na escala das cinebiografias contemporâneas, justiça seja feita, todos aqui passam na média.
Fernanda Torres foi escolhida como Melhor Atriz em Filme de Drama no Globo de Ouro (foto: Robyn Beck / AFP)
A filha de Fernanda Montenegro foi segunda opção do diretor Walter Salles para interpretar Eunice Vieira em ‘Ainda Estou Aqui’
Com o burburinho do Globo de Ouro, uma curiosidade sobre Fernanda Torres foi revivida nesta segunda-feira (6/1). A filha de Fernanda Montenegro foi escolhida como Melhor Atriz em Filme de Drama, na maior premiação do cinema mundial, pela participação em Ainda Estou Aqui. Ela foi a primeira brasileira a ganhar a disputa na história do cinema nacional.
No entanto, o papel de Eunice Paiva, protagonista da trama, seria de outra artista: Mariana Lima. A atriz já estava estudando a personagem a convite do diretor, Walter Salles, mas acabou deixando o projeto por conta de problemas pessoais.
Atriz Mariana Lima (foto: Lucas Seixas/Divulgação )
Na ocasião, Mariana estava terminando seu casamento o ator Enrique Diaz, que havia completado 25 anos. “Walter achou que eu não ia dar conta e, realmente, eu não ia”, justificou a veterana.
Confira as informações completas na coluna Fábia Oliveira, no Metrópoles.
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