Cem passistas, duas orquestras e um desfile vibrante para homenagear o ritmo que é patrimônio cultural.
No dia 9 de fevereiro, o Recife vai pulsar ao som de seus acordes mais autênticos para celebrar o Dia do Frevo. A Prefeitura preparou uma programação especial e um dos destaques será um grande cortejo festivo intitulado de Entardecer dos Passistas, reunindo 100 passistas de 10 grupos diferentes, além da participação do tradicional bloco Abanadores do Arruda, homenageado deste Carnaval do Recife 2025.
Essa grande saudação ao frevo tem início às 16h, com saída da Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, e destino no Pátio de São Pedro, no bairro de São José. Participam do cortejo a Cia Brincatear, Cia de Dança Giselly Andrade, Tareco e Mariola, Saltos Cia de Dança – Passistas, Cia Folguedos, Cia Ogum Odé, Fábrica Fazendo Arte – Passistas, Cia Brasiliart de Dança, Cia de Dança Perna de Palco, Cia de Dança no Ritmo do Compasso, Império Frevo Orquestra e Frevo Zen Orquestra.
“O frevo é uma forma de expressão que nos promove imenso pertencimento, que cria e gera em nós um processo de revitalização e de resistência, inclusive, da nossa própria cidadania. É uma forma de expressão festiva. É do carnaval, mas também está fora do carnaval. Está no cotidiano de todos nós e tem essa perspectiva mesmo da resistência do existir. Surge como uma força vital da cidade em movimento e no seu processo de desenvolvimento no final do século XIX e vem até hoje resistindo e existindo como o brincar, como o se expressar, como o embate, inclusive, no cotidiano das nossas vidas”, afirmou Carmem Lélis, pesquisadora e assessora técnica de política cultural da Secretaria de Cultura do Recife.
Acompanhados por duas orquestras, os participantes levarão o frevo, em sua expressão máxima de música e dança, pelas ruas do centro da cidade. O percurso terá início no Marco Zero, coração do Recife, e seguirá em direção ao Pátio de São Pedro, prometendo envolver moradores e turistas em uma explosão de cores, ritmo e tradição.
Mais do que um desfile, a iniciativa busca convidar a cidade a ouvir, sentir e dançar o frevo, reforçando a identidade cultural recifense e a importância desse Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro e da Humanidade. Lélis reforça que, para além da festa, o frevo tem uma importância de cidadania para todos os recifenses e pernambucanos. “Por isso ele merece, ele é um patrimônio e precisa ser celebrado e ser memorado e rememorado sempre”. A festa promete emoção e energia, garantindo um espetáculo vibrante para quem estiver nas ruas e calçadas acompanhando a passagem desse grande cortejo.
DIA DO FREVO
O frevo é celebrado em duas datas distintas. A primeira, comemorada no Recife, Pernambuco, ocorre em 9 de fevereiro e faz referência ao trabalho do pesquisador e escritor Evandro Rabello. Segundo seus estudos, essa foi a data em que o termo “frevo” apareceu pela primeira vez na imprensa, em 1907, no Jornal Pequeno. Na época, a palavra designava uma música criada para uma agremiação carnavalesca chamada Empalhadores do Feitosa.
Já a segunda data, 14 de setembro, é uma comemoração de âmbito nacional. Ela homenageia o jornalista Osvaldo Almeida, responsável por nomear essa manifestação cultural como “frevo”. O termo surgiu da corruptela da palavra “frever”, usada popularmente para descrever a efervescência das ruas durante o carnaval. A partir disso, o frevo passou a englobar todas as expressões ligadas a essa tradição carnavalesca.
O poeta e pensador Oliveira Silveira, no Grupo Palmares (foto: Instituto Oliveira Silveira/Divulgação)
Movimento começou em 1971 com a formação do Grupo Palmares.
Teve longa gestação o reconhecimento do Dia de Zumbi e da Consciência Negra em 20 de novembro como feriado civil em todo o país: 53 anos. O intervalo é maior do que o espaço de tempo entre a Lei Eusébio de Queiroz (1850), que proibiu em definitivo a importação de pessoas escravizadas para o Brasil, e a Lei Áurea (1888), que declarou “extinta” a escravidão no país: 38 anos.
A preferência pelo 20/11 se manifesta pela primeira vez em 1971, em plena ditadura cívico-militar, e partiu de um grupo de estudantes e militantes negros de Porto Alegre, interessados em literatura e artes. Eles não achavam adequadas as celebrações em torno do 13 de maio, dia da assinatura da abolição da escravatura pela princesa Isabel, princesa imperial regente – que formalmente pôs fim a cerca de 350 anos de escravidão negra no Brasil
O coletivo de rapazes negros, formado em julho daquele ano, depois se denominou Grupo Palmares e era composto por Oliveira Ferreira da Silveira, Ilmo Silva, Vilmar Nunes e Antônio Carlos Cortes. Cortes, hoje experiente advogado especializado em direito civil e criminal e a única pessoa viva daquela formação original. Segundo ele, também pertenciam ao “grupo informal” Luiz Paulo Axis Santos e Jorge Antônio dos Santos, que tiveram atuação mais discreta.
Nós éramos seis, mas quatro botaram a cara para bater e dois ficaram ocultos, como estratégia nossa, porque se a ditadura nos eliminasse, esses outros dois dariam sequência”, lembra Antônio Carlos Cortes em entrevista à Agência Brasil. Ao longo do tempo, a composição do grupo mudou, inclusive com a entrada de mulheres.
“O grupinho de negros se reunia costumeiramente em alguns fins de tarde na Rua da Praia (oficialmente, dos Andradas), quase esquina com Marechal Floriano, em frente à Casa Masson”, descreveu o poeta Oliveira Silveira, já formado em Letras na época, em artigo assinado em 17 de outubro de 2003 e publicado no livro Educação e ações afirmativas: entre a injustiça simbólica e a injustiça econômica.
Conforme o texto, no grupo Jorge Antônio dos Santos era “o crítico mais veemente” ao 13 de maio, mas havia na roda unanimidade contra ter aquela data como referência histórica de luta pela liberdade para os negros brasileiros.
“O 13 não satisfazia, não havia por que comemorá-lo. A abolição só havia ocorrido no papel; a lei não determinara medidas concretas, práticas, palpáveis em favor do negro. E sem o 13 era preciso buscar outras datas, era preciso retomar a história do Brasil”, anotou Oliveira Silveira.
Segundo ele, que também se tornou autor de teatro, o grupo conhecia a peça Arena conta Zumbi, de Gianfrancesco Guarnieri e musicada por Edu Lobo (1965). Zumbi dos Palmares também estava nas bancas de revista, no fascículo nº 6 da série Grandes Personagens da Nossa História, editado pela Abril Cultural. Na publicação constava o dia 20 de novembro de 1695 como data da morte de Zumbi.
Na Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul, o então estudante Antônio Carlos Cortes localiza o livro Quilombo de Palmares (1947), do historiador Edison Carneiro. O livro corroborava a data de 20/11, assim outros livros consultados posteriormente pelo grupo como As guerras nos Palmares (1938), do historiador português Ernesto José Bizarro Ennes, e Palmares – la guerrilla negra (1965), do historiador gaúcho Décio Freitas e editado inicialmente no Uruguai.
Além da data de Zumbi dos Palmares, o grupo previu realizar homenagens ao advogado Luiz Gama em 24 de agosto, e ao jornalista José do Patrocínio em 9 de outubro, datas de nascimento dos dois abolicionistas negros. “Estava delineada uma precária, mas deliberada ação política no sentido de apresentar, à comunidade negra e à sociedade em geral, alternativas de datas, fatos e nomes, em contestação ao oficialismo do 13 de maio”, explicou em artigo Oliveira Silveira.
Censura prévia
A primeira homenagem articulada pelo Grupo Palmares a Zumbi ocorreu no 20/11, um sábado à noite, no Clube Náutico Marcílio Dias, com o evento Zumbi, a homenagem dos negros do teatro. Antes da apresentação, no dia 18, o grupo foi chamado à sede da Polícia Federal para detalhar a programação do ato e obter liberação da censura.
“Todas as nossas manifestações tinham que passar pela Polícia Federal, pela censura, para que eles carimbassem autorizando aquele ato que a gente ia fazer em função do 20 de novembro de Zumbi dos Palmares. Mais do que isso, eu e o Oliveira chegamos a ser detidos”, lembra Antônio Carlos Cortes sobre depoimento forçado que tiveram de prestar.
A repressão política queria averiguar se o Grupo Palmares tinha ligações com a organização Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), que atuava na luta armada.
Liberados para fazerem a homenagem, no dia do evento os componentes do Grupo Palmares e a audiência no Clube Náutico Marcílio Dias formaram um círculo para conhecer e discutir a história de Palmares e seus quilombos com base nos estudos feitos pelos estudantes e militantes, defendendo a opção pelo 20 de novembro, em vez do 13 de maio, como data histórica para os negros brasileiros.
A partir de então, “Oliveira nunca deixou um ano de fazer alguma atividade no 20 de novembro”, recorda-se a atriz gaúcha Vera Lopes – desde jovem atuante no movimento negro de Porto Alegre. Para ela, a data da morte de Zumbi dos Palmares “é uma referência que remete para aquilo que a gente sempre, desde sempre viveu, que é a luta por vida digna. Em nenhum momento da história, as pessoas negras aceitaram ser escravizadas de bom grado. O tempo inteiro, houve resistência.”
Conjunto de quilombos
O historiador e professor mineiro Marcos Antônio Cardoso, especialista em movimento negro, avalia que Zumbi e o quilombo de Palmares carregam outros atributos importantes. “Essa foi a primeira forma coletiva de organização de africanos no Brasil contra o regime de escravização. Foi uma experiência cultural, política e social.”
Palmares, na verdade um conjunto de quilombos que existiu por cerca de um século na Serra da Barriga na capitania de Pernambuco, hoje em União dos Palmares (AL), ia além do cultivo predominante de apenas uma cultura agrícola, como acontecia nos engenhos de cana de açúcar, e tinha formas mais horizontais de comando e de liderança do que o modelo escravagista.
Zumbi, nascido em Palmares, mas criado no Recife por um padre missionário, retorna à região e posteriormente assume a liderança do quilombo sucedendo, por volta de 1680, Ganga Zumba – que havia aceitado uma proposta de rendição e paz da coroa portuguesa.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança do Quilombo de Palmares, mantendo a resistência, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho invade e destrói em 1694 o principal assentamento do quilombo (Mocambo do Macaco). Zumbi sobrevive por cerca de mais dois anos em outro reduto, até ser morto em 20 de novembro pelo capitão Furtado de Mendonça. Com o corpo esquartejado, Zumbi teve sua cabeça cortada exposta no Pátio do Carmo no Recife.
Utopia da igualdade
Para Marcos Antônio Cardoso, apesar da derrota e morte de Zumbi “o processo de resistência, de guerrilha, de organização, é muito importante do ponto de vista de pensar a história do Brasil a partir do olhar dos chamados vencidos. O quilombo de Palmares é ressignificado na memória negra brasileira. Se transforma na utopia de construção de uma sociedade baseada na igualdade.”
O gesto do Grupo Palmares em Porto Alegre em defender a substituição das comemorações do 13 de maio para o 20 de novembro, no auge da repressão, não teve propósito imediato de mobilização política. Mas, em 1978, quando a sociedade civil volta a se articular em meio à abertura “lenta, gradual e segura” da ditadura cívico-militar, a bandeira de 1971 do pequeno coletivo gaúcho será abraçada Movimento Negro Unificado (MNU),
“Graças ao empenho do MNU, ampliando e aprofundando a proposta do Grupo Palmares, o 20 de novembro transformou-se num ato político de afirmação da história do povo negro, justamente naquilo em que ele demonstrou sua capacidade de organização e de proposta de uma sociedade alternativa”, descreveu a intelectual e ativista Lélia Gonzalez no artigo O Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial.
Na sua opinião, “Palmares foi o autêntico berço da nacionalidade brasileira, ao se constituir efetiva democracia racial, e Zumbi, o símbolo vivo da luta contra todas as formas de exploração.”
Causas propostas, articuladas e abraçadas pelo MNU, como o 20/11, pautaram a redemocratização do Brasil e até se tornaram políticas públicas atuais, como o ensino da história da África nas escolas brasileiras, reivindicado desde o final dos anos 1970.
Em 2003, o 20 de novembro foi incluído por lei nos calendários escolares. Em 2011, a data é instituída oficialmente. No ano passado, também por lei, torna-se feriado nacional – após os estados de Alagoas, do Amazonas, Amapá, de Mato Grosso e do Rio de Janeiro e cerca de 1.200 municípios já terem acolhido a data como dia sem trabalho, mas com reflexão social.
“É um feriado fundamental para que a gente sonhe um dia em ser um país de primeiro mundo. Nós só seremos um país de primeiro mundo quando pusermos fim a essa chaga do racismo, do preconceito e da discriminação”, afirma o senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto de lei que transformou o Dia de Zumbi e da Consciência Negra em feriado cívico nacional.
Os negros são a maioria dos brasileiros. Pretos e pardos representam 55,5% da população – 112,7 milhões de pessoas em um universo 212,6 milhões. Conforme o Censo 2022 (IBGE), 20,6 milhões (10,2%) se reconhecem como “pretos” e 92,1 milhões (45,3%) se identificam como “pardos”.
De acordo com Paulo Paim, “toda pessoa negra tem que entender que é descendente de quilombola, e o princípio dos quilombos é esse: uma nação para todos.”
Interseccionalidades.Para combater o racismo e promover a igualdade racial, TJPE instituiu a Comissão de Políticas Judiciárias de Equidade Racial e suas.
Uma boa notícia no Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quarta (20).
Para combater o racismo e promover a igualdade racial, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) instituiu a Comissão de Políticas Judiciárias de Equidade Racial e suas Interseccionalidades.
Assinado pelo presidente do TJPE, desembargador Ricardo Paes Barreto, o ato que oficializa a criação foi publicado nesta quarta. A comissão é presidida pelo desembargador Eudes França.
“A criação da comissão reforça o compromisso da Justiça pernambucana com a promoção da equidade racial e o enfrentamento das desigualdades estruturais na sociedade”, afirma o tribunal.
Entenda
A medida está em sintonia com ações nacionais e internacionais, incluindo o Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), proclamada pela ONU.
A iniciativa também dialoga com marcos como o Estatuto da Igualdade Racial e resoluções do CNJ que tratam de cotas raciais em concursos públicos e estágios, além de políticas de combate ao assédio moral e à discriminação.
Como funciona
A Comissão tem como missão principal propor e implementar políticas e ações institucionais que enfrentem o racismo e promovam a equidade racial. Algumas das suas atribuições: promoção de práticas antirracistas, valorização da igualdade racial e fomento à educação e conscientização.
Ao criar um espaço dedicado a enfrentar essas questões, o TJPE não apenas reafirma seu papel como defensor dos direitos humanos, mas também dá um passo significativo para construir uma Justiça mais inclusiva e acessível.
“Essa iniciativa simboliza um compromisso concreto do Judiciário pernambucano com a equidade racial, indo além do papel jurisdicional para ser um agente de transformação social”, destacou o presidente Ricardo Paes Barreto.
Prazos
Nos próximos meses, a Comissão deverá apresentar um plano de ação com propostas concretas para enfrentar o racismo e suas interseccionalidades no âmbito do TJPE.
Além disso, será promovido um diálogo com a sociedade civil para assegurar que as políticas desenvolvidas atendam às reais necessidades da população.
O rapper recebeu ligação dos filhos (foto: Angela Weiss/AFP)
O rapper e produtor musical está preso desde 16 de setembro por crimes como estupro e tráfico sexual.
Sean Diddy Combs comemora 55 anos nesta segunda-feira (4/11) e recebeu uma ligação dos filhos, além de um banquete que incluiu pizza e frango assado. Ele está preso desde 16 de setembro acusado de tráfico sexual, estupro, extorsão e outros crimes.
No vídeo compartilhado por Justin Dior Combs no Instagram, é possível ver seis, dos sete filhos, reunidos, entre eles Love, Quincy, Christian, D’Lila e Jessie, além de Justin. Chance não aparece nas imagens, mas compartilhou o momento no perfil dela.
“Feliz aniversário, pai, nós te amamos”, escreveu o filho do cantor. Na ligação, eles cantam Parabéns para Você em inglês e arrancam sorrisos audíveis do artista.
Carnaíba/PE, no Sertão do Pajeú, começou a vivenciar, nesta terça-feira (15), a programação da 29ª Festa do poeta e compositor Zédantas, filho mais ilustre da terra e principal parceiro de Luiz Gonzaga na composição de músicas que ficaram eternizadas na voz do Baião, como: Vem Morena, A Volta da Asa Branca e Forró de Mané Vito.
A cidade rende várias homenagens a Zédantas. Uma das delas é o Museu construído pela Prefeitura, em parceira com o Governo do Estado, na gestão Paulo Câmara, para preservar a memória do carnaibano.
O ambiente fica localizado ao lado do Teatro José Fernandes de Andrade e do Pátio de Eventos Milton Pierre – espaço onde acontecerá a maior parte da programação da Festa de ZéDantas, com apresentações culturais e musicais.
No Museu Zédantas é possível fazer uma viagem na história do poeta e compositor, que também foi médico. Podem ser vistos artigos pessoais, como gravatas que marcaram o seu visual, e instrumentos de trabalho, a exemplo do gravador para compor as músicas e a máquina de escrever, além de maleta que ele utilizava para atender seus pacientes. Nas paredes estão estampadas partituras de algumas composições famosas de Zédantas, como Sabiá, ABC do Sertão, Xote das Meninas e Riacho do Navio. Fotos de Zédantas com Luiz Gonzaga, sua família e de uma parceria com Jackson do Pandeiro estão disponíveis no local.
Durante a programação da Festa, o Museu poderá ser visitado pelo público na terça e quarta-feira, das 7h às 12h, e das 14h às 17h; na quinta e sexta-feira, das 7h às 12h, e das 18h às 21h; e no sábado, das 7h às 12h.
Em uma ação inovadora da Diretoria Municipal de Cultura, quem visitar o Museu ganhará o Passaporte Pernambuco para registros de viagens.
A 29ª Festa de Zédantas, que teve sua programação iniciada nesta terça-feira, segue até o dia próximo dia 26.
Foto do site da Prefeitura de Afogados da Ingazeira.
A princesinha do pajeú, a nossa querida Afogados da Ingazeira, em seus 115 anos de emancipação política, presentea ao seu povo uma cidade com desenvolvimento e progresso, através do nosso prefeito Alessandro Palmeira e seu vice prefeito Daniel Valadares que teem trabalhado muito para o engrandecimento do nosso município.
O blog De Frente com Ana Maria e o Canal De Frente com Ana Maria, parabenizam Afogados da Ingazeira e o prefeito Alessandro Palmeira, e o vice Daniel Valadares.
Procissão homenageou São João, no Recife (Foto: Rafael Vieira/DP)
Cortejo percorreu ruas do Sancho, na Zona Oeste do Recife, nesta segunda (24)
A Igreja Católica Brasileira manteve uma grande tradição e realizou, na tarde desta segunda-feira (24), a procissão para homenagear São João Batista, um dos santos mais importantes do ciclo junino.
A procissão saiu com o andor de São João Batista da capela, no Sancho, na Zona Oeste do Recife, às 16h.
O cortejo percorreu as ruas do bairro. Os devotos fizeram orações e entoaram cantos religiosos.
O Padre Irismar Farias, responsável pela Igreja Matriz de São João Batista, falou sobre a importância da procissão e do santo para a Igreja Católica.
“Estamos aqui na paróquia do Sancho, erguida há 106 anos. Ela tem como grande sinal a presença de São João Batista. Para nós, cristãos, é aquele que aponta, que nos encaminha, nos encoraja, nos incentiva na dimensão da fé, de buscar o Senhor nesse processo de conversão. Então é um prazer, é um privilégio, e, ao mesmo tempo, é uma renovação de vida. Celebrarmos o nascimento do filho, do profeta e também do precursor do nosso salvador”, detalhou o religioso.
Os católicos celebraram a natividade de São João. Toda a tradição é seguida pelos fiéis que festejam o santo.
A aposentada Maria das Graças Nascimento dos Santos, de 70 anos, disse que foi com grande felicidade que participou da procissão e dos preparativos, como faz todos os anos.
“Todos os anos, estamos aqui. Trabalhando na barraca. Começamos a preparar a festa desde o dia 15 de junho. Fazendo arrecadação com a venda de salgados e doces. Todo ano é essa mesma pisada e eu adoro”, comentou a aposentada.
A pensionista Albanita Borges da Silva estava bastante emocionada durante a caminhada e falou um pouco sobre a sua fé no santo.
“Eu moro aqui há 28 anos. Só que teve uns anos que eu não vim, porque estava doente. Mas quando eu estou bem, de saúde, estou na procissão. A gente sempre tem uma graça para agradecer. Eu estou aqui hoje de pé e é por isso que vim agradecer”, disse emocionada Dona Albanita.
Portanto, celebrar o padroeiro é celebrar uma renovação espiritual, e no Nordeste, temos a cultura, a culinária, o festejo, o reencontro familiar, o reencontro com os parentes e a renovação das amizades.
A procissão durou cerca de uma hora e terminou às 17h com a realização de uma festa em frente a paróquia do Sancho, onde os fieis comemoraram o nascimento de São João Batista.
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