
As fraudes eletrônicas acontecem com a instalação de dispositivos clandestinos que fazem o visor da bomba mostrar um volume de combustível superior ao injetado no tanque; operação em Pernambuco gerou 29 autuações em postos
O Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE) participou, entre os dias 3 e 5 de fevereiro, da Operação Tô de Olho – Abastecimento Seguro.
A ação no estado verificou, segundo o Ipem-PE, 359 bicos injetores de combustível para examinar se a quantidade entregue ao consumidor corresponde ao volume indicado no painel da bomba.
Do total de bicos analisados pelas equipes do Ipem, 55 foram reprovados, resultando em 29 autuações e 3 interdições de postos.
As condições dos componentes de segurança dos equipamentos também passaram por avaliação.
Conforme o presidente do Ipem-PE, Ary Morais, a operação reforça o compromisso do órgão com a defesa do consumidor e a justiça nas relações de consumo.
“Essa ação integrada fortalece a fiscalização e amplia a segurança para o cidadão. Nosso trabalho é garantir que o consumidor pernambucano receba exatamente o volume de combustível pelo qual pagou, além de coibir práticas irregulares que prejudicam a concorrência leal”, destacou.
A ação nacional, coordenada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), aconteceu simultaneamente em 8 estados e no Distrito Federal.
Como ocorrem as fraudes
O Ipem explica que as fraudes eletrônicas acontecem com a instalação de dispositivos clandestinos, como placas eletrônicas, chips ou softwares adulterados.
Eles reduzem o volume real de combustível entregue, embora o visor da bomba indique quantidade maior.











